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quinta-feira, julho 04, 2019

O meu blog e a Google


Nota breve do autor do blog:


A fim de me inteirar ao certo sobre o que se passa com o "não pagamento" à Google do meu domínio: www.minhapoesia.net. contactei hoje mesmo o meu banco.
Senti-me mais encorajado a não perder o domínio virtual (meu blog) que venho utilizando com muito agrado faz cerca de 15 anos. 
Um mail mais simpático da Google melhorou o meu humor. Apontava para Janeiro de 2020 a eventual não renovação caso a situação se mantivesse.
Ora, não ficando pressionado como estava (4 de Julho de 2019) -hoje mesmo- tentei de imediato averiguar junto do meu banco qual o possível motivo da estranha ocorrência.
Estava realmente saturado de tentar perceber na Internet o que se passava sem o conseguir e sem tempo nem meios para efetuar os contactos difíceis com empresas da dimensão da Google.
Embora neste momento não tenha ainda a resposta do banco, tenho quase a certeza que tal se deveu a uma mudança de cartão da minha parte.
Essa mudança de cartão poderá ter constituído o entrave ao tal pagamento que não pôde ser cobrado pela Google.
Seja como for, tudo se vai decerto resolver e não será desta vez que o blog "minhapoesia.net"deixará de prosseguir o seu caminho.
Só espero é que quem vai por aqui passando, continue a fazê-lo pois as pessoas são a razão de ser de qualquer escrito mais conseguido ou menos conseguido que se partilha publicamente.


PS. Vou ler a notícia do saco azul do BES pois não parece coisa agradável para o ex-PR Cavaco Silva. 
Ah, já agora também quero espreitar melhor o visual radical da Mónica Sintra!!!




Fiquem bem,





quarta-feira, outubro 04, 2017

Mudam-se os tempos mudam-se as vontades


Nosso comentário:

Aí está um documento que, apesar da sua simplicidade, mostra bem a evolução dos tempos.
Agora é assim, logo será de outra forma, amanhã de outra, e assim sucessivamente.
Tudo muda, tudo se transforma. 
Daí que nos sintamos incomodados tantas vezes com a resistência à mudança, ao óbvio, ao que simplesmente é.
Não queremos que as coisas sejam como são. Resistimos. Temos esse direito evidentemente. Só que ao fazer isso, nem reparamos que perdemos o comboio.
Não se pode ficar lá atrás. Há que deitar mão a um esforço de adaptação quase permanente que nos ajude a permanecer no sítio da vida. 
O antigamente não vai a lado nenhum, já foi. Só que muitos de nós nos agarramos ao passado como se ele fosse efetivamente um tempo vida do presente.
E não é.
Mas não quero maçar com mais delongas sobre o tema.
Lembrei-me tão só de debitar algumas palavras ao correr da pena sobre a resistência "ao que é", por ter lido umas palavras de Cavaco Silva na imprensa.
Já não bastava Cavaco Silva ter saído de funções como saiu...não poderia agora ao menos poupar os portugueses a "bocas" de quem não está neste sítio da vida?
Só quem não quer ver a realidade teima em não aceitar o veredicto dos tempos.
Como diz a canção "mudam-se os tempos, mudam-se as vontades"...

PS. Para ilustrar o que digo, acham que era possível em 2017 redigir-se o contrato que partilho?

Desejo um ótimo feriado do 5 de Outubro (Implantação da República) aos portugueses. Aos outros...aquele abraço!

António Esperança Pereira



quarta-feira, agosto 30, 2017

Macron, pios e verborreia

Nosso comentário:

Talvez um dos políticos que em democracia se manteve mais tempo no poder. Cavaco Silva. Não o víamos havia um tempo. saído da Presidência da República pela porta dos fundos. Cuidávamos que deixaria o povo português em paz para bem de todos. Ele ver-se-ia livre das críticas e dos maldizentes que lhe chamavam e chamam todos os nomes e mais alguns. Nós ver-nos-íamos livres dele e dos seus "poucos pios" durante dezenas de anos de poder. Fartos que estávamos dele e das tricas e mexericos com que conduziu o país. 
Mas voltou.
Cavaco Silva está aí, vestido de laranja, com uns óculos parecidos a uns que eu usei nos meus 18 anos, sem graduação, apenas para impressionar, para parecer mais velho e inteligente do que realmente eu era.
Aos pios, lá foi disparando em todas as direções.
Mandou diretas e indiretas ao governo, ao Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, a gregos e troianos, a presentes e ausentes.
Todavia, do que ouvi que ele disse, ficaram-me três palavras:
-VERBORREIA
-PIOS
-MACRON
Com a primeira creio que atingia o atual Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa.
Com a segunda não percebi bem se se referia aos pios que não disse quando podia, se aos pios que os outros dizem e que o incomodam à saciedade.
Com a terceira, um elogio: Cavaco gosta de Macron!!!
Quanto à imprensa, essa claro, dá um eco estrondoso ao acontecimento. Quase um "até que enfim que temos homem".
Abro a televisão, Cavaco. Abro os noticiários, Cavaco, abro a Internet, Cavaco.
Não admira que tal aconteça, quando no poder pululam comunistas maus que comem criancinhas ao pequeno almoço.
No entender deste ex-presidente, "democrata de alguns", lê-se claramente nas entrelinhas que é preciso que apareça alguém com eles no sítio capaz de correr com o "poder vermelho" que se alcandorou à governação do país.
Quanto a mim, espreitando o que disse e o que não disse Cavaco, fiquei hoje como fiquei sempre com os seus discursos: ZERADO (expressão brasileira). Porque Cavaco Silva diz mais no que não diz do que no que diz. Daí que exige um esforço hercúleo a quem queira aprender ou perceber o que ele realmente diz porque efetivamente não diz. 
Fim de desabafo.

PS. Uma pequena nota, apenas para manifestar ao Povo Americano a minha solidariedade ante o tremendo furacão Harvey que assola alguns dos seus Estados.

António Esperança Pereira


quarta-feira, março 09, 2016

O Benfica sai da Rússia no Top 5


Nosso comentário:

Hoje foi o dia de tomada de posse do atual "inquilino de Belém". O que, traduzido em miúdos para leitores não portugueses, significa o seguinte: inquilino= Presidente da República e Belém= Palácio Presidencial.
O anterior (até hoje) chamava-se Cavaco Silva que a história se encarregará de esmiuçar, já que há muitas opiniões e notícias contraditórias sobre ele. O atual chama-se Marcelo Rebelo de Sousa.
Como Marcelo Rebelo de Sousa apenas hoje inicia funções, escuso-me a comentar o evento.
Prefiro esperar para ver, não me saiam as contas furadas com análises e opiniões extemporâneas.
Não é má vontade para com o novo inquilino, nada disso, é apenas o uso de alguma prudência e optar por isso por outro evento, esse real e com provas dadas, a vitória do Benfica na Rússia.

Nota: Transcrevo uma notícia da net, querendo apenas ressalvar que para mim Portugal "não é um país periférico", como é dito no início da notícia. Poderá sê-lo a nível europeu mas nunca a nível mundial...

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira


© Carlos Alberto Costa Só quatro «colossos» têm mais vitórias que o Benfica na Champions


Ainda que de um país periférico, o Benfica confirmou, esta quarta-feira, pela via dos números o seu lugar entre os «colossos» do futebol europeu. Ao vencer na Rússia, as águias entraram para o restrito lote do Top-5 com mais vitórias na Taça dos Campeões/Liga dos Campeões.
O Benfica soma agora 184 triunfos na mais importante prova de clubes do continente europeu, igualando o registo de outro clube histórico: o AC Milan, vencedor de 7 títulos de campeão europeu - as águias têm dois.
À frente do Benfica estão apenas quatro clubes com peso e dimensão no futebol mundial. O Real Madrid lidera, com 285 vitórias e 10 títulos da Liga dos Campeões, seguido pelo FC Barcelona, que já venceu 257 jogos na prova, tendo conquistado cinco Liga dos Campeões.
O Bayern München, com 233 triunfos - e cinco Champions - e a Juventus (210 vitórias e 2 Champions) são as outras duas equipas que compõem o lote de clubes com mais vitórias na prova milionária.

segunda-feira, novembro 16, 2015

Pressa nenhuma, vontade ainda menos


Numa altura em que o mundo parece louco, que tudo perdeu ou anda a perder a cabeça, há um homem sereno a passar uns dias na Ilha da Madeira: Cavaco Silva.
O país em que ele é o Presidente da República está à espera de uma decisão sua sobre a governação do país, mas até à data...
Nada.
A pressa não é nenhuma, a vontade ainda menos.
Eu digo que anda sereno mas também não sei sobre a veracidade da minha afirmação. Sabe-se que vai fugindo de confusões, o que não denota serenidade nenhuma.
Denota pelo contrário medo.
O desmaio em público e outras contrariedades, devem ter acicatado esta vertente da "miaúfa presidencial".
Depois, a simples ideia que lhe deve martelar a cabeça de ter que dar posse ao governo eleito pela maioria de deputados que, segundo ouço dizer, ele considera de 2.ª e de 3.ª, deve arrasar a sua visão pouco aberta e ampla de estadista.
Tais deputados de 2.ª e de 3.ª, já se vê, não são uns deputados quaisquer, uma vez que, tendo assento parlamentar, isso lhes confere uma representação popular efectiva.
E tal assento parlamentar, há que sublinhar isto, é maioritário em relação à ex-maioria da preferência ideológica de Cavaco Silva.
61%  versus 38%
Onde está a dúvida? 
Bom, as eleições havidas parecem não ter tido a mínima importância. Houve-as realmente mas haveria que repeti-las (opinião dos perdedores PáF) até à exaustão, até darem o resultado pretendido pelo regime ainda em exercício.
Infelizmente, pelas últimas afirmações que li do PR proferidas na Ribeira Brava (R.A. Madeira) até parece agora inclinar-se para a opção de governo que ele próprio (PR) alvitrara como sendo a pior de todas as opções possíveis: 
-Um governo de gestão.
Valha-nos Santo Ambrósio e que todos os santos nos protejam destas democracias dos mesmos.
Porque caros leitores uma democracia dos mesmos não é uma democracia. 
Quando muito será uma autocracia que diz tolerar "minorias políticas" apenas visando com tal tolerância o enfeite dos boletins de voto de partidos e partidecos que nunca poderão governar.
Poderão assim encher a boca de que são "democratas assumidos" mas com a hipócrita convicção de que "os outros" nunca poderão governar.
O mundo parece louco, Portugal não foge à regra.


Fiquem bem, 

António Esperança Pereira




terça-feira, outubro 27, 2015

Governo com "ministros a dias"?


Nosso comentário:

O casamento político do CDS com o PSD parece sofrer de uma grave crise de sobrevivência.
Desta feita a coisa parece grave, tendo em conta que outras ocasiões houve de certa gravidade. Todavia, como em outras uniões, lá foram resolvendo birras e quezílias, só que agora a situação é tensa, densa, um beco sem saída, uma relação tornada impossível.
Culpam o PS partido que, apesar de mal tratado e ofendido por eles de todas as formas e feitios, deveria ter por "missão histórica e patriótica" o dever de os manter unidos a apoiar todas as marmeladas e porcarias constantes da sua agenda matrimonial.
Os portugueses conhecem bem, infelizmente na pele, essa agenda.
O PS fez-lhes um manguito, levou a sério os insultos mais que muitos e não lhes quer dar de mão beijada o aval a atos pouco dignos de caminho seguido e a seguir e com os quais está em total discordância.
E aqui é que está o cerne da questão. 
O PS não só não aceita "casar-se com os partidos de direita" como prefere os partidos à sua esquerda, PCP e o BE, para uma relação séria e de compromisso mais a gosto.
O padrinho do casamento da direita sobressaltada, Cavaco Silva, terá que gerir a situação de que ele próprio é o principal responsável. 
Deu-lhes a mão, protegeu-os, amparou-os, também se esteve nas tintas para o PS, ignorou a real importância de PCP e BE...
agora, resta-lhe fazer como o rei D. José fez em pleno terramoto de Lisboa.
Ante a adversidade, no caso vertente não é um terramoto, mas um matrimónio em queda livre, resta ao PR perguntar ao Marquês de Pombal: 
-Que fazer Marquês?
Pois é, só que agora já não há marquês e o dr. Cavaco Silva terá que fazer pela vida e terminar o seu 2.º mandato presidencial a esticar a corda que ele tem tentado segurar com unhas e dentes, e vai segurá-la até ela rebentar.
Parece o desfecho mais provável deste 2.º mandato do sr Presidente da República, numa altura em que indigitou Passos Coelho para formar um governo para 4 anos. 
Dada a conjuntura e prometido que está o total chumbo do governo no Parlamento, tratar-se-à não de um governo com ministros para 4 anos, mas de um governo com "ministros a dias".
Pelo menos é o que parece provável.

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira



sexta-feira, outubro 23, 2015

Cavaco falou ameaçador e deprimido


Nosso comentário

Após a comunicação ao país do Sr. Presidente da República na noite de ontem (20 horas do dia 22/10 em Portugal Continental, não consigo ficar sem dizer meia dúzia de palavras aqui no blog, a respeito do evento.
Ora bem, no dia 4 de Outubro passado, como largamente se noticiou houve em Portugal eleições para a Assembleia Legislativa (Parlamento) a fim de serem eleitos 230 deputados.
Eu, como bom cidadão que sou, ciente do meu papel na vida política, social e económica do meu país, lá fui à mesa de voto que correspondia à minha morada, colocar a cruzinha no boletim de voto aí disponível.
Há que dizer que o Boletim de Voto impressionava. Estava bem recheado, com cerca de de 20 partidos e coligações prontas a receber a cruzinha do eleitor.
Disse de mim para mim, ante tal fartura, que a democracia em Portugal estava viva com uma pujança fantástica, já que as opções eram mais que muitas.
Apesar de continuarem a abster-se muitas pessoas, quase metade dos possíveis eleitores, não via razão para tal pois encontrariam decerto um partido ou coligação mais a contento da sua ideia ou até para expressarem a falta dela.
Bom, eram tantas as opções traduzidas em símbolos, que tive de confirmar bem o lugar onde se encontrava aquele em que me dispusera votar.
Concentrado, lá o descobri no meio de tantos outros. Lá depositei a minha cruz com cuidado no sítio que pareceu mais correto à convicção que me assiste como mais adequada à atualidade lusa.
Até aqui tudo normal.
Eis senão quando, ouvindo ontem o Senhor Presidente da República, num discurso de poucos minutos, fiquei como quase sempre fico quando o ouço, baralhado.
Pelos vistos, os símbolos colocados nos boletins de voto são para enfeitar mesmo. A democracia que eu dizia de mim para mim que estava pujante não passava de uma farsa.
Só podem governar os partidos X e Y. Os outros, mesmo os maiores, já nem falando nos pequeninos , são mesmo para enfeitar o "pluripartidarismo da treta". Esses não podem governar.
Fiquei mais uma vez estupefacto. 
O Sr Presidente da República ignorando o 5 de Outubro, ignorando o 25 de Abril, ignorando a nova constituição do Parlamento, ignorando ser ele o fiel representante de todos os portugueses...
nomeou o líder do seu partido (PSD) minoritário e que os portugueses rejeitaram nas urnas, como 1.º ministro do novo governo.
Uma pura perda de tempo, um custo escusado para o país, em tempo e em dinheiro.
O governo do Sr. PR tem os dias contados, é minoritário, não tem apoios, não passa no Parlamento.
Para quê então insistir? porquê tamanha obstinação e resistência à nova realidade nacional? 

Cavaco falou ameaçador e deprimido.

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira

segunda-feira, outubro 19, 2015

Caldo entornado... Nova sopa!


Nosso comentário:

Cavaco Silva, presidente da República Portuguesa, vai fazendo o que todos já adivinhamos de antemão que fará. Lá anda a cumprir a praxe, tem que ser, nesta fase a reunir com "todos" para nomear um de entre os convocados, que em seu entender lhe pareça mais aconselhado a tomar as rédeas da governação.
Só que os comentadores de serviço nas televisões já nos têm dito tudo, a imprensa escrita idem aspas, pelo que nos próximos tempos nada de novo se passará que não se saiba.
Só tempo perdido e a tentativa de que tudo possa voltar para trás, que o passar do tempo jogue a favor dos escorraçados pelas recentes eleições legislativas.
Para quem não sabe, cidadãos de outros países e outros, os escorraçados das eleições são os da linha direitista de Cavaco Silva. 
Têm pois que trabalhar arduamente em conjunto o caldo que se entornou e ao que parece lhes custa a engolir depois de entornado.
Apesar de a coisa estar feia para eles, a sopa difícil de voltar à tigela sem um qualquer golpe de magia, parecem mais agarrados ao poder que nunca.
Não estão a aceitar a derrota de ânimo leve, incrédulos que estão com a nova composição parlamentar saída das eleições.
Tudo farão para arrebanhar a sopa entornada e evitar que surja uma nova sopa com sabores e paternidades novas.
Como farão isso, não sei. Só sei que tudo farão para isso.


Fiquem bem, 

António Esperança Pereira


PS. Já que falei em sopa, deixo-lhes um texto, para desanuviar, que também tem a ver com sopa, mais propriamente com"culinária". Os meus sinceros agradecimentos a quem mo enviou.


Origem dos livros de receitas

O mais antigo livro de cozinha de que há conhecimento é atribuído ao Grego Arquéstrato (séc. IV A.C.) 
Contudo, não chegou aos nossos dias. 
Um pouco mais tarde Ateneu e depois Apício deixaram textos que constituiram durante um longo período da História importante matéria em termos culinários.
O primeiro livro de Cozinha da Idade Média é um tratado em Francês Antigo, do inicio do séc. XIV. Tinha uma forte componente à base de especiarias e pratos de peixe e caça.
Viandier de Taillevent (1380) e Menagier de Paris (1392) foram os primeiros "cozinheiros"difundindo métodos de preparação, técnicas de cozinha e receitas. 
Até ao séc. XVII continuaram a ser obras de referência.
A primeira grande revolução dá-se com os cozinheiros italianos que acompanhavam Catarina de Médicis. Introduziram pratos com açúcar, doces, compotas.
"Le Bastiment de Recettes"publicado em Veneza e traduzido em Lião, ao mesmo tempo (1541) é um manual de confeitaria.
Durante o Renascimento, os médicos reais fixam as melhores horas para as refeições.
O séc. XVIII viu florescer mais livros de culinária. A Revolução Francesa traz novas formas de encarar a "A arte culinária".

No séc. XX os livros de Culinária aumentaram  e espalharam-se por todo o Mundo.

terça-feira, março 17, 2015

Cavaco, um agente eleitoral do Governo...


Nosso comentário: 

Apenas para transcrever meia dúzia de palavras publicadas sobre a entrevista a que hoje assisti na televisão (RTP Informação) 
Pela minha parte vi e ouvi com atenção a dita entrevista e, apesar de nela nada de novo ter ouvido que não tivesse ouvido já, sobre o actual Presidente da República, Cavaco Silva, não deixei de me surpreender com a frontalidade do ilustre entrevistado.
Num contexto de eleições presidenciais que se avizinham, foi solicitada pelo entrevistador a Carlos César, ex-Presidente da Região Autónoma dos Açores e actual Presidente do Partido Socialista a sua opinião sobre Cavaco Silva.
Bom, Carlos César não teve papas na língua, como resumidamente se pode confirmar abaixo.
Fiquei até a pensar de mim para mim, isto num tempo em que acontece um pouco de tudo, que um ex-Primeiro Ministro detido na prisão já temos: José Sócrates. 
Será que um futuro próximo nos tem reservada a surpresa de poderemos vir a ter um ex- Presidente da República igualmente detido na prisão para averiguações? 
E isto se a coisa não ficar ainda mais surpreendente...
Tá bonito!

Fiquem bem,

António Esperança Pereira



Carlos César: "Cavaco Silva é um agente eleitoral do Governo"
O presidente do Partido Socialista teceu duras críticas ao Presidente da República durante a sua intervenção no programa ‘Três Pontos’ da RTP Informação.


16 de Março de 2015 | Por


Carlos César começou por se debruçar sobre as dívidas do primeiro-ministro à Segurança Social, considerando que “não sendo esta questão absolutamente decisiva para o país é, ainda assim, uma questão caracterizadora e que releva para o juízo que os portugueses fazem do seu primeiro-ministro”.



O presidente do PS continuou dizendo que “estes acontecimentos que envolveram a sua conduta não tinham necessariamente de ter uma atitude de reprovação por parte do Presidente da República, mas deveriam ter merecido uma cautela e um silêncio que o Presidente não cultiva e devia cultivar”.
Aproveitando a deixa, Carlos César acusou Cavaco Silva de ser “um agente eleitoral do Governo (…) que faz tudo e fará tudo para que o PSD tenha um bom resultado nas próximas eleições”.
O presidente do maior partido da oposição apontou ainda ao Chefe de Estado o facto de “procurar sempre uma desculpabilização dos atos negativos do Governo e uma valorização dos aspetos positivos do Governo”.
Mas não só. Na ótica do responsável socialista, o Presidente é “muito lesto em fazer apelos aos partidos da oposição para apoiarem propostas do Governo e pouco ágil no sentido de forçar o Governo a aproximar-se da oposição”.
“Essa não é a conduta que um Presidente da República deve ter”, garantiu, referindo que qualquer Chefe de Estado deve ter como critérios fundamentais “falar a verdade aos portugueses, respeitar a diversidade de opinião dos portugueses sobre a governação e dar o devido respeito à oposição”, acrescentou.
Posto isto, Carlos César faz um “balanço muito negativo” dos dois mandatos de Cavaco Silva enquanto Presidente da República, considerando que o Chefe de Estado “tem sido um Presidente de polémicas e crispações” e que está “sequestrado nos edifícios públicos” para evitar o contacto com o povo.
O presidente do PS terminou dizendo que Cavaco tem sido um “Presidente muito partidário que violou as regras fundamentais de arbitragem na sociedade e que não soube congregar os portugueses”.

sexta-feira, janeiro 02, 2015

Ausência, Parcialidade e Carta Branca


Nosso comentário:


"Défice de imparcialidade", "conjunto de mistificações" e mensagem "alinhada com o Governo". PS, PCP e Bloco não pouparam nas críticas à mensagem de Ano Novo do Presidente da República. Já o PSD e o CDS-PP revêem-se nas palavras do presidente e apelam ao consenso político."


Acabo de transcrever um título da imprensa referindo sinteticamente a maneira como foi vista, por parte dos Partidos Políticos, a mensagem de Ano Novo do Presidente da República.
Ora bem, sem qualquer tentativa de colagem à esquerda ou à direita, afirmo apenas o que parece por demais óbvio, a mim e a qualquer português que na apreciação da actuação deste PR queira ser isento e objectivo.
Este Presidente da República, que deveria ser de todos os portugueses, tem-o sido só de alguns portugueses. 
Nem é preciso ler muito e ouvir muito a respeito, pois os actos falam por si.
O país habituou-se ao presidente ausente das suas vidas que Cavaco Silva é. Não fala deles, dos seus sonhos, das suas dificuldades, do seu sofrimento, do empobrecimento a que o seu partido tem encaminhado o país. Ou seja, não fala nos graves problemas que afectam a República de que é o expoente máximo em responsabilidade.
Antes preferiu sempre dizer que disse, dizer que avisou, dizer que sabia, mas na prática caros leitores, um homem como ele, que anda na política desde que me conheço, desempenhando os mais altos cargos da Nação, só pode ser o mais alto responsável pelos problemas de que se ausenta nos seus discursos, de que vai lavando as mãos, como se o que acontecesse nada lhe dissesse respeito.
Será esta a imagem que me deixa, um Presidente que disse que disse, que disse que avisou, que disse que sabia, este PR que, num final de mandato, como se não bastasse a borrada feita, deixa o país  durante um ano ou mais, arrastar-se em campanha eleitoral num desgaste e lavagem de roupa suja permanentes.  

PS. A relação entre PR e governo sugere-me esta definição de "CARTA BRANCA" que vos deixo.

CARTA BRANCA

Esta expressão significa: liberdade total para tomar decisões e em sentido metafórico, um acordo oral entre duas pessoas, normalmente como sinal de que há confiança entre as partes envolvidas.
O ato de"dar carta branca" ou "ter carta branca"significa a livre e absoluta permissão para agir em determinada ocasião ou fazer algo da maneira como for mais conveniente para a pessoa que recebe esse poder.
É pois uma liberdade plena de tomar decisões.

Em Inglês diz-se: "to give a free hand"

Fiquem bem

António Esperança Pereira


quarta-feira, janeiro 29, 2014

O momento das grandes opções ou...a douta sapiência!


Nosso comentário:

Para que não restem dúvidas sobre responsabilidades do estado da Nação, informo os leitores, muitos dos quais o saberão, outros não, especialmente os brasileiros e falantes de português sediados em paragens longínquas, de que Cavaco Silva foi o político português que mais tempo esteve no governo depois do 25 de Abril de 1974.
Para o confirmar ficam algumas palavras da enciclopédia "Wikipédia" sobre o assunto.
A importância de citar isto tem a ver  com o facto de permanentemente o político citado sacudir a água do capote, dando a entender que o que corre mal, ou menos bem, não é nada com ele.
Claro que é, estimados leitores. Só é!
E digo mais: uma pessoa como o senhor professor doutor Cavaco Silva, tido pela generalidade das pessoas (fruto sobretudo da imagem de culto do político) como uma sapiência em matérias do foro da economia e da finança, não se compreende que sacuda a água do capote desta situação a que o país chegou. 
Põe-se de fora, como se não tenha sido ele o político mais presente na governação, logo o mais responsável.
De pouco serviu pelos vistos ao país a douta sapiência do senhor Presidente em economia e finanças.
Diz agora, como podem confirmar na notícia abaixo, quase em fim de 2.º mandato presidencial e com uma idade que o empurra para uma fase cada vez mais senil, que se chegou "ao momento das grandes opções".
Caros leitores, não gosto de dizer asneiras, sou educado, mas lá que agora me apetecia dizer uma e bem grande lá isso apetecia...
Ora o senhor professor doutor Cavaco Silva quando já fez praticamente tudo o que tinha a fazer, inclusivamente deixar este país nas mãos de estrangeiros e de um grupo de rapazes por ele apadrinhados, que empobreceram o país, que o enxovalharam, que o dividiram, que o puseram de novo a emigrar, é que se lembra de que chegou "o momento das grandes opções"...?!
Poupe-nos senhor professor doutor a tanta sapiência de décadas "ao serviço" de Portugal para nos deixar assim como estamos.
Faça-nos um favor: retire-se e leve os seus. Prestaria finalmente um bom serviço a Portugal.

PS. Deixo alguns dados breves da Wikipédia sobre Cavaco Silva, bem como a notícia de hoje da agência Lusa, que seleccionei, pelo insólito da mesma.

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira


Alguns dados breves da enciclopédia livre "Wikipédia " sobre o político Aníbal António Cavaco Silva:

Aníbal António Cavaco Silva (BoliqueimeLoulé15 de Julho de 1939) é um economista e político português e, o actual Presidente da República de Portugal, cargo que exerce desde 2006.
Foi primeiro-ministro de Portugal de 6 de Novembro de 1985 a 28 de Outubro de 1995, tendo sido a pessoa que mais tempo esteve na liderança do governo do país desde o 25 de Abril. Nas eleições presidenciais de 22 de Janeiro de 2006 foi eleito presidente da República, tendo tomado posse em 9 de Março do mesmo ano. Foi reeleito nas eleições presidenciais de 23 de Janeiro de 2011.


Presidente da República diz que se chegou "ao momento das grandes opções"


O Presidente da República disse hoje que se chegou ao momento de fazer "opções de fundo", alertando que 2014 será o ano de escolher os caminhos do futuro, "sem mais adiamentos ou hesitações".

"Chegámos ao momento das grandes opções. É agora, neste ano de 2014, sem mais adiamentos ou hesitações, que teremos de escolher os nossos caminhos do futuro", afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, no discurso da sessão solene de abertura do ano judicial.
Recuperando o tema do ‘pós-troika', que ao longo do último ano tem introduzido de forma recorrente nas suas intervenções, o chefe de Estado sublinhou que, em 2014, ano de conclusão do programa de ajustamento, Portugal terá de fazer "opções de fundo", porque o que for feito ou deixar de ser feito "irá ter reflexos duradouros, positivos ou negativos", consoante se saiba "estar, ou não, à altura da responsabilidade que a hora presente exige de todos".

sexta-feira, dezembro 13, 2013

Mãos do Papa e Mãos de Cavaco Silva...


Nosso comentário:

Ao ler o pequeno texto que deixo partilhado abaixo, surgiu-me uma ideia.
O estimado leitor vai achar que estarei a um passo do humor político, da utopia brincalhona, da loucura saudável, da desistência de falar sério, etc.....
e tem razão!
Todavia mesmo assim arrisco apresentar a ideia simples, embora grotesca que me passou pela cabeça ao ler o dito minúsculo texto que a história narra.
Ora bem. Existe neste momento uma crise de ausência de dinheiro não é? ausência de dinheiro exatamente porque o dito fugiu e não sabemos bem para onde.
Assim sendo, e como o nosso problema é falta de dinheiro, reparem como a Igreja Católica angariava fortunas colossais com a brilhante e pueril ideia de possibilitar aos "RICOS" beijar as Mãos do Papa como recompensa de dádivas generosas, como é descrito abaixo.
Opino eu, esta a minha ideia, porquê não adaptar esta brilhante ideia da Igreja Católica da Idade Média ao Portugal atual, adaptando-a apenas às circunstâncias dos factos e dos tempos?
Nos RICOS não se mexia, ricos são ricos seja na Idade Média seja no século XXI. Já quanto ao Papa e visto não ser ele o "cerne da questão" no tocante à crise portuguesa da atualidade, substituía-se por Cavaco Silva.
Tanto quanto sei, trata-se de um pio homem e os ricos (os actuais) apenas teriam de imitar os seus antepassados da Idade Média.
Ser-lhes-ia dado o privilégio (aos RICOS) de beijarem as Mãos de Cavaco Silva, mediante generosos presentes, tais como: bancos, grandes empresas, palácios, terras, dinheiros, etc.
Com o produto das oferendas resolver-se-ia não só a crise como também o sonho do beija mão a Cavaco, por parte dos seus apaniguados e simpatizantes.

PS. Fica a ideia que o textinho abaixo inspirou. Oxalá alguém de visão pegue nela e reponha este país no caminho certo indo buscar o dinheiro aonde realmente ele está e onde deve ir ser buscado.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira



DE MÃO BEIJADA



Esta expressão usada para se referir ao acto de dar algo de forma espontânea e gratuita, sem esperar nada em troca, tem origem na Idade Média. 
Nessa época era hábito que os "fieis ricos"dessem generosos presentes, como terras, palácios...à Igreja. 
Como recompensa, estes tinham o privilégio de beijar as Mãos do PAPA.

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...