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segunda-feira, janeiro 27, 2014

Ê cá gosto de ti e tu hãããã?


Nosso comentário: 


A rapaziada da política parece não querer decidir-se assim espontaneamente e com verdade verdadinha saída dos dentes, pelo programa cautelar.
Assim sendo, e até nos dizerem com alguma verdade as linhas com que nos cozeremos no presente e no futuro vamos passando o tempo da melhor maneira que pudermos.
A única certeza que temos, que é visível aos olhos de todos  é que estamos todos mais pobres do que já estivemos, exceto alguns. 
Vê-se no recibo do ordenado bem mais magrinho. 
Vê-se nas lojas da nossa zona cada vez a aguentarem-se, as que não fecham, com mais dificuldades. 
Vê-se na juventude que enchia esplanadas de cafés pela tardinha cada vez mais ausente, creio que no estrangeiro. 
Vê-se nos rostos tristes dos mais idosos cujo futuro já de si matematicamente mais curto que o dos outros, agora agravado pela perseguição furiosa da governação...
Apesar disso, há que nos agarrarmos ao que tivermos à mão, ir aproveitando cada dia da melhor maneira possível com as valências com que a natureza nos brindou.
Mais não podemos fazer porque não está na nossa mão. 
Deixo-lhes hoje uns poemas com sotaque, de uma província de Portugal que dá pelo nome de Alentejo. Terra plana, vasta, dada a riquezas mil: trigo, cortiça gado bovino, suíno, reservas minerais, etc. célebre também pela sua cultura própria, um canto típico, poemas satíricos.
É destes últimos que lhes dou um cheirinho, aproveitando a oportunidade para agradecer a quem mos enviou via e-mail.
Oxalá os leitores menos habituados a este português com sotaque alentejano, designadamente os amigos brasileiros, consigam compreender esta poesia alentejana bem brincalhona e mordaz.
Oxalá a compreendam e se divirtam.

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira


  Poesia popular alentejana

Atirê um limão rolando...
 À tua porta parou... 
 Depois fiquei pensado...
Será que o cabrão se cansou??? 

À entrada da tua porta plantê
Um raminho de hortelã!
O qué qui achas desta quadra
Hãããã???

Subi a um êcaliptre
com o tê retrato na mão
Desencaliptrê-me lá de cima
Malhê com os cornos no chão!!! 
Perdi a minha caneta
Lá prós lados da várzea
Se lá fores e a vires....
"Trázea!" 
Ê vi-te no tê jardim
Andavas colhendo hortelã
Ê cá gosto de ti
E tu hãããã??? 

Subi acima duma árvori
Para ver se te via,
Como não te vi,
Desci-a.



terça-feira, novembro 05, 2013

Chá de Cadeira...


Nosso comentário:

Não é grande novidade para nós, portugueses, a prática usada amiúde pelos "senhores importantes" na convicção de que "fazer esperar dá status". 
Eu próprio sou testemunha disso mesmo ao longo de toda a minha vida profissional.
Contudo, é bom relembrar estas heranças de fachada que, diga-se em abono da verdade, muitos "ditos importantões" ainda teimam infelizmente em perdurar.
Sobretudo para as denunciar e para que esses "senhores" não comam os outros por parvos.
"Como o saber não ocupa lugar" e há pequenas coisas que vamos esquecendo ou sublimando, achei interessante partilhar com os leitores o texto abaixo que alguém teve a amabilidade de me enviar via email.
Esta coisa de "botar figura" fazendo esperar as pessoas deveria acabar de uma vez por todas porque é coisa de antanho, que tresanda a falsidade.
Logo, não faz qualquer sentido.
Aliás, quem, nos tempos modernos, tiver de se servir de tais artimanhas para iludir os outros, acaba mesmo é por iludir-se a si mesmo...
Disso não tenho a menor dúvida.

PS. Deixo o texto tal como o recebi.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira





CHÁ de CADEIRA


Os Britânicos são muito pontuais, ao contrário dos Brasileiros 

que deixam tudo para a última hora...

No Brasil, no séc. XIX, muitos nobres achavam-se 

muito importantes.

Esperar era tarefa para os súbditos.

Fazer esperar era sinónimo de elegância, de poder.

Quando um súbdito marcava uma audiência para 

falar com um nobre, tinha de esperar muito tempo 

até ser recebido.

Enquanto isso eram servidos chás e mais chás, e o convidado 

esperava sentado numa cadeira.


Esta prática era tão comum que surgiu a expressão 

"CHÁ de CADEIRA".

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...