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sexta-feira, maio 10, 2019

Dia Mundial do Livro


Nota breve do autor do blog:

Recebi este email que partilho com muito prazer.
Não é preciso concordar ou não concordar. O testemunho é o que conta no caso vertente. E na verdade o "desabafo do professor, jornalista e escritor", concorde-se ou não com o mesmo nas suas opções políticas, tem matéria significativa para servir pelo menos de reflexão nos dias que correm.
Partilho como recebi.

António Esperança Pereira


Mesmo a propósito no Dia Mundial do Livro…

Leonardo Haberkorn, jornalista e escritor, era professor numa
universidade de Montevideo. Deixou o ensino, que antes o apaixonava e
explica porquê.

"Depois de muitos e muitos anos, hoje dei a última aula na Universidade.
Cansei-me de lutar contra os telemóveis, contra o whatsapp e contra o
facebook. Ganharam-me. Rendo-me. Atiro a toalha ao chão.

Cansei-me de falar de assuntos que me apaixonam perante jovens que não
conseguem desviar a vista do telemóvel que não pára de receber
selfies.

Claro que nem todos são assim. Mas cada vez são mais

Até há três ou quatro anos a advertência para deixar o telemóvel de
lado durante 90 minutos, ainda que fosse só para não serem
mal-educados, ainda tinha algum efeito.

Agora não. Pode ser que seja eu, que me desgastei demasiado no
combate. Ou que esteja a fazer algo mal.

Mas há algo certo: muitos desses jovens não têm consciência do efeito
ofensivo e doloroso do que fazem. Além disso, cada vez é mais difícil
explicar como funciona o jornalismo a pessoas que o não consomem nem
vêem sentido em estar informadas.

Esta semana foi tratado o tema Venezuela. Só uma estudante entre 20
conseguiu explicar o básico do conflito. O muito básico. O resto não
fazia a mais pequena ideia. Perguntei-lhes (...) o que se passa na
Síria? Silêncio. Que partido é mais liberal ou que está mais à
'esquerda' nos Estados Unidos, os democratas ou os republicanos?
Silêncio. Sabem quem é Vargas Llosa?

Alguém leu algum dos seus livros? Não, ninguém! Lamento que os jovens
não possam deixar o telemóvel, nem na aula. Levar pessoas tão
desinformadas para o jornalismo é complicado.

É como ensinar botânica a alguém que vem de um planeta onde não
existem vegetais. Num exercício em que deviam sair para procurar uma
notícia na rua, uma estudante regressou com a notícia de que se
vendiam, ainda, jornais e revistas na rua.

Estes jovens, que continuam a ter inteligência, simpatia e
afabilidade, foram enganados, a culpa não é só deles. A incultura, o
desinteresse e a alienação não nasceram com eles.

Foram-lhes matando a curiosidade e, cada professor que deixou de lhes
corrigir as faltas de ortografia, ensinou-lhes que tudo é mais ou
menos o mesmo. Então, quando compreendemos que eles também são
vítimas, quase sem darmos conta vamos baixando a guarda.

E o mau é aprovado como medíocre e o medíocre passa por bom, e o bom,
as poucas vezes que acontece, celebra-se como se fosse brilhante. Não
quero fazer parte deste círculo perverso. Nunca fui assim e não serei
assim.

O que faço sempre fiz questão de o fazer bem. O melhor possível. E não
suporto o desinteresse face a cada pergunta que faço e para a qual a
resposta é o silêncio. Silêncio. Silêncio. Silêncio. Eles queriam que
a aula terminasse. Eu também."

LH

domingo, maio 06, 2018

Matemática e criatividade




Redução espetacular!
Pela criatividade e pelo português, o aluno merece passar. Nem seria inédito... 

Matemática

Foto de Pura nostalgia.

PS. Muito interessante este "Exercício de Matemática". Tinha que partilhar.

Um excelente domingo para todos,


quarta-feira, agosto 06, 2014

Adolescência e o gosto pela leitura...


Nosso comentário:


Um texto resumido, uma pequena história de vida que recebi via e-mail, e que publico com imenso prazer aqui no blogue.

Um texto que vale sobretudo por nos relembrar que as pequenas ideias são muitas vezes as mais importantes a até determinantes nas nossas vidas.
Vale a pena ler este depoimento, até porque ideias destas como a descrita no texto, não se aplicam apenas e tão só ao mundo do ensino, mas sim ao todo universal de múltiplas tarefas, onde uma boa ideia pode mudar muita coisa.
Infelizmente, somos diariamente confrontados com pouca imaginação para o surgimento de boas ideias e, consequentemente, predomina a ausência de boas práticas que elas, a existirem, provocariam nas vidas.de todos nós.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira


E...façam o favor de ler.

"O gosto pela leitura de bons livros na adolescência"


Todos nós que andámos no Liceu na década de 60 certamente que ficámos na memória com três tipologias diferentes de professores.
No que toca à minha experiência de aluna de um Liceu de Lisboa, o "Rainha D. Amélia” na Rua da Junqueira, relembro que esse mesmo estabelecimento de ensino era nem mais nem menos um Palácio, já um tanto envelhecido, mas mantendo contudo em bom estado, uma bonita escadaria principal por onde só circulavam os professores.
Regressando ao tema "tipologias de professores" vou dar a minha opinião baseada no que vivenciei enquanto aluna do então 6.º Ano de Histórico-Filosóficas.
Ora bem, havia aquelas professoras muito distantes e que lá do alto do seu estrado davam a sua aula de uma forma tão formal e séria que não dava para ter qualquer tipo de à vontade para lhes ser colocada uma simples pergunta. Isto acontecia por exemplo nas aulas de Latim e Grego...
Depois havia aquelas professoras que mais descontraidamente procuravam motivar as alunas, era o caso das aulas de Psicologia/Filosofia. E finalmente aquelas outras professoras que de certa forma inovavam, modernizavam a forma de chegar às alunas. Retenho um exemplo concreto desta tipologia de inovação na figura da professora de Literatura.
A professora chamava-se Manuela Palma Carlos e teve uma ideia muito interessante para aumentar e incentivar o gosto pela leitura de Bons Livros. Assim, anotou a data de aniversário de todas as alunas. Depois o processo era fácil. Todas contribuíam com uma pequena verba para a compra de um livro que seria a prenda de anos que , professora e alunas, ofereciam à aniversariante.

A mim coube-me um livro da Agustina Bessa Luís. Fiquei muito contente e jamais esqueci essas aulas. Recordo ainda hoje tal ideia, apenas um exemplo, de como um pequeno gesto numa sala de aula, pode tornar-se um grande gesto pelo incentivo que representa, no caso vertente, à prática saudável da Leitura...

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...