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segunda-feira, setembro 09, 2019

Que não se esqueça 2012. Fica esta memória.



Nosso comentário:


Mais uma personalidade mediática, desta feita o conhecido músico Pedro Abrunhosa, a perder o verniz, como se costuma dizer, e a saltar em cima da governação.
Não espanta que tal aconteça com cada português, mais ou menos mediático, à medida que as condições de vida das pessoas em particular e do país em geral se forem degradando.
A mais recente e inacreditável afirmação pertence a um ataque despudorado ao SNS (Serviço Nacional de Saúde) aparecendo um secretario de estado a dizer às pessoas veladamente para evitarem utilizar esse mesmo serviço nacional de saúde.
Incrível!
Diz ele, esse secretário de estado, que as pessoas devem evitar ficar doentes, apostando para isso na prevenção, poupar-se-ia imenso com isso.
Senhor secretário de estado, poupe-nos com semelhantes afirmações nesta fase ok?
Afirmações que no contexto em que vivemos são no mínimo disparatadas e abusivas.
Como disparatado é este ataque, no âmbito da cultura, à Casa da Música da cidade do Porto.
Ataque este que vem indignando as gentes ligadas à cultura como é óbvio mas também a população em geral do país, mormente as residentes no Grande Porto.
Acredite que por essa ordem de ideias, também se poupava imenso e o país ganhava imenso com isso, se governantes como o senhor, sumissem de vez, pegassem nas malas e emigrassem.
Normalmente um edifício para se construir, coloca-se pedra sobre pedra até que, colocada a última pedra, a obra nasce e vive para ser admirada.
O que se está a passar é exatamente o contrário, é pura destruição do que há.
Dizem-nos eles: EMIGREM, SEJAM INCULTOS, VIREM DESEMPREGADOS, ANALFABETOS, NÃO SE TRATEM, MORRAM...
E a gente tem que bater palmas a esta situação?
É este o país de sonho que os que ora lá estão usam como se de um laboratório se tratasse.
Portugal a viver um tempo, estranho tempo este, em que a ordem é para destruir (eles chamam refundar) o que está feito, o legado luso herdado, em dizer mal do que é bom, em fazer o que não deve ser feito.
O lema é empobrecer, emagrecer, desgovernar.
Depois ainda nos dizem, depois de refundados, roubados, vendidos, que vivemos acima das nossas possibilidades. 
Que não merecemos tanto. Que não merecemos tantas escolas, tantos hospitais, tantos serviços sociais de qualidade.
Por favor, poupem-nos a tanto desatino, a tanta falta de esperança. 
Como Pedro Abrunhosa diz, e muito bem, a nossa única esperança já só é que este governo se demita.



Fiquem bem, 

 
https://www.bubok.pt/autores/lusito
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Casa da Música

"Receio que a transformem numa igreja ou num shopping"

por Lusa, publicado por Luís Manuel Cabral




Pedro Abrunhosa, músico
Pedro Abrunhosa, músico Fotografia © João Manuel Ribeiro - Global Imagens
O músico Pedro Abrunhosa considerou hoje "absolutamente compreensível" a demissão da administração da Casa da Música, instituição cujo futuro "está comprometidíssimo" e que teme ver privatizada, afirmando que a "única esperança" que tem no Governo é que "se demita".
Todos os membros do conselho de administração da Casa da Música (CdM), no Porto, renunciaram na terça-feira aos respetivos mandatos, devido aos cortes anunciados pelo Governo para 2013, nas transferências de verbas para a Fundação.
Contactado pela agência Lusa, Pedro Abrunhosa considerou que "a demissão é absolutamente compreensível porque já é uma questão de dignidade", esperando que "a programação da Casa da Música não vá ficar afetada e que se encontre uma solução rápida".
"Eu com este Governo não tenho nenhuma esperança. A única esperança que eu tenho é que o Governo se demita", disse, criticando o "orçamento ridículo e insultuoso para todos os portugueses" destinado à Cultura.
O compositor foi mais longe: "eu temo pelo futuro da Casa da Música e não estou a ironizar. Tenho medo que transformem a Casa da Música numa igreja, num supermercado, num shopping, num ringue de patinagem. Deste Governo e desta autarquia eu espero todo o tipo de bandidagem, não espero mais nada".
Por isso, Abrunhosa considera que "o futuro da Casa da Música está comprometidíssimo porque com esta desorçamentação o apetite sobre a instituição é muito".

"Tenho medo do que se passa nos gabinetes em termos de voracidade sobre a Casa da Música. Eu tenho medo da privatização da Casa da Música. Estamos a viver um momento negro", enfatizou.
Para o músico "a partir do momento em que acabaram com o Ministério da Cultura começou-se este processo de bandidagem, de depauperação do património cultural".
"Este Orçamento do Estado, que tem um secretário de Estado da Cultura a gerir a parte que lhe cabe que é pouco mais de 0,1% e que nem sequer tem assento no Conselho de Ministros", criticou.
Os administradores da Casa da Música -- incluindo o presidente Nuno Azevedo - tomaram a decisão, por considerarem que "deixaram de estar reunidas as condições que, até hoje, garantiram o sucesso da Fundação".
A Secretaria de Estado da Cultura lamentou terça-feira a renúncia dos administradores da Casa da Música e manifestou empenho na continuação do projeto.


domingo, março 02, 2014

Jesus Cristo visita Hospital Português!


Os Portugueses depois do que estão a passar com esta governação, já nem em verdadeiros milagres acreditam.

Ora leiam:



Jesus Cristo, cansado do tédio do Paraíso, resolveu voltar à terra para fazer o bem. Procurou o melhor lugar para descer e optou pelo Hospital de S. Francisco Xavier, onde viu um médico a trabalhar há muitas horas e a morrer de cansaço.

Para não atrair as atenções, decidiu ir vestido de médico. Jesus Cristo
entrou de bata, passando pela fila de pacientes no corredor, até atingir o gabinete do médico. Os pacientes viram e comentaram:

- Olha, vai mudar o turno...

Jesus Cristo entrou na sala e disse ao médico que podia sair, dado que ele mesmo iria assegurar o serviço. E, decidido, gritou:

- O PRÓXIMO!

Entrou no gabinete um homem paraplégico que se deslocava numa cadeira de rodas.

Jesus Cristo levantou-se, olhou bem para o homem, e com a palma da mão direita sobre a sua cabeça disse:

- LEVANTA-TE E ANDA!

O homem levantou-se, andou e saiu do gabinete empurrando a cadeira de rodas.
Quando chegou ao corredor, o próximo da fila perguntou:

- Que tal é o médico novo?

Ele respondeu:

-
Igualzinho aos outros...nem exames, nem análises, nem medicamentos...
Nada! Só querem é despachar
...

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira

quarta-feira, maio 22, 2013

O British Hospital e Nossa Senhora de Fátima...


Nosso comentário:


Recebi via email esta informação de que não tinha conhecimento. É sobre o British Hospital e a informação nele contida surpreendeu-me duplamente.
Primeiro porque desconhecia por completo que o British Hospital tivesse sido um fiasco...Aqui talvez se aplique a expressão tantas vezes utilizada, tendo em conta o exterior do dito hospital, claro, de que "as aparências iludem".
Segundo, também desconhecia que o economista José António Mendes Ribeiro tivesse sido um dos responsáveis por tal fiasco.
Um homem que vem agora, chamado pelo ministro da saúde Paulo Macedo, coordenar o grupo de trabalho que vai propor os cortes a aplicar no Serviço Nacional de Saúde!!!
E esta hein?
Com notícias destas, como não hão-de os portugueses andar assustados, tristes, amargurados com a sua sina?
No meu caso pessoal, estava eu a ler o email e, na peugada do senhor Presidente da República, já dava comigo a rezar a Nossa Senhora de Fátima para que fizesse o milagre de nos poupar a tantos danos, evitando mais este: "o fiasco do Serviço Nacional de Saúde" pondo-o em melhores mãos enquanto é tempo.
Ainda hoje lia num jornal, sobre o estado da nossa economia a nível europeu, considerando quer países do sul quer países de leste, que pior que a nossa (Economia) só mesmo a Grécia.
Bom, se deixamos continuar isto assim, havemos de ir longe havemos... 
Para que conste divulgo o citado email,

Fiquem bemAntónio Esperança Pereira






British Hospital...
 Sabiam? não? vão ficar a saber!        O British Hospital pertence ao Grupo Português de Saúde desde o início dos anos 1980. O Grupo Português de Saúde pertence ao universo da Sociedade Lusa de Negócios, a tal que tinha um banco dentro. Exactamente: o BPN.  O banco serviu para financiar a compra do British. Um fiasco. Entre 1999 e 2009, o British recuou de uma média anual de 12 mil consultas para cerca de 1800. Entre 2004 e 2007, o presidente do Grupo Português de Saúde foi o economista José António Mendes Ribeiro, o qual, quando saiu do grupo,   deixou um passivo de perto de cem milhões de euros.  Pois foi precisamente José António Mendes Ribeiro que o ministro da Saúde, Paulo Macedo, foi buscar para coordenar o grupo de trabalho que vai propor os cortes a aplicar no Serviço Nacional de Saúde.  Isto, que podia ser uma charla dos Malucos do Riso, é o ponto em que estamos.


Sabiam? Não? Vão ficar a saber! 
    E divulguem :


O British Hospital pertence ao Grupo Português de Saúde desde o início dos anos 1980. O Grupo Português de Saúde pertence ao universo da Sociedade Lusa de Negócios, a tal que tinha um banco dentro. Exactamente: o BPN .
O banco serviu para financiar a compra do British. Um fiasco. Entre 1999 e 2009, o British recuou de uma média anual de 12 mil consultas para cerca de 1800. Entre 2004 e 2007, o presidente do Grupo Português de Saúde foi o economista José António Mendes Ribeiro, o qual, quando saiu do grupo, deixou um passivo de perto de cem milhões de euros...
Pois foi precisamente José António Mendes Ribeiro que o ministro da Saúde, Paulo Macedo, foi buscar para coordenar o grupo de trabalho que vai propor os cortes a aplicar no Serviço Nacional de Saúde !!!


Isto, que podia ser uma charla dos Malucos do Riso, mas é o ponto a que chegámos.

domingo, dezembro 30, 2012

Pedro Abrunhosa, a Casa da Música e a bandidagem


Nosso comentário:



Mais uma personalidade mediática, desta feita o conhecido músico Pedro Abrunhosa, a perder o verniz, como se costuma dizer, e a saltar em cima da governação.
Não espanta que tal aconteça com cada português, mais ou menos mediático, à medida que as condições de vida das pessoas em particular e do país em geral se forem degradando.
A mais recente e inacreditável afirmação pertence a um ataque despudorado ao SNS (Serviço Nacional de Saúde) aparecendo um secretario de estado a dizer às pessoas veladamente para evitarem utilizar esse mesmo serviço nacional de saúde.
Incrível!
Diz ele, esse secretário de estado, que as pessoas devem evitar ficar doentes, apostando para isso na prevenção, poupar-se-ia imenso com isso.
Senhor secretário de estado, poupe-nos com semelhantes afirmações nesta fase ok?
Afirmações que no contexto em que vivemos são no mínimo disparatadas e abusivas.
Como disparatado é este ataque, no âmbito da cultura, à Casa da Música da cidade do Porto.
Ataque este que vem indignando as gentes ligadas à cultura como é óbvio mas também a população em geral do país, mormente as residentes no Grande Porto.
Acredite que por essa ordem de ideias, também se poupava imenso e o país ganhava imenso com isso, se governantes como o senhor, sumissem de vez, pegassem nas malas e emigrassem.
Normalmente um edifício para se construir, coloca-se pedra sobre pedra até que, colocada a última pedra, a obra nasce e vive para ser admirada.
O que se está a passar é exatamente o contrário, é pura destruição do que há.
Dizem-nos eles: EMIGREM, SEJAM INCULTOS, VIREM DESEMPREGADOS, ANALFABETOS, NÃO SE TRATEM, MORRAM...
E a gente tem que bater palmas a esta situação?
É este o país de sonho que os que ora lá estão usam como se de um laboratório se tratasse.
Portugal a viver um tempo, estranho tempo este, em que a ordem é para destruir (eles chamam refundar) o que está feito, o legado luso herdado, em dizer mal do que é bom, em fazer o que não deve ser feito.
O lema é empobrecer, emagrecer, desgovernar.
Depois ainda nos dizem, depois de refundados, roubados, vendidos, que vivemos acima das nossas possibilidades. 
Que não merecemos tanto. Que não merecemos tantas escolas, tantos hospitais, tantos serviços sociais de qualidade.
Por favor, poupem-nos a tanto desatino, a tanta falta de esperança. 
Como Pedro Abrunhosa diz, e muito bem, a nossa única esperança já só é que este governo se demita.



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/


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Casa da Música

"Receio que a transformem numa igreja ou num shopping"

por Lusa, publicado por Luís Manuel Cabral




Pedro Abrunhosa, músico
Pedro Abrunhosa, músico Fotografia © João Manuel Ribeiro - Global Imagens

O músico Pedro Abrunhosa considerou hoje "absolutamente compreensível" a demissão da administração da Casa da Música, instituição cujo futuro "está comprometidíssimo" e que teme ver privatizada, afirmando que a "única esperança" que tem no Governo é que "se demita".
Todos os membros do conselho de administração da Casa da Música (CdM), no Porto, renunciaram na terça-feira aos respetivos mandatos, devido aos cortes anunciados pelo Governo para 2013, nas transferências de verbas para a Fundação.
Contactado pela agência Lusa, Pedro Abrunhosa considerou que "a demissão é absolutamente compreensível porque já é uma questão de dignidade", esperando que "a programação da Casa da Música não vá ficar afetada e que se encontre uma solução rápida".
"Eu com este Governo não tenho nenhuma esperança. A única esperança que eu tenho é que o Governo se demita", disse, criticando o "orçamento ridículo e insultuoso para todos os portugueses" destinado à Cultura.
O compositor foi mais longe: "eu temo pelo futuro da Casa da Música e não estou a ironizar. Tenho medo que transformem a Casa da Música numa igreja, num supermercado, num shopping, num ringue de patinagem. Deste Governo e desta autarquia eu espero todo o tipo de bandidagem, não espero mais nada".
Por isso, Abrunhosa considera que "o futuro da Casa da Música está comprometidíssimo porque com esta desorçamentação o apetite sobre a instituição é muito".

"Tenho medo do que se passa nos gabinetes em termos de voracidade sobre a Casa da Música. Eu tenho medo da privatização da Casa da Música. Estamos a viver um momento negro", enfatizou.
Para o músico "a partir do momento em que acabaram com o Ministério da Cultura começou-se este processo de bandidagem, de depauperação do património cultural".
"Este Orçamento do Estado, que tem um secretário de Estado da Cultura a gerir a parte que lhe cabe que é pouco mais de 0,1% e que nem sequer tem assento no Conselho de Ministros", criticou.
Os administradores da Casa da Música -- incluindo o presidente Nuno Azevedo - tomaram a decisão, por considerarem que "deixaram de estar reunidas as condições que, até hoje, garantiram o sucesso da Fundação".
A Secretaria de Estado da Cultura lamentou terça-feira a renúncia dos administradores da Casa da Música e manifestou empenho na continuação do projeto.

sábado, junho 09, 2012

Federação Nacional dos Médicos vs Governo


O Governo prepara-se para desencadear a integral destruição do SNS

Estamos perante o mais violento ataque com vista à integral destruição do SNS e do direito constitucional à saúde que alguma vez um governo ousou desencadear.

A forma agora encontrada por este Governo foi a de publicar no DR de 14/5/2012, II Série, um chamado procedimento de concurso público com o nº 1921/2012 para colocar em autêntico leilão a contratação de médicos para as instituições do SNS, por via de empresas privadas prestadoras de serviços.
No conteúdo desse procedimento de concurso, importa destacar, desde já, as seguintes questões fundamentais:
- O critério de adjudicação adoptado será o do mais baixo preço/hora.
- Não existe qualquer exigência de qualidade nos critérios de adjudicação.
- Os contratos são válidos por períodos de 12 meses.
- O prestador privado pode mudar sucessivamente os profissionais que coloca numa dada instituição, desde que comunique com a antecedência de 30 dias.
- Contratação com empresas sem qualquer exigência de disporem de um quadro próprio de pessoal médico.
- Os profissionais colocados por essas empresas “ têm de proceder ao preenchimento de um registo de presenças”.
- Os médicos colocados por essas empresas nos Centros de Saúde tem de efectuar “ pelo menos 4 consultas por hora” e “fazerem atendimento pediátrico”. Nem uma palavra sobre a exigência de possuírem a especialidade de medicina geral e familiar e sem nenhuma referência aquilo que é considerado atendimento pediátrico. Será por médicos indiferenciados?
- São definidos “lotes de serviços” para todos os distritos do continente e são colocadas a concurso para essas empresas privadas prestadoras mais de dois milhões e meio de horas anuais, englobando as várias especialidades médicas. Este número de horas equivale ao horário completo de cerca de 1700 médicos. Face à situação que está, assim, criada a FNAM vem denunciar os seguintes aspectos:
1- Para melhor dissimular o seu objectivo de sempre que é a destruição do SNS e do direito constitucional à saúde este governo inventou este concurso público para entregar serviços inteiros de várias especialidades a empresas privadas de aluguer de mão-de-obra médica. Depois daquilo que tem sido a experiência desastrosa com empresas deste tipo a nível dos serviços de urgência, onde a qualidade da actividade desenvolvida é muito baixa e os custos muito elevados, este governo decide
alargar a todos os serviços médicos esta actividade de alienação do trabalho médico.
2- Ao colocar em concurso aquele vultuoso número de horas anuais, o governo mostra de forma muito evidente que pretende enveredar por uma via de privatização dos serviços de saúde, desarticulando-os e fazendo de cada instituição pública de saúde uma “manta de retalhos” com várias
empresas a deterem diferentes serviços e em clara competição financeira entre elas. Aquilo que é reconhecido há largo tempo no plano internacional como a exigência central do trabalho em saúde que é o trabalho de equipa está formalmente destruída com esta medida governamental.
3- Ao estabelecer como critério decisivo o mais baixo preço/hora, ao definir que em cada hora têm de ser efectuadas, pelo menos, 4 consultas e sem especificar uma carteira básica de serviços, bem como as competências de quem faz o atendimento pediátrico nos centros de saúde, o governo reduz toda a actividade assistencial dos serviços públicos de saúde a uma lógica taylorista de trabalho médico cronometrado e destinada aqueles cujo diferenciação técnico-científica é diminuta e, por conseguinte, de baixo valor salarial.
4- Desde o ano passado que o Governo está obrigado legalmente, por via da contratação colectiva, a realizar concursos públicos nos vários estabelecimentos públicos de saúde para recrutar médicos, mesmo nos que têm estatuto EPE, o mesmo acontecendo com os regulamentos dos concursos para a habilitação ao grau de consultor. As sucessivas desculpas para não terem sido desencadeados esses processos e a escandalosa impunidade das várias administrações dos serviços em não aplicarem essa legislação estão agora devidamente explicadas. O Governo estava a preparar esta medida de destruição do SNS e não queria implementar concursos que implicassem menos horas para o negócio das empresas privadas.
5- Com esta medida agora conhecida, torna-se indiscutível que o comportamento da delegação governamental nas negociações com as organizações sindicais médicas, que decorrem há 5 meses, em torno de novos regimes de trabalho e respectivas grelhas salariais, tem primado por uma clara desonestidade política. Agora torna-se finalmente evidente que os sucessivos adiamentos na apresentação de propostas e os supostos mal-entendidos acerca de metodologias negociais eram meras encenações para ganhar tempo até à publicação destas medidas.
6- Torna-se igualmente compreensível que o Ministro da Saúde se mostre sempre tão disponível para a inauguração de serviços privados em zonas geográficas onde decidiu encerrar serviços públicos e não tenha encontrado tempo para participar no 4º Encontro Nacional das USF (Unidades de Saúde Familiares).
7- Esta actuação planeada por parte do Governo levaria à destruição integral do SNS, à destruição das carreiras médicas e da qualidade do exercício da profissão médica, à destruição da contratação colectiva que está em vigor e transformaria o direito à saúde num qualquer bem de consumo sujeito às leis da oferta e da procura. Esta gritante insensibilidade social e este revoltante desprezo pelo valor e dignidade da vida humana tem de gerar uma imediata repulsa de toda a opinião pública. A FNAM desenvolverá todos os seus esforços para contribuir activamente para a derrota desta afronta a um direito humano tão fundamental como é o direito à saúde e está disponível para em conjunto com as restantes organizações médicas defender a qualidade da profissão médica, as carreiras e a contratação colectiva. Apelamos à insubstituível intervenção dos cidadãos na contestação a mais esta chocante ofensiva governamental contra o direito à saúde.
Coimbra, 31/5/2012
A Comissão Executiva da FNAM
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Fiquem bem,

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Ao viajar, esvazie a bexiga...

Recebemos via email a informação que seque. Dada a importância da mesma, resolvemos utilizar o nosso espaço para divulgar pelo maior número de pessoas possível o seu conteúdo. Acrescentaríamos apenas que nem as multas do autarca Rui Rio devem impedir quem viaja de urinar devidamente, mesmo que seja na via pública. Em primeiro lugar a saúde... quem resida no Porto e não esteja a par das medidas recentes do autarca da cidade desa cidade, chamamos a atenção para linkar aqui e ficar atualizado sobre os prós e os contras das medidas de RR: http://www.minhapoesia.net/#!/2012/02/proibido-cuspir-urinar.html
Mas caros leitores, leiam a informação que segue que é de extrema importância e à qual nem sempre damos a devida atenção:

PASSE NO BANHEIRO ANTES DE VIAJAR ...Utilidade pública Algumas vezes uma informação sobre saúde ouvida uma única vez pode ser relembrada por toda a vida, gerando um comportamento preventivo.
Esse foi o impacto de uma palestra, proferida por um cirurgião de um pronto socorro cujo tema era a ruptura de bexiga por acidentes automobilísticos.
Após a palestra, os banheiros estavam repletos e os comentários sobre ir ao toalete antes de entrar em
um veículo eram enfáticos, demonstrando que o recado fora ouvido.
Através de dados estatísticos e imagens precisas, o especialista demonstrou como, num acidente que pode ser até banal, estando a bexiga cheia, há risco dela literalmente 'estourar'.
Fatos assim, bem demonstrados, são suficientes para, uma vez conhecidos, jamais serem esquecidos.
Ao informar a platéia atenta sobre a freqüência de atendimentos de urgência para sutura de bexiga derivadas de acidentes de carro, percebeu-se rumores e olhares de temor no público em geral.
A causa mais comum das lesões da bexiga é a contusão (golpe externo), a qual ocorre, sobretudo,
devido a acidentes automobilísticos, podendo também decorrer de quedas ou lesões esportivas.
A maioria das rupturas da bexiga ocorre pelo trauma externo e tem como
causa principal a bexiga cheia durante o acidente.
A bexiga cheia de urina absorve o impacto do golpe externo e não tendo resistência suficiente, explode como um balão de ar.
Através da fenda que se abre, a urina e o sangue invadem a cavidade peritoneal, onde se encontram os intestinos, podendo provocar uma peritonite química e infecciosa com enorme dor.
Os principais sintomas são a presença de sangue na urina e a dificuldade de micção.
O diagnóstico precoce é importantíssimo, requerendo procedimentos radiográficos para delimitar as lesões e avaliar os escapes de urina.
Portanto, bexiga cheia e acidentes automobilísticos podem ter sérias consequências
causando desde internações e até mesmo morte.
As lacerações menores requerem internação, pois será necessário tratamento com sondas uretrais para drenar a urina, o que dura entre 7 a 10 dias.
Nesse tempo, o tecido da bexiga pode cicatrizar sem intervenção.
As lesões maiores com conseqüente descontrole de sangramento ou o extravasamento de grandes volumes de urina para os tecidos vizinhos podem exigir uma reparação cirúrgica.
A sutura de bexiga não é um procedimento trivial.
Requer um trabalho delicado em um tecido difícil.
Complicações podem ocorrer como inflamação da área suturada e até infecções hospitalares, não muito raras em grande parte dos hospitais.
Entre os riscos de uma lesão grave está uma pressão arterial perigosamente
baixa que pode acarretar choque e morte. Assim, é sempre bom passar no banheiro e esvaziar a bexiga antes de entrar em qualquer veículo (automóvel, motocicleta, ônibus etc.), pois, se estiver vazia, o risco de rompimento diminui drasticamente.
Informação dessa natureza deve ser repassada, e aqui o boca a boca pode salvar vidas.

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Fiquem bem,



Cursos na Área de Administração

domingo, janeiro 15, 2012

Implantes mamários, complicações

Mais de 6000 mulheres colocaram implantes no ano passado


Não há dados oficiais, mas o número de implantes mamários vendidos por algumas empresas apontam para mais de 12 mil unidades vendidas em 2011 em Portugal. Caso das próteses francesas adulteradas está a levar algumas mulheres a substituí-las apenas para se sentirem mais tranquilas.

No ano passado foram vendidas mais de 12 640 próteses mamárias, em Portugal. O que significa que, em 2011, mais de seis mil mulheres terão colocado implantes, um número que será certamente maior, já que só três das sete empresas distribuidoras destes dispositivos quiseram revelar ao DN quantas próteses venderam.
Ainda assim, este é um número bastante superior ao estimado pelo cirurgião plástico Celso Cruzeiro. O diretor desta especialidade do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra (CHUC) aponta para que cerca de três mil mulheres por ano façam implantes mamários.

Comentários de leitores

N0SOLHAMOS:


TETAS MAIS TETAS BONITONAS, AGORA COM PROBLEMAS E O S.N.S. QUE PAGUE OS PREJUIZOS COM O DINHEIRO DOS IMPOSTOS QUE DEVIA SERVIR PARA TRATAR OS DOENTES , MAS GASTA-SE A RESOLVER AS MAMOCAS DAS DAMAS QUE QUERIAM SER ADMIRADAS PELE QUALIDADE DAS MAMOCAS (DESPERDICIO DE RECURSOS PARA A VAIDADE ) ENQUANTO O PAIS PRECISA DE TANTO PARA A SAUDE. ( SALVE AS AS SENHORAS QUE NESSESITAVAM DE FAZELO DEVIDO A DOENÇA, AI DEVIA SER IMPLEMENTADO MAIS RECURSOS )

a:


Bom negócio esse de almofadar as tetas áquelas que por genética sairam á banda do pai. 6000 mulheresX6000 euros=36000000 de euros. Bom negócio...

Nene:


Eu tenho proteses PIP devido a mastectomia bilateral e várias complicações. Estou a prepara processos para avançar para tribunal. Se alguma das mulheres que tal como eu se sentem lesadas, enviem mail para nenecunha7@gmail.com.Cumprimentos

Diamantino Henriques:


Puseram essas coisas para gáudio dos machos, agora o governo permite-lhes as mudanças, com o dinheiro dos impostos, que saca a quem tenta trabalhar, para sustentar a família. No entanto Já ha políticos do psd a defender que os velhos de 70 anos devem pagar as hemodialises . Fartai vilanagem! Fartai! Viva Piratugal!
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Nosso comentário

Por defeito, também por feitio, defendemos o caminho do meio. Nem 8 nem 80!!!
Há comentários ao tema quase impróprios, pelo que optámos por não dar relevo a brincadeiras de mau gosto.
Pois se por um lado estas opções das pessoas podem ser condenáveis, por desnecessárias, casos há em que pode haver razões que as justifiquem.

Não queremos julgar as atitudes de quem faz qualquer tipo de implante, cirurgia estética, etc. cada um é livre de fazer o que bem entender consigo próprio, desde que não lese terceiros.
Mas aqui, na lesão de terceiros, é que pode entrar o aspeto moral da questão: subsidiarem-se eventualmente atos destes, com o dinheiro de todos nós, muitos deles dispensáveis, ficando em listas de espera tantos outros, casos de doença grave, esses sim urgentes e de caráter inadiável.

Como em tudo na vida, também neste mundo das "mamas" haverá casos e casos.
O negócio é bom para quem nele se move, há todavia que salvaguardar algum dinheiro para os que dele mais precisam.
Termino com o comentário de Diamantino Henriques, sobre o tema, muito a propósito:

"Puseram essas coisas para gáudio dos machos, agora o governo permite-lhes as mudanças, com o dinheiro dos impostos, que saca a quem tenta trabalhar, para sustentar a família. No entanto já ha políticos do psd a defender que os velhos de 70 anos devem pagar as hemodialises . Fartai vilanagem! Fartai! Viva Piratugal!"

Eu só acrescentaria: "que o dinheiro falte para idosos, reformados, crianças, carenciados, mas que não falte para mamas!!!"
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Fiquem bem,

António Esperança Pereira

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quinta-feira, dezembro 22, 2011

Emigração ou morte

“Saúde em causa”

Guadalupe Simões, Dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, fala sobre aumento das taxas moderadoras

Correio da Manhã – Como comenta o aumento generalizado das taxas moderadoras?
Guadalupe Simões – O Sindicato dos Enfermeiros tem uma posição sobre a defesa do Serviço Nacional de Saúde [SNS] no que diz respeito à equidade do acesso dos utentes aos cuidados de saúde. E por isso consideramos que este aumento coloca esse acesso em causa. Acredito que, devido à situação económica, muitas pessoas deixem de ir aos profissionais de saúde porque não têm dinheiro.
– A nova portaria determina que os actos de enfermagem passem a ser cobrados. Quatro euros nos centros de saúde e cinco nos hospitais...
– Primeiro não existem actos de enfermagem, mas sim intervenções de enfermagem. Gostávamos de saber onde foi o senhor ministro da Saúde, Paulo Macedo, encontrar esses valores. Um enfermeiro não muda só um penso ou olha só para uma perna, também analisa outros problemas do doente para saber aconselhar e encaminhar.
– Mas quatro euros pode ser considerado um valor alto ou baixo para essas funções?
– Um doente que tem de fazer um penso diário durante 15 dias vai pagar 60 euros? Para muitos doentes isso é muito dinheiro e nem todos o têm.

COMENTÁRIO MAIS VOTADO:

"LADRÕES, É UM ROUBO A QUEM POUCO GANHA,TENHAM VERGONHA SENHORES DESGOVERNANTES,ANDARAM A GOVERNAR-SE DESDE O MALDITO 25 DE ABRIL,E AGORA O DESGRAÇADO DO POVO É QUE PAGA."

REVOLTADO
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ANEDOTA no Consultório Medico

Uma mulher vai ao médico queixar-se: - Sabe, Sr. Doutor, qualquer dia dou em doida.- Então porquê minha senhora?- Sr. Doutor, agora o meu marido está com a mania que é um frigorífico...- E qual é o mal?- É que ele dorme com a boca aberta, e eu não aguento mais aquela luzinha irritante!
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Nosso comentário

Por mais otimista que se queira ser, com a "res publica" (coisa pública) a ser gerida desta maneira, os que conseguirem arrecadar ainda dinheiro para ir ao médico, acabarão por dar em doidos, como os da anedota acima.
Os outros, os "sem dinheiro para tratar dói dói", nem lá chegarão.
Finar-se-ão por falta de dinheiro para pensos, picas, supositórios.

Nem pode ser de outra maneira, a tirar-se dinheiro aos ganhos, proventos (ordenados, pensões, impostos, etc,) e aumentar-se brutalmente nas despesas...
Aumentos que chegam a ultrapassar os 100%, diga-se...
É obra!

Nem realidade nem esperança da boca e das ações destes senhores troikopassistas.
Uma loucura!
Por mais realista, miserabilista (para os outros) que tente ser, não consigo ficar rendido a tanta maldade impingida à sociedade portuguesa.

Parece esta a divisa:
SE NÃO AGUENTAREM, MORRAM OU EMIGREM.
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Fiquem bem,

António Esperança Pereira

 

domingo, novembro 20, 2011

A Tia Amparo






A Tia Amparo era uma mulher de 93 anos que estava particularmente afectada pela morte recente do seu marido.

 
Ela decidiu suicidar-se e juntar-se a ele no além.

 
Pensando que o melhor para ela seria acabar rápido com o assunto, foi buscar a velha pistola do exército que pertencera ao seu marido e tomou a decisão de disparar um tiro no coração, já que estava destroçada pela dor da sua perda.

 
Não querendo falhar o tiro num órgão vital e tornar-se num vegetal e num fardo para os seus familiares, telefonou ao seu médico de família para lhe perguntar onde ficava exactamente o seu coração.

 
O médico respondeu-lhe:

"Dona Amparo, que pergunta?!... O seu coração está debaixo do seu seio esquerdo"
 






e foi assim que a querida tia Amparo... deu cabo do joelho !!!
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Nosso comentário


Trata-se de uma simples anedota recebida via email.
Uma anedota para rir, nada mais.
Todavia, embora de uma simples anedota para rir se trate, não deixámos de achar imenso simbolismo no seu conteúdo.
Conteúdo gozado, que muito tem a ver com as preocupações desta governação.


Esta idosa da anedota, apesar do sofrimento pela morte do seu marido, do imenso sofrimento que tal perda lhe causou;
apesar de, após tamanho infortúnio, aos 93 anos, ter tentado suicidar-se com uma arma;
apesar de para isso ter tido a coragem de perguntar ao médico onde se encontrava o coração, isto para que o tiro fosse certeiro e não falhasse o suicídio;


Pois apesar de tanta e tal determinação, D. Amparo "apenas" conseguiu ficar "viva de castigo" e com um joelho empanado.


Estão a perguntar-se os leitores: mas o que isto tem que ver com a governação?


Pois bem, dizem as estatísticas que há velhos a mais, que a segurança social assim não tem sustentabilidade, que é uma chatice para os novos haver gente a viver tanto tempo, que não há serviço nacional de saúde que aguente pessoas vivas tantos anos, que contra factos não há argumentos, etc etc.

Senhores Darwinistas da governação (acredito que nem todos sejam isso) os agora mais novos serão os mais velhos de amanhã, por muito que lhes custe pensar isso.
A postura que tiverem agora será a que os governantes da vossa velhice terão para convosco.
Tirar-vos-ão medicamentos, o dinheiro da pensão para os comprardes, nem sopa dos pobres vos darão.

Serão anti-sociais como vocês, anti serviços públicos como vocês, serão anti tudo o que faz falta a um Estado moderno e solidário como vocês são.
Se semeardes falta de solidariedade, de equidade, de umbigo inflado, de desrespeito para com os estratos sociais mais sensíveis, será isso que tereis um dia mais tarde.

Inclusão sim, exclusão não, vivam as Donas Amparos deste país!
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Fiquem bem, mas indignados por serem roubados!

António Esperança Pereira







 queríamos todavia


Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...