domingo, janeiro 15, 2017

Aplicação móvel que localiza autocarros


Nosso comentário:

Hoje fui descobrir no jornal "Mundo Português" uma aplicação interessantíssima e útil, desenvolvida por cinco alunos da FCTUC (Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.
Resolvi partilhar tal notícia para aproveitar a dizer o seguinte:
Eu gosto imenso de Lisboa, a capital de Portugal; admiro imenso o Porto, capital do Norte de Portugal.
Todavia acho errado, quando há um défice populacional no resto do país, apenas se divulgarem coisas relativas aos dois grandes centros urbanos mencionados.
É contraproducente. Especialmente quando tanto se fala em regionalização, em tornar o todo português mais compacto. Quer em população, quer em desenvolvimento, quer em oportunidades.
Quando será que começam a incluir também notícias grandes e pequenas de cidades de Portugal bem importantes do todo nacional?
Quando é que o cidadão comum começa a perceber que há vida, bulício, problemas, realizações, em outros cantos do todo nacional?
Quando é que se contribui decididamente para incluir e tornar conhecidas, apetecidas outras cidades e regiões?
Talvez por isso, para lembrar isso, partilhe hoje uma notícia de Coimbra que tirei do jornal "Mundo Português".
Fiquem bem

António Esperança Pereira



Em Coimbra há uma aplicação móvel que localiza autocarros


Esta aplicação permite mostrar a localização em tempo real dos autocarros dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra.
Chama-se ‘Busto’ e está disponível desde dezembro do anos passado. É uma aplicação móvel que permite mostrar a localização em tempo real dos autocarros dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC).
A aplicação foi desenvolvida por cinco alunos da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), no âmbito da licenciatura de Engenharia Informática, e pretende resolver um problema que afeta a vida de todos os utilizadores de autocarros da cidade.
O que distingue a ‘BusTUC’ de outras aplicações existentes é mostrar a localização dos autocarros ao minuto, sendo possível também visualizar todos os horários e rotas dos mesmos autocarros, revelam os estudantes Angélica Carvalho, Gonçalo Lopes, João Damasceno, Mariana Cunha e Paulo Cruz.
A localização dos autocarros é feita pelos próprios utilizadores da aplicação. Ou seja, “um utilizador que esteja em qualquer um dos autocarros dos SMTUC escolhe o número da rota onde se encontra e partilha a sua localização com a aplicação”, acrescentam, explicando que, desta forma, “todos os outros utilizadores da aplicação conseguirão saber a localização desse autocarro”.
A aplicação funciona como uma comunidade, por isso, quanto mais utilizadores concederem as suas localizações, mais utilizadores poderão informar-se e usufruir das vantagens e objetivo da aplicação.
A ‘BusTUC’, notam ainda os alunos, pretende “resolver um problema que afeta a vida de todos os utilizadores de autocarros de Coimbra, não perder o autocarro e chegar a horas ao local pretendido”.
É possível fazer download na GooglePlay em: https://play.google.com/store/apps/details?id=app.bustuc&hl=pt_PT para smartphones com sistema operativo Android.


sábado, janeiro 14, 2017

Festival Eurosonic e a música


Nosso comentário:

Com algum atraso, é certo, mas divulgo mesmo assim com o intuito de dar realce a este festival. Realce este que se deve ao facto de Portugal estar presente no mesmo e das possibilidades que parecem abrir-se em termos de negócios.
Vale a pena ler a notícia que transcrevo sobre o evento. Fi-lo tal como pude no site do OLP no Twitter.
Parece-me interessante, em particular para a área da música.

Fiquem bem

António Esperança Pereira

Festival Eurosonic começa hoje na Holanda de olhos postos na música portuguesa

Lisboa, 11 jan (Lusa) – Cerca de 20 artistas portugueses atuam a partir de hoje no festival Eurosonic Noorderslag, em Groningen (Holanda), em busca de uma maior divulgação fora de portas e perante centenas de promotores internacionais.
O Festival Eurosonic Noorderslag é um ponto de encontro anual de profissionais da indústria da música, onde se promove o contacto entre músicos, editores, ‘managers’ e promotores, através de concertos, conferências e reuniões.
Portugal é este ano o país convidado e o convite é visto como uma janela de oportunidade para a internacionalização da música portuguesa.
“Vamos conseguir atualizar a imagem de Portugal perante 4.500 profissionais de todos os festivais de topo na Europa e até de fora dela. Vai ser um momento onde vamos encetar uma nova era de conhecimento desses programadores do que é o nosso panorama atual de nova música portuguesa”, disse à agência Lusa Nuno Saraiva, da plataforma Why Portugal.
De acordo com a organização, o Eurosonic já está esgotado – lotando os 42.100 lugares de capacidade para o evento -, e estão previstos, no total, 345 concertos em 42 salas e espaços de toda a cidade holandesa.
Estarão presentes 425 jornalistas, 37 estações de rádio – entre as quais a estação pública Antena 3, que transmitirá os concertos dos artistas portugueses – e representantes de 424 festivais.
Além dos concertos, no Eurosonic estará presente um espaço que funcionará como ponto de encontro potenciador de negócios, numa parceria entre a Why Portugal e a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).
SS // TDI – Lusa/fim

quarta-feira, janeiro 11, 2017

Portugal no Top mundial da Liberdade

Nosso comentário:

Uma boa notícia, eu diria de "top" sobre Portugal.
Acreditem que desta vez não se trata de futebol. Nessa área do desporto, começa já a cansar a supremacia que, quer jogadores, quer treinadores portugueses vêm mostrando mundo fora.
Estou a exagerar mas, mesmo com algum exagero, não deixa de ter o seu quê de verdade.
Os portugueses estão mesmo bons de bola.
Ora se a boa notícia não tem a ver com futebol, poderia pensar-se: bom, lá vem este a atirar-nos à cara com o português de nome António Guterres que recentemente ascendeu ao mais alto cargo das Nações Unidas (ONU)
Não!
Não é sobre António Guterres a boa notícia que quero divulgar. E não os maço mais com tagarelices, nem com grandes feitos dos lusitanos. Até porque tal estilo não faz mesmo a minha maneira de estar na vida. Embora, passo a imodéstia, também goste, de quando em vez, de enaltecer alguma coisa que façamos bem feita, como é óbvio.
Desta feita está em causa uma palavra -LIBERDADE- em que parece sermos mesmo bons. E porque quando se diz esta palavra, LIBERDADE, a associamos a um ilustre lusitano que acaba infelizmente de deixar o mundo dos vivos, Mário Soares, parece-me mais que oportuno referir o brilharete que vi noticiado em relação a esse Portugal da LIBERDADE.
Aqui fica para gáudio deste povo, em tempo de evocação da figura ímpar de Mário Soares, que afinal de contas a Liberdade que ele tanto prezava e pela qual tanto lutou, veio para ficar.

Fiquem bem

António Esperança Pereira



Portugal volta a dar que falar. É dos melhores países para se viver

Depois de vários acontecimentos terem agitado a ordem mundial, como a eleição de Donald Trump para presidente dos Estados Unidos ou a decisão dos ingleses de votarem ‘sim’ no Brexit, um site decidiu criar um guia com os países que têm as sociedades mais liberais e tornam-se por isso as melhores para se viver em 2017. E eis que Portugal volta a somar pontos.
Conta o Independent que o ‘Movehub’ comparou três estudos diferentes do ano passado – o Social Progress Index, o Environmental Perfomance Index e o World Economic Forum’s Gender Gap – e assim conseguiu analisar uma série de dados como a tolerância, a liberdade de imprensa ou ainda o acesso à educação.
Portugal não está no top 10, mas também não está muito longe disso, pois surge em 12.º lugar
“A sua economia pode estar a enfrentar uma grande luta, mas Portugal ‘portou-se’ relativamente bem em termos ambientais, no acesso à educação e à tolerância, comparando com outros países que têm um PIB semelhante”, pode ler-se no site.
Neste top ideal de países para se viver, é a Islândia que ocupa o grande lugar de destaque. “A nação mais liberal à face da Terra”, diz o site, que também realça o facto de aproximadamente “85% da sua energia ser proveniente de fontes renováveis”.
Finlândia, Suécia, Noruega, Nova Zelândia, Eslovénia, Suíça, Dinamarca, Irlanda e Reino Unido são as restantes nações que ocupam os primeiros lugares.

sábado, janeiro 07, 2017

Mário Soares, a Democracia e um poema!



Nosso comentário: Apenas algumas palavras só para divulgar e apresentar uma Antologia que contém alguns poemas meus.
Escolhi um deles por achar oportuno.
É que morreu hoje um GRANDE DEMOCRATA:
MÁRIO SOARES
Chamam-lhe o PAI DA DEMOCRACIA PORTUGUESA.
E escolhi o poema que transcrevo abaixo porque curiosamente quem o inspirou foi um senhor que é exatamente o oposto de Mário Soares, um senhor que tem um discurso que desejamos que seja mentira, que desejamos que o que diz da boca para fora não venha a corresponder à sua real atuação como Presidente.
Refiro-me a Donald Trump eleito "perigosamente" o líder da maior potência mundial.
Inspirou-me uns versos preocupantes. 



Seara para todos


Há valores fundamentais ameaçados
Muito por culpa dos muros construídos
Um chega para lá dos mais endinheirados
Ricos mais ricos pobres mais empobrecidos

Em saber há povos bem apetrechados
Pelo que é difícil impor a servidão
Impõe-se aos inteligentes mais dotados
Agir de acordo com tamanha evolução

Tem que haver engenho nas políticas
Que o rio da vida chegue a todo o lado
Se afastem de vez opções apocalípticas

Que haja seara para todos que haja paz
Que toda a pessoa seja árvore na floresta
Parte de um todo solidário e não voraz



PS. Junto um vídeo que hoje gravei com este poema. A "gravação artesanal" não está grande coisa, mas quis acrescentar música e acho que borrei um pouco a voz que diz o poema. As minhas desculpas.


quarta-feira, janeiro 04, 2017

Palavra do Ano: GERINGONÇA




Nosso comentário:


Apenas meia dúzia de palavras para aplaudir e sublinhar esta iniciativa da Porto Editora, que realça a riqueza lexical e o dinamismo criativo da Língua Portuguesa.
Quanto à palavra GERINGONÇA, vocábulo usado para designar a coligação parlamentar que apoia o atual governo, vencedora da iniciativa deste ano que findou, escuso-me a tecer considerações já que ela mora no vocabulário da quase totalidade dos portugueses. 
Atrevia-me até a afirmar que, apesar do pouco tempo de vida da GERINGONÇA, ela terá em definitivo vencido barreiras políticas nunca dantes ultrapassadas e galgado as próprias fronteiras nacionais.
Um verdadeiro acontecimento.
Em suma, um vocábulo que encerra uma autêntica surpresa política envolta num misto de revolução, entendimento, novidade e dinamismo.

2016

a palavra eleita é
geringonça
Este foi o vocábulo usado para designar a coligação parlamentar que apoia o atual governo.

Sobre a iniciativa

A PALAVRA DO ANO® é uma iniciativa da Porto Editora que tem como principal objetivo sublinhar a riqueza lexical e o dinamismo criativo da língua portuguesa, património vivo e precioso de todos os que nela se expressam, acentuando, assim, a importância das palavras e dos seus significados na produção individual e social dos sentidos com que vamos interpretando e construindo a própria vida.
A lista de palavras candidatas a PALAVRA DO ANO® é produto do trabalho permanente de observação e acompanhamento da realidade da língua portuguesa, levado a cabo pela Porto Editora, através da análise de frequência e distribuição de uso das palavras e do relevo que elas alcançam, tanto nos meios de comunicação e redes sociais como no registo de consultas online e mobile dos dicionários da Porto Editora, tendo em consideração também as sugestões dos portugueses através do site www.palavradoano.pt.
Fiquem bem

António Esperança Pereira


segunda-feira, janeiro 02, 2017

Português, a língua que mais cresce!

Nosso comentário:

Já agora, partilhando do otimismo dos altos órgãos da política nacional, designadamente Presidência da República e Governo, divulgo um evento, embora com algum atraso, que confere à lusofonia em geral e aos portugueses em particular razões de sobra para comungar desse otimismo.
Trata-se do Prémio José Aparecido de Oliveira atribuído a três galardoados: O antigo Presidente da República Portuguesa Jorge Sampaio, o antigo secretário executivo da Comissão Económica das Nações Unidas para África Carlos Lopes, e o embaixador brasileiro Lauro Moreira, primeiro representante permanente junto à CPLP.
Os prémios são sempre importantes, pois geram eventos notáveis, todavia, importantes também são as palavras que os galardoados proferem.
Vale a pena lê-las.

Galardoados com o Prémio José Aparecido de Oliveira

Lisboa, 13 dez (Lusa) – O antigo Presidente da República Jorge Sampaio defendeu hoje que a língua portuguesa tem “ainda uma enorme capacidade de internacionalização” e considerou que é possível “fazer mais” pela sua promoção, através dos negócios, ciência ou diplomacia.
“Há que nunca deixar de potenciar a língua portuguesa, há que não perder de vista que na nossa idade digital, esta tem ainda uma enorme capacidade de internacionalização”, afirmou Jorge Sampaio, um dos três galardoados do Prémio José Aparecido de Oliveira, atribuído hoje pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
Além de Jorge Sampaio, o prémio foi atribuído também a Carlos Lopes, antigo secretário executivo da Comissão Económica das Nações Unidas para África, e ao embaixador brasileiro Lauro Moreira, primeiro representante permanente junto à CPLP.
“Quer seja nos negócios, na ciência, na investigação, na tecnologia, na inovação, na diplomacia ou na comunicação global, podemos fazer mais pela promoção da língua portuguesa e pela sua afirmação no mundo do século XXI”, sustentou o antigo chefe de Estado português, na cerimónia.
Sampaio apontou “três eixos fortes que irão moldar seguramente o futuro da CPLP”: a construção de uma cidadania da comunidade e o aprofundamento do seu espaço de mobilidade e de circulação – que foi objeto de uma proposta de Portugal na cimeira da organização, que decorreu em Brasília no mês passado -, a prossecução dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (Agenda 2030) e “o papel insubstituível que cabe às sociedades civis na construção de uma comunidade viva, dinâmica e pujante”.
Jorge Sampaio, que participou na fundação da CPLP, há 20 anos, comentou que “alguns preferem acentuar as inércias, as lentidões e mesmo as insuficiências da CPLP”, mas, sublinhou, “olhando para trás (…) é justo reconhecer antes os progressos realizados e a obra feita”.
O caminho, acrescentou, tinha “escolhos” como “as feridas da história colonial, que eram então recentes” e os consensos eram “de difícil obtenção, muitas vezes marcados por ressentimentos antigos e interesses contraditórios”.
Na cerimónia, também o antigo embaixador junto da CPLP Lauro Moreira destacou a importância da língua portuguesa, “essa notável construção conjunta”, que “constitui o alicerce do próprio fenómeno imaterial da lusofonia”.
Como língua materna, sublinhou, “o português é o que apresenta o maior crescimento em todo o mundo” e, no final do século XXI, segundo as Nações Unidas, terá cerca de 500 milhões falantes (cerca do dobro do número atual), com Angola e Moçambique a tornar o português “uma das línguas dominantes do continente africano, ao lado do inglês e do árabe”.
Lauro Moreira alertou, no entanto, que a CPLP conta com “diferenças e assimetrias” e destacou que a organização, “embora congregando países com diferentes dimensões físicas e económicas, sociais e populacionais, está hoje consciente de que a concertação entre Estados tão assimétricos é não apenas viável, mas essencial e mutuamente vantajosa”.
Carlos Lopes não esteve presente na cerimónia, mas enviou uma mensagem assinalando que “a CPLP é crescente e multiplica a sua voz através de personalidades que se empenham em dignificar a vida de todas as pessoas que fazem da CPLP e dos cinco continentes que a compõem um mosaico vivo e ativo”.
O secretário-executivo da CPLP, Murade Murargy, destacou que a cimeira de Brasília, em que o Brasil assumiu a presidência da organização, para os próximos dois anos, permitiu “reforçar a aposta política e redefinir os setores de atuação preferenciais”, com a aprovação da nova visão estratégica da organização para a próxima década.
A CPLP poderá, sublinhou, “ajudar de outra forma os processos de transformação nacional conducentes ao desenvolvimento socioeconómico”, nomeadamente com a alteração do Prémio José Aparecido de Oliveira, convertendo-o numa bolsa de estudos para a frequência de cursos de mestrado e de doutoramento, pesquisa e investigação.
“Devemos apostar no capital humano. Podemos contribuir para a formação pós-graduada de recursos humanos altamente qualificados dos Estados-membros, para que se assumam como atores dos processos de desenvolvimento e parte ativa do futuro”, sustentou.
Aparecido de Oliveira foi embaixador do Brasil em Lisboa entre 1992 e 1994 e teve um papel central na idealização e fundação da CPLP, que aconteceu a 17 de julho de 1996.
JH // V – Lusa/Fim

Renovo desejos de um Feliz Ano Novo,

António Esperança Pereira


sábado, dezembro 31, 2016

Ano Novo, expressões antigas!


Nosso comentário:

Aqui em Lisboa, à hora em que partilho as expressões bem interessantes da Língua Portuguesa que deixo abaixo, já passa da meia-noite.
Ora, se já passa da meia-noite, quer dizer que acabamos de deixar o dia 30 para entrarmos no último dia do mês de Dezembro, dia 31, que é, simultaneamente, o último dia do Ano de 2016.
Por isso mesmo aproveito para desejar a todos os leitores do blog, familiares e amigos, um excelente Ano Novo.
Agradeço de coração a preferência que me têm dado, emprestando com a sua presença a grande razão de ser do blog. 
E tantos são, espalhados pelos cantos do mundo...
Um obrigado a todos!

Desejo um Feliz Ano Novo,

António Esperança Pereira




Expressões curiosas usadas na Língua Portuguesa!


JURAR DE PÉS JUNTOS:
Mãe, eu juro de pés juntos que não fui eu. A expressão surgiu através das torturas executadas pela Santa Inquisição, nas quais o acusado de heresias tinha as mãos e os pés amarrados (juntos) e era torturado para nada dizer além da verdade. Até hoje, o termo é usado para expressar a veracidade de algo que uma pessoa diz.
TIRAR O CAVALO DA CHUVA:
Pode ir tirando o seu cavalinho da chuva porque não te vou deixar sair hoje! No século XIX, quando uma visita iria ser breve, deixava o cavalo ao relento em frente à casa do anfitrião e, se fosse demorar, colocava o cavalo nos fundos da casa, num lugar protegido da chuva e do sol. Contudo, o convidado só poderia pôr o animal protegido da chuva se o anfitrião percebesse que a visita estava boa e dissesse: "pode tirar o cavalo da chuva". Depois disso, a expressão passou a significar a desistência de alguma coisa.
DAR COM OS BURROS NA ÁGUA:
A expressão surgiu no período do Brasil colonial, onde os tropeiros que escoavam a produção de ouro, cacau e café, precisavam ir da região Sul ao Sudeste sobre burros e mulas. O facto era que muitas vezes esses burros, devido à falta de estradas adequadas, passavam por caminhos muito difíceis e regiões alagadas, onde os burros morriam afogados. Daí em diante o termo passou a ser usado para se referir a alguém que faz um grande esforço para conseguir algum feito e não consegue ter sucesso.
GUARDAR A SETE CHAVES:
No século XIII, os reis de Portugal adotavam um sistema de arquivo de joias e documentos importantes da corte através de um baú que possuía quatro fechaduras, sendo que cada chave era distribuída a um alto funcionário do reino. Portanto, eram apenas quatro chaves. O número sete passou a ser utilizado devido ao valor místico atribuído ao mesmo, desde a época das religiões primitivas. A partir daí começou-se a utilizar o termo "guardar a sete chaves" para designar algo muito bem guardado...
OK:
A expressão inglesa "OK" (okay), que é mundialmente conhecida para significar que está tudo bem, teve a sua origem na Guerra da Secessão, no EUA. Durante a guerra, quando os soldados voltavam para as bases sem nenhuma baixa, escreviam numa placa "0 killed" (nenhum (zero) morto), expressando a sua grande satisfação, daí surgiu o termo "OK".
ONDE JUDAS PERDEU AS BOTAS:
Existe uma história não comprovada, de que após trair Jesus, Judas enforcou-se  numa árvore sem nada nos pés, já que havia posto o dinheiro que ganhou por entregar Jesus dentro das suas botas. Quando os soldados viram que Judas estava sem as botas, saíram em busca delas e do dinheiro da traição. Nunca ninguém soube se encontraram as botas de Judas. A partir daí surgiu à expressão, usada para designar um lugar distante, desconhecido e inacessível.
PENSANDO NA MORTE DA BEZERRA:
A história mais aceitável para explicar a origem do termo é proveniente das tradições hebraicas, onde os bezerros eram sacrificados a Deus como forma de redenção de pecados. Um filho do rei Absalão tinha grande apego a uma bezerra que foi sacrificada. Assim, após o animal morrer, ele ficou-se lamentando e pensando na morte da bezerra. Após alguns meses o garoto morreu.
PARA INGLÊS VER:
A expressão surgiu por volta de 1830, quando a Inglaterra exigiu que o Brasil aprovasse leis que impedissem o tráfico de escravos. No entanto, todos sabiam que essas leis não seriam cumpridas, assim, essas leis eram  criadas apenas "para inglês ver". Daí surgiu o termo.
RASGAR SEDA:
A expressão que é utilizada quando alguém elogia grandemente outra pessoa, surgiu através da peça de teatro do teatrólogo Luís Carlos Martins Pena. Na peça, um vendedor de tecidos usa o pretexto de sua profissão para cortejar uma moça e começa a elogiar exageradamente a sua beleza, até que a moça percebe a intenção do rapaz e diz: "Não rasgue a seda, que se esfiapa."
O PIOR CEGO É O QUE NÃO QUER VER:
Em 1647, em Nimes, França, na universidade local, o doutor Vicent de Paul D`Argent fez o primeiro transplante de córnea num aldeão de nome Angel.  Foi um sucesso da medicina da época, menos para Angel, que assim que passou a ver ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imaginava era muito melhor. Pediu ao cirurgião que arrancasse os  seus olhos. O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou para a história como o cego que não quis ver.
ANDAR À TOA:
Toa é a corda com que uma embarcação reboca a outra. Um navio que está à toa é o que não tem leme nem rumo, indo para onde o navio que o reboca determinar.
QUEM NÃO TEM CÃO, CAÇA COM GATO:
Na verdade, a expressão, com o passar dos anos, adulterou-se. Inicialmente dizia-se quem não tem cão caça como gato, ou seja, sozinho, esgueirando-se, astutamente, traiçoeiramente, como fazem os gatos.
VAI TOMAR BANHO:
Em "Casa Grande & Senzala", Gilberto Freire analisa os hábitos de higiene dos índios versus os do colonizador português. Depois das Cruzadas, como corolário dos contactos comerciais, o europeu contagiou-se de sífilis e de outras doenças transmissíveis e desenvolveu medo ao banho e horror à nudez, o que muito agradou à Igreja. Ora, o índio não conhecia a sífilis e lavava-se da cabeça aos pés nos rios, além de usar folhas de árvore para limpar os bebés e lavar no rio as redes nas quais dormiam. Ora, o cheiro exalado pelo corpo dos portugueses, abafado em roupas que não eram trocadas com frequência e raramente lavadas, aliado à falta de banho, causava repugnância aos índios. Então os índios, quando estavam fartos de receber ordens dos portugueses, mandavam que fossem "tomar banho".

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...