É com calor também alguma dor
que ultrapasso as carências do meu ser
e ponho amor em ti
em vós no mundo
quando tantas vezes sinto falta dele
ou é muito poucochinho
mas é grande o peito interior
a vontade de ter mais para levar
dar tudo e tanto a toda a gente
só que lá fora
a realidade é cerrada exigente
amarelada de fígado doente
frustrada
alheada
e o dar muito sabe a menos do que é
o dar pouco morre ainda antes de se dar
fica a vontade do sentir interior
de querer amar
quando sai para o exterior
para essa realidade cruel
ausente fria
carente descrente
norte sul tão diferentes
depois ou se desiste e se fica conformado
numa pseudo felicidade isolada
inventada
inútil
um amor assim metido para dentro
que não leva a nada
ou se se insiste
entre tanta vida pálida
mal amada
violentada alheada
não dá para aguentar
e o coração fica
como bateria de automóvel abandonado
ao vento à neve ao frio à geada
descarregado de vez
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