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sábado, abril 22, 2023

"Esta é a sua casa", diz António Costa. "O Brasil está de volta", responde Lula da Silva

 

Imagem de Lula da Silva-Internet

Uma data, 22 de abril, escolhida por Lula da Silva, para retomar as cimeiras entre os dois Estados, interrompidas durante o Governo de Jair Bolsonaro e a pandemia de Covid-19, por ter sido nesse dia que, em 1500, os primeiros portugueses chegaram ao Brasil.

Após a assinatura de 13 protocolos e acordos em áreas tão diferentes como a ciência, o audiovisual e a Justiça, António Costa tomou a palavra para garantir que "viramos uma página", prometendo que estes encontros passarão a ser anuais.

O primeiro-ministro português considerou ser uma "honra" receber Lula da Silva, agradecendo ao presidente brasileiro a primazia dada a Portugal na sua primeira visita à Europa desde que foi reeleito. "Esta é a sua casa" afiançou.

Lula da Silva respondeu que sai "muito feliz" da Cimeira aproveitando para frisar o papel central de Portugal nas relações brasileiras com a África lusófona, países a quem o Presidente demonstrou um profundo "agradecimento" por todo o legado.

"Como é possível não reconhecer a importância de Portugal", porta "de entrada" na Europa, questionou Lula da Silva, ao fazer um balanço negativo do legado do seu antecessor, Jair Bolsonaro.

O presidente brasileiro frisou que "estamos a reconstruir" o que foi "destruído" pelo Governo de Jair Bolsonaro, que comparou a um bando de "gafanhotos num milharal".

Agora, "o Brasil está de volta", para melhorar a relação e "partilhar as oportunidades de crescimento", prometeu o chefe de Estado brasileiro, cuja política futura com Portugal passa por "construir a política de compartilhamento, de sociedade, para que as empresas possam crescer juntos".

Só assim será possível "dar ao Brasil um lugar no mundo que ele já devia ter conquistado", acrescentou Lula da Silva. "Não é possível que em 500 anos o Brasil não tenha merecido uma chance de crescer", lamentou.

Anunciando diversos pontos do seu programa de governo incluindo investimento em obras iniciadas que ficaram paradas no anterior mandato, Lula da Silva sublinhou que "nós provamos que é possível fazer o nosso país crescer".

"Incentivar parcerias"

Antes, António Costa referira que "temos muita matéria para trabalhar em conjunto", sobretudo no mais importante, "as pessoas".

Os acordos assinados esta tarde estabelecem diversas vias-rápidas entre os dois países em matérias como o ensino, com a "concessão de equivalência do ensino básico e secundário", a Justiça, desde o "reconhecimento mútuo das cartas de condução" à proteção de testemunhas e ao combate à xenofobia e o racismo.

António Costa lembrou simbolicamente os lados que unem Brasil e Portugal e frisou o "estreitamento das relações económicas entre Portugal e o Brasil". "Entre Sines e Fortaleza que estão os cabos de amarração dos cabos de fibra ótica" que ligam o continente europeu e a América do Sul, referiu.

"Incentivar as parcerias", em domínios tão variados como a energia e da geologia ou o turismo, foi o grande objetivo. O primeiro-ministro português lembrou mesmo que "as empresas portuguesas têm investido fortemente no Brasil" e revelou iniciativas futuras.

"A EDP e a Galp vão investir nos próximos anos 5.7 mil milhões de euros em projetos energéticos no Brasil" anunciou António Costa, lembrando o papel da EDP na investigação do hidrogénio verde que decorre no Brasil e antevendo grandes vantagens para ambos os Estados nesse setor.

Outras áreas beneficiam igualmente de novos acordos, como a cultura, com a assinatura de um protocolo na área cinematográfica, e a ciência, "quer entre as agências espaciais, quer para os projetos de investigação em bio-medicina".

Reforçar a cooperação entre os países no âmbito da CPLP, da Mercosul e das Nações Unidas, sobretudo quanto à importância do idioma português no mundo, foram outras áreas focadas por António Costa.

O primeiro-ministro saudou "a nova vontade do Brasil de participação plena e efetiva no quadro da CPLP", dizendo que esta comunidade "ficará sempre incompleta se não tiver o Brasil".

"É um país fundamental, visto que é mesmo o país dominante da língua portuguesa à escala global", apontou.


Fiquem bem

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Textos dispersos do EU II | António Esperança Pereira - Bubok


quinta-feira, março 23, 2023

CPLP torna-se observador consultivo da Ibero-Americana e quer reforçar cooperação

 



A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que vai tornar-se observador consultivo da Conferência Ibero-Americana, reforçará a cooperação com aquela organização, em áreas como a saúde e alimentação, justiça e língua, disse hoje o seu secretário-executivo.
© Fornecido por RTP


Zacarias da Costa, que discursou esta manhã no encontro de trabalho dos observadores consultivos que antecede a XXVIII Cimeira Ibero-Americana, na República Dominicana, começou por dizer que a organização será aceite como observador consultivo da organização e realçou a cooperação que as duas entidades têm para "desbravar", apresentando os quatro eixos de atuação do plano de candidatura da CPLP."

É com enorme satisfação que participo nesta reunião na qualidade de secretário-executivo da CPLP, uma vez que obteremos formalmente, na cimeira de Santo Domingo, o estatuto de Observador Consultivo da Conferência Ibero-Americana, o que muito nos honra, bem como aos nove Estados-membros", afirmou Zacarias da Costa, acrescentando que "a CPLP e a Ibero-América têm fortes ligações e um vasto potencial de cooperação a desbravar".

O encontro, que contou com a presença do secretário-geral ibero-americano, Andrés Allamand, e do ministro das Relações Exteriores da República Dominicana, Roberto Alvarez, decorreu no âmbito da cimeira ibero-americana, que se realiza entre sexta-feira e sábado na capital da República Dominicana, Santo Domingo, em que participa o Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa.

As duas organizações, que têm dois Estados-Membros em comum - Brasil e Portugal -, já partilham, por este motivo, o português como língua oficial e de trabalho.

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segunda-feira, março 13, 2023

Novo portal? Mais de 6.300 da CPLP pediram autorização de residência


Mais de 6.300 pedidos de autorização de residência foram recebidos nas primeiras duas horas de funcionamento do novo portal do SEF destinado aos imigrantes dos países de língua portuguesa com processos pendentes, anunciou hoje o Governo.



Mais de 6.300 pedidos de autorização de residência foram recebidos nas primeiras duas horas de funcionamento do novo portal do SEF destinado aos imigrantes dos países de língua portuguesa com processos pendentes, anunciou hoje o Governo.© Global Imagens

Apesar destes números, o portal está a registar constrangimentos no acesso, indicou o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), avançando que, "devido à grande afluência ao novo portal CPLP, registou-se um aumento substancial do tráfego na rede SEF".

A Lusa tentou várias vezes entrar na página da internet do SEF e não conseguiu, aparecendo a mensagem "não foi possível satisfazer o seu pedido. Por favor tente mais tarde".

Os cerca de 150 mil imigrantes dos Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) em Portugal com processos pendentes no SEF podem a partir de hoje obter uma autorização de residência de forma automática através do 'portal CPLP', que está disponível nas páginas da internet do SEF e do ePortugal.gov.

Um comunicado conjunto do Ministério da Administração Interna e da ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares diz hoje que "mais de 6.300 pedidos de autorização de residência foram recebidos nas primeiras duas horas de funcionamento do novo portal que SEF disponibiliza aos cidadãos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) com manifestações de interesse entregues até 31 de dezembro de 2022".

Fiquem bem

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quarta-feira, março 07, 2018

Maior circulação no espaço lusófono


Maria do Carmo Silveira: Aproximar-se dos cidadãos é “um dos grandes desafios da CPLP” 


A secretária executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) considerou hoje que “um dos grandes desafios” da organização é “aproximar-se dos cidadãos”, propondo a facilitação da mobilidade e a promoção da cooperação económica e empresarial.“A CPLP é hoje uma organização muito distante dos seus cidadãos.
Para a maioria dos cidadãos dos nossos Estados-membros é uma organização inexistente, abstrata”, sustentou, em entrevista à agência Lusa, Maria do Carmo Silveira, defendendo que “um dos grandes desafios é aproximar-se cada vez mais dos seus cidadãos para que eles possam sentir a comunidade”.
Para a secretária executiva da comunidade, a aproximação passa pela facilitação da circulação no espaço lusófono, uma medida que “desenvolve esse sentimento de pertença”.Reconhecendo tratar-se de uma matéria “complicada”, devido a “limitações a que estão sujeitos alguns Estados-membros”, Maria do Carmo Silveira considerou que a aplicação das medidas deve ser faseada.
A responsável assinalou que já se observaram progressos, como a isenção de visto para passaportes diplomáticos e passaportes especiais de serviço; mobilidade estudantil; acordos bilaterais para facilitar a circulação das pessoas e também facilidade da obtenção de vistos para turistas, doentes para tratamento médico e para homens de negócios. No entanto, é preciso “ir além”, porque “não há um tratamento uniforme sobre esta questão”, disse, defendendo uma solução “no quadro multilateral”.
Portugal e Cabo Verde estão a preparar uma proposta para facilitar a circulação no espaço lusófono e a secretária executiva adiantou que no próximo mês vai realizar-se um primeiro encontro técnico para discutir esta iniciativa.
“Atendendo à necessidade de uma abordagem faseada, a mobilidade para empresários deve ser o próximo passo”, advogou.
Por outro lado, a aproximação dos cidadãos também deve passar pela cooperação económica e empresarial, sublinhou.
“Todos os Estados-membros reconhecem a importância da promoção da cooperação económica e empresarial até para reforçar os laços de amizade e laços históricos, porque já toda a gente diz que a língua portuguesa não basta”, comentou.

Para Maria do Carmo Silveira, é necessário “um quadro económico e jurídico que facilite que o comércio e os investimentos possam fluir entre os países para criar emprego e promover o desenvolvimento”.

Questionada se o secretariado executivo poderá levar essa proposta à próxima cimeira de chefes de Estado e de Governo da CPLP, prevista para julho próximo em Cabo Verde, Maria do Carmo Silveira disse que a iniciativa cabe aos países.

“Quando iniciei as minhas funções [em janeiro de 2017], ousei fazer uma proposta nesse sentido, de algumas medidas de política que me parecem extremamente importantes para que se crie um ambiente propício ao desenvolvimento do comércio e dos negócios no espaço da CPLP. Mas infelizmente apercebi-me que esta é uma matéria que decorre muito da vontade política dos Estados-membros.

Temos de esperar que sejam os próprios Estados a tomarem a iniciativa nesta matéria”, descreveu, confessando “alguma frustração”.
“Estava à espera de poder dar um contributo mais efetivo a esta temática, mas acredito que haverá uma evolução”, disse.

Entre as medidas defendidas por Maria do Carmo Silveira estão a assinatura de um acordo multilateral de proteção mútua de investimentos; a celebração de acordos para evitar a dupla tributação, e a criação de uma rede de árbitros para dirimir conflitos, em língua portuguesa, já que atualmente os países lusófonos recorrem a arbitragem em inglês ou francês, o que obriga a custos acrescidos com traduções.

Propostas que, admitiu, não deverão ser ainda abordadas na próxima cimeira, já que “neste momento não há um tratamento que faça pensar que possa ser discutido” em julho.
Fiquem bem,
António Esperança Pereira


terça-feira, setembro 19, 2017

Novo Acordo Ortográfico


Nosso comentário:

Divulgo um texto interessante que recebi via e-mail, sobre o NAO (Novo Acordo Ortográfico) Devo confessar que pessoalmente compreendo ambas as partes. Quer os que defendem o NAO por uma promoção da Língua Portuguesa no Mundo, quer os outros, que têm dificuldade em aceitar quaisquer modernismos por dá cá aquela palha.
Compreendo ambas as posições.
Daí que, em minha opinião, e porque também acho que é difícil, se não mesmo impossível uniformizar uma língua tão rica como é o Português, deveria ter-se mais cuidado.
Não que tenha algum complexo por futuras introduções de vocábulos "brasileiros, angolanos, timorenses, açorianos, portuenses, alfacinhas, guineenses...etc etc etc.
Isso faz parte da riqueza de uma língua viva!
Todavia, é verdade que sinto também no dia a dia a confusão em que se traduzem na prática (já que em teoria é tudo muito bonito) algumas mudanças bizarras segundo o NAO.
O texto que divulgo mostra um pouco do que acabo de dizer.
Resumindo a minha posição:
Aceitar o NAO (Novo Acordo Ortográfico), sim.
Contudo, deveria haver mais divulgação sobre o mesmo traduzida na sua real aplicação prática, escrita e falada,  generalizada a todas as escolas do mundo de Língua Portuguesa.
De outra maneira, apenas resta regressar à primeira forma: português do Brasil, português de Portugal, etc etc
Seja como for, aconteça o que acontecer ao NAO, que VIVAM as gentes que comungam a magnífica língua portuguesa.

António Esperança Pereira



Se é para uniformizar...
 

O "pai" do Acordo Ortográfico, prof. Malaca Casteleiro, defende que a unificação do português é uma medida de pragmatismo que visa acima de tudo promover a língua portuguesa no mundo.         
 
No outro dia, ouvi-lhe dizer que o Acordo Ortográfico em que trabalhou incansavelmente ao longo de anos e anos teve por objectivo uniformizar a língua entre todos os países de expressão portuguesa. 
Assim sendo, os brasileiros têm rabo ou somos nós que vamos passar a ter bunda?
E as senhoras, as de cá passarão a usar calcinha ou são as de lá que usarão cuecas?
De fato eles vestem fato ou nós, de facto, de futuro envergaremos terno?
O governo de cá rouba-nos a grana ou é o de lá que lhes sonega o carcanhol? Passamos a ir à lanchonete ou são eles que vão ao café?
Vamos beber um bagaço à tasca ou uma cachaça ao boteco?
E o tipo que defende a baliza, é para eles guarda-redes ou, para nós, será goleiro?
E como nos passaremos a mover? Nós de trem, ônibus, bonde, ou eles de comboio, autocarro, eléctrico?
Esperamos pelo transporte na parada ou continuaremos a fazê-lo na paragem? Respeitamos a bicha na paragem ou antes a fila na parada?
E aquele gajo porreiro, de pêra, que vai a sair da esquadra? Vamos ter que dizer que é um cara legal, de cavanhaque, a sair da delegacia?
Se quisermos agrafar um relatório, recorreremos a um grampeador ou a um agrafador?
E se o nosso fito é afiar um lápis, agarramos num apontador ou num apara-lápis? Fomos à privada e não usámos a descarga ou fomos à retrete e não puxámos o autoclismo?
E por aqui, pela merda, me fico. Em castelo. À Casteleiro. Em bom português, do único, porque merda é merda, aqui ou no Brasil.

 

sexta-feira, maio 19, 2017

Lusofonia 2017 em Odivelas


Nota do autor do blog:


Tendo tido conhecimento do V Fórum Lusofonia 2017, a realizar no Centro de Exposições de Odivelas, é com muito prazer que aqui o divulgo.
Sobretudo para quem se interesse pela temática relacionada com a Língua Portuguesa será interessante seguir estes importantes eventos sobre a mesma.
Tenham um bom fim de semana,

António Esperança Pereira





Língua Portuguesa: Lugar de Futuros


sábado, abril 08, 2017

Língua Portuguesa de vento em popa...


Nota do autor do blog:

Num mundo cada vez mais isolacionista, ainda bem que a CPLP teima em aprofundar laços entre os países que a integram e também, abrir os braços a outros países.
A CPLP integra Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
Atualmente são observadores associados da CPLP: a Geórgia, Maurícia, Japão, Namíbia, Senegal, Turquia e o Uruguai.
Neste contexto, deixo uma notícia interessante sobre o estado da Língua Portuguesa nesse país da América do Sul que dá pelo nome de Uruguai.
Antigamente os brinquedos que possuíam movimento eram accionados torcendo um mecanismo em forma de mola ou elástico,
que ao ser destendido , fazia  o brinquedo mexer...Esses mecanismos chamavam-se "corda"...
Quando se dava a corda toda num brinquedo ele movia-se mais depressa....Daí a origem da expressão" Estar com a corda toda"
Fiquem bem


António Esperança Pereira



Português é tão falado como o espanhol na fronteira do Uruguai com o Brasil

– A língua portuguesa é tão falada como o espanhol pelos uruguaios que vivem na fronteira com o Brasil e o Governo do Uruguai tem incentivado o ensino da língua portuguesa no país, disse a embaixadora do Uruguai em Lisboa.
“Fala-se tanto o português como o espanhol nos departamentos uruguaios que fazem fronteira com o Brasil”, afirmou em entrevista à Lusa Brígida Scaffo Erviti.
De acordo com a embaixadora, a língua portuguesa já era ensinada nas regiões que fazem fronteira com o Brasil, mesmo antes da criação do Mercado Comum do Sul (Mercosul), em 1991, ou da inclusão do Uruguai como observador associado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em 2016.
De acordo com Brígida Scaffo, “todas as crianças uruguaias estão familiarizadas com a língua portuguesa”.
“Temos um plano educativo introduzido (em 2007) pelo nosso Presidente (Tabaré Vázquez), ainda no seu primeiro mandato, no qual cada criança no ensino público recebe um computador portátil, possibilitando o aprendizado do português e do inglês”, disse.
Tabaré Vázquez exerceu o primeiro mandato entre 2005 e 2010 e assumiu o segundo mandato presidencial em 2015.
A embaixadora referiu ainda que “as crianças têm aulas de português como uma matéria optativa no ensino público uruguaio”.
“O português, juntamente com o inglês, é uma língua muito falada sobretudo pelos jovens que se dedicam ao comércio exterior no Uruguai”, acrescentou a diplomata.
O Uruguai disponibiliza aulas de português em cerca de 80 escolas públicas de ensino básico, sendo a maioria delas em zonas de fronteira com o Brasil, segundo números oficiais do Governo uruguaio.
No ensino secundário, as aulas de português estão disponíveis em Centros de Línguas, onde os adolescentes podem escolher entre português, francês, alemão ou italiano, fora do período de aulas.
Há especialistas em linguística que afirmam que no norte do país, na fronteira com o Brasil, 15% da população fala o que chamam de dialeto português do Uruguai (DPU), sendo considerada uma língua materna, e essa população seria realmente bilíngue.
De acordo com o Governo brasileiro, o Núcleo de Estudos Brasileiros (NEB) de Artigas, criado em 2005, oferece aulas gratuitas de língua portuguesa à comunidade local.
A Inspeção da Educação uruguaia aceita o certificado emitido pelo NEB como habilitação para que professores de espanhol passem a lecionar língua portuguesa nas escolas uruguaias, razão pela qual grande parte dos alunos formados pelo núcleo foi admitida para lecionar português na rede de ensino local.
O Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, prosseguiu a diplomata, tem um leitorado de português na Universidade da República, em Montevidéu, além de desenvolver outras atividades, nomeadamente a formação de professores de português no Uruguai.
“Como observador associado da CPLP, queremos seguir os planos e os programas criados para incentivar o ensino do português no Uruguai”, sublinhou ainda a embaixadora.
A CPLP concedeu o estatuto de observador associado ao Uruguai durante a cimeira de chefes de Estado e de Governo realizada em Brasília, em novembro de 2016.
“Interessa-nos nomeadamente fazer com a CPLP uma triangulação com os países de África. O Uruguai tem muito a oferecer no que toca às tecnologias agrícolas. Somos um país muito avançado nesta área. Pensamos que através da CPLP podemos cooperar com os países os quais Portugal tem muito contacto, inclusive os africanos lusófonos”, indicou ainda.
Sobre a comunidade portuguesa no Uruguai, disse que “não é muito grande, mas os descendentes mantêm as tradições dos antepassados”.
“Há associações de portugueses no país, como a da cidade de San Carlos (localizada no departamento de Maldonado e que fica a cerca de 130 quilómetros da capital, Montevidéu), que foi colonizada por portugueses dos Açores. Estas associações fomentam os vínculos com Portugal, sendo uma comunidade muito bem integrada na sociedade uruguaia”, referiu.
De acordo com o Observatório da Emigração, citando dados do Governo português de 2014, no Uruguai residem cerca de 1.900 pessoas com nacionalidade portuguesa.
A população do Uruguai é de cerca de 3,5 milhões de pessoas, sendo composta maioritariamente por descendentes de imigrantes europeus (quase 90%, sobretudo espanhóis e italianos), além de descendentes dos escravos africanos e pouquíssimos ameríndios.

domingo, abril 02, 2017

Evolução demográfica da Lusofonia


Nosso comentário:

Retirei hoje dois gráficos interessantes sobre a CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa)
Como podem verificar, um desses gráficos, dá uma ideia sobre a evolução demográfica na CPLP de 2010 até 2100.
Outro, refere-se à maior ou menor participação das mulheres na atividade parlamentar entre os diversos países da CPLP.
Não deixa de ser bastante curioso e até surpreendente...
Oxalá apreciem os dados que publico, retirados de informação constante do Boletim do OLP (Observatório da Língua Portuguesa)
Quem desejar recolher e/ou aprofundar dados sobre esta e outras temáticas, poderá fazê-lo no "sítio" do OLP: observalinguaportuguesa.org

Fiquem bem


António Esperança Pereira



Evolução demográfica nos países da CPLP (2010-2100)


Mulheres com assento parlamentar: ranking mundial:

      


segunda-feira, janeiro 02, 2017

Português, a língua que mais cresce!

Nosso comentário:

Já agora, partilhando do otimismo dos altos órgãos da política nacional, designadamente Presidência da República e Governo, divulgo um evento, embora com algum atraso, que confere à lusofonia em geral e aos portugueses em particular razões de sobra para comungar desse otimismo.
Trata-se do Prémio José Aparecido de Oliveira atribuído a três galardoados: O antigo Presidente da República Portuguesa Jorge Sampaio, o antigo secretário executivo da Comissão Económica das Nações Unidas para África Carlos Lopes, e o embaixador brasileiro Lauro Moreira, primeiro representante permanente junto à CPLP.
Os prémios são sempre importantes, pois geram eventos notáveis, todavia, importantes também são as palavras que os galardoados proferem.
Vale a pena lê-las.

Galardoados com o Prémio José Aparecido de Oliveira

Lisboa, 13 dez (Lusa) – O antigo Presidente da República Jorge Sampaio defendeu hoje que a língua portuguesa tem “ainda uma enorme capacidade de internacionalização” e considerou que é possível “fazer mais” pela sua promoção, através dos negócios, ciência ou diplomacia.
“Há que nunca deixar de potenciar a língua portuguesa, há que não perder de vista que na nossa idade digital, esta tem ainda uma enorme capacidade de internacionalização”, afirmou Jorge Sampaio, um dos três galardoados do Prémio José Aparecido de Oliveira, atribuído hoje pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
Além de Jorge Sampaio, o prémio foi atribuído também a Carlos Lopes, antigo secretário executivo da Comissão Económica das Nações Unidas para África, e ao embaixador brasileiro Lauro Moreira, primeiro representante permanente junto à CPLP.
“Quer seja nos negócios, na ciência, na investigação, na tecnologia, na inovação, na diplomacia ou na comunicação global, podemos fazer mais pela promoção da língua portuguesa e pela sua afirmação no mundo do século XXI”, sustentou o antigo chefe de Estado português, na cerimónia.
Sampaio apontou “três eixos fortes que irão moldar seguramente o futuro da CPLP”: a construção de uma cidadania da comunidade e o aprofundamento do seu espaço de mobilidade e de circulação – que foi objeto de uma proposta de Portugal na cimeira da organização, que decorreu em Brasília no mês passado -, a prossecução dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (Agenda 2030) e “o papel insubstituível que cabe às sociedades civis na construção de uma comunidade viva, dinâmica e pujante”.
Jorge Sampaio, que participou na fundação da CPLP, há 20 anos, comentou que “alguns preferem acentuar as inércias, as lentidões e mesmo as insuficiências da CPLP”, mas, sublinhou, “olhando para trás (…) é justo reconhecer antes os progressos realizados e a obra feita”.
O caminho, acrescentou, tinha “escolhos” como “as feridas da história colonial, que eram então recentes” e os consensos eram “de difícil obtenção, muitas vezes marcados por ressentimentos antigos e interesses contraditórios”.
Na cerimónia, também o antigo embaixador junto da CPLP Lauro Moreira destacou a importância da língua portuguesa, “essa notável construção conjunta”, que “constitui o alicerce do próprio fenómeno imaterial da lusofonia”.
Como língua materna, sublinhou, “o português é o que apresenta o maior crescimento em todo o mundo” e, no final do século XXI, segundo as Nações Unidas, terá cerca de 500 milhões falantes (cerca do dobro do número atual), com Angola e Moçambique a tornar o português “uma das línguas dominantes do continente africano, ao lado do inglês e do árabe”.
Lauro Moreira alertou, no entanto, que a CPLP conta com “diferenças e assimetrias” e destacou que a organização, “embora congregando países com diferentes dimensões físicas e económicas, sociais e populacionais, está hoje consciente de que a concertação entre Estados tão assimétricos é não apenas viável, mas essencial e mutuamente vantajosa”.
Carlos Lopes não esteve presente na cerimónia, mas enviou uma mensagem assinalando que “a CPLP é crescente e multiplica a sua voz através de personalidades que se empenham em dignificar a vida de todas as pessoas que fazem da CPLP e dos cinco continentes que a compõem um mosaico vivo e ativo”.
O secretário-executivo da CPLP, Murade Murargy, destacou que a cimeira de Brasília, em que o Brasil assumiu a presidência da organização, para os próximos dois anos, permitiu “reforçar a aposta política e redefinir os setores de atuação preferenciais”, com a aprovação da nova visão estratégica da organização para a próxima década.
A CPLP poderá, sublinhou, “ajudar de outra forma os processos de transformação nacional conducentes ao desenvolvimento socioeconómico”, nomeadamente com a alteração do Prémio José Aparecido de Oliveira, convertendo-o numa bolsa de estudos para a frequência de cursos de mestrado e de doutoramento, pesquisa e investigação.
“Devemos apostar no capital humano. Podemos contribuir para a formação pós-graduada de recursos humanos altamente qualificados dos Estados-membros, para que se assumam como atores dos processos de desenvolvimento e parte ativa do futuro”, sustentou.
Aparecido de Oliveira foi embaixador do Brasil em Lisboa entre 1992 e 1994 e teve um papel central na idealização e fundação da CPLP, que aconteceu a 17 de julho de 1996.
JH // V – Lusa/Fim

Renovo desejos de um Feliz Ano Novo,

António Esperança Pereira


quarta-feira, dezembro 28, 2016

Língua portuguesa, a ONU e Guterres


Nosso comentário:

Independentemente dos protagonistas destas andanças em prol da Língua Portuguesa, sou daqueles que valorizam sobremaneira a expansão que a mesma tem tido.
Quando nasci, aprendi a falar português, a entender-me com os pais, avós, amigos, professores, todos os demais, nessa língua que se falava na minha terra.
Prezo muito isso.
Então quando leio estas notícias que nos dizem da grandeza dessa Língua, da sua expansão e importância para o mundo, sinto mesmo um não sei quê que me ajuda a "pertencer". A ser parte dos que a falam.
Como que essa Língua Portuguesa saísse, tal como eu, de uma terra pequena, sem saber bem por onde andava neste mundo, para depois descobrir novos horizontes, um mundo sem fim de gente e de distância...
Depois escrita, falada, aperfeiçoada, cresceu, correu mundo, para encantar e servir cada vez mais gente, gente que se conta por milhões e mais milhões, espalhados por todos os cantos do mundo.
Aqui para nós, que ninguém nos ouve, consta-me até que está já entre as 5 Línguas mais faladas do planeta!

Continuação de Festas Felizes,

António Esperança Pereira


Da Agência Lusa

O embaixador do Brasil junto à  Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Gonçalo de Barros Carvalho e Mello Mourão, disse hoje (28), em Lisboa, que para o português ser uma das línguas oficiais dos fóruns internacionais serão necessários dinheiro e vontade política dos países do bloco lusófono. As informações são da Agência Lusa.
É preciso vontade política e dinheiro dos países lusófonos para afirmar formalmente a língua portuguesa nos fóruns internacionais. “É problema político, porque uma decisão política, com frequência, faz nascer dinheiro”, disse à Lusa o diplomata, que está no cargo há cerca de quatro meses. Segundo ele, o dinheiro é importante “para realizar o pagamento de tradutores e de outros elementos necessários para ser uma língua oficial da ONU”, por exemplo.
Atualmente, a Organização das Nações Unidas tem seis línguas oficiais: o castelhano, o inglês, o mandarim, o russo, o francês e o árabe. O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, comentou que “o fato do novo secretário-geral da ONU (o ex-primeiro ministro português António Guterres) ser um lusófono é, sem dúvida, uma oportunidade extraordinária para a CPLP e para a língua portuguesa”.
Sousa lembrou na XI Cimeira da CPLP, realizada em novembro, em Brasília, foi aprovada uma proposta para que o português seja uma língua oficial nas Nações Unidas. Ele disse que a proposta foi feita pelo presidente do Brasil, Michel Temer, e não constou da declaração final da cimeira, mas foi aprovada por aclamação.

Saiba Mais

O próprio António Guterres afirmou, durante a cimeira de Brasília, que gostaria de ver o português tornar-se uma das línguas oficiais da ONU, mas frisou que isso depende “de decisões da Assembleia-Geral” da entidade. E uma vez mais digo: ainda não sou secretário-geral", acrescentou.

Expansão cultural

Sobre a expansão do português, o embaixador Mello Mourão disse que a divulgação da língua não se faz apenas por vontade dos governos e que “o fortalecimento cultural das expressões em língua portuguesa são também um elemento fundamental para a sua disseminação, nomeadamente na atuação do Instituto Camões (que promove a cooperação e o estudo do português), dos Centros de Estudos Brasileiros e leitorados espalhados pelo mundo.
“Para expandir a língua não basta haver uma motivação econômica, porque esta oscila a bel-prazer do mercado, tem de haver uma motivação cultural, porque esta permanece”, avaliou o embaixador.
Sobre o Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), Mello Mourão disse que “é um instituto internacional de língua relativamente novo se comparado a outros organismos, como a Alliance Française (França), o Instituto Goëthe (Alemanha) ou o British Council (Reino Unido)”.
Entretanto, segundo o diplomata, o IILP “está solidamente estabelecido como o instituto encarregado da promoção da língua portuguesa ". O instituto, segundo Mello Mourão, começou a tratar de "um tema importante, que é a realização de um vocabulário ortográfico comum (VOC), que dá uma estrutura única à língua” de origem lusitana.
“A cultura é uma forma de estimular as relações comerciais, porque a cultura atrai e a medida de que as pessoas são atraídas pela cultura, elas ficam a conhecer todos os aspectos, a realidade daquele país em que estão interessadas”, acrescentou o embaixador brasileiro.

Edição: Augusto Queiroz

terça-feira, dezembro 13, 2016

Timor, a Língua, a Luta, a Nação


Nosso comentário:

Sempre que posso dou uma mãozinha à nossa querida língua, a Língua Portuguesa. Não é que seja por eu dizer que tenho pena que não se cante mais em português, que não se aposte mais no mundo lusófono, etc. que consigo mudar as coisas.
Não, sei bem que não. 
Estas coisas, feliz ou infelizmente são o que são, o mundo segue o seu caminho como tem que ser, sem contemplações.
E a língua portuguesa, dada a sua pujança, a sua dinâmica própria, também não precisará da minha mãozinha.
Todavia, sinto cá dentro, sempre senti, que ela é um dos maiores bens que foi dado aos portugueses criar. E só por isso, esse sentimento que sinto, ao pensar nos nossos maiores, nos escritos sem fim, nas andanças sem fim pelos mundos de antes e pelos mundos de agora, que acho que vale a pena pensarmos, falarmos, cantarmos, em português.
Afinal de contas somos tantos!!!
Cada vez mais pessoas a entenderem-se total e cabalmente na língua de quem a fala: A Língua Portuguesa.
Retirei do Boletim do OLP (Observatório da Língua Portuguesa) uma notícia interessante de se ler. É a minha "mãozinha" de hoje à língua de todos nós, falantes de português.
Oxalá apreciem.

Fiquem bem

António Esperança Pereira


Sem a língua portuguesa não há nação em Timor-Leste


Coimbra, 09 dez (Lusa) – O jornalista inglês Max Stahl afirmou hoje em Coimbra que falar português foi um ato de resistência mas também de sobrevivência do país, considerando que, “sem a língua portuguesa, não há nação em Timor-Leste”.
Hoje, os jovens em Timor-Leste questionam-se para que “serve a língua portuguesa”, num país tão distante de Portugal ou do Brasil, mas os timorenses que lideraram a luta pela independência do país “continuam muito conscientes de que a sobrevivência da nação depende da diferença, da identidade única do povo”, onde o português se assume como uma das bandeiras, sublinhou Max Stahl.
O jornalista filmou e divulgou o massacre de Santa Cruz, em 1991, quando o exército indonésio abriu fogo sobre a população, matando 271 pessoas no local e outras 127 que viriam a morrer nos dias seguintes.
Apesar de a língua portuguesa continuar a ser “minoritária em Timor-Leste”, está no “meio de uma luta não só da língua, mas dos valores que comunicava, especialmente através da Igreja, mas não só”, sublinhou o jornalista inglês, que apresenta em Coimbra, na terça-feira, a estreia do seu mais recente documentário “A Língua, a Luta, a Nação”, sobre o papel do português na construção da nação timorense.
Para ilustrar tal consideração, o jornalista inglês recordou que os ativistas escreviam documentos em português durante a luta pela independência, assim como os comandantes “que lutavam no mato” e faziam questão de enviar mensagens em português, “apesar de os soldados não entenderem” a língua.
“Mais do que um papel simbólico, [a língua] estava na base da luta”, vincou.
Max Stahl recordou que Timor-Leste “tem muitas línguas e dialetos”, sendo que “a sobrevivência” de Timor-Leste enquanto nação “depende de valores, mas também de algumas bandeiras e símbolos”.
“Porque é que os timorenses não são indonésios? É por isso que há uma determinação de vários líderes de que esta língua vai sobreviver em Timor”, notou, sublinhando que o português “vai crescer” e que nunca houve “tantos timorenses” a falá-la, apesar de ainda ser uma percentagem reduzida.
Max Stahl falava aos jornalistas à margem do colóquio que se realiza hoje em Coimbra, intitulado “Timor: mil palavras, mil imagens”, em que participam investigadores que abordam a relação entre os ‘media’ e o processo de independência de Timor-Leste e jornalistas que acompanharam esse mesmo processo.
Depois de muitos anos a procurar contar “a história de luta pelos valores da dignidade humana” em vários países em guerra, o jornalista inglês conseguiu recolher imagens em Timor Leste que acabaram por mudar o curso dos acontecimentos.
“Foram uma porta, uma janela para outros jornalistas contarem e fazerem a ponte entre esses jovens e o mundo”, numa altura em que, apesar da situação dramática vivida no país, “ninguém estava interessado”.
Max Stahl estava “sozinho, com jovens sem qualquer poder ou perspetiva, mas que nunca abandonaram os princípios que tinham”, contou o repórter inglês que considera que um jornalista sem valores e sem “uma base consciente” é uma “pessoa muito perigosa”.
“Não acredito no jornalista neutral. O jornalista neutral é muito perigoso”, sublinhou.
A Universidade de Coimbra assinala os 25 anos do massacre de Santa Cruz e os 20 anos do Nobel da Paz atribuído a Ximenes Belo e José Ramos-Horta, com a presença dos laureados, exibição de documentários, exposição, debates, numa iniciativa que decorre entre hoje e o dia 16.

quinta-feira, dezembro 01, 2016

Os Filipes de Espanha e Passos Coelho


Nosso comentário:

Hoje é o dia 1.º de Dezembro de 2016.
Celebra-se em Portugal uma data importante, exatamente a comemoração da restauração da independência ocorrida neste mesmo dia 1 de Dezembro do ano de 1640.
Essa independência havia sido perdida para Espanha em 1580 por motivos de sucessão ao trono. Ficou no trono português gente espanhola, chamavam-se "Filipes" ( Flipe II, Filipe III e Filipe IV de Espanha) os reis espanhóis que os portugueses de então tiveram de aturar. 
Duraria sessenta longos anos a privação da independência nacional.
1 de Dezembro de 1640, um dia memorável!
Como bom português que sou, ainda estou para entender, qual a razão que o governo anterior chefiado por Passos Coelho, encontrou para acabar com o feriado deste tão importante e decisivo dia para Portugal e os portugueses!!!
Hoje felizmente é outra vez feriado e há festa e gratidão aos portugueses libertadores de 1640, fruto da nova governação que assumiu os destinos do país.
Ainda bem que assim é, que Portugal se cumpra com determinação como nação independente e democrática, no concerto das nações livres.

PS. Propositadamente e a condizer com o dia festivo, deixo uma notícia positiva premonitória de um futuro promissor para a CPLP(Comunidade de Países de Língua Portuguesa)

CPLP quer ser potência económica mundial em três décadas

Covilhã, Castelo Branco, 24 nov (Lusa) – O presidente da União de Exportadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (UE-CPLP), Mário Costa, disse hoje que a CPLP deverá tornar-se uma potência económica mundial em três décadas, superando mesmo os Estados Unidos.
“É aquilo em que acreditamos e aquilo para onde corremos. Estamos fazer um trabalho estruturado, temos esse objetivo muito firme e queremos que a CPLP seja em três décadas uma potencia económica a nível mundial”, afirmou.
Mário Costa falava na inauguração da delegação das Beiras e Alto Alentejo da UE-CPLP, que ficará instalada no Parkurbis – Parque de Ciência e Tecnologia da Covilhã.
Lembrando a dimensão do conjunto dos países que integram a CPLP e o facto de estes representarem um potencial de negócio e comércio que ultrapassa os 86 países, Mário Costa sublinhou que a CPLP “tem tudo o que é necessário” para poder afirmar-se como uma potência económica a curto prazo.
“Tem a posição geoestratégica nos quatro cantos do mundo, tem um número populacional que representa 30% da população mundial, tem recursos naturais, tem recursos humanos, tem empresários com ‘know-how’ e tecnologia e outros com mercados virgens, por isso, temos tudo àquilo que é necessário para podermos ser líderes a nível planetário e num curto espaço de tempo”, reiterou.
Este responsável ressalvou, todavia, que o trabalho de ligação entre empresas tem de ser bem estruturado, uma vez, que se está a tratar com culturas muito diferentes e lembrou que é exatamente com o objetivo de estabelecer essas pontes que a UE-CPLP trabalha.
Mário Costa vincou ainda a “importância decisiva” que o mercado da CPLP pode ter no crescimento nacional: “Se Portugal para a Europa está na cauda, para a CPLP está na frente do pelotão do ‘know-how’ e da tecnologia”.
Relativamente à estrutura que a UE-CPLP passa a ter na Covilhã, distrito de Castelo Branco, este responsável explicou que esta aposta pretende tirar partido do potencial de tecnologia e conhecimento ali existente, o qual pode ser visto como uma mais-valia para outros países onde há défice nessas vertentes.
“Também se prende com o objetivo de estarmos próximo dos empresários. O interior é sempre muito esquecido e nós procuramos estar cá ao lado deles para podermos dar um apoio muito maior”, acrescentou.
Durante a cerimónia de hoje, foi ainda lembrando que o próximo “Fórum UE-CPLP” se realiza nos dias 16 e 17 de dezembro, em Santa Maria da Feira.

Fiquem bem

António Esperança Pereira


Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...