Mostrar mensagens com a etiqueta poul thomson. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta poul thomson. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, janeiro 02, 2013

Divorciados, distanciados, casal em barco à deriva.



Nosso comentário


Ainda naquele estado letárgico provocado por esta quadra natalícia e de fim de ano, tento ligar a ignição do meu motor pessoal, para arrancar neste Novo Ano.

Mas basta abrir os olhos, os ouvidos, não faltam em redor assuntos deprimentes que os noticiários das televisões, das rádios e dos media em geral portugueses nos fazem chegar aos olhos e aos ouvidos.
Ninguém se entende.
Ouço comentaristas de várias tendências políticas, uns a tentar deitar água na fervura, embora com dificuldades de argumentação para o fazer, outros, mais incendiários, a despejar o que lhes vai na alma.
Completamente distanciados, divorciados da população e sem ideias que colem em empatia com o comum dos portugueses, vão-se mantendo ao leme os elementos do elenco governativo.
Um leme que conduz um barco completamente à deriva. 
Não sei bem porque se mantêm, pois o próprio Presidente da República na sua mensagem de Ano Novo, foi muito crítico e falou bastante sobre o desacerto da governação. Realçou mesmo, entre inconstitucionalidades pelo meio, falta de rumo, sentido de equidade, capacidade de união, o isolamento a que se votou o 1.º ministro.
O Presidente da República, com sérias dúvidas sobre a constitucionalidade de várias alíneas do Orçamento de Estado para 2013, decidiu-se pela fiscalização da constitucionalidade do mesmo, remetendo-o para o Tribunal Constitucional a fim de este se pronunciar. 
Falam já os analistas políticos nas várias hipóteses constitucionais pelas quais o governo pode cair. 
Os portugueses, esses, de uma forma geral, desgastados com o discurso deprimente instalado e as medidas arrasadoras que se sucedem em catadupa, muitas delas desajustadas da realidade, só desejarão mesmo que o governo atual caia. 
Clama-se por gente competente, conhecedora da realidade profunda de Portugal. Que pugne pelo seu povo, não pelos de fora.
Portugal é hoje um país sobre brasas. 
Se essas brasas pegam fogo ou não, se se seguem capítulos em lume brando ou em banho maria, isso é impossível adivinhar. 
Mas, na rota que isto leva, tudo pode acontecer.


PS. Via email recebi o texto que vos deixo abaixo, e que divulgo...



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/




Banquete de Natal do FMI
ofereceu de tudo, menos austeridade


24/12/2012 10:54
Por Redação, com agências internacionais - de Washington


Poul Thomsen, executivo do FMI, sugere a demissão em massa de funcionários públicos gregos, entre uma mordida e outra no coquetail de caviar
O recente banquete oferecido para 7 mil funcionários e convidados na sede do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Washington durou das 20h até à 1h da madrugada e custou 380 mil euros aos cofres da instituição que cobra dos países pobres cada vez mais cortes nos benefícios às populações carentes e trabalhadores de baixos salários. O menu, de quatro páginas, anunciava entradas de caviar, salmão e ostras, cozinha de cinco países, bebidas à vontade.
No jantar do FMI para o Natal, houve de tudo, menos austeridade. Já sabemos que a entidade lucra tanto mais quanto melhor esmaga os países que caem na rede dos seus empréstimos (só com a Grécia, este ano, espera obter de juros US$ 899 milhões, lembra o diário norte-americano Washington Post), mas começa a ser marca registada do Fundo deixar bem marcado que aqueles que forçam os outros a ser austeros distinguem-se por fazer exatamente o oposto.
O menu indicava que as entradas foram servidas entre as 20h e as 21h30 no 1º andar da sede e incluía uma lista de seis acepipes onde não faltaram os tradicionais Caviar Crème Fraiche, as ostras e o salmão defumado. Os comensais podiam depois escolher entre as “estações” indiana, tailandesa/vietnamita, mediterrânica e do Médio Oriente, espanhola, mexicana e até “norte-americana”, espalhadas pelos diversos andares e salões de dois edifícios.
Os cocktails especiais tinham nomes como Cumprimentos do Paraíso, ou Mr. Grinch (?). E as sobremesas foram as mais variadas, de fina pastelaria francesa, bolos e frutas. O jantar, em dólares, chegou aos US$ 500 mil.
Não é novidade que o Fundo se oriente por regras opostas àquelas que prescreve para os que supostamente ajuda. Veja-se o caso do alto funcionário Poul Thomsen, dinamarquês que já chefiou a missão do FMI para Portugal e agora está à frente da missão para a Grécia. O homem que mais defendeu a proposta de aumentar o horário de trabalho em meia hora e insistiu em cortes de benefícios para Portugal, que foi mais longe na defesa das demissões de funcionários públicos, ganha mais de US$ 309 mil por ano, de acordo com o nível B05 do FMI.
Segundo o jornal grego Eleftheros Typos, como funcionário do FMI não-norte-americano residente nos Estados Unidos, grande parte dos seus rendimentos são livres de impostos – uma das benesses garantida pelo FMI aos seus empregados. Thomsen terá tido um aumento no seu vencimento, em 2011, de 4,9% – garantido pelo FMI. 

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...