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segunda-feira, setembro 04, 2017

Desta não me lembrava eu!


Desta não me lembrava eu.
Foi ontem, em conversa havida com amigos, que surgiu já nem sei a propósito de quê...
Ah, creio que se falava da bomba de hidrogénio testada pela Coreia do Norte, nos seus perigos, etc. etc. e, palavra puxa palavra, a certa altura surgiu a expressão utilizada na língua portuguesa: "Eu dou-te o arroz".
Alguém perguntou a propósito, se conhecíamos a dita expressão e o seu significado.
Tudo ficou calado, uns a olhar para os outros, "sim mais ou menos", dizia um, "sim acho que sim", dizia outro, mas em boa verdade se diga, ninguém arriscou mais do que isso.
Talvez de certa forma estivéssemos ainda atordoados com a conversa de ameaças de bombas atómicas e outras que tais, de que já não havia memória...
Foi então que surgiu a explicação de quem sabia a origem e significado da tal expressão "Eu dou-te o arroz".
Ouvimos com atenção, e partilho abaixo a explicação dada.

Eu dou-te o arroz

Durante o cerco Miguelista aos Liberais da cidade do Porto, conhecido como
«Cerco do Porto» os habitantes da Invicta alimentavam-se essencialmente de
arroz...
Consta que foi durante o tempo que estiveram sitiados que as mulheres portuenses "inventaram "o arroz doce...
De tal forma estavam tão "fartos" de comer sempre arroz que este começou a ser sinal
de castigo.
As expressões "eu dou-te o arroz" ou "já te dou o arroz" passaram a ser usadas pelas
mães como aviso de punição aos filhos!!!

 
Fiquem bem, 

António Esperança Pereira


quarta-feira, agosto 09, 2017

Silly season e a Coreia do Norte


Nosso comentário:


Vimos assistindo nos últimos tempos a ameaças bélicas dos Estados Unidos da América à Coreia do Norte e vice-versa.
Essas ameaças têm vindo a subir de tom, de tal maneira que já se fala em utilizar o potencial nuclear.
Conhece-se mais ou menos bem o potencial bélico dos EUA, conhece-se menos bem o potencial bélico da Coreia do Norte.
Na nossa memória, e tendo como base o que aconteceu com a invasão do Iraque, ao tempo do Presidente Bush, é fácil relembrar a "chuva de fogo" despoletada pelo invasor ao ponto de nem deixar o invadido respirar.
Na altura nem foi preciso utilizar as bombas atómicas que arrasam cidades como Hiroshima ou muito maiores ainda...
Desta vez, como será? isto no caso de as ameaças passarem a vias de facto?
Que consequências regionais e mundiais?
Haverá juízo na utilização das sofisticadas armas letais ou não? 
Ter-se-á aprendido alguma coisa com a 2.ª guerra mundial e com grande maluco de então, Adolf Hitler, ou nem por isso?

PS. As graves ameaças de Donald Trump a Kim Jong e vice-versa fizeram-me pensar que estamos em Agosto. Ocorreu-me o conceito anglo-saxónico aplicado a esta época do ano: "Silly Season".

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira


quarta-feira, julho 29, 2015

Coreia do Norte "em guerra" com os EUA


Nosso comentário:

Mundo perigoso este em que estamos novamente a viver.
As guerras assumem diversos matizes, ou seja, não estamos apenas perante a clássica situação em que um qualquer país declara guerra a outro, mas sim ante uma panóplia de guerras distintas desenvolvidas com armas diferentes para cada caso, todas elas poderosas e ameaçadoras da paz mundial.
Podem ser armas convencionais, daquelas que disparam e matam. 
Podem ser armas financeiras daquelas que não disparam mas matam à mesma.
Podem ser armas diplomáticas que isolam regiões ou países, com bloqueios, ameaças de sanções, etc.
Podem ser armas judiciais ao serviço do poder, também a comunicação social servindo determinada facção, partido, mandante, etc.
São todavia as mais visíveis as tais guerras que matam mesmo, embora me incline a afirmar que não serão talvez, neste momento, as que matam mais.
Fica para os leitores a reflexão sobre o assunto.
Por hoje limito-me a transcrever, dentro do que afirmei nas primeiras palavras deste comentário, uma notícia relacionada, não com uma "guerra em exercício", dessas que se encontram no estado "bala cá bala lá, morto cá, morto lá", mas de uma guerra que apesar de não existir de facto, a mesma não ficou fechada após o armistício da 2.ª guerra mundial na Península Coreana.
Um facto interessante pela novidade que constitui para muitos de nós. Ou seja, o facto de a Coreia do Norte e os EUA se poderem considerar em guerra segundo a leitura da notícia abaixo.
Um foco de tensão bem preocupante nessa Península Coreana, a somar a tantos outros que proliferam por este mundo que definitivamente ainda não esqueceu as sequelas deixadas pelos Grandes Conflitos do passado.
Enfim, compreende-se a dificuldade de viver em paz umas quantas vezes, mas este estado de guerra e tensão quase generalizados têm que fazer reflectir as sedes de poder efectivo que existem para o efeito.
Porque, fazê-lo só amanhã pode ser tarde demais.

PS. Deixo a notícia que transcrevi da imprensa.

 Fiquem bem,
António Esperança Pereira

Coreia do Norte ameaça 'não deixar um americano vivo'



Um general do exército norte-coreano afirmou, num discurso feito nas comemorações do 62º aniversário do armistício da Guerra da Coreia, que se houvesse mais uma guerra na península coreana “não restariam americanos para assinar tréguas”, conta o The Independent.
Recorde-se que o armistício é comemorado todos os anos como uma vitória da Coreia do Norte sobre a América, que lutou ao lado da Coreia do Sul e com as forças das Nações Unidas contra o exército norte-coreano.
Foi o armistício que terminou com a guerra, sendo, no entanto, mais o estabelecimento de tréguas do que um acordo. Os dois países continuam em conflito.
Kim Jong-un, em comunicado, inflamou ainda mais estas declarações proferidas pelo general, sublinhando o aumento do seu arsenal nuclear.
“Já foi tempo em que os EUA nos ameaçavam com armas nucleares. Agora já não são nenhuma ameaça, nem metem medo, porque nós somos a fonte de medo”, afirmou.

sábado, abril 13, 2013

POP ART dos EUA numa Lisboa a saque.


Nosso comentário:


Enquanto as dúvidas são mais que muitas sobre o processo de reestruturação da dívida que assolou Portugal, bem como outros países.
Enquanto se escreve muito sobre a estratégia política de sacar dinheiro aos salários dos trabalhadores, aos pobres, aos doentes, aos idosos, às classes médias em geral, tirando-lhes os últimos "restos de carne" que têm colados ao osso.
Enquanto os apelidados de ilustres e inteligentes falam muito mas não passam de colaboracionistas com uma situação longe de ser esclarecida.
Enquanto os povos, especialmente os do sul da Europa, definham num caminho que lhes impingem de um só sentido, contrariando-se assim o conceito mais elementar de DEMOCRACIA.
Enquanto se vão alvitrando palpites de que a Europa poderá estar à beira de uma guerra.
Enquanto nos vão entretendo com telenovelas, bola, casas dos segredos, também com a ameaça da terrível e longínqua "Coreia do Norte".
Finalmente, e para não entrar em pormenores chocantes, maquiavélicos, deprimentes, focando os últimos factos nojentos da política caseira...
Enquanto os Estados Unidos da América se calam muito bem caladinhos, ante um eixo franco-alemão que não engana ninguém e uma China que cresce, cresce, cresce...
Deixamos hoje um texto, uma singela referência a um artista norte americano de origem eslovaca, de nome Andy Warhol, pelo facto de o mesmo ter uma exposição de POP ART num Centro Comercial de Lisboa que por acaso visitámos.
Sempre se dá um lamiré ao lado cultural da vida, bem mais interessante, formativo e arejado, que o inferno por que a finança e a política fazem passar o mundo atual.



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/






POP ART (Arte Visual)

A Pop Art é um movimento artistico que surgiu no final da época de 50 no Reino Unido e Estados Unidos.
A Pop Art procurava a estética das massas. Diz-se que a Pop Art é o marco de passagem da modernidade para a Pós modernidade.
Andy Warhol é um dos mais conhecidos artistas dentro deste Movimento artistico.
Nasceu em 1928, nos E.U.A. Filho de emigrantes eslovacos, que emigraram fugindo da Guerra.
Viveu em Pittsburgh até 1949. Depois sua mãe, Yulia, foi com ele para Nova Iorque.
Sempre revelou gosto e imaginação para artes modernas. Seus pais fizeram muitos sacrifícios para que ele andasse numa conceituada Escola de Arte Moderna.
Era o mais novo de 3 filhos.
Começou a trabalhar em revistas: Glamour, Vogue, Harper.
Utilizava latas de sopa, garrafas de Coca-Cola, notas de dólar.
Depois começou a pintar pessoas célebres: Marilin, Elvis, Beatles, Che Guevara, usando técnicas modernas, inovadoras para a época.
Criava obras de arte" em cima" de mitos.
EM 1963 começou a realizar filmes.
Uma das suas frases que ficou célebre:
"A melhor coisa de uma fotografia, é que ela não muda mesmo quando as pessoas mudam."

sábado, março 30, 2013

Publicitário muda vida de um pobre ceguinho


Nosso comentário


Longe vá o agoiro, o diabo seja cego, surdo e mudo, mas porque as coisas não estão de modo algum para brincadeiras, junto uma hitoriazinha que me enviaram.
Merece alguma reflexão:
Pelo caminho que o mundo leva, quer fora da Europa (veja-se a Coreia do Norte e o barril de pólvora que ali pode estar) quer na nossa Europa (veja-se o último saque perpetrado ao povo sulista de Chipre)...
Muita e boa gente, se poderá ver confrontada com o ato de pedir.
Pode tal gente ter olhos e não ser cega como o personagem da história que se publica abaixo, mas pode ficar sem cheta de um dia para o outro e ver-se assim forçada a um qualquer expediente de pedinchice.
Verdade que alguns já se finaram entretanto, outros ante tal desolação não se aguentarão nas canetas e continuarão a perecer ante tais e tantas mal feitorias, umas já perpetradas, outras em curso, outras ainda em fase de dantesco planeamento.
Mas estes, os idos ou os que se hão de ir (finar) no meio da gigantesca grã malfeitoria que rola, não são o alvo da pequena história de hoje. 
Esta é pura e simplesmente uma historiazinha de um pedinte cego de uma grande cidade.
Todavia, tendo em conta os futuros pedintes, a gerar por este mundo louco, fica claro na história que mesmo na pedinchice se exige sabedoria e aplicação de aperfeiçoadas técnicas de comunicação.
O êxito da mesma (pedinchice) poderá muito bem residir na forma como a campanha for montada.  
Se o leitor tem dúvidas a respeito, leia a história e confira.


PS. Uma Páscoa Feliz!



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/





A magia da comunicação


Um cego pedia esmola todos os dias junto a um viaduto da cidade enorme.
Diariamente, de manhã e ao anoitecer, passava por ele um publicitário que deixava sempre algumas moedas no seu chapéu.
O cego tinha pendurado ao pescoço um cartaz com a seguinte frase:
"Cego de nascimento, uma esmola por favor".
Certa manhã, o publicitário teve uma ideia: virou o letreiro do cego ao contrário e escreveu outra frase.
À noite, ao regressar, perguntou ao cego como tinha sido o seu dia. O cego respondeu muito contente:
-Até parece mentira...hoje foi um dia extraordinário. Toda a gente que passava por mim deixava uma moeda. Afinal o que escreveu o senhor no letreiro?
-Escrevi: "Em breve chega a Primavera e eu não poderei vê-la"
Podemos concluir que, na maioria das vezes, não importa o Que você diz, mas Como o diz. 

domingo, março 13, 2011

Manif. geração à rasca


Um espanto! Sabe-se da força das redes socias para marcação de encontros, de todos os géneros e feitios, para mostrar curriculo, anunciar seu negócio, etc. agora para marcar protestos, revoluções, levantamentos da população...pelo menos de uma tal envergadura é novidade neste nosso Portugal.
Fico com a impressão que inicialmente se tratou de um movimento espontâneo, genuíno, um protesto de quem quer um emprego digno e não o tem na idade de o ter.
Todavia com o desenrolar da coisa, a populaça a crescer...não tardaram a aparecer as figuras de proa da política para tirarem algum proveito do evento.
Bloquistas, com a proletária (!!!) Joana Amaral Dias, o líder comunista, o Jorge Nuno Pinto da Costa a falar de política, O Alberto João Jardim apoiando, O Fernando Tordo a cantar a canção que noutro tempo fez todo o sentido e que então me empolgou (agora fora de contexto)
Apareceu o candidato às presidenciais Coelho, também o grupo que ganhou o festival, não se sabe como...
o líder da Intersindical, claro, não vá este movimento entrar em coma profundo ( refiro-me ao movimento sindical)
Senti-me envergonhado com o trautear em palhaçada de uma balada do GRANDE ZECA AFONSO, esse sim que pugnava por um país livre e democrático em tempo de DITADURA.
Enquanto o Fernando Tordo cantava a Tourada na manif, no Campo Pequeno, sítio histórico de faenas e olés em toureio apeado ou a cavalo, 8.000 profs debatiam problemas da classe.
Enfim, um regabofe em tempo de decisões importantes da Europa e do Euro!
Um nome apenas aparecia como já é hábito: SÓCRATES
Nem aparecia CAPITALISTAS, NEM CAVACO, NEM IMPERIALISMO, NEM MULTINACIONAIS, NEM AMERICANOS, NEM RUSSOS, NEM FASCISTAS, NEM COISÍSSIMA NENHUMA...
Eu diria: a LUTA ERA POR COISA NENHUMA.
Depois uma menina gritava "LIBERDADE" (!!!) outros berravam pelo FMI... outros chamavam a DEOLINDA, não sei se o ANTÓNIO, enfim...
este país está estranho como estranho está o mundo.
Se a ideia é apear SÓCRATES, bolas, já poderia ter sido apeado com toda a facilidade. Ainda há dias houve uma moção de censura do Bloco de Esquerda, pode-la-iam ter aproveitado... e já não foi a primeira a ser desperdiçada.
O PR pode fazê-lo a todo o momento.
Afinal o que SÓCRATES tem para se manter de pé e não cair?
Medo de que o povo assuma o poder? medo de perderem suas empresas, seus ordenados, esta fartura, ainda que em crise, burguesa? medo que o Estado nacionalize tudo o que é bom? medo de ficarmos uma Cuba, uma Coreia do Norte? outra vez um país do 3.º mundo que éramos há bem pouco tempo?
Medo medo medo...
Senhores dos partidos, apresentem alternativas sérias à REALIDADE QUE TEMOS SUFRAGADA EM URNAS, QUE SE CHAMA JOSÉ SÓCRATES.
O povo julgará as vossas alternativas e saberá escolher.
Se as não têm, não mostrem tanta dor de cotovelo, tanta ansiedade por poleiro, acreditem em Portugal, vivam-no, colaborem no que for de colaborar, critiquem o que for de criticar, aplaudam o que for de aplaudir.
Defina-se com clareza o que se quer para PORTUGAL.
TRANSMITA-SE ISSO AOS PORTUGUESES, AOS MAIS À RASCA E AOS MENOS À RASCA.
Digo eu...
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Para que não se esqueça a realidade próxima passada , um poema do meu livro "60 POEMAS POR ORDEM ALFABÉTICA", Bubok Editora

FRONTEIRA DE VILAR FORMOSO

Agora entendo o sítio berço onde nasci
e porque lá nasci
pedras urzes muito tédio
atraso enxada arado e rebanhos
muito o suor poucos os ganhos
em trabalho sol a sol

um presente sem porvir ali
trocava-se tudo por um caminho de França
chão família amigos
também os cães da altura
abutres canibais
que faziam do país o que era então

um estéril chão
triste acabrunhado
pides passadores famintos trabalhadores
levados como gado e despejados
nos esgotos de Paris
nos bidonvilles
bravos portugueses despojados
rotos de roupa
botelha sem vinho
boca sem naco de toucinho

nasci por ali Vilar Formoso
fronteira de Deus e do diabo
trem solitário mãos saudade
que tão tristes iam

emigração clandestina a salto
dos tais vigaristas passadores
que tiravam a pele o osso
todos os vinténs a trabalhadores angariados

a diferença que havia logo ali
raia de Espanha desolada e fria
do lado de lá e do lado de cá

uma estrada larga rica grosso asfalto
do lado de lá
a contrastar com a estradita estreita pobre
pintada de negro esburacada
a fingir que era asfaltada
do lado de cá

não condeno os abutres canibais
os que bem se governavam
no quanto pior melhor
eram do regime tosco maltrapilha
os labregos de fato e de chapéu
que exploravam do povo seu suor

condeno sim os que viam vergonha em tal atraso
(e viam bem porque doía)
acharem hoje nosso progresso modernice
um exagero destemperança

amplas rodovias
fronteiras desaparecendo
mais igual em tudo o cá e o lá
gente livre que sai que vai que vem que passa
sem policiais vigaristas aproveitadores
do país com medo de outro tempo

tempo e atraso de que só pode gostar
um saudosista louco
um triste um mentecapto
alguém que por zangado e frustrado
nem consegue distinguir deus e o diabo

nasci por ali ainda bem
hei-de contar o que então vi e o que ora vejo
hei-de lembrar memórias que não esqueci
de um país salazarento sórdido doente
um intervalo Portugal adiado
hoje aqui meu país de Abril
moderno livre aberto e atraente

país que enfim retoma
o caminho o sonho a aura a glória
que a história lhe confiara dantes.


Com os desejos de uma ótima semana,

António Esperança Pereira

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...