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segunda-feira, julho 13, 2015

Voltámos à Europa das pilinhas


Nosso comentário:

Voltámos à Europa das pilinhas.
Meninos crescidos que se entretêm diariamente numa descoberta quase permanente dos seus atributos. 
Fazem-no em reuniões assíduas, descoordenadamente, desde há tempo demais a esta parte o que faz adivinhar um cansaço e um desgaste óbvios.
Para lá de cansaço e desgaste óbvios que estes procedimentos provocam, sabe-se que estas coisas de ver quem é que tem mais argumentos e aguenta mais numa prática quase diária, acarreta sérias mazelas e também imensa frustração.
É como andar a ter sempre mais do mesmo sem evoluir. Uma rotina que cansa.
É como ter um brinquedo que simultaneamente entretêm mas que também chateia.
A satisfação nunca é a que se queria.
Até porque não se conseguem encontrar finais agradáveis nem esperança de os ter. 
Frustrante mesmo!
Hoje, dia 12.07.2015 esperava-se, espera-se à hora a que escrevo estas palavras uma decisão sobre a Grécia. 
Pensa-se, ou melhor há quem pense que durante este fim de semana se chegará finalmente a uma mudança de paradigma, ou seja que se saia da simples comparação de argumentos e se passe a vias de facto.
Vamos esperar para ver.
Mas, já que vimos sendo habituados a que tais périplos entre os mais grandes, os menos grandes e os assim assim, da Europa, que terminam sempre na mesma, pensamos cepticamente que acabaremos por assistir a mais um final igualmente frustrante. 
Quer para os intervenientes da nova edição de confrontos de argumentos, quer para quem em suas casas assiste sem saber o que se passa nem o que vai acontecer com tal adiamento na evolução.
Provavelmente serão adiadas grandes evoluções e os meninos crescidos da Europa continuarão na descoberta e apresentação de atributos, prazeres e frustrações utilizando a rotina e os vícios que vêm cultivando faz muito tempo já.
Como todos sabemos, há que passar a fase das pilinhas e fazer algo adulto que valha a pena. Ou então, nicles, picles, batatóides. 


Fiquem bem,

António Esperança Pereira

segunda-feira, dezembro 17, 2012

Ator francês multimilionário foge e diz que não paga


Nosso comentário:


Muitos ricos e famosos acabam não poucas vezes por se perder nos caminhos da vida, também nos caminhos da usura a que as elevadas fortunas acabam por levá-los.
Este "rapaz", de nome Gerard Depardieu, grande ator francês, habituou muita gente a uma imagem de "tipo fixe", aquilo que em outro tempo se poderia apelidar de "gajo porreiro e solidário."
Pois bem as últimas medidas do governo francês, não sei se só por isso, puseram este famoso fora de si. Ainda não havia muito tempo, tinha mijado na carpete de um avião da air france, agora foge do seu país por ser rico e lhe dizerem que tem que pagar mais impostos que os menos ricos.
Traduzido por outras palavras, este francês, chegada a hora de lhe apelarem ao coração, ao chamamento da Pátria em dificuldades, faz um manguito e "basa".
E nós que cuidávamos que estes franceses eram uns chatos de uns nacionalistas...
No fim de contas, outros países com menos pergaminhos de nacionalismos têm taxado os seus ricos com mão pesada e não tem sido por isso que abandonam os seus países.
Vá lá a gente a entender isto... 
Afinal outro francês célebre, Blaise Pascal, sabia o que dizia ao afirmar: "le coeur a des raisons que la raison ne connait pas" ( "o coração tem razões que a razão desconhece")
Este caso francês do Gerard Depardieu é exemplar para percebermos porque em Portugal se evita pôr zangados os mais ricos, ou seja taxá-los com elevados impostos por terem pecúlios de milhões.
Muitos seguramente, se tal acontecesse, seguiriam as pisadas do sr Depardieu.
Afinal Portugal que se lixe, os pobres e remediados que paguem a crise, não tenho que ser eu, comentaria o rico português se lhe apertassem os calos.
Digo eu...
Mas os ricos de Portugal podem estar tranquilos, tanto quanto posso perceber, não serão as governações da alternância cíclica, que lhes pisarão os calos.
Daí eu ter-me rido hoje ao ler a notícia de um encontro entre o BE (Bloco de Esquerda)  e o PS (Partido Socialista) em que o primeiro estendia a mão ao segundo para um possível entendimento de governação à esquerda.
A intenção é louvável, há que dar um pontapé nos que lá estão o mais rapidamente possível. 
Só que, é minha convicção de que o PS só quebraria a alternância política que habitualmente lhe cai nas mãos de bandeja, se pressionado pelos militantes e simpatizantes.
Ou também, o que não me parece ser o caso, por uma liderança corajosa que quisesse agarrar o touro pelos cornos sem medo de etiquetas e de rótulos.


PS. Em baixo podem ler a notícia do "caso Gerard Depardieu"

 

Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/



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 declarar residência na Bélgica para fugir ao fisco

O actor francês Gerard Depardieu está a ser alvo de uma chuva de críticas após ser noticiado que mudou a sua residência fiscal para a vizinha Bélgica para escapar à nova taxa de 75% para os contribuintes gauleses de maiores rendimentos.


Este é apenas mais um polémico episódio para o actor de 63 anos, depois de ter urinado numa garrafa a bordo de um avião, ter caído de uma vespa quando estava embriagado ou ter-se associado à filha de Islam Karimov, o presidente ditatorial do Uzbequistão.

Depardieu mudou a sua residência fiscal para Nechin, uma pequena aldeia junto à fronteira franco-belga que se tornou um local de eleição para os franceses mais ricos que assim evitam a taxa de 75% aprovada pelo governo de François Hollande.

Um quarto da população da aldeia é francesa, incluindo membros das famílias Meunier e Mulliez, proprietárias do Carrefour e Auchan, respectivamente.

O maire de Paris, o socialista Bertrand Delanoe, afirmou: «É pena porque é um grande actor e alguém que conheço e gosto. Ele é um homem generoso, mas neste caso não é isso que mostra».

Jean-François Cope, um dos líderes da UMP, também criticou o episódio, aproveitando para apontar o dedo à política fiscal de Hollande.

«Não quero fazer julgamentos, mas é negativo para o país e para a sua imagem. Não vemos os principais empresários ou celebridades a saírem da Bélgica, Reino Unido, Alemanha ou Itália», referiu.

A nova taxa de 75% incide sobre os rendimentos anuais superiores a um milhão de euros.

Para além de cobrar cerca de dois milhões de euros de cachet por filme, Depardieu possui vários negócios e propriedades. O actor possui uma vinha e um palacete no Vale do Loire, participações em várias adegas em França e noutros cinco países, três restaurantes em Paris, uma peixaria e uma produtora.

O exílio na Bélgica de Depardieu terá de ser interrompido na próxima quinta-feira, data em que o actor terá de comparecer em tribunal na sequência da queda de uma vespa no mês passado quando conduzia com um nível de álcool três vezes superior ao limite legal.

sexta-feira, dezembro 14, 2012

A solidão, seja ela pessoal, seja ela nacional...


Nosso comentário:


Antes de tudo o que me ocorre dizer ante estas declarações de François Hollande é o seguinte:
Oxalá que o presidente da França diga coisa com coisa ao fazer esta importante e bombástica afirmação:
"Acabou o tempo de desunião na Europa".
Efetivamente, a sua recente eleição para o mais alto cargo da política de um país importante como a França, foi aguardada por muitos com grande esperança para os destinos da Europa.
Eu próprio senti essa esperança por achar que politicamente a sua eleição equilibraria mais as tendências direita/esquerda no continente europeu.
É cedo ainda, tendo em conta afirmações contraditórias que chegam de todas as bandas, inclusivamente de ministros franceses, para aquilatar dos reais benefícios da sua eleição.
Todavia, parece haver algum progresso de intenções no tocante a mais e melhores mecanismos por parte da União Europeia para gerir a sua própria crise.
Mas porque são muitas as vozes a discordarem do aprofundamento da União Europeia, muitos os eurocéticos, muitos os que se estão nas tintas para se solidarizarem com um projeto amplo em que, na sua ótica nacionalista só perdem com a dita União...
há que esperar para ver.
Uma coisa porém é certa: 
Os países do chamado Diretório, França e Alemanha, para "serem gente" ao mais alto nível mundial, só o conseguirão no seio de um amplo espaço europeu. 
Daí eu me convencer, mesmo contra ventos e marés, numa aposta em grande na Europa, especialmente por parte desses dois grandes países: França e Alemanha.
Ora, uma aposta forte destes países no espaço europeu, de que são os principais motores de desenvolvimento, poderá tirar argumentos a países menos interessados e beneficiários, digamos assim, desse amplo espaço europeu.
Países esses que sabem o risco que correm em ficar de fora...
Por si só são pequenos demais para se afirmarem isoladamente nesta economia global bem complexa e competitiva.
Acredito que será neste jogo de perdas e ganhos, recuos e avanços entre os diversos países europeus que terá de refazer-se uma nova esperança europeia, reconstruir-se uma nova confiança.
Transformar este porto de abrigo, esta tábua de salvação que tem sido a construção europeia, em qualquer coisa mais sólida, que todos sintamos como um espaço novo, aberto, moderno, unido, próspero, solidário, com futuro. 
Uma boa diplomacia e um verdadeiro sentido de visão política serão determinantes. 
Creio que, com mais ou menos nacionalismos, mais ou menos egoísmos, os europeus estão condenados a entender-se.
A solidão, seja ela pessoal, seja ela nacional, como seria o caso, não traz saúde a ninguém.
Muito menos felicidade.
 
 

PS. Para ser lida a afirmação de François Hollande, deixo abaixo o contexto em que foi proferida.


 
Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/
 
 
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Presidente francês

Hollande diz que acabou o tempo de desunião na Europa

por LusaHoje
 
 
O Presidente francês, François Hollande, disse hoje, em Bruxelas, que o tempo em que a Europa dava ao mundo um espetáculo de crise e de desunião chegou ao fim, desejando que em 2013 se veja uma maior solidariedade.
 
Hollande, que falava à entrada do segundo dia do último Conselho Europeu do ano, adiantou querer, no próximo ano, "uma Europa mais solidária, mais forte, que acredita nos seus ativos e que não vai mostrar ao mundo o espetáculo das suas dificuldades".
"Esse tempo terminou", disse o chefe de Estado, sublinhando ainda que "foi feito muito bom trabalho ao longo de 2012 e que permite estarmos confiantes para 2013".
François Hollande exemplificou com o acordo sobre o mecanismo único de supervisão bancária da zona euro, a capacidade mostrada para resolver questões como a da Grécia e o desejo manifestado de aprofundar a União Económica e Monetária (UEM).
O aprofundamento da UEM deveria ter sido aprovado nesta cimeira, mas -- após nove horas de debate -- os líderes europeus só conseguiram concordar no adiamento da questão para uma próxima cimeira, em junho, quando deverão ser apresentadas novas propostas.
Hoje, os líderes da União Europeia vão tratar de temas como a defesa, o alargamento e a política externa.

segunda-feira, dezembro 03, 2012

Percebi hoje que a diferença está na não diferença


Nosso comentário:


Parece que Alemanha e França reforçam o sinal de que a divisão da Europa é que importa. O senhor Hollande, de quem esperei uma voz diferente, com toda a sinceridade, alinha com o seu vizinho Schauble.
A tónica é a mesma, Portugal não é a Grécia, a Irlanda não é Portugal, a Espanha não é a Itália, Chipre não é a França, etc etc. um ego bem diferenciado entre cada estado membro, escrevi "estado" com letra pequena, pois assim ficarão todos os estados europeus com o fim da União Europeia: pequenos, ridiculamente pequenos perante os grandes espaços das economias emergentes. 
Os nacionalismos a prevalecerem sobre o interesse colectivo, a exploração dos fortes pelos fracos à vista desarmada.
Todos os ricos, ou supostamente ricos, acham que os mais pobres países pagantes estão no bom caminho. Ou seja, quanto mais depressa lhes caçarem o que lhes emprestaram, menos possibilidades há de o carcanhol fugir. 
Essa é que é essa. E até um cego percebe o assalto em que se tornou tamanha caça ao dinheiro das dívidas.
Assim de um momento para o outro, o devedor, na maior parte dos casos vítima do credor ganancioso e esbanjador de crédito, aparece com uma arma apontada:
Ou pagas ou morres.
E...para o senhor Hollande dizer o que diz, ao contrário do que disse, ou tem uma arma apontada na nuca, ou vem confirmar a verdade instalada na opinião pública sobre os atuais políticos: mentir começa a ser "moda", uma prática comum. 
A mim em pequeno ensinaram-me que mentir era feio, que era pecado e que ia para o inferno se mentisse.
Parece que era só naquele tempo que se ia para o inferno e que se ensinava os putos a não serem mentirosos.
A mentira era mesmo severamente punida, ao contrário dos tempos atuais!!!
A educação dos que ora governam mudou muito...
Parece haver céu na mentira e inferno na verdade, de tal forma se inverteu o sentido das duas palavras.
Quanto às dívidas, e para terminar meu desabafo de hoje, sempre acrescento o seguinte: 
Eles falam assim, que há que pagar o mais rapidamente possível as dívidas porque, não vá o diabo tecê-las, ainda vem alguma revolução, ou movimentos de "malandros" como já houve antigamente, ainda nacionalizam as rendas chorudas que vão enviando aos credores em milhares de milhões para os seus cofres, nacionalizam as melhores empresas, não podendo as mesmas ir parar às mãos de privados gananciosos a preço de saldo...
Logo, quanto mais vier e mais depressa, maior é o ganho, menor o dinheiro perdido. Assim pensam os credores e países mais ricos.
Resumindo e concluindo, esta coisa das dívidas está a dar...
Caros leitores, com toda a moderação que me caracteriza, e aqui para nós que ninguém nos ouve, se esta treta da crise não estivesse a molhar as mãos de uma imensa cambada, alguém compreende que a Alemanha pagasse juros quase a 0/% e Portugal uma pipa de juros?
E que o nosso governo, se não houvesse "mistério na coisa", não pugnaria por soluções mais a contento da Pátria Lusa?


PS. Para se perceber a bagunça em que a Europa caiu, com pena minha, como é óbvio, compare-se a notícia referente à posição do senhor Wolfgang Shcauble, e uma outra mais abaixo do vice-Presidente do Parlamento europeu.



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/

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Seria "chocante" dar a Portugal condições iguais à Grécia
Luís Rego em Bruxelas                


Seria    Se Portugal pedir um alargamento do período de carência em dez anos "seria um sinal chocante", disse Wolfgang Schaüble.




Alemanha e França opõem-se à aplicação em Portugal das melhorias oferecidas à Grécia nos seus créditos do fundo de resgate, aconselhando o país a não se pôr ao mesmo nível dos gregos. "Eu não aconselharia Portugal a fazer isso e evitaria qualquer comparação com Grécia", disse hoje o alemão Wolfgang Schauble, em resposta ao eurodeputado Diogo Feio, no Parlamento Europeu. O assunto deverá ser discutido no Eurogrupo desta noite em Bruxelas.

A declaração do alemão fecha a porta ao pedido português de uma melhoria nos juros, maturidades e período de carência do seu empréstimo. Aliás, acrescentou mesmo que se Portugal pedir uma extensão de 10 anos no pagamento de juros isso "seria um sinal bem chocante". 

O ministro francês Pierre Moscovici diz "o mesmo, porque a situação não é a mesma". E invoca de novo o argumento do contágio à Grécia. "Não acredito que se deva copiar o plano da Grécia para Portugal e Irlanda". O programa de Portugal "está a correr como esperado, é possível cumpri-lo e, nesse sentido, terão sempre o nosso apoio", rematou.

A bola passa agora para o presidente do Eurogrupo, Jean Claude Juncker, que garantiu há uma semana "aplicar as mesmas regras a todos", prometendo mesmo "satisfazer para os desejos de Portugal e Irlanda". Esse desejo, segundo o ministro de finanças português, Vítor Gaspar, é tratamento igual: "Portugal e a Irlanda serão - de acordo com o princípio de igualdade de tratamento"- "beneficiados pelas condições abertas no quadro do FEEF", prometeu no Parlamento.

Hoje, a presidente da Comissão parlamentar de economia e finanças, Sharon Bowles, resumiu a mensagem dos ministros alemão e francês dizendo que Portugal "deve manter o bom trabalho", não deixando de acrescentar que "tem compaixão pelo argumento da sustentabilidade associada às taxas de juro".

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Miguel Angel Martinez, vice-presidente do Parlamento Europeu, criticou hoje a "obsessão suicidária com a austeridade".


Miguel Angel Martinez, que é médico, recorreu a uma imagem de medicina para ilustrar as consequências dos programas de austeridade.
"Não se pode receitar uma sangria como tratamento para um doente anémico. E o que se está a fazer com alguns países, incluindo Portugal, é impor-lhes condições que tornam impossível o crescimento, que é a única forma de conseguirem resolver os seus problemas. Se impedirmos as economias de crescer o que estamos a fazer é condenar estes países. Quando acontecem os resgates estamos, como se diz em Espanha, a dar 'pão para hoje e fome para amanhã'", disse.
Para Miguel Angel Martinez o momento que a Europa atravessa é "muito grave", porque "o projecto europeu está a mudar e passou de um projecto fundamentalmente solidário a um projecto fundamentalmente não-solidário e quem tem mais provas disso são os portugueses, os gregos e provavelmente os espanhóis".
"A solidariedade de que beneficiamos no processo de integração está a ser substituída por egoísmos nacionalistas vários e mesmo por nacionalismos", afirmou.
O vice-presidente do Parlamento Europeu (PE) falava à agência Lusa em Lisboa à margem da sessão de abertura da 19.ª edição do Fórum Lisboa, subordinada ao tema "A Estação Árabe: da Mudança aos Desafios", uma iniciativa do Centro Norte-Sul do Conselho da Europa, com o apoio da Aliança das Civilizações, da rede Aga Khan para o Desenvolvimento e do Ministério dos Negócios Estrangeiros português.
"Ao lado da 'primavera árabe' estamos a viver um 'inverno europeu' de que não há consciência entre muitos dos nossos cidadãos", sublinhou Miguel Angel Martinez, mostrando-se "muito preocupado" com o rumo da União Europeia.
Identificando o governo alemão e a chanceler Angela Merkel como os protagonistas desta mudança, Miguel Angel Martinez, que pertence ao Partido Socialista espanhol (PSOE), considerou que a nova orientação europeia "está a levar muitos países à ruína" e acabará por arruinar a própria Alemanha.
O vice-presidente do Parlamento Europeu manifestou-se ainda contra a redução do orçamento da União Europeia para 2013 e dos recursos programados para o período 2014-2020, considerando que existe um "confronto brutal" entre o Parlamento Europeu e a Comissão e "governos profundamente incoerentes que ao mesmo tempo que atribuem mais tarefas cortam nos recursos".
A cimeira extraordinária de líderes europeus sobre o orçamento comunitário plurianual para 2014-2020, que decorreu na capital belga a 22 e 23 de Novembro, terminou sem um acordo, tendo ficado adiada uma nova discussão sobre o tema para o início de 2013.

domingo, agosto 19, 2012

Daniela Pimenta, François Hollande e Companhia!


Nota do autor do blog/site: Aproveitamos hoje para divulgar as preferências dos leitores do blog/site durante a semana que finda. Quem tiver curiosidade poderá rever as mensagens mais visualizadas nos últimos dias, sendo que algumas delas já não têm publicação recente.... quer isso dizer que as mesmas se têm mantido atrativas ao correr do tempo.
Daniela Pimenta continua a ser a líder de visitas, tendo agora, pelo menos durante algum tempo, a companhia de François Hollande.
Fecham este top 10 duas agradáveis surpresas: um regresso "Menina do Baleal" e "O Maior Livro Poético do Mundo", um projeto de Poesia Lusófona em que nós próprios estamos envolvidos.
O leitor pode passear pelas mensagens mais votadas mas também e sobretudo pode pesquisar via "etiquetas" que se encontram às carradas, sobre o lado direito da "template" do blog. Basta colocar o rato e elas aparecerão. Daremos ainda a terminar, em baixo, uma pequena nota sobre o top 3 (podio) de países que mais nos visitaram durante a semana finda.
Obrigado estimados leitores pela atenção que nos vêm dispensando, sem esquecer a colaboração preciosa aquando da elaboração dos nossos posts.
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Top 10 dos posts publicados na semana que ora finda:
 
 

 
 

PS. O top 3 de países visitantes, portanto com direito a pódio, encontram-se destacados por esta ordem: Portugal, Brasil, Estados Unidos. 
Boas consultas e boas leituras, gratos pela preferência.


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quarta-feira, agosto 08, 2012

François Hollande, uma Nova França em 56 dias...

Nota do autor do blog/site:


Publicamos hoje um mail de um leitor do blog/site que nos dá conta do que se vai passando em França no período pós-Sarkozy.
Este François Hollande, há 56 dias no cargo, parece estar mesmo determinado a fazer algo e a mudar as coisas para bem melhordo que estavam. Isto ao contrário do que se vai passando em Portugal, sob a batuta de um governo que mal se mostra em público. Há quem diga que têm medo dos apupos e insultos do povo. Tais apupos e insultos vêm-se fazendo ouvir sempre que alguém do executivo põe o pé de fora do gabinete e se mostra aos olhos de um qualquer português.
Triste fado triste sina que se deseja mude e depressa.
Caros leitores fica o texto a nós remetido e que partilhamos, o qual vale mesmo muito a pena ler.

Fiquem bem, António Esperança Pereira


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Isto é o que fez o François Hollande (não palavras... actos)... em 56 días no cargo:


- Suprimiu 100% dos carros oficiais e mandou que fossem leiloados; os rendimentos destinam-se ao Fundo da Previdência e destina-se a ser distribuído pelas regiões com maior número de centros urbanos com os subúrbios mais ruinosos.

- Tornou a enviar um documento (doze linhas) para todos os órgãos estaduais que dependem do governo central em que
comunicou a abolição o "carro da empresa" provocativa e desafiadora, quase a insultar os altos funcionários, com frases como "se um executivo que ganha ? 650.000/ano, não se pode dar ao luxo de comprar um bom carro com o seu rendimento do trabalho, significa que é muito ambicioso, é estúpido, ou desonesto. A nação não precisa de nenhuma dessas três figuras " . Fora os Peugeot e os Citroen. 345 milhões de euros foram salvos imediatamente e transferidos para criar (a abrir em 15 ago 2012) 175
institutos de pesquisa científica avançada de alta tecnologia, assumindo o emprego de 2560 desempregados jovens cientistas "para
aumentar a competitividade e produtividade da nação."

- Aboliu o conceito de paraíso fiscal (definido "socialmente imoral") e emitiu um decreto presidencial que cria uma taxa de emergência de aumento de 75% em impostos para todas as famílias, líquidas, que ganham mais de 5 milhões de euros/ano. Com esse dinheiro (mantendo assim o pacto fiscal) sem afetar um euro do orçamento, contratou 59.870 diplomados desempregados , dos quais 6.900 a partir de 1 de julho de 2012, e depois outros 12.500 em 01 de setembro, como professores na educação pública.

- Privou a Igreja de subsídios estatais no valor de 2,3 milhões de euros que financiavam exclusivas escolas privadas, e pôs em marcha (com esse dinheiro) um plano para a construção de 4.500 creches e 3.700 escolas primárias, a partir dum plano de recuperação para o investimento em infra-estrutura nacional.-

- Estabeleceu um "bónus-cultura" presidencial, um mecanismo que permite a qualquer pessoa pagar zero de impostos se se estabelece como uma cooperativa e abrir uma livraria independente contratando, pelo menos, dois licenciados desempregados a partir da lista de desempregados, a fim de economizar dinheiro dos gastos públicos e contribuir para uma contribuição mínima para o emprego e o relançamento de novas posições sociais.

- Aboliu todos os subsídios do governo para revistas, fundações e editoras, substituindo-os por comissões de "empreendedores estatais" que financiam acções de actividades culturais com base na apresentação de planos de negócios relativos a estratégias de marketing avançados.

- Lançou um processo muito complexo que dá aos bancos uma escolha (sem impostos): Quem porporcione empréstimos bonificados às empresas francesas que produzem bens recebe benefícios fiscais, quem oferece instrumentos financeiros paga uma taxa adicional: é pegar ou sair.

- Reduzido em 25% o salário de todos os funcionários do governo, 32% de todos os deputados e 40% de todos os altos funcionários públicos que ganham mais de ? 800.000 por ano. Com essa quantidade (cerca de 4 mlhões) criou um fundo que dá garantias de bem-estar para "mães solteiras" em difíceis condições financeiras que garantam um salário mensal por um período de cinco anos, até que a criança vai à escola primária e três anos se a criança é mais velha. Tudo isso sem alterar o equilíbrio do orçamento.

Resultado: Olhem que SURPRESA!

O spread com títulos alemães caiu, por magia.


A inflação não aumentou.
A competitividade da produtividade nacional aumentou no mês de junho, pela primeira vez em três anos.


... e nós?

segunda-feira, maio 07, 2012

Hollande, a Europa, meu Blog e o Mundo

Os ventos que chegam de França trazem alguma esperança para um novo ciclo de "políticas europeias". O candidato socialista venceu a segunda volta das presidenciais francesas com uma vantagem de 1,2 milhões de votos em relação ao Presidente cessante Nicolas Sarkozy. Hollande só ocupa oficialmente o Eliseu no dia 15, foi agora anunciado.
Dado que a esquerda francesa não subia ao poder há cerca de 17 anos, também o facto de o Presidente Sarkozy ser o único dos presidentes franceses a não ser reeleito para um segundo mandato, as espetativas criadas com esta vitória de Hollande, tratando-se de um país fulcral na construção europeia, são enormes.
Sendo esta a notícia marcante da atualidade europeia e mundial, escuso-me a deambular por notícias menores, aproveitando o ensejo para divulgar os top 10 das preferências dos leitores do meu blog/site.
Faço-o quer para as 10 mensagens mais lidas do último mês, quer para as 10 páginas mais procuradas nesse mesmo mês.
Como curiosidade, saliento o facto de os EUA ( habitualmente 3.º) terem, durante a última semana, ultrapassado em número de leitores, o clássico 2.º  lugar ocupado pelo BRASIL, trocando ambos de posição.
Na primeira posição, claro está, pelas temáticas apresentadas, segue PORTUGAL.
A todos os leitores que visitam meus escritos, notícias, comentários, poemas, etc. o meu  muito sincero e cordial agradecimento.
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Mensagens Top 10
Páginas Top 10
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Fiquem bem,

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...