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sexta-feira, março 07, 2014

Polícias em massa pedem demissão do governo


Nosso comentário:


Ontem houve em Lisboa uma grandiosa manifestação das polícias. Como todas as outras manifestações já havidas e a haver, enquadrou-se no sentimento geral das populações...
Queixam-se os agentes de cortes excessivos nos salários.
Muitos afirmavam ante as televisões que têm dificuldade de fazer face às despesas comuns do dia a dia.
Queixam-se igualmente de desinvestimento, por parte do governo, nas forças de segurança o que leva à desmotivação dos agentes e a situações caricatas de falta de meios de actuação.
É evidente que, no caso vertente, é a segurança da população, a segurança da via pública que está em causa.
Um país a definhar, vendo a cada dia as suas instituições mais nobres a definhar.
Pedia-se uma vez a demissão do governo. Alto e bom som. Governo que continua a fazer de conta, a dizer que tudo vai bem, quando todos vemos que tudo vai de mal a pior. A vida dos portugueses em penhora, o futuro cada vez mais hipotecado. A dívida nacional, apesar dos roubos perpetrados aos salários e pensões, aumento de impostos, etc. sobe mais do que subia antes do programa de "ajuda financeira". Apenas os muito ricos (uma meia-dúzia) consegue ter lucros fabulosos. Enquanto isso retiram-se prestações sociais a idosos, a deficientes, a crianças.
Quanto à manifestação, tratou-se de um protesto que todos puderam visionar em directo nas televisões, pelo que  me escuso a maçá-los com comentários suplementares ao que os olhos de todos viram.
Assim vai Portugal, assim se mantém um governo contra tudo e contra todos.
É caso para meditar e reflectir...

PS. Como curiosidade e "cultura geral", que só nos faz bem, e à pala da manif., deixo um texto evocando a época em que foi criada a Polícia em Portugal.

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira


PINA MANIQUE

Pina Manique foi nomeado Intendente de Policia pela Rainha D. Maria I. Lisboa, na época estava muito degradada. As ruas estavam intransitáveis, havia muita ladroagem, mendigos...Os soldados tinham os seus salários atrasados, assaltavam os habitantes, pareciam bandos de salteadores. Pina Manique tentou, junto dos chefes do exército, que fossem tomadas medidas para que estas situações fossem resolvidas ou minoradas. Como não conseguiu os seu intentos, criou um "corpo de polícia" com  a aprovação da Rainha D. Maria I. Esse corpo de polícia era responsável pela Segurança Pública. Entretanto pediu ao então Ministro do Reino, Marquês de Angeja, que providenciasse a iluminação para as ruas da cidade de Lisboa. Como o Ministro não atendesse ao seu pedido, ele próprio, Pina Manique, tomou a iniciativa. Obrigou cada Funileiro da cidade a fazer 6 candeeiros para a iluminação. Seguidamente impôs a cada morador das ruas iluminadas uma capitação de 100 reis, e assim conseguiu, na noite de 17 de Novembro de 1780, que a cidade de Lisboa ficasse iluminada com 770 candeeiros.
Para tentar acabar com a mendicidade, a vadiagem e o analfabetismo criou a Casa Pia, com o apoio da Rainha D. Maria I, em 3 de Julho de 1780.
CURIOSIDADE- o  Largo do Intendente tem esse nome em homenagem a Pina Manique. Ele morava num palacete situado mesmo nesse largo. Nessa época era um dos locais mais movimentados da cidade. Era um sítio pitoresco com grande animação comercial. A toda a hora passavam pessoas a pé, a cavalo.

terça-feira, novembro 26, 2013

Orçamento da miséria para Portugal 2014


OE2014: Discurso da ministra das Finanças no parlamento interrompido por gritos de “demissão!”


Nosso comentário:

Foi dia de aprovação na Assembleia da República do Orçamento de Estado para 2014, bomba atómica lançada sobre este país.
Dele constam as medidas mais atrozes que se pode imaginar. Isto, na sequência de outras que têm vindo já a ser implementadas com o programa de austeridade imposto do exterior.
Um país a fechar, a definhar, tal o sufoco e desânimo em que o vêm pondo.
Hoje nas ruas de Lisboa e um pouco por todo o país protesta-se tal acontecimento efusivamente. A população está revoltada com o empobrecimento generalizado do todo nacional.
É triste e humilhante ver um Portugal que descobriu o mundo, que lutou, que teimou ser livre e independente, sem rumo, à deriva, perdido, sem ninguém ao leme que lhe valha.
Há buzinões de taxistas, concentrações de milhares e milhares de pessoas junto à Assembleia da República, ocupação simbólica e ordeira de comissões de trabalhadores em alguns Ministérios  pedindo audiência aos responsáveis pelos mesmos para serem ouvidos.
São entregues petições nesses Ministérios.
As estruturas sindicais representativas dos professores queimam simbolicamente exemplares do Orçamento de Estado 2014.
Os reitores das Universidades cortam relações com o governo.
Enfim...  
Pede-se sobretudo e veementemente que o governo se demita: pede-se isto insistentemente desde há muito, dentro e fora de cada português.
Mas "eles" não querem saber.
Acham que a legitimidade do voto lhes confere todos os poderes, até o poder de aniquilarem uma Nação.
A cada mês que passa o salário chega mais reduzido, a cada dia que passa se perde o emprego, a cada dia que passa mais portugueses emigram.
A cada dia que passa mais crianças e idosos passam fome.
A cada dia que passa, apesar de tantos e tamanhos sacrifícios, a dívida nacional aumenta...
Para onde vai o produto ($$$) de tantos sacrifícios das populações?
E assistimos diariamente a um governo e um presidente da República que consentem que do exterior cheguem ordens e orientações de como conduzir as políticas em curso de destruição maciça desta Nação.  
Um governo, sem contatos próximos com as populações por logo por elas ser vaiado, mas que se mantém nas suas funções de "cortes e mais cortes" sem sequer ser beliscado pelo presidente da República. 
Um governo déspota e autista sem soluções para o seu povo.

PS. Para que o estimado leitor tenha uma ideia do que se passa no Portugal de hoje, deixo este link (endereço) onde pode ser visionada a revolta nacional generalizada. Copiar e colar basta!

http://video.pt.msn.com/watch/video/dia-de-protestos-na-rua/295gk3lur


Fiquem bem,

António Esperança Pereira


Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...