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domingo, março 07, 2021

Eurovisão, estrangeirismos e outros "ismos"

Nosso comentário: Creio que os versos que escrevo dizem muito do que quero dizer. Claro que o engenho e arte nunca são suficientes para colocar as palavras certas.  Todavia, e com mágoa minha, tenho para mim que muito do que se faz em televisão merece as críticas que leio e que toda a gente lhe vem apontando. As frases sucintas que eu escolheria para definir a atual televisão e o que por lá vou vendo, são: "mau demais" e "não diz a cara com a careta".

Fiquem bem,

António E. Pereira



Estrangeirismos e eurovisão

 

Cada vez mais estrangeirismos

na língua que se fala aqui

português globalizado em risinhos

num programa de televisão que vi

 

e tratam assuntos sérios podem crer

sobre política acesa discussão

governo é ranhoso coisa e tal

sempre a abrir com linguagem a doer

 

tento compreender o que os move

ao tagarelar em linguagem mesclada

importará agradar à plateia que os ouve

ou ser modernaço apenas e mais nada?

 

debitam sons pausados aprendidos

aí nada de mal pois isso ajuda

o sonoro nunca brilhou em Portugal

sempre custou ouvir sons emitidos

 

agora quando saem histéricos os gritos

e se cruzam palavras assombrosas

atirando à maneira asneiras grossas

também estrangeirismos e hieróglifos…

 

aí eu digo: ai nosso senhor dos aflitos

ao que chegou o estado da nação

e o estado da nossa televisão:

risinhos e hieróglifos aos gritos.

 

termino no concurso da eurovisão

num triste Portugal em modo inglês

coisa feia de ver numa histórica nação

e que baralha o sentimento português.


António E. Pereira


Nota: Podem visitar-me aqui:

Poemas deste mundo e de outro | António Esperança Pereira - Bubok

quinta-feira, agosto 30, 2018

Já nada é o que era (?)

Joana Ribeiro 
é a próxima a trocar de camisola no campeonato televisivo. A atriz, descoberta em Dancin’ Days, anunciou esta quarta-feira (29) que vai deixar a SIC e rumar à TVI.

Nosso comentário:

Há quem diga que já nada é o que era, que o que ontem era verdade hoje não é, que o que era prática de antanho, hoje deixou de ser… e assim por diante.
Na verdade assim parece ser. 
Na política, na vida sindical, na vida familiar, no simples encarar cada pequena tarefa do dia a dia.
Tudo mudou muito. 
Diz-se até que as mulheres estão mais masculinas, os homens mais femininos, as crianças mais mimadas, e assim por diante.
Um facto muito badalado e de grande mediatização é o que atualmente se passa no mundo do desporto, designadamente no futebol.
Diz-se à boca cheia que já não há amor à camisola (do clube claro) que o que conta mesmo é o dinheiro e, que o clube que pagar mais, será o novo "clube de coração".
Também na vida profissional parece assistir-se cada vez mais a um encaminhar dos indivíduos para onde há dinheiro. Não importa muito onde, se longe se perto. 
Aquele emprego certo (para a vida)  mas mal remunerado já não agrada.
Muito mais ambição, sem dúvida. 
Logo…  escolhas, escolhas, escolhas.
Quem dá mais? onde se ganha mais?
Veja-se a dança/disputa que agora é notícia, a par dos atletas de todas as modalidades, dos profissionais de televisão, dos gestores, etc etc.
As escolhas são muitas, as oportunidades aumentam, o mundo avança assim. 
Diminui o amor à camisola sem dúvida, muda-se para o emprego que dá mais, o que parece censurável numa ótica lamecha antiga.
Todavia, apesar das novas modas, o Benfica hoje mesmo ganhou por 4-1 aos gregos e apurou-se para a Liga dos Campeões.
E assim, tal como no antanho, nos tempos de glória do Eusébio, Coluna, Águas e companhia, em que haveria supostamente mais amor à camisola … apesar disso, mesmo supostamente com menos amor à camisola e maior fluência de entradas e saídas de atletas, o Benfica está igualmente entre os maiores da Europa.
Portanto, termino de uma forma radical: Viva o Benfica, o resto que se lixe!


António Esperança Pereira

quinta-feira, junho 14, 2018

Menos televisão, menos depressão


Porque se aproxima o fim de semana, e muita gente há que anda de semblante carregado, partilho uma "coisa levezinha" que só pode fazer, aos que a lerem, mais bem do que mal.
Oxalá os próximos dias sejam de descanso e merecida pausa nas canseiras do dia a dia. 
Aconselho os estimados leitores a ligar a televisão o menos possível, de tal maneira as notícias são deprimentes e amplamente repetidas e previsíveis.
Uma ida à praia poderá ser uma boa opção já que é dada por certa a melhoria das condições climatéricas.
Quem diz às praias, diz ao campo, ou a praticar uma atividade física saudável ao ar livre do contento do próprio.
Reservar apenas a televisão para uma ou outra escolha específica, não esquecendo (para os que gostam de futebol) os jogos do Campeonato do mundo a decorrer na Rússia.
Sobretudo evitar ficar-se hipnotizado pelos comentaristas da treta a ganhar o deles com os desastres avulso e folhetins para tolos, com vista a manterem audiências a qualquer preço.
Dito isto, aí fica mais abaixo a tal "coisa levezinha" que poderá fazer mais bem do que mal a quem a ler.

António Esperança Pereira




sábado, junho 09, 2018

Ver a Fórmula 1 no telemóvel!

Foto F1 retirada da Internet
O rápido e constante desenvolvimento tecnológico que temos vindo a constatar nos últimos anos permite-nos estar sempre conectados, seja nos nossos contactos pessoais e profissionais, seja com o ‘mundo’ através das diferentes plataformas de comunicação. Esta é uma realidade que devemos ter em conta em qualquer atual plano de comunicação.
Esta diferente forma de estar e de tomarmos consciência com o que se passa à nossa volta, não torna menos importantes os diferentes suportes tradicionais, sejam eles, a imprensa escrita, a rádio, a televisão, a via digital ou outros meios exteriores. No entanto, hoje deparamo-nos cada vez mais com os Smartphones, os tablets, os phablets, etc…. que são claramente o meio privilegiado com que acedemos às informações.
É realmente incrível o quanto se evoluiu neste capítulo. Prova disso, são os pequenos exemplos com que nos vamos confrontando. Ainda no domingo passado dei conta de o meu Pai estar a ver a ‘Formula 1’ no telemóvel. Se olharmos para as gerações mais novas, então a transformação é radical. A sua ligação à net é constante e isso verifica-se quer nas relações pessoais, conectados com o mundo, quer por exemplo na forma como encaram o estudo, em que a absorção e partilha de informação é praticamente toda realizada online.
Com esta nova realidade, a comunicação quando é planeada, tem de estar preparada e adaptada para estas inovadoras plataformas. As notícias são cada vez mais lidas através dos vários aplicativos existentes e isso faz com que, do ponto de vista da transformação, a imprensa escrita seja claramente a que tem o maior desafio para se reinventar.
A TV também tem um importante desafio pela frente, já que as novas plataformas, como por exemplo o ‘Netflix’, e as mais recentes funcionalidades disponibilizadas pelos diferentes operadores, possibilitam que, hoje em dia, a escolha e forma de ver cada programa seja exclusiva da vontade de cada um. Isto faz com que o desafio dos anunciantes seja cada vez maior para conseguir passar a sua mensagem. E já agora, para rentabilizar os seus budgets.
A comunicação através da internet tem-se vindo a afirmar, embora continue a ser aquela que nos é mais difícil de avaliar. As redes sociais têm também um papel importante na divulgação de qualquer produto, uma vez que já são raras as pessoas que não estão conectadas.
É uma realidade, estamos numa era onde a tecnologia domina e cada vez mais temos de estar preparados e com a mente aberta para novos desafios!
Ana Guerreiro
(Artigo de opinião retirado do site "autoclube.acp.pt")


quinta-feira, janeiro 19, 2017

O jornal impresso em papel, vantagens!


Nosso comentário

Partilho hoje um mail que recebi sobre as virtudes da imprensa escrita, melhor dizendo, do jornal escrito em papel.
Ora, num tempo em que tudo está a ficar virtual, as preocupações sentidas pelo cidadão comum são mais que muitas.
Creio que este mail faz delas menção, sobretudo das mais relevantes.
E há que dizê-lo, que, apesar das redes sociais, dos blogues, dos e-mails, das televisões, de tudo quanto é informação não escrita em papel, a conclusão a tirar depois de se ler este e-mail, só pode ser uma:
O jornal escrito em papel faz muita falta. Façam o favor de confirmar abaixo esta verdade nua e crua.

Fiquem bem

António Esperança Pereira



O jornal impresso em papel
O jornal impresso em papel, como sempre o conhecemos, realmente não poderá nunca ser substituído pela internet.
A seguir, alguns dos importantes usos do jornal:

Uso doméstico:


Cobrir bananas ou abacate para amadurecer.
Recolher lixo.
Limpar vidros.
Dobradinho, serve para alinhar os pés da mesa.
Embrulhar louças numa mudança.
Recolher a caca do cachorro.
Forrar a gaiola do passarinho.
Cobrir os móveis e o chão antes de pintar a casa.
Evitar que entre água por baixo da porta.
Proteger o chão da garagem quando o carro está a pingar óleo.
Embrulhar o tacho do arroz para o manter quente.
Fazer palmilhas para os sapatos para os dias frios e chuvosos.
Matar moscas, baratas e demais insetos.
Na época da crise económica, usá-lo como papel higiénico, mesmo que seja um pouco duro.


Uso educativo:


Bater no focinho do cão quando faz xixi dentro de casa.
Fazer barquinhos de papel.
Arrancar um pedacinho em branco para anotar um número de telefone.


Usos comerciais:


Alargar os sapatos.
Encher carteiras de senhora para conservar a forma.
Embrulhar peixes.
Embrulhar pregos na loja de produtos para construção.
Fazer um chapeuzinho para o pintor.
Cortar moldes para o alfaiate ou para a costureira.
Embrulhar quadros.
Embrulhar flores.


Uso festivo:


Acender a churrasqueira ou a lareira.
Rechear a caixa do presente-surpresa.


Outros Usos:


Fazer bolinhas para atirar aos companheiros de classe.
Fazer uma capinha para o machado ou foice.
Nos filmes, para os bandidos esconderem o revólver.
Para te esconderes atrás dele quando não queres que te vejam.

Ah, ...
e por último: para ler as notícias !


Alguém consegue fazer isto tudo com o computador?

domingo, junho 26, 2016

Mudam-se os tempos...


Nosso comentário:


Não era preciso haver o BREXIT, ou as ELEIÇÕES EM ESPANHA, ou a SELEÇÃO NACIONAL NO EUROPEU, para notarmos a assustadora influência das redes sociais e da Internet.
Como que a imprensa escrita vai ficando para outras coisas, menos para, como era seu apanágio no antanho, levar as novidades aos recantos do mundo.
Agora, até as próprias televisões se vão servindo da Internet e das redes sociais para alicerçarem os seus comentários mais em cima da hora em que os mesmos acontecem.
Enfim...
Já lá vão os tempos da ansiosa espera pelas notícias  que nos eram trazidas pelo SÉCULO,  PRIMEIRO DE JANEIRO,  DIÁRIO DE LISBOA, JORNAL DE NOTÍCIAS, O DIA, O DIÁRIO, O TEMPO,  PRIMEIRO DE JANEIRO, DIÁRIO POPULAR, REPÚBLICA, CAPITAL... e tantos, tantos outros que na sua grande maioria se foram extinguindo.
Ficam as memórias da imprensa escrita, dos matutinos, dos vespertinos, dos semanários, que proliferavam.
Nessas memórias, se vai também a "religiosidade" e "fome" com que se devoravam as novidades que chegavam às terras mais recônditas.
Mas o que lá vai lá vai...
Para os mais saudosistas deixo abaixo algumas frases em tom humorístico a fim de com elas colmatar algum laivo de saudade mais forte desses tempos.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira


O Jornal impresso em papel

O jornal impresso em papel, como sempre o conhecemos, realmente não poderá nunca ser substituído pela internet.

A seguir, alguns dos importantes usos do jornal:

> > Uso doméstico:
      Cobrir bananas ou abacate para amadurecer.
      Recolher lixo.
> > Limpar vidros.
> > Dobradinho, serve para alinhar os pés da mesa.
> > Embrulhar louças numa mudança.
> > Recolher a caca do cachorro.
> > Forrar a gaiola do passarinho.
> > Cobrir os móveis e o chão antes de pintar a casa.
> > Evitar que entre água por baixo da porta.
> > Proteger o chão da garagem quando o carro está a pingar óleo.
> > Embrulhar o tacho do arroz para o manter quente.
> > Fazer palmilhas para os sapatos para os dias frios e chuvosos.
> > Matar moscas, baratas e demais insetos.
> > Na época da crise económica, usá-lo como papel higiénico, mesmo que seja um pouco duro.

> > Uso educativo:
> > Bater no focinho do cão quando faz xixi dentro de casa.
> > Fazer barquinhos de papel.
> > Arrancar um pedacinho em branco para anotar um número de telefone.

> > Usos comerciais:
> > Alargar os sapatos.
> > Encher carteiras de senhora para conservar a forma.
> > Embrulhar peixes.
> > Embrulhar pregos na loja de produtos para construção.
> > Fazer um chapeuzinho para o pintor.
> > Cortar moldes para o alfaiate ou para a costureira.
> > Embrulhar quadros.
> > Embrulhar flores.

 > > Uso festivo:
> > Acender a churrasqueira ou a lareira.
> > Rechear a caixa do presente-surpresa.

> > Outros Usos:
> > Fazer bolinhas para atirar aos companheiros de classe.
> > Fazer uma capinha para o machado ou foice.
> > Nos filmes, para os bandidos esconderem o revólver.
> > Para te esconderes atrás dele quando não queres que te vejam.

> > Ah, ... e por último: para ler as notícias !

 
> > Alguém consegue fazer isto tudo com o computador?

quinta-feira, fevereiro 11, 2016

Europa Unida por via do medo?


Sinceramente ver televisão nos tempos que correm passou a ser um ato de coragem. Refiro-me em particular aos noticiários e seus derivados (comentários, opiniões, etc.) que são as fontes onde supostamente o atento cidadão pretende beber alguma da atualidade. 
E, se o tempo fusco, frio e chuvoso, próprio da invernia já põe o cidadão de mau humor, após um tempito a atualizar-se com os ditos noticiários e derivados, fica de rastos.
As catástrofes todas do mundo, acidentes mortais, terramotos, epidemias, atentados, etc. etc. dão o mote ao modelo de informação que temos.
Depois é a altura de aturamos a verborreia de personalidades de que não gostamos ou a quem já prevemos cada sílaba que vão proferir.
Nessas personalidades incluo, claro está, aquela gente de Bruxelas, agora também de Berlim e de Paris.
Vá-se lá saber porquê?!
Já os conhecemos a todos, entram-nos há anos pelas orelhas e olhos a dentro.
Dizem sempre o mesmo ou parecido. Mandam os nossos supostos responsáveis que lá vão, vir igualmente dizer o mesmo ou parecido.
A mensagem é gasta, sempre a de uma Europa triste, sem nada de novo para comunicar, inventando exigências de cacaracá, sorrisos de corredor para parolo ver.
Especialmente para aqueles que acreditaram poder ser possível uma Europa Unida a sério, chega a ser chocante a tristeza, a desconfiança, a exigência, os castigos a terceiros proferidos e prometidos pelos representantes da dita União Europeia.
Afirmo pela primeira vez isto, não é que valha alguma coisa a minha afirmação, mas sinto em consciência nesta altura que a Europa Unida apenas o está a ser "por via do medo", não pela interiorização de uma necessidade, de uma vontade comum, uma alegria comum, uma esperança de seguirmos juntos um futuro melhor.
Estamos nela com medo de sairmos dela. Vive-se em permanente ameaça de divórcio, não em permanente comunhão, união e casamento.
Olho para a televisão e vejo aquela gente importante, seja de Bruxelas, de Berlim ou Paris, tão enfastiada, enfadonha, mal amada, castradora, que receio bem que o tempo da minha profunda crença na UE esteja a esfumar-se e a sumir como fumo de uma chaminé quando a lareira acesa se apaga e fica cinza.

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira

terça-feira, agosto 25, 2015

Conversas em Família e Debates em Família


Nosso comentário:

Acabei de chegar aqui ao blog vindo de mais um "debate em família" entre um partidário do PSD (direita) e um deputado/Presidente de Câmara do PCP (comunista)
Ambos diziam umas coisas, tem que ser, já que a televisão que os contrata, pelo menos isso lhes deve exigir.
Em outro tempo, antes do 25 de Abril, criticava-se muito a monotonia das "Conversas em Família" do prof. Marcelo Caetano.
Lembram-se delas? os que se lembram, sabem do que falo.
Caros leitores do blog, em plena época de campanha eleitoral para as eleições do Parlamento em Portugal, numa altura decisiva para o destino do país, que tresanda em carência de tudo, quase se adormece a ouvir tais interlocutores.
Interlocutores estes que, em tempos idos, talvez proporcionassem uma troca acesa e interessante de pontos de vista.
Qual quê? Uma tristeza e um deserto de ideias.
Acabam por falar de coisas supérfluas, por trocar sorrisos amistosos, depois para justificarem o tempo de antena que lhes pagam, e por mútua conveniência, decidem ambos dizer mal do PS (que não está no debate) e do Syriza (que é aquele "maldito" partido esquerdista grego)
Eu chamaria a isto, sem qualquer interesse pessoal na matéria, a vitória assumida e apadrinhada do "caminho único" que nem sabemos ainda qual é.
Por isso referi as "Conversas em Família" do Prof. Marcelo Caetano, de antes do 25 de Abril. Monótonas, previsíveis, e de um só caminho. O caminho de então: o Salazarismo.
Uma paz podre que espanta quando anda tudo nervoso por esse mundo: os mercados bolsistas chineses, o mundo árabe, os migrantes, a xenofobia ante os refugiados de guerra, países destruídos, etc etc.
Tal e qual como acontecia com o Prof. Marcelo na altura. Portugal em várias frentes de guerra, mortos, estropiados, juventude sacrificada, famílias separadas pela emigração e ele, o 1.º ministro de então, a dar-nos baile pela televisão em conversas de família.
Afinal, tal como agora, só que agora tudo pia mais fino. Dão-nos baile em democracia, e em múltiplos canais televisivos para não nos faltar nada.

Fiquem bem,
António Esperança Pereira

sexta-feira, julho 31, 2015

Árbitros, futebol, política e televisão



Passeio-me no televisor após o jantar.

Canais não faltam, a coragem da escolha é que nem sempre ajuda.
Por isso mesmo aí estou eu no dia a dia, à mesma hora, no mesmo sítio, nos mesmos canais, a levar com mais do mesmo.
E faço-o apesar de vir afirmando para mim próprio vezes sem conta que não estaria mais ali a ver aquilo, que tinha que evoluir e ser mais seletivo nas escolhas televisivas.
Falo sempre isto para mim mesmo, mas até hoje ainda não consegui mudar a cassete.
Vejo este debate, aborreço-me com a temática ou com o confronto murcho que vejo, mudo de canal. Há outros figurantes, tento descortinar se o assunto é menos fastidioso que o anterior, consigo perceber cedo as intenções e até o caminho que as palavras vão seguir, desisto por desinteresse ou até enjoo na adivinhação do paleio dos visionados.
Tento um canal desportivo, ouço falar da eleição de um ex-árbitro para Presidente da Liga Portuguesa de futebol, vejo ainda o homem eleito, a minha mente ingenuamente interroga-se sobre o que é que um jovem ex-árbitro perceberá da gestão de um organismo que lida com tantos clubes e com realidades tão complexas, parece-me frango demais para o fazer, mas há gente influente que o quer lá, desisto, mudo de canal.
Levo com mais desporto ao fugir da política; transferências de jogadores, o tema quase unânime em amplos e acalorados debates. Um jogador que fora vendido para um país árabe, outro emprestado, outro posto de lado à espera de mercado, outro a braços com uma lesão, outro acabadinho de comprar com apenas 19 anos, uma pechincha, no dizer dos comentadores. 
Tudo se discute ao pormenor e em animação tal que as feiras que me habituei a frequentar em pequeno, na região onde cresci, ao pé desta animação de elevados cifrões na compra, venda e troca de mercadoria, não passavam então de locais bizarros de pequenos negócios de tostões.
Enfim...termino como quase sempre com um "zapping" e é depois desse "zapping" que deixo o aborrecimento com que me confronto todos os dias nos canais televisivos, e que volto a repetir para mim mesmo que nunca mais quero levar com tal dose.
Digo-o e repito-o sim, montes de vezes, a promessa está no ar, mas a coragem de cumpri-la ainda não chegou.
Sei que aprender a escolher é muito importante. Podemos achar por vezes que é tarde, que temos a cabeça feita assim e assado, que não sabemos viver sem isto ou aquilo, mas é mentira.
Uma boa escolha, seja ela qual for, vale sempre a pena e mais vale tarde que nunca.
Porque, na rotina enraizada nestes nossos hábitos, há tanta coisa escondida em cada um de nós que fica por fazer...

 Fiquem bem,
António Esperança Pereira

sábado, fevereiro 01, 2014

Muita coisa passa pela cabeça...


Nosso comentário:

Mais um poema que partilho em sistema de "gravação de voz" e aspeto de filme com direito a publicação no youtube.
Se o quiser visionar no youtube, visite o meu canal em fase experimental em, 
http://www.youtube.com/user/mandito2006 ou pesquisando pura e simplesmente no youtube o meu nome, António Esperança Pereira. Aí poderá ter acesso a outros poemas já publicados, ditos com a mesma tecnologia, a do moovie maker...
Caso queira fazer uma visita aos meus livros não se esqueça que o endereço certo para o fazer, é o que habitualmente aqui deixo nas despedidas.

Um Bom Fim de Semana,

António Esperança Pereira


Imobilidade no sofá


Muita coisa passa pela cabeça
muita tralha
e nada de concreto se desenha

inverno idade sexo
o menino Jesus sem pai biológico
paz violência
meninas famosas
prostituição
políticos babosos
bola corrupção

que posso considerar-me
um produto acabado
alienado
pela televisão

para além dos olhos
também no pensamento
entram imagens
de todo o império mediático
qual loucura do inconsciente
que come e cala e nem procura

ou se procura
fazendo zapping
já nem sabe o que é

depois em rodapé
mais sub-repticiamente
brota um corrupio de ordens do consciente

em tal quantidade

que a imobilidade
que por vezes sinto no sofá
diante da loucura da tv
balofa vazia oca

é a mesma que sinto agora
para fazer qualquer coisa de concreto
e dar para isso o passo certo


Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...