Na cabana ao pé do mar
no intervalo entre o sol e o luar
ondas lançadas nas arribas
fragas massacradas pelo tempo
sinto passar por mim sem perceber
sonhos de romances nos rochedos
caminhadas eternas pelos areais
loucuras de outras dimensões
que só a imaginação recria
ali naquele lugar
no aconchego das paredes frágeis
entre a dimensão do céu e do mar
se alguém me visse
se alguem aparecesse
alguém que entrasse em mim profundamente
e conseguisse beber o meu ser absoluto
se alguém conseguisse
na conjugação perfeita dos elementos
aparecer assim
ficaria ali eternamente
brincaria com as estrelas
saltaria nas ondas
desafiaria o espaço
e os areais seriam
extensos mantos de ternura
entre o mar e o céu
sexta-feira, dezembro 08, 2006
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Publicação em destaque
Livro "Mais poemas que vos deixo"
Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...
-
É sempre mau há sempre quem se encolha quando neste país o sonho tem dimensão grande é coisa demais logo se diz apequenamos criticamos recea...
-
Actualmente, nos países da velha Europa, vivem-se momentos difíceis que estão a criar movimentos de cidadania contra a desenfreada governaç...
-
Declarações de D. José sobre a ordenação das mulheres não caíram bem em Roma e o cardeal teve de explicar-se. Há quem fale em manifesto exag...
Sem comentários:
Enviar um comentário