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terça-feira, agosto 17, 2021

As mulheres afegãs veem a sua vida totalmente condicionada.



 Conheça em baixo a lista de 29 proibições chocantes que os talibã impõem às mulheres:

- Completa proibição do trabalho feminino fora de casa. Apenas algumas médicas e enfermeiras têm permissão para trabalhar em alguns hospitais de Cabul;

- Completa proibição de qualquer tipo de actividade das mulheres fora de casa, a não ser acompanhadas pelo pai, marido ou irmão;

- Proibição de fazerem qualquer negócio com comerciantes homens;

- Proibição de serem tratadas por médicos homens;

- Proibição de estudarem em escolas, universidades ou qualquer tipo de instituição de ensino

- Obrigatoriedade de usar burka, cobrindo-as da cabeça aos pés;

- Açoites, espancamentos e abusos verbais contra as mulheres que não se vistam de acordo com as regras talibã ou contra as mulheres que não andem acompanhadas pelo seu pai, marido ou irmão;

- Proibição de rir em voz alta (nenhum estranho deve ouvir a voz de uma mulher);

- Proibição de usar sapatos de salto alto, que podem provocar som ao andar (nenhum homem pode ouvir os passos de uma mulher);

- Proibição de entrar num táxi sem o seu pai, marido ou irmão;

- Proibição de aparecerem na rádio, televisão ou reuniões públicas de qualquer tipo;

- Proibição de praticar desporto ou entrar em qualquer clube desportivo;

- Proibição ed andar de bicicleta ou motorizada;

- Proibição de usar indumentárias de cores vistosas. De acordo com os talibã são "cores sexualmente atractivas";

- Proibição de se reunirem para festividades ou eventos com propósitos recreativos;

- Açoites em público contra as mulheres que não ocultem os seus tornozelos;

- Apedrejamento público contra as mulheres acusadas de manter relações sexuais fora do casamento;

- Proibição do uso de maquilhagem;

- Proibição de falar ou estender a mão a homens que não sejam o pai, marido ou irmão;

- Proibição de lavarem roupa em rios e peças públicas;

- Modificação de nomes de ruas que incluam a palavra 'mulher';

- Proibição de assomarem às janelas e varandas dos seus apartamentos ou casas;

- Opacidade obrigatória de todas as janelas, para que as mulheres não possam ser vistas de fora nas suas casas;

- Proibição dos alfaiates de tirar as medidas às mulheres e de coser roupa feminina;

- Proibição de entrarem em casas de banho públicas;

- Proibição de viajarem no mesmo autocarro que homens;

- Proibição de usar calças, mesmo por baixo da burka;

- Proibição de se tirarem fotografias ou de filmarem mulheres. Não podem aparecer em fotografias e vídeos;

- Proibição de publicar imagens de mulheres em revistas e livros.

Fiquem bem,

Podem visitar-me aqui, clicando neste link:

...a ver o que sai...(poemas) | António Esperança Pereira - Bubok

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

CRISE: AONDE ESTÁS?


Enche-se a boca com a palavra CRISE.
Isto está péssimo, diz o pobre, o rico diz o mesmo, o político, o financista, o economista, o jurista, o indolente, o trabalhador, o sindicalista, o arrumador de carros, o comunista, o fascista, o religioso, o ateu, o intelectual, o toureiro, o fadista, a prostituta, o reformado, o estudante...
nunca se viu um país tão derreado como este.
Saio para a rua em busca de factos que justifiquem tal queixume.
Deixo para trás na televisão imagens dramáticas no Iraque, no Afeganistão, por toda a África, todo o Magrebe em chamas... um mar de sangue ali, uma carência de alimento extrema acolá.
Em Portugal o que vejo?
Estradas de luxo pejadas de carros onde dantes nem havia estradas de luxo nem carros.
Montes de gente a falar horas a fio ao telemóvel, onde dantes ninguém tinha telemóvel, nem coisa parecida.
Milhões na Internet, que custa dinheiro como é sabido, onde dantes não havia Internet, nem coisa parecida.
O Pavilhão Atlântico esgotado com concertos, onde dantes não havia Pavilhão Atlântico nem concertos, nem coisa que se parecesse.
Tudo a viajar de avião e para bem longe onde dantes nem havia viagens de avião, nem coisa que se parecesse.
Férias de luxo, de lá para cá de cá para lá: Nova Iorque, Republica Dominicana, Caraíbas, Brasil, Disneylândias, Tailândia, Singapura, Polo Norte, Polo Sul, cruzeiros para todos os gostos...
onde dantes quem fosse a Paris, que agora é logo aqui, era um herói do caraças.
Estádios de futebol de encher o olho. Centros comerciais modernos de pasmar.
500.000 estudantes universitários em vez dos 30.000 dos anos 60.
A barragem do Alqueva como nunca alguém imaginou vê-la: enorme e cheia de água!
Liberdade, segurança, democracia, oportunidades, livre circulação... não há polícia política, nem polícia dos costumes, há separação de poderes entre a Igreja e o Estado...
Crise?
Eu diria que há crise sim, para quem só vê o que não tem e não vê o que tem.
Crise para o louco que nunca está satisfeito, para o invejoso, para o que se acomoda, o indolente, o que se rende, o que se encosta no politiqueiramente histórico: DIZER MAL.
Para o oportunista que ganha com isso, o velho do restelo que criou o hábito de dizer mal do seu país.
Em vez de perder tempo a dizer... MAL MAL MAL...IRRA...
não diga mais nada, DÊ O PASSO E FAÇA!
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Um poema:

A RAIVA DOS OUTROS

Ouço estático sem opinar
as palavras dele que saem
contundentes desafiantes
ideias construídas
glórias próprias abraçadas
encadeadas em conceitos dogmáticos

o meu silêncio aparentemente sereno
não reactivo
não colaborante
deixa lentamente
o interlocutor chegar sozinho
ao fim dos argumentos

colérico zangado brigão
roxo transtornado
tanta a revolta e ansiedade
a presunção de ganhar em toda a afirmação

figura arrepiada arrepiante!

podia ver-se o medo que o discurso encobre
na falta de confronto
a dúvida
o esgotamento
a solidão
que está por detrás do argumento

é como disputar no futebol
lá nas alturas
a bola que subiu subiu
e vai cair entre jogadores
um eleva-se veloz pesado forte
em força fúria bruta
quase a matar

o outro que a disputa
mais inteligente
percebendo a intenção maléfica
do adversário
deixa-o saltar
e habilmente esquiva-se
deixando-o elevar-se atabalhoadamente

e no afastamento hábil
que faz
em vez de levar com ele em cima
zás
é a besta quem cai desamparada
vinda das alturas
estatelando-se no relvado
sem que o outro lhe sirva de almofada!

do livro "CRÍTICOS AVULSO (o bota abaixo no mediatismo)"
António Esperança Pereira

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...