sexta-feira, dezembro 11, 2020

Líderes europeus alcançam acordo

 Os ministros dos Negócios Estrangeiros de Portugal e da Áustria saudaram hoje o acordo alcançado pelos líderes europeus sobre o plano de recuperação e recusaram que a solução encontrada possa ser vista como uma concessão.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros de Portugal e da Áustria saudaram hoje o acordo alcançado pelos líderes europeus sobre o plano de recuperação e recusaram que a solução encontrada possa ser vista como uma concessão.© iStock Os ministros dos Negócios Estrangeiros de Portugal e da Áustria saudaram hoje o acordo alcançado pelos líderes europeus sobre o plano de recuperação e recusaram que a solução encontrada possa ser vista como uma concessão.

"Não houve concessões, houve uma clarificação que foi muito simples", disse Augusto Santos Silva numa conferência de imprensa com o homólogo austríaco, Alexander Schallenberg, em Lisboa.

"O que dizemos é que se um Estado-membro tem dúvidas legais sobre uma decisão, a instituição a quem compete decidir é o Tribunal de Justiça da União Europeia. Os líderes [europeus] decidiram que o novo mecanismo não será aplicado pela Comissão [Europeia] antes de o Tribunal avaliar a sua legalidade", acrescentou.

Para a Áustria, um dos países que mais defendeu o mecanismo que condiciona o acesso a fundos europeus ao respeito pelo Estado de Direito, na origem da ameaça de veto da Hungria e da Polónia, agora ultrapassada, ficou também "muito claro" que "não houve qualquer concessão".

"O Estado de direito é a pedra angular da nossa família de valores e não pode haver concessões nem cedências. E o que aconteceu foi que não houve concessões nem cedências", disse.

"Especificamos que os juízes vão avaliar e depois temos o mecanismo, portanto não há concessão, isso é muito claro", acrescentou Alexander Schallenberg, sublinhando que esta é também uma questão de "credibilidade [da UE] perante o resto do mundo".

Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia fecharam na quinta-feira um acordo sobre o quadro orçamental até 2027 e o Fundo de Recuperação, o pacote de resposta à crise, depois de ultrapassado o bloqueio de Hungria e Polónia, motivado pelo mecanismo que condiciona o acesso aos fundos comunitários ao respeito pelo Estado de direito.

O compromisso negociado pela atual presidência alemã do Conselho da UE e Budapeste e Varsóvia, hoje aprovado pelos restantes 25 Estados-membros, prevê que a suspensão de fundos contemplada no mecanismo em caso de violações do Estado de direito só possam ser efetivas após decisão do Tribunal de Justiça da UE e que não tenha efeitos retroativos, aplicando-se apenas ao futuro Quadro Financeiro Plurianual.

O texto de conclusões do Conselho destaca que a condicionalidade ao respeito do Estado de direito aplicar-se-á de forma "objetiva, justa e imparcial" a todos os Estados e que a Comissão Europeia não pode propor penalizações -- designadamente a suspensão de fundos comunitários -- até haver uma sentença do Tribunal de Justiça sobre um eventual recurso de um país visado.

Este compromisso responde às inquietações de Hungria e Polónia, dois países há muito com litígios abertos com Bruxelas por alegadas violações do Estado de direito que receavam que o mecanismo fosse utilizado como arma política.

Por outro lado, o acordo alcançado deverá garantir o necessário aval do Parlamento Europeu, que se opunha firmemente a um 'enfraquecimento' do mecanismo, ao não modificar a essência do regulamento, que contempla pela primeira vez o congelamento de fundos por 'atropelos' nesta matéria.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira

terça-feira, dezembro 08, 2020

Papa: por um capitalismo "mais justo"

Papa reúne-se com grandes empresas para impulsionar capitalismo “mais justo”


O papa Francisco e um grupo de executivos de grandes empresas reuniram-se hoje no Conselho para um Capitalismo Inclusivo para responder ao desafio do líder da Igreja Católica de criar um sistema económico mais justo.

O Conselho convida empresas de todos os tamanhos a aproveitar o potencial do setor privado para construir uma base económica mais justa, inclusiva e sustentável para o mundo", refere um comunicado da organização.

O Conselho é composto por cerca de 30 executivos, chamados de "Tutores do Capitalismo Inclusivo", que representam empresas com mais de 1,6 mil milhões de euros em capital e que empregam 200 milhões de trabalhadores em 163 países, referiu o comunicado.

O grupo vai reunir-se anualmente com o papa Francisco e com o cardeal Peter Turkson, que dirige o ministério do Vaticano para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.

A iniciativa "representa a urgência de unir os imperativos morais e o mercado para transformar o capitalismo numa força poderosa para o bem da humanidade", salientou a organização.

O capitalismo criou uma enorme prosperidade global, mas também deixou para trás demasiadas pessoas e levou à degradação do nosso planeta", afirmou Lynn Forester de Rothschild, fundadora do Conselho e membro da família Rothschild.

No conselho, participam executivos como Ajay Banga, da Mastercard, Brian Moyniham, do Bank of America, Alex Gorsky, da farmacêutica Johnson & Johnson, Oliver Bate, da seguradora Allianz, William Lauder, da empresa de cosméticos Estee Lauder Cos, e Alfred Kelly, da Visa.

Ao longo do seu mandato, papa Francisco tem tecido vários comentários críticos em relação ao capitalismo selvagem, responsabilizando-o pelas desigualdades económicas no mundo e pelas alterações climáticas.

Nota do autor do blog: Notícia que destaco hoje: Que as intenções do Papa não sejam apenas intenções e que correspondam por parte das empresas a práticas de maior equidade distributiva dos lucros, melhor emprego, melhores salários dos trabalhadores.

Fiquem bem

António Esperança Pereira


terça-feira, dezembro 01, 2020

Bombardeamento e Recolher Obrigatório

Foto ilustrativa retirada ao acaso da Internet

Dois poemas de minha autoria que constarão seguramente de publicação futura. Com estes e mais alguns ficarão registados os tempos incríveis por que todos passamos. Tempos estes que não passariam pela cabeça de ninguém que poderiam aparecer assim do pé para a mão. Da noite para o dia. Mas a vida é assim, imprevistos sempre nas curvas do caminho. Este é mais um. Espero que a humanidade em conjunto o consiga ir ultrapassando.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira

Bombardeamento


Não não há bombardeamento

É sábado treze da tarde

E num ápice

Nem pinga de movimento

Tudo jaz quedo e calado

Dez pessoas não mais

Isoladas e à vez

Recolhem a suas casas

Têm máscaras na cara

É desconforme o andar

Parecem um tanto assustadas

É tempo de “toca a andar”

Já vão um pouco atrasadas

Isto ás treze da tarde

Sábado Lisboa cidade

Decretado recolher

E não há tempo a perder            

Faz impressão a velocidade        

Nesta fuga sem alarde

Cada um para sua casa

Evidenciando o temor

Sem ocultar a dor

Da solidão que não passa.


António E. Pereira

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Recolher obrigatório

 

Hora de tempo parado

Ninguém nas ruas desertas

Em frente à minha janela

Pululam uns passarinhos

Na árvore nua mas bela

Outono folhas caídas

Outono na minha janela

Outono nos corações

Também nas preocupações

Os dias ficam pequenos

Foram-se do verão ilusões

Agora à porta do inverno

Sem se ver o fim do inferno

Crescem as lamentações.


António E. Pereira


sexta-feira, novembro 27, 2020

Itália sugere perdão da dívida

O Banco Central Europeu devia cancelar as obrigações de dívida ou torná-las perpétuas. A opinião é de um dos mais próximos conselheiros do primeiro-ministro italiano. Citado pela agência Bloomberg, Riccardo Fraccaro afirma que "a política monetária deve apoiar as políticas fiscais expansionistas dos Estados-membros de todas as formas possíveis". O secretário do conselho de ministros italiano defende por isso "o cancelamento das obrigações soberanas adquiridas durante a pandemia ou o prolongamento perpétuo da sua maturidade".

Espera-se que dívida da zona euro chegue a níveis de 2014. Portugal é dos países em que a dívida está a aumentar face à riqueza produzida muito acima da média europeia. Mais grave apenas o cenário na Grécia e na Itália.

Rácio da dívida sobre o PIB Euronews



Fornecido por Euronews

O BCE não se pronunciou sobre o apelo do responsável italiano, mas analistas duvidam de uma resposta positiva. O Ministro francês das Finanças já veio sublinhar que o princípio do pagamento da dívida é o princípio do próprio mercado da dívida. Bruno Le Maire lembra que agora é possível "vender obrigações públicas a taxas muito baixas, graças à política monetária do BCE".

Philip Lane, economista-chefe do Banco central Europeu, põe água na fervura. Admite que as dívidas públicas vão ser mais elevadas, mas diz que esta é a resposta certa à pandemia. As taxas de juro muito baixas tornam estes empréstimos sustentáveis. Um cenário muito diferente da crise de 2008.

A presidente do BCE veio entretanto reforçar os rumores de que em dezembro o regulador pode comprar mais obrigações dos estados-membros.

Christine Lagarde quer preservar condições de financiamento favoráveis durante o tempo necessário. Considera que esta é a forma certa de apoiar as despesas das pessoas, para manter o crédito a fluir e para desencorajar despedimentos em massa.

Os governo europeus têm usado a ferramenta para proteger e mitigar os efeitos da pandemia nas economias.

Nota: Notícia retirada da Internet e partilhada aqui no blog.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira


segunda-feira, novembro 23, 2020

"Nunca se verá essas pessoas a protestar contra a morte de George Floyd" afirma o Papa Francisco


Breve nota do autor do blog: Pouco tenho a dizer sobre estas declarações do Papa Francisco. Em meu entender esteve bem. Foram declarações proferidas num livro publicado esta segunda- feira. Vale a pena lê-las, muito particularmente os apologistas do "contra o sistema", numa altura em que o "sistema", seja ele qual for, mais precisa de todos. Parabéns ao Papa Francisco por interpretar o bem de todos, pela sua humanidade. Estarei atento à publicação do livro em Portugal.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira


Fornecido por SIC Notícias

O papa Francisco, num livro publicado esta segunda-feira, criticou os opositores ao uso de máscaras ou outras restrições impostas para conter a pandemia de covid-19, sublinhando que nunca se manifestariam contra a morte do afro-americano George Floyd.

"Alguns grupos têm protestado, recusando-se a manter a distância, manifestando-se contra as restrições às viagens - como se as medidas que os governos devem impor para o bem de seu povo constituíssem uma espécie de ataque político à liberdade individual", lamenta o Papa em "Un temps pour changer", livro de entrevistas que será publicado em francês a 2 de dezembro pela editora francesa Flammarion.

Francisco insurge-se sobretudo contra os que dizem ser obrigados a usar máscara, obrigação descrita como "um abuso do poder do Estado", sem nunca se preocuparem com quem perdeu o emprego ou não tem previdência social.

"Nunca se verá essas pessoas a protestar contra a morte de George Floyd (...) São incapazes de sair do seu pequeno mundo de interesses", acrescenta o papa, de nacionalidade argentina.

A morte de George Floyd

George Floyd, um afro-americano de 46 anos, morreu a 25 de maio, em Minneapolis (Minnesota), depois de um polícia branco lhe ter pressionado o pescoço com um joelho durante cerca de oito minutos numa operação de detenção, apesar de Floyd dizer que não conseguia respirar.

A partir do momento em que foram divulgadas as imagens nas redes sociais, sucederam-se protestos contra a violência policial e o racismo em dezenas de cidades norte-americanas, algumas das quais foram palco de atos de pilhagem, bem como noutras partes do mundo.

O papa, muito empenhado na defesa das minorias, considerou na altura "intolerável" qualquer forma de racismo.

sexta-feira, novembro 20, 2020

A mãe casou com o filho do patrão

Nota do autor do blog:

Tomei a bica num Centro Comercial de Lisboa, perto de quem se entretinha passando os olhos pela Revista TV Guia. Apesar da distância legal totalmente respeitada no local, deu para espreitar um pouco a revista "fofoqueira" e perceber o peso que tem na nossa sociedade uma locutora que dá pelo nome de "CRISTINA" . Bom, pensei eu, quanto à leitura da revista até achei uma boa opção, já que tudo o resto é pandemia e/ou negociatas da bola. Só me espantei com cifrões remuneratórios que desconhecia, praticados pelas televisões a certos profissionais, designadamente à famosa Cristina. Que até já é acionista da TVI...
Por tudo isto, resolvi também alimentar a coscuvilhice, em tempos tão difíceis, nem fará bem nem mal, antes pelo contrário.
Partilho HOJE uma notícia sobre "o apresentadora" (assim está na notícia) do famoso GOUCHA.

Um facto que surpreendeu o apresentadora, que só há pouco tempo ficou a saber que os pais casaram às escondidas.


Manuel Luís Goucha está agora a descobrir factos desconhecidos sobre a sua história e história da sua família. Recentemente, em conversa com a mãe, que tem atualmente 97 anos, o apresentador ficou a saber que os pais casaram às escondidas.

"A família do meu pai, os Gouchas, não concordaram com o casamento da minha mãe com o meu pai. A minha mãe é mais velha que o meu pai, o meu pai tinha 20 anos e a minha mãe 29", contou o apresentador no 'Você Na TV' desta sexta-feira.

"O meu avô era dono do salão de beleza onde a minha mãe trabalhava. A minha mãe apaixonou-se e casou-se com o filho do patrão", relatou ainda, dando conta de que os pais "casaram às escondidas" e só depois de casados assumiram a união. "Resultado? Foram despedidos", relatou o apresentador da TVI, explicando que também o pai trabalhava no mesmo salão como gerente.

O casamento dos pais de Manuel Luís Goucha, recorde-se, acabou por durar poucos anos. Ambos decidiram seguir caminhos separados.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira

domingo, novembro 15, 2020

Portugal recolhido este fim de semana

Nota do autor do blog:

As coisas estão feias, que é o mesmo que dizer "a pandemia está aí para durar". Vemo-nos confrontados com uma segunda vaga que parece não querer ficar atrás da primeira em matéria de gravidade; as soluções eficazes são poucas. O confinamento, a perda de liberdades, o cansaço, etc. levam ao desespero Todos temos razão quando nos queixamos, mas em boa verdade se diga que o culpado desta feita é um ser invisível que tarda em debandar. Essa invisibilidade do inimigo agrava a luta global. E, sem uma vacina e/ou um tratamento eficaz, resta continuar a luta desigual, que é de todos, e manter a esperança que o novo dia pós-pandemia chegará!!!

Transcrevo abaixo uma notícia atual sobre a pandemia.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira

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Portugal recolheu durante o fim de semana e as principais cidades do País ficaram praticamente vazias. A partir das 13h00, as ruas habituadas ao movimento e à agitação ficaram desertas, sombrias e despidas de pessoas. Mesmo assim, muitos foram os que estiveram fora de casa, a trabalhar. Num momento tão difícil e importante para todos, alguns profissionais da SIC registaram e partilharam imagens do primeiro fim de semana de recolhimento: a trabalhar na redação ou em teletrabalho, ou simplesmente a ocupar o tempo de variadas formas.

Logo durante as primeiras horas de confinamento, as cidades ficaram praticamente vazias. Lisboa foi uma delas. Quem ainda circulava a pé levava normalmente o passo apressado. No domingo, o cenário voltou a repetir-se.

Portugal com mais 76 mortes e 6.035 casos de Covid-19 nas últimas 24 horas

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou no boletim diário deste domingo que há mais 76 mortes e 6.035 novos casos de Covid-19 em Portugal.

Nas últimas 24 horas estão mais 2 doentes internados nas Unidades de Cuidados Intensivos, totalizando 415. Em relação aos internamentos em enfermaria estão 2.929 pessoas internadas, mais 131 do que no sábado.

A DGS revela que estão ativos 88.854 casos de infeção, mais 3.410 do que no sábado. Foram dados como recuperadas mais 2.549 pessoas, totalizando 125.066 desde o início da pandemia.

As autoridades de saúde têm agora sob vigilância 94.604 pessoas, mais 2.668 nas últimas 24 horas.

Veja também:

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...