O aprofundamento na vivência é desejável
enfrentar a dificuldade interior
os nossos medos
que transbordam para fora
e nos fazem sofrer
sentimo-nos sempre pouco
indignos pecadores desajeitados
que não merecemos o que temos
há pois que libertar ousar
aprender mais sobre quem somos
onde estamos
o que queremos
de que gostamos
só que aprender custa
obriga-nos a mostrar
que uma vida não basta
para sabermos pouco
então parecemos trouxas burros
que não sabemos o que queremos
(e quantas vezes não sabemos)
pois importa esconder dissimular
o pouco que sabemos
fica difícil pedir trocar
descobrir a maravilha da diferença
voltar a ser essa criança
que tudo queria ver saber experimentar
e que perdemos ao crescer
ah se a criança quando o era pudesse aprofundar
se a deixassem correr saltar brincar
exteriorizar as malandrices todas
na intuição nas lágrimas nos gritos nos desejos
se não a matássemos
com regras julgamentos proibições
e não a transformássemos em adulto entristecer
sem o ritmo certo de voar
tocar gostar saborear
se não a transformássemos
no adulto sórdido chato oblíquo que somos
bem distante da raiz e da criança interior
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