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segunda-feira, junho 06, 2016

Ensino privado com humor


Nosso comentário:

Tem sido tema destes últimos dias em Portugal a questão do ensino público e privado.
Se deve ou não haver ensino privado neste país, isso não parece estar em questão, mas sim o facto da legitimidade e moralidade de o Estado subsidiar o ensino privado.
Na minha modesta opinião, e por muito que me apeteça dizer que se dê uma ajudinha aos estabelecimentos de ensino privado, tal não me parece justo.
O país, como é sabido, por exigências da União Europeia, e não só, vive momentos de algumas dificuldades a nível económico e financeiro.
Estas dificuldades já levaram a que o anterior governo fosse bem fundo ao bolso dos portugueses com a desculpa de colmatar tais exigências.
Chegou mesmo a ir contra o disposto na Constituição da República Portuguesa e levar o seu "empenho" muito para além do que a TROIKA exigia aquando da omnipresença desta em Portugal.
É voz corrente dizer-se que o governo anterior foi ao bolso dos contribuintes retirando dinheiro a quem a ele tinha direito.
Empobrecia assim até ao tutano os portugueses que não viam qualquer saída para as suas vidas.
Ora, perante isto, esta enormidade cometida "a bem da nação" pelo ex-governo, e tendo em conta o que reza a Constituição sobre o Ensino em Portugal, a questão de o Estado subsidiar o ensino privado, parece-me sinceramente uma "não questão". 
A não ser que se queiram discutir problemas de fundo que lhe estão inerentes...
Bom, deixo algum humor que me chegou via e-mail, como complemento do desabafo.
Fiquem bem,

António Esperança Pereira





quarta-feira, agosto 21, 2013

Menos alunos, menos professores, menos Portugal...


Nosso comentário:


O aproximar das eleições autárquicas em Portugal e a necessária captação de votos, faz com que o governo exiba argumentos otimizados por si próprio, vendendo gato por lebre, argumentos que só à lupa conseguem entender-se como positivos.
Hoje deixo uma notícia divulgada pela agência Lusa. Notícia aliás bem preocupante, tendo em conta os factos que apresenta no concernente ao estado da educação e sua degeneração a toda a velocidade.
Fala-se muito em favorecimentos de entidades escolares privadas por parte do Ministério da Educação, parece que este Ministério terá de responder em tribunal por isso mesmo. 
Por um lado, haverá dinheiro público para dar a privados, ao invés, queixam-se as escolas públicas de redução de orçamentos que lhes tornarão a vida bem dificultada.
Contradições e leituras do atual sistema político que teima em buscar todas as desculpas possíveis e mais algumas à conjuntura difícil que atravessamos, para impor um caminho que arquitetou como sendo o único caminho para os portugueses (repare-se, único, embora vivamos em democracia...)
Enfim, tardam medidas sérias que devolvam a confiança a todos nós, com inovação, com imaginação, com liderança credível, com mais equidade na distribuição dos sacrifícios, com respeito pela Lei Fundamental da Nação.
Insiste-se em cortes e mais cortes pura e simplesmente. 
Cortes cegos e sem escrúpulos. 
Cortes esses que qualquer merceeiro mediano seria capaz sem esforço de implementar com iguais ou até melhores resultados.
Quanto aos custos com que o faria não tenho dúvidas de que seriam indubitavelmente menores.
Dito isto, deixo-os com os números a que eu chamo de confirmação de uma "marcha à ré", tão do agrado deste executivo. O que é pena!
Fiquem bem,

António Esperança Pereira



Lusa, terça-feira‎, ‎20‎ de ‎agosto‎ de ‎2013

"Como a Fenprof sempre afirmou, não há professores a mais nas escolas. O que há, com as atuais políticas de redução e corte cego, é cada vez menos escola", sublinha a FENPROF, em comunicado veiculado após a divulgação de estatísticas do Ministério da Educação e Ciência do ano letivo de 2011/12.
Os números, avançados pelo jornal Público, indicam uma redução de 13.000 alunos comparativamente com o ano letivo anterior, apesar de "se verificar um ligeiro aumento no 3.º ciclo do ensino básico e, sobretudo, no secundário".
"A mais na Educação não estão os professores, mas uma equipa ministerial e um Governo que decidiram destruir a escola pública e o futuro de milhares de crianças e jovens, no quadro da derrocada que estão a tentar provocar a Portugal e à Democracia que Abril recuperou e a Constituição da República consagra", pode ler-se no comunicado.

A Fenprof considerou que "fica provada a fragilidade do argumento" de redução do número de alunos "para justificar a brutal redução do número de professores nas escolas".
"Recorda-se que, de janeiro de 2011 a junho de 2013, o número de professores contratados foi reduzido em mais de 20.000, aposentaram-se cerca de 9.000 professores e o número de professores sinalizados com horário-zero passou dos 13.000 em agosto de 2012 para 18.000 em agosto de 2013", referiu a Fenprof.
Salientou a estrutura sindical que "é fácil compreender que um decréscimo de 20.000 alunos nunca se poderia traduzir numa redução de 47.000 horários de trabalho de professores", pelo que constitui "mais uma trapaceira manipulação estatística" de "mais de dois professores por cada aluno o que significaria, em média, uma relação de um docente por 0,5 aluno.
"Menos 20.000 alunos, ainda que em turmas de 20 alunos – recorda-se que o MEC impôs até 26 e 30 alunos por turma, respetivamente no 1.º ciclo do ensino básico e nos 2.º e 3.º ciclos e secundário – daria uma redução do número de professores na ordem dos 1.000", acentuou a Fenprof.

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...