segunda-feira, dezembro 23, 2013

O galo francês e uma campanha que promete!


Nosso comentário:

Este galo francês vem muito a propósito do dia que hoje se vive em Portugal a nível mediático.
Porquê?
Bom tenho ligado a televisão de vez em quando, sempre no intuito de visionar notícias fidedignas, naquele ingénuo "engano ledo e cego" que a realidade não deixa durar muito.
Desisto dos meus intentos, isto é, de visionar notícias interessantes, credíveis, independentes, pois a presença permanente da mesma linha de orientação  fatídica, não dá tréguas.
Sempre as mesmas notícias, sempre o mesmo desenho para que as mesmas nos lavem os cérebros.
Primo tão depressa quanto posso o botão do televisor "off" antes que me acometa o enjoo de Frasquilhos, Portas e Cia.
Não consigo no entanto fazê-lo com a destreza suficiente de evitar apanhar com a bombástica notícia do dia.
Pois é. Uma notícia que tem muito a ver com o galo que o texto abaixo mostra.
Não o galo francês, mas uma espécie de galo de Barcelos, qual ovo de Colombo da iniciativa do presidente da República e seus pares.
Nas minhas diversas tentativas de on/off televisivo não consegui nunca fugir a tempo de escapar a um ovo de Colombo cozinhado lá para as bandas de Cascais. O mesmo é transmitido repetidamente, uma espécie de descoberta fantástica da elite mandante do país que se lembrou de divulgar/vender a imagem de Portugal.
Como? 
Muito simples: umas trinta personalidades portuguesas, bem relacionadas no estrangeiro, segundo ouço dizer, irão fazer, em conjunto com as embaixadas (mais ou menos isto) uma espécie de propaganda do país, na esperança de mostrar que Portugal não é o que eles pensam que é: 
Aquele país da treta em que eles o têm vindo a por com empenho e esforçado afinco.
Ora bem, para mudar tal mentalidade dos da estranja, o senhor presidente da República parece apostar muito nos vinhos e nos azeites de Portugal.
As personalidades não sei se apostam no mesmo. 
Mas imagino que à pala da melhoria da imagem, já a níveis de "fundo do poço", muito caviar partilharão com supostos compradores de algo que nós temos. E até me passa pela cabeça que não serão só vinhos e azeites como vaticina o senhor Presidente da República...

PS. Quem se trama é o "galo de Barcelos", pois poderia ser ele o rei da campanha...mas havendo já um galo na França, dificilmente o nosso de Barcelos conseguiria "botar figura".


UM FELIZ NATAL CAROS LEITORES

António Esperança Pereira



A FRANÇA E O GALO



Um dos símbolos mais conhecidos da França é o galo. 
Ele representa a LUZ e a INTELIGÊNCIA pois sabe a hora de avisar que o dia chegou sem nunca falhar. 
É um prenúncio da chegada da luz da manhã. 
Os Celtas consideravam-no um animal sagrado. O pássaro da manhã, como era chamado, tornou-se o símbolo da Gália, região da França. 
A origem da palavra Gália seria, segundo alguns autores, "gallus", galo em Latim. 
Foram encontradas estátuas, esculturas, baixos relevos, com a figura do galo nessa região. 
Ele é tão popular entre os Franceses que foi escolhido como mascote no Campeonato do Mundo de Futebol em 1998.

sábado, dezembro 21, 2013

Sem proveito e sem honra...


Nosso comentário:

Portugal vai de buraco em buraco, tropeçando e pontapeando em tudo o que o poderia guindar a níveis de excelência.
País grande de passado, orgulhoso da sua história, entregue agora a meia dúzia de inseguros troca-tintas de malévolas e insondáveis convicções.
Manda neles a Alemanha ao que dizem, França submetida, países do sul europeu vergados aos favores de D. Alemanha.
Triste sina esta a de uma submissão vergonhosa sem proveito e sem honra.
Sem proveito, porque eles levam tudo, ou, se preferirem, eles comem tudo. A vampiragem é tanta que nem teremos o suficiente para lhes satisfazer a gula.
Levará décadas "o processo" dizem-nos os governantes que se dizem lusitanos e que aceitam de joelhos o desmantelamento de uma Pátria de dezenas de séculos de história.
Não vai sobrar uma côdea, um cêntimo nas mãos do povo, com o desenrolar deste maquiavélico processo em que nos meteram.
Sem honra, porque sempre ouvi dizer, TAL PAI TAL FILHO. Ora sendo o pai da lusa gente essa Alemanha, segundo dizem, pouco nos resta de bondade, de herança de virtudes, de criatividade, de escola de um futuro promissor, de paz, harmonia, solidariedade...
Espera-nos sim um futuro incerto, talvez uma nova escravatura, alguns mandantes, um novo holocausto que já se desenha, uma nova guerra com armas diferentes.
Começam a não restar dúvidas sobre o sonho europeu. Em vez de sonho, como nós o idealizámos, o cantámos em verso, o imaginámos, ele está a tornar-se num pesadelo voraz no campo psicológico. Um saque no campo económico. Uma ditadura, no campo da finança e da política.
Creio que há que reagir e já. Com os meios que temos, com as armas que temos. Porque a dialéctica da história está mais do nosso lado que do lado dos alemães.
Abra-se uma frente diplomática, enfrente-se o boi pelos cornos, que os portugueses não fiquem adormecidos a troco de um empobrecimento gradual e inevitável...
Sem proveito e sem honra!

PS. Deixo abaixo uma história de etiqueta dos tempos em que Portugal existia, talvez sem grande proveito, mas com alguma honra.


Fiquem bem,

António Esperança Pereira


CHEIO DE NOVE HORAS



Antigamente "nove horas" era uma frase familiar de despedida, pois marcava o fim de uma visita ou de uma conversa. O visitante dizia ao visitado que era chegada a hora de partir. Nas ruas ouvia-se dizer em voz alta : "Nove horas! Nove Horas! Quem é de dentro, dentro! Quem é de fora, fora!"... Quando a visita era importante , o dono da casa dizia amigavelmente: "Não esteja com nove horas!"As pessoas recolhiam a suas casas às nove horas da noite. A essa hora terminavam os jogos, os divertimentos. As ruas ficavam escuras, pois a iluminação ou não existia, ou era muito reduzida. Muitas vezes os "amigos do alheio"aproveitavam para assaltar um descuidado noctívago... Esta expressão sofreu algumas alterações com o tempo. Actualmente tem o  sentido de pessoa cheia de etiqueta e manias. 

quarta-feira, dezembro 18, 2013

José Sócrates e a "pedra no sapato"


Nosso comentário:

Mais um naco de "cultura", que se prende com um tema que até está na moda, dada a publicação do livro de José Sócrates "tortura nos estados democráticos" - o tema da tese de filosofia política com que o ex-primeiro ministro de Portugal concluiu o mestrado em Paris, na prestigiada Science Po.
No caso vertente do texto que se apresenta abaixo, trata-se de um texto simples, que apenas faz alguma luz histórica sobre uma expressão popular muito utilizada hoje em dia: "Pedra no sapato".
Curioso constatar a evolução através dos tempos do sentido das coisas, designadamente das palavras. 
Elas, tal como as pessoas e tudo o resto, dependem em muito do contexto de cada tempo que lhes é dado existirem.
Daí poder chamar-se evolução à diferença entre o que era e o que é.
No caso das pessoas, cada um de nós é em muito o produto de uma soma de contextos nos quais a sua vida foi inserida.
Assim acontece com as palavras, neste caso, a expressão "pedra no sapato".

Fiquem bem,

António Esperança Pereira




PEDRA NO SAPATO


ORIGEM : A história não é precisa mas estima-se que esta prática tiranica e de tortura tenha começado no séc. IX na Europa Medieval. 
Os presos eram condenados a andar 10 km com uma pedra dentro dos dois sapatos, para que se lembrassem ,a cada passada, que o correcto era seguir sempre os "passos certos." 
Esta prática foi adoptada mais tarde no Brasil no séc. XIX quando era comum o tráfico de escravos. 
A Europa também teve este procedimento nos campos de concentração na segunda Guerra Mundial. 
Era pois uma forma de tortura. Este ditado popular é conhecido em todo o Mundo.

Nos dias de hoje esta expressão é utilizada na vida social, nos constrangimentos, dentro da Família, no Trabalho, na Religião.


segunda-feira, dezembro 16, 2013

Portuenses dão a carne, ficam com as tripas!


Nosso comentário:

É viver e aprender. 
Para os leitores que não conhecem a origem da palavra "TRIPEIRO", designação pela qual são conhecidas as gentes da cidade da Cidade do Porto, aqui fica a pequena história que disso nos dá conta.
Oxalá apreciem a leitura da mesma pois reúne bons motivos para que os habitantes da INVICTA CIDADE DO PORTO (como também é conhecida)  se sintam orgulhosos.
Eles e e nós, que nela não habitamos.
Uma história plena de portuguesismo que ora, em tempos de dominação estrangeira, tanto nos falta.
Partilho, pois, a explicação da palavra TRIPEIRO, aliás bem curiosa, que remonta aos tempos do Infante D. Henrique e à conquista de Ceuta (cidade do norte de África)

Fiquem bem,

António Esperança Pereira


LENDA DOS TRIPEIROS



No ano de 1415, construíam-se nas margens do Douro as Naus e os Barcos que levariam os Portugueses, nesse ano à conquista de Ceuta. 
A construção das Naus e Barcos estava a ser feita em segredo. Ninguém sabia qual era o destino daquelas Naus. 
Certo dia o Infante D. Henrique apareceu de surpresa no Porto para ver o andamento dos trabalhos. 
O Infante pede então ao Mestre Vaz, encarregado da construção das naus, e aos seus homens que trabalhassem com mais afinco e dedicação. 
O Mestre concordou e prometeu ao Infante que como prova de sacrifício e amor a Portugal, abastecer os Barcos com toda a carne que havia na cidade, para alimentar os marinheiros. 
Entretanto, os Portuenses comeriam só as tripas que haviam sobrado. Assim ficaram a ser conhecidos por tripeiros. 
Foi um sacrifício invulgar que ficou registado na História de Portugal. Do Porto saíram 20 Naus e 7 Galés rumo a Ceuta.

sábado, dezembro 14, 2013

CONTO DE POETAS PARTE I



Queridos Familiares, Amigos, Leitores:


Quero apenas informa-los sobre esta minha participação com seis poemas em mais uma ANTOLOGIA "Conto de Poetas Parte I", promovida pela Editora “Nós Poetas Editamos”.
Deixo o link de apresentação da OBRA hoje mesmo lançada.
A todos que vêm dando alguma da sua atenção a esta minha faceta poética, que se traduz em vários livros publicados, os meus agradecimentos sinceros.
Podem visitar-me em http://lusito.bubok.pt/ 
Ficarei muito grato pela visita. 
Em baixo podem visionar o vídeo de lançamento da ANTOLOGIA hoje publicamente divulgada. 
Basta clicar aqui:



Aproveito para desejar a todos UM FELIZ NATAL E FESTAS FELIZES


O vosso,

António Esperança Pereira





sexta-feira, dezembro 13, 2013

Mãos do Papa e Mãos de Cavaco Silva...


Nosso comentário:

Ao ler o pequeno texto que deixo partilhado abaixo, surgiu-me uma ideia.
O estimado leitor vai achar que estarei a um passo do humor político, da utopia brincalhona, da loucura saudável, da desistência de falar sério, etc.....
e tem razão!
Todavia mesmo assim arrisco apresentar a ideia simples, embora grotesca que me passou pela cabeça ao ler o dito minúsculo texto que a história narra.
Ora bem. Existe neste momento uma crise de ausência de dinheiro não é? ausência de dinheiro exatamente porque o dito fugiu e não sabemos bem para onde.
Assim sendo, e como o nosso problema é falta de dinheiro, reparem como a Igreja Católica angariava fortunas colossais com a brilhante e pueril ideia de possibilitar aos "RICOS" beijar as Mãos do Papa como recompensa de dádivas generosas, como é descrito abaixo.
Opino eu, esta a minha ideia, porquê não adaptar esta brilhante ideia da Igreja Católica da Idade Média ao Portugal atual, adaptando-a apenas às circunstâncias dos factos e dos tempos?
Nos RICOS não se mexia, ricos são ricos seja na Idade Média seja no século XXI. Já quanto ao Papa e visto não ser ele o "cerne da questão" no tocante à crise portuguesa da atualidade, substituía-se por Cavaco Silva.
Tanto quanto sei, trata-se de um pio homem e os ricos (os actuais) apenas teriam de imitar os seus antepassados da Idade Média.
Ser-lhes-ia dado o privilégio (aos RICOS) de beijarem as Mãos de Cavaco Silva, mediante generosos presentes, tais como: bancos, grandes empresas, palácios, terras, dinheiros, etc.
Com o produto das oferendas resolver-se-ia não só a crise como também o sonho do beija mão a Cavaco, por parte dos seus apaniguados e simpatizantes.

PS. Fica a ideia que o textinho abaixo inspirou. Oxalá alguém de visão pegue nela e reponha este país no caminho certo indo buscar o dinheiro aonde realmente ele está e onde deve ir ser buscado.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira



DE MÃO BEIJADA



Esta expressão usada para se referir ao acto de dar algo de forma espontânea e gratuita, sem esperar nada em troca, tem origem na Idade Média. 
Nessa época era hábito que os "fieis ricos"dessem generosos presentes, como terras, palácios...à Igreja. 
Como recompensa, estes tinham o privilégio de beijar as Mãos do PAPA.

quarta-feira, dezembro 11, 2013

"Favas contadas"


Nosso comentário:

Seja na política, seja no futebol, seja no amor, seja em qualquer outra área de atividade que ocorra à ideia do estimado leitor, temos muitas vezes a presunção de que "a coisa está no papo".
Ou seja, imaginamos nós, a partir dos dados preconcebidos que temos em nosso pensamento, sobre determinado acontecimento, que tudo vai ser canja.
Já está. Cogitamos nós.
Pois bem, há que o dizer, são muitas as vezes que nos saem as contas furadas em nossos julgamentos. Depois o que nos acontece é sentirmos-nos defraudados pela vida, chateados com o desfecho "da coisa".
Pois é, mas de quem foi a responsabilidade da tristeza, do azedume, da neura, causada pelo desfecho diferente do imaginado?
Ora, nem mais, a responsabilidade foi toda nossa. 
Adivinhar é proibido e a trajetória do que antevemos vir a acontecer sofre desvios que em nada correspondem no final ao que para nós eram "favas contadas".
Pois... 
Assim sendo e a fim de tentarmos corrigir expectativas exageradas sobre acontecimentos vindouros, que chegam a causar muita dor às nossas pessoas, tentemos não dar antecipadamente a essas mesmas coisas um único desfecho possível, normalmente o que mais nos agrada. De acordo?
Fica a dica.
Fica também  um texto muito a propósito sobre a história das favas e o significado que hoje em dia tem a expressão "favas contadas".

Fiquem bem,

António Esperança Pereira



FAVAS CONTADAS

As favas são cultivadas desde as épocas mais remotas. Eram já um alimento importante no Antigo Egipto. 
Depois, no tempo dos Romanos, as favas eram um dos principais alimentos. 
A cultura desta leguminosa foi-se espalhando por toda a Europa. 
Na época dos Descobrimentos marítimos, era um dos grandes recursos alimentares, pois mantinha-se durante muito tempo em boas condições para consumo.
As favas também foram aproveitadas para diferentes finalidades, como a de efectuar contas, ou em processos de votação. Assim, quando era necessário fazer uma votação, tinha-se um monte com favas brancas e outro com favas pretas. 
Os eleitores quando iam votar em alguém ou numa coisa importante, colocavam na urna de voto uma fava branca se o voto era favorável. 
Se o voto era desfavorável colocavam dentro do saco uma fava preta. Depois era só contar o número de favas brancas e pretas. 
Vencia quem tivesse maior número de favas. A fava branca significava "aprovação" a preta "reprovação".

Actualmente a expressão "favas contadas" indica a certeza de que as coisas estão decididas e não existe risco de que possam ser alteradas.

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...