quinta-feira, setembro 02, 2010

MEU LIVRO: DANÇA DA VIDA (biodança)


Bom desta vez não é poema, é mesmo a publicação de um LIVRO.
Ou seja aquele passo de gigante que se segue ao passo de gigante que foi a divulgação do Blogue.
Comecei por uma compilação de poemas com a "marca" da Biodança.
Perguntarão porquê?
Eu respondo: porque sim!
Dou o link onde o mesmo já pode ser visto e adquirido:
http://www.bubok.es/libro/detalles/188892/DANCA-DA-VIDA-Biodanca
Edição sem qualquer preocupação de luxo ou malabarismos de maior, dá para passar em formato de livro uma mensagem diferente e que é útil que seja passada.
Uma mensagem de amor, claro!
O site é espanhol, em breve o porei também no site congénere português.
Calhou.
Não espero que gostem espero sim que comprem (lol)
Se comprarem e gostarem... ÓPTIMO!!!
Um obrigado a todos

António

terça-feira, agosto 31, 2010

Indiferença nórdica


Indiferença culto do umbigo
beleza fortuna de ser no topo do mundo
estatísticas números não faltam
a dizer que é assim
que tudo está certo perfeito
entre outros reinos
também no reino da Suécia

mas não é assim

paraíso frio gelado
onde falta o melhor
um galanteio um piropo um assobio
um convite em apetite

um beijo um abraço
que aqueça que arrebite
um ruído que desperte
azuis olhos de céu
mas tão gelados

apetece plantar trópicos ali
dar-lhes um ritmo
uma dança de quadris
que os aqueça que os abane
que os mexa
que desenrije a estrutura
que se eleva a quase dois metros
em altura

que lhes tire o sério rectangular
como consorte
ar de que tudo tem que ser assim
fleuma de morte
quando a cultura
índices elevados de compostura
são melhores

faz falta ali um pouco de Brasil
África Guiné
dentes a rir
o melhor de Portugal e seus areais
por seráfica que tal gente é

silêncio e sombra envoltos em luxúria

ondular geométrica insípida
loiras searas tão perfeitas
tão bonitas apetitosas

mas cada vez mais cegas
do quente do próximo do ruído
do riso
no que a gente simples
por espontânea descomprometida
“menos desenvolvida”
é bem melhor

quarta-feira, agosto 25, 2010

Perda


Contei contigo para as curvas do caminho
os quelhos
as encruzilhadas
os sítios mais oblíquos

pus cais em ti para qualquer acostagem
que ocorresse
mais difícil
a proa a fugir ao leme
em tempestade
que estivesses lá
quando a dificuldade apertasse
quando a dor aparecesse

acordei um dia
desapareceste
foi aquela sensação de ficar náufrago
sem cais nem barco
e morrer

um aperto no estômago
uma dor deserto
pior
um sítio fogo cinzas todo ardido

nada que se visse perto
que pudesse ser existir
por te não ter

o tempo passa ensina
faz calos até num coração sensível

só que enfrentar a perda
assim da noite para o dia
adormecer contigo
e o sol raiar e não te ter…

deixa marcas lembra marcas!

que falta faz ao menino perdido
abandonado
a explicação pueril do mundo dos porquês
o colo ventre de sua mãe

segunda-feira, agosto 23, 2010

MEU LIVRO: DANÇA DA VIDA (Biodança)

Bom desta vez não é poema, é mesmo a publicação de um LIVRO.
Ou seja aquele passo de gigante que se segue ao passo de gigante que foi a divulgação do Blogue.
Comecei por uma compilação de poemas com a "marca" da Biodança.
Perguntarão porquê?
Eu respondo: porque sim!
Dou o link onde o mesmo já pode ser visto e adquirido:
http://www.bubok.es/libro/detalles/188892/DANCA-DA-VIDA-Biodanca
Edição sem qualquer preocupação de luxo ou malabarismos de maior, dá para passar em formato de livro uma mensagem diferente e que é útil que seja passada.
Uma mensagem de amor, claro!
O site é espanhol, em breve o porei também no site congénere português.
Calhou.
Não espero que gostem espero sim que comprem (lol)
Se comprarem e gostarem... ÓPTIMO!!!
Um obrigado a todos

António

terça-feira, agosto 17, 2010

Momento eterno


Um cacho humano irregular
na forma
na idade
no ideal
na proveniência
no estado social

em música suave
de pé em roda pendular

chega a doer ali estar
a taquicardia aumentar
ver de perto os olhos dos outros
a olhar

mas vencida a dificuldade
trazida do exterior
angústia
ansiedade
stressante realidade

é a viagem perfeita
ao fundo do peito
embalo amparo
encosto gosto
seara de corpos a ondular
a crescer em sentimento

a pele comanda
toca resvala treme
sente ruboresce

às vezes…
por o que toca ser tão bom
desperta o som
que geme
esmaga o amplexo
que em transe desfalece

dedos rostos
ombros costas
cabos enseadas
curvas rectas
duro fofo
tudo se entrelaça
se abraça
no fruir do momento eterno

é mar é terra
é ar é fogo
é estar perdido
tão achado

no fim desfeito
inteiro cheio
quente
com tudo e sem nada
entendo o conceito
de momento eterno

comparado com isto
e como a imaginamos
achei a eternidade
um vazio
uma seca
uma fria enormidade

domingo, agosto 15, 2010

Pequenos nadas


Há atitudes que nos mudam
pequenos nadas
que podem pôr luz na noite achada
um olhar que não julga
que encoraja
um aceno breve de passagem
de alguém que nos viu
e sem pedir nada nem ter medo
antes de partir
naquele parque de estacionamento
betão escuro de cansaço
cimento baixo
sorriu

aquela força que uma voz deu
quando se ouviu
na altura certa
“vamos” “dá-lhe” “vai”
e a gente que já desanimava
não acreditava no sucesso
da jogada
perdia mais do que ganhava
na vitória que fugia…

pela coragem dada
pela palavra
pelo “estou aqui” de alguém
a gente arreganhou-se
a gente foi
a gente deu
a gente acreditou sorriu
cerrou os dentes continuou
venceu

colosso de vida palmilhada
hoje aqui
vos digo eu
do sítio onde estou
que muito deve tamanha caminhada
à força dada
por pequenos nadas

sexta-feira, agosto 13, 2010

Depressão


Que parado tudo fica
o tempo a alma a novidade
parece céu carregado
um bafo quente
tudo adiado
folhas paradas
sem pinga de vento
de qualquer quadrante
os animais acoitados calados
temerosos
à medida que a tensão aumenta

a natureza resolve um tal impasse
indecisão carga tensão
cruzando os ares de raios
trovoada
vertendo água em enxurrada
nas ruas nos campos com detritos
ás vezes cheias com estragos
deixando tudo de pantanas

depois passa
após a carga tensa densa
aliviada

os humanos não
atrofiamos complicamos
deprime-se no impasse
abrimos a boca não falamos
queremos sentir e não sentimos
queremos gritar e não gritamos
como que ficamos com o impasse
entalado nas vísceras nas entranhas
e quase endoidamos

normalmente a situação passa
porque algo acontece
e alivia a dor
um remédio uma ida ao médico
o cento e doze um amigo
uma terceira pessoa que aparece
que nos corta o sério
e nos conforta

só assim em nós o movimento
feito estático denso grave
desencrava desvanece perde força
enfraquece passa

sem se ficar naquele impasse naquela ameaça
uma quase loucura que aparece
grassa
e a dada altura até parece
querer instalar-se para sempre

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...