quarta-feira, maio 18, 2011

SPA lança petição pela continuidade do Ministério da Cultura


A notícia

A Sociedade Portuguesa de Autores lançou uma petição na internet onde defende que a Cultura deverá continuar a ter Ministério no próximo Governo.

O abaixo-assinado, datado de dia 02 deste mês e disponível em http://www.spautores.pt/destaques/peticao-publica, defende que "a Cultura não pode deixar de ter Ministério no próximo Governo".

Anunciada hoje, a subscrição é conhecida depois de ter surgido nos últimos dias uma polémica entre o actual Governo socialista e o PSD, cujo líder afirmou que, no caso de vencer as legislativas de 05 de Junho, o seu Governo não terá ministro da Cultura.

Para os subscritores do texto da SPA é "inaceitável uma eventual despromoção da Cultura e dos seus criadores na estrutura orgânica do próximo Governo" que sair das eleições.

"Os autores abaixo-assinados [entre eles, Jacinto Lucas Pires, Teresa Rita Lopes e José Niza] responsabilizarão o próximo Governo pelas consequências nefastas que esse ato poderá ter", lê-se no texto.

Os subscritores, onde se incluem também Inês Pedrosa e António Chaínho, alertam ainda para "as desvantagens decorrentes" se as competências de um ministério transitarem para uma Secretaria de Estado da Cultura.
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Nosso comentário

As intenções políticas no tocante à CULTURA por parte de um dos candidatos às eleições legislativas de 4 de Junho próximo já estão a merecer a reacção que merecem. Ainda bem, pois há que defender este país agora mais que nunca.
Assinei a petição.

Quem achar que este país não merece andar para trás em termos culturais, aconselho a que a assine também.
País de analfabetos e de trabalho barato não vai a lado nenhum.
Era o que faltava, ficarmos sem um Ministério da Cultura!

Há que ter cuidado com o anunciado "emagrecimento do Estado Português" por parte desse candidato... aliás olhando para o mapa até que nem é um Estado assim tão gordo.
Portanto, porquê essa fixação?

Eu defini-lo-ia, a este rectângulo que se chama Portugal, situado a oeste da Europa, como de média alta estatura e mais para o magro.

Portanto "senhor candidato a aumentar o seu emagrecimento", tenha cuidado com a dieta que lhe quer destinar.
Se exagerar na dieta e com tanto oceano por perto...
vamos todos à água!
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PS. Vou assistir à final inédita da Liga Europa em Dublin entre duas equipas portuguesas: o FCPorto e o SCBraga, que já começou neste preciso momento.

Melhores saudações a todos,

António Esperança Pereira

terça-feira, maio 17, 2011

Morrissey compara a Rainha de Inglaterra a Kadhafi


Irlanda

A Notícia

Morrissey compara a Rainha de Inglaterra a Kadhafi
17 | 05 | 2011 19.52H

O vocalista dos Smiths criticou a rainha e classificou a sua posição no trono como anti-democrática, comparando-a mesmo ao coronel Kadhafi.
Destak | destak@destak.pt

O ataque à rainha surge num artigo publicado na revista irlandesa “Hot Press”, fruto da visita de Isabel II à Irlanda.

"A visita da rainha à Irlanda faz parte de uma nova campanha de relações públicas do Palácio e a mensagem da Rainha será a mesma de sempre. Como nascemos é mais importante do que aquilo que alcançamos na vida.”

O vocalista comparou mesmo a posição da rainha com a do coronel Kadhafi, que liderou com turbulência e violência o regime na Líbia desde o golpe militar de 1969.

"A própria existência da rainha e da sua família enorme, suportada pelo contribuinte britânico quer ele goste ou não, é totalmente contra qualquer noção de democracia e é contra a liberdade de expressão, visto ser a rainha a impor as regras. Agora olhemos para Kadhafi ou Mubarak e vejamos se encontramos diferenças”, adiantou Morrissey.

Por fim, alertou ainda para os interesses do próprio povo irlandês. “A rainha tem poder para devolver seis condados ao povo irlandês e assim permitir que a Irlanda passe a ser uma nação, no entanto num acto de puro fascismo não o faz.”
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O nosso comentário

Que a Europa vive momentos difíceis, não passa despercebido a ninguém. Estas declarações inflamadas, às vezes um tanto radicais, de personalidades conhecidas estão cada vez mais na ordem do dia.

Se calhar não seria o momento oportuno para uma visita da monarca da Coroa Britânica à República da Irlanda:
Por um lado pelas razões históricas conhecidas, depois pela continuação de uma Irlanda dividida em Irlanda do Norte (Reino Unido) e esta República da Irlanda Independente, mas sobretudo, pela actual situação económico-financeira irlandesa, agora nas mãos dos credores europeus, designadamente do Reino Unido, o seu principal credor.
A foto acima diz tudo sobre esta visita.

Claro que fica em plano secundário o facto de "os dragões do FCP", que ali se encontram para disputar a final da Liga Europa com o SCBraga, terem visto dificultada a sua visita à cidade de Dublin por causa da dita rainha.
É chato mas não lhes faltarão oportunidades de o fazer.

A talho de foice, lembrei-me de, se fosse o rei de Espanha nesta altura a visitar o nosso país, caso a Espanha fosse o nosso maior credor, como o Reino Unido o é da Irlanda,
como os portugueses reagiriam a uma tal visita?
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Fiquem bem,

António Esperança Pereira

segunda-feira, maio 16, 2011

Joe Berardo: Ministério autónomo "é indispensável" a Portugal por LusaHoje


O empresário e coleccionador de arte considera "indispensável" que o Governo mantenha um Ministério da Cultura para que Portugal "tenha mais visibilidade internacionalmente".
Em declarações à agência Lusa, o comendador madeirense recordou que "o Partido Socialista tem tido sempre um Ministério da Cultura que tem feito muita coisa". "Não é o suficiente, mas tem feito muita coisa", avaliou.
O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, anunciou no fim de semana que, caso forme Governo, vai colocar a cultura na dependência direta do primeiro-ministro, deixando de existir um ministério nesta área. "Infelizmente é um problema que o PSD tem mostrado. Nunca tem apostado muito na cultura", acrescentou Joe Berardo.
"Eu não sei bem o que ele [Pedro Passos Coelho] quis dizer com isto. Eu compreendo que o país está em crise e talvez seja para cortar custos, mas a cultura é indispensável", salientou.
Para o presidente da Fundação Colecção Berardo, que gere o museu com o mesmo nome instalado no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, a solução de colocar a cultura na dependência direta do primeiro-ministro não é a melhor. "O primeiro-ministro vai ter tanto trabalho para dar uma volta ao país que não vai ter tempo de se ocupar com a área da cultura", alertou ainda."
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Nosso comentário

Li a notícia do anunciado fim do Ministério da Cultura quando o candidato Passos Coelho for Primeiro Ministro.
Houve já quem se mostrasse chocado com a notícia, quem ficasse perplexo, preocupado também.
Eu não sei porquê, se já é alheamento a tanto "ping pong" (como joguei muito em puto é natural) se é devido à abundância do fim de imensas coisas anunciadas por Passos Coelho.
Neste último caso até se compreende, seria apenas mais um fim anunciado, nada mais que isso. O senhor em causa gosta pouco da palavra Estado, já se percebeu, quer vê-lo mais magro, creio que são as palavras chiques para definir isso.
Quer portanto o Estado Português mais magro... e a cultura senhores que falta faz afinal?
Por mim até comecei por entender a utopia do ideal anarquista, quando muito jovem, Estado para quê? governantes para quê? digo utopia... agora vindo de quem vem, só posso associar a outras bandas políticas.
Por falar em outras bandas políticas, não sei porquê, esbarrei com um texto "sinopse" de um livro de Isabel Freire "Amor e sexo no tempo de Salazar". Zás, associei o texto à "brilhante" ideia de acabar ou emagrecer a cultura do povo português do candidato Passos Coelho.
Leiam em baixo como era com menos cultura.
Faço-o em tom brejeiro porque se fosse em tom sério, era muito mas muito pior e assaz deprimente.
Que nem vos passe pela cabeça como era a cultura no tempo de Salazar!
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No meu tempo a noiva era uma coisa séria. Iam emocionadas. (…) Os pais choravam, e a noiva chorava também! (…) Não se sabia se iam para bem, se iam para mal. (…) Elas tinham de aguentar tudo porque o casamento era para a vida. Esperança, 90 anos A mulher deveria ser perfeita. Uma dona de casa exemplar, sempre atenta ao marido e aos filhos, esmerada nas artes da cozinha e do bordado, com comportamento aprumado e decente. Nos anos 50, e sobre o olhar atento, conservador e católico de António de Oliveira Salazar, timoneiro de um Estado Novo repressor, o amor e o sexo eram temas tabus, a que se devia dar pouca importância. Prevalecia a moral e os bons costumes. Um mundo recheado de valores puritanos, de vexame, opressão, tirania e recalcamento, para todos os gostos e para ambos os sexos, mas sobretudo para o feminino. Durante esta década, os direitos das mulheres portuguesas foram abafados, circunscritos, diminuídos. Forçadas à submissão de género, à dependência económica e afectiva, bem como ao apagamento sexual. Isabel Freire conta-nos como se namorava nos anos 50, do flirt ao beijo na boca, explica-nos que a «mão na mão» dava direito a uma multa no valor de 2$50, já a «mão naquilo» valia 15$ de coima, fala-nos da vida boémia dos bordéis de Lisboa, do carácter vicioso do sexo «bucal», das contraceptivas lavagens vaginais, dos partos em casa e dos abortos clandestinos, das expectativas e ansiedade dos noivos na noite de núpcias, das famílias felizes e da peste que era o divórcio. Como viveram na intimidade os homens e as mulheres que são hoje pais, avós e bisavós de gerações com princípios tão distintos? Brincava-se muito com esta máxima: «Mão na mão. Mão na coisa. Coisa na mão. Coisa na coisa é que não.» Estávamos nos anos 50 e o grande interdito era realmente o corpo.
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Fiquem bem,

António Esperança Pereira

domingo, maio 15, 2011

Auto estima dos portugueses: leia!


Via email recebi um texto que divulgo a seguir a esta pequena introdução.
É um texto com um realismo optimista.
Claro que a mensagem que passa sempre com maior facilidade é a que nos deita a baixo, a nós portugueses.
Temos este feitio, este pequeno defeito que o tempo e o crescimento da cidadania transporão.
Dizemos mal de nós, apontamos defeitos a tudo o que é português. Aquele é um idiota, isto é uma corja de aldrabões, é só parolos, tudo se consegue com cunhas, era correr tudo à vassourada, é lixo por toda a parte, tudo mal feito, onde foram pôr aquele prédio, aquela rotunda, aquela moradia, etc etc.

É caso para perguntar: os outros (países) não têm a sua própria M----? claro que têm, a maioria deles trabalha é melhor a imagem. Também a sua própria auto estima não lhes permite ser maus para consigo próprios.
Para cúmulo da maledicência portuguesa, que vai perdurando, dizemos que o nosso país é pequeno, como se a Suiça fosse grande, ou Israel, ou o Luxemburgo, ou a Holanda, ou a Bélgica, ou a Republica checa, ou...ou...ou...

Para os que sentem que esta "pequenez" lhes afecta a auto estima, direi que Portugal é o 11.º país maior do mundo.
Sabiam?

Voltarei a este assunto futuramente, a geopolítica é-me muito cara, como também o é a mudança de atitude do povo luso...
Endémica esta dificuldade de nos encararmos com a nossa real valia!
Por isso, deixo-vos por agora com o texto de Nicolau Santos, que recebi via email e que divulgo.
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*Texto de Nicolau Santos publicado na revista up da TAP*

Eu conheço um país

Que em 30 anos passou de uma das piores taxas de mortalidade infantil (80
por mil) para a quarta mais baixa taxa a nível mundial (3 por mil).

Que em oito anos construiu o segundo mais importante registo europeu de
dadores de medula óssea, indispensável no combate às doenças leucémicas.

Que é líder mundial no transplante de fígado e está em segundo lugar o
transplante de rins. Que é líder mundial na aplicação de implantes imediatos
e próteses dentárias fixas para desdentados totais.

Eu conheço um país

Que tem uma empresa que desenvolveu um software para eliminação do papel
enquanto suporte do registo clínico nos hospitais (Alert), outra

Que é uma das maiores empresas ibéricas na informatização de farmácias
(Glint) e outra

Que inventou o primeiro antiepilético de raiz portuguesa (Bial).

Eu conheço um país

Que é líder mundial no sector da energia renovável e o quarto maior produtor
de energia eólica do mundo,

Que também está a construir o maior plano de barragens (dez) a nível europeu
(EDP).

Eu conheço um país

Que inventou e desenvolveu o primeiro sistema mundial de pagamentos
pré-pagos para telemóveis (PT),

Que é líder mundial em software de identificação (NDrive),

Que tem uma empresa que corrige e detecta as falhas do sistema
informático da NASA (Critical) e

Que tem a melhor incubadora de empresas do mundo (Instituto Pedro
Nunes da Universidade de Coimbra)

Eu conheço um país

Que calça cem milhões de pessoas em todo o mundo e que produz o segundo
calçado mais caro a nível planetário, logo a seguir ao italiano.

E que fabrica lençóis inovadores, com diferentes odores e propriedades
anti-germes, onde dormem, por exemplo, 30 milhões de americanos.

Eu conheço um país

Que é o «state of art» nos moldes de plástico e líder mundial de tecnologia
de transformadores de energia (Efacec) e

Que revolucionou o conceito do papel higiénico(Renova).

Eu conheço um país

Que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial e

Que desenvolveu um sistema inovador de pagar nas portagens das
auto-estradas (Via Verde).

Eu conheço um país

Que revolucionou o sector da distribuição, que ganha prémios pela construção
de centros comerciais noutros países (Sonae Sierra) e

Que lidera destacadíssimo o sector do «hard-discount» na Polónia (Jerónimo
Martins).

Eu conheço um país

Que fabrica os fatos de banho que pulverizaram recordes nos Jogos Olímpicos
de Pequim,

Que vestiu dez das selecções hípicas que estiveram nesses Jogos,

Que é o maior produtor mundial de caiaques para desporto,

Que tem uma das melhores seleções de futebol do mundo, o melhor treinador do
planeta (José Mourinho) e um dos melhores jogadores (Cristiano Ronaldo).

Eu conheço um país

Que tem um Prémio Nobel da Literatura (José Saramago), uma das mais notáveis
intérpretes de Mozart (Maria João Pires) e vários pintores e escultores
reconhecidos internacionalmente (Paula Rego, Júlio Pomar, Maria Helena
Vieira da Silva, João Cutileiro).

Que tem dois prémios Pritzker de arquitectura (Sisa Vieira e Souto Moura).

O leitor, possivelmente, não reconhece neste país aquele em que vive ou que
se prepara para visitar. Este país é Portugal. Tem tudo o que está escrito
acima, mais um sol maravilhoso, uma luz deslumbrante, praias fabulosas,
ótima gastronomia. Bem-vindo a este país que não conhece: PORTUGAL
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Desejo a todos uma boa semana,

António Esperança Pereira

quinta-feira, maio 12, 2011

Geração à rasca




Sei que estamos todos um pouco zangados, frustrados, Portugal parecia em breve estar entre os melhores, se não num top 10 pelo menos num top 20, afinal...
uma crise mal entendida, mal explicada também, tirou-nos alguma inspiração, crença na Europa, no sistema financeiro, no presente e no futuro de Portugal e do mundo.
Eu já o tenho dito, fiquei triste com o pedido de ajuda externa, sinto o vexame, não estava à espera, ficamos por conta de outrem, vigiados como meninos de escola primária...

Mesmo assim tento compreender a necessidade dessa ajuda externa.
A gente tem que comer, habituámo-nos ao dinheirinho no fim do mês, há contas para pagar, família para sustentar, vícios a precisar de alimento, etc, etc.

Mas, e há sempre um mas, recebi um email muito a propósito, que fala no tema "geração à rasca", em quem esteve realmente muito à rasca numa época muito próxima desta, que divulgo em baixo.
Uma coisa é certa: seja em que circunstâncias for, há sempre que saber separar o essencial do acessório.

Creio que, nesta nova era, habituados a uns tempos de vacas gordas, nos custa pensar com realismo que a vida nem sempre são vacas gordas.
Nem a felicidade cai do céu aos trambolhões, nem a saúde, nem o dinheiro, nem coisíssima nenhuma.

A vida meus amigos é difícil!
Daí o interesse do email que recebi: simples, não ofensivo, que diz umas verdades de um tempo bem recente, que podem ajudar, ou os que esqueceram delas, ou os mais novos que não tiveram oportunidade de vive-las, a dar valor ao mundo abundante de hoje.

Mesmo que agora com a crise em vez de três carros, três telemóveis, três plasmas, cinco leitores de mp3 só possamos ter dois carros, dois telemóveis, dois plasmas, quatro leitores de mp3... não é nada mau, acreditem.
Leiam o email e meditem:
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O email que recebi

Geração à rasca foi a minha. Foi uma geração que viveu num país vazio de gente por causa da emigração e da guerra colonial, onde era proibido ser diferente ou pensar que todos deveriam ter acesso à saúde, ao ensino e à segurança social.

Uma Geração de opiniões censuradas a lápis azul. De mulheres com poucos direitos, mas de homens cheios deles. De grávidas sem assistência e de crianças analfabetas. A mortalidade infantil era de 44,9%. Hoje é de 3,6%.

Que viveu numa terra em que o casamento era para toda a vida, o divórcio proibido, as uniões de facto eram pecado e filhos sem casar uma desonra.
Hoje, o conceito de família mudou. Há casados, recasados, em união de facto, casais homossexuais, monoparentais, sem filhos por opção, mães solteiras porque sim, pais biológicos, etc.

A mulher era, perante a lei, inferior. A sociedade subjugava-a ao marido, o chefe de família, que tinha o direito de não autorizar a sua saída do país e que podia, sem permissão, ler-lhe a correspondência.

Os televisores daquele tempo eram a preto e branco, uns autênticos caixotes, em que se colocava um filtro colorido, no sentido de obter melhores imagens, mas apenas se conseguia transformar os locutores em "Zombies" desfocados.

Hoje, existem plasmas, LCD ou Tv com LEDs, que custam uma pipa de massa.

Na rádio ouviam-se apenas 3 estações, a oficial Emissora Nacional, a católica Rádio Renascença e o inovador Rádio Clube Português. Não tínhamos os Gato Fedorento, só ouvíamos Os Parodiantes de Lisboa, os humoristas da época.

Havia serões para trabalhadores todos os sábados, na Emissora Nacional, agora há o Toni Carreira e o filho que enchem pavilhões quase todos os meses. A Lady Gaga vem cantar a Portugal e o Pavilhão Atlântico fica a abarrotar. Os U2, deram um concerto em Coimbra em 2010, e UM ANO antes os bilhetes esgotaram.

As Docas eram para estivadores, e o Cais do Sodré para marujos. Hoje são para o JET 7, que consome diariamente grandes quantidades de bebidas, e não só...

O Bairro Alto, era para a malta ir às meninas, e para os boémios. Éramos a geração das tascas, do vinho tinto, das casas do fado e das boites de fama duvidosa. Discotecas eram lojas que vendiam discos, como a Valentim de Carvalho, a Vadeca ou a Sasseti.

As Redes Sociais chamavam-se Aerogramas, cartas que na nossa juventude enviávamos lá da guerra aos pais, noivas, namoradas, madrinhas de guerra, ou amigos que estavam por cá.

Agora vivem na Internet, da socialização do Facebook, de SMS e E-Mails cheios de "k" e vazios de conteúdo.

As viagens Low-Cost na nossa Geração eram feitas em Fiat 600, ou então nas viagens para as antigas colónias para combater o "inimigo".

Quem não se lembra dos celebres Niassa, do Timor, do Quanza, do Índia entre outros, tenebrosos navios em que, quando embarcávamos, só tínhamos uma certeza... ...a viagem de ida.
Quer a viagem fosse para Angola, Moçambique ou Guiné, esses eram os nossos cruzeiros. Ginásios? Só nas coletividades. Os SPAS chamavam-se Termas e só serviam doentes.
Coca-Cola e Pepsi, eram proibidas, o "Botas", como era conhecido o Salazar, não nos deixava beber esses líquidos. Bebíamos, laranjada, gasosa e pirolito.

Recordo que na minha geração o País, tal como as fotografias, era a preto e branco.
A minha geração sim, viveu à rasca. Quantas vezes o meu almoço era uma peça de fruta (quando havia), e a sopa que davam na escola. E, ao jantar, uma lata de conserva com umas batatas cozidas, dava para 5 pessoas.

Na escola, quando terminei o 7ºano do Liceu, recebi um beijo dos meus pais, o que me agradou imenso, pois não tinham mais nada para me dar. Hoje vão comemorar os fins dos cursos, para fora do país, em grupos organizados, para comemorar, tudo pago pelos paizinhos..

Têm brutos carros, Ipad's, Iphones,PC's, .... E tudo em quantidade. Pago pela geração que hoje tem a culpa de tudo!!! Tiram cursos só para ter diploma. Só querem trabalhar começando por cima. Afinal qual é a geração à rasca?
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Fiquem bem,

António Esperança Pereira

quarta-feira, maio 11, 2011

Crise? qual crise?


Pelo sexto dia consecutivo, a Grécia foi hoje palco de novos confrontos, no rescaldo da morte de um adolescente de 15 anos pela polícia, no sábado passado. Em Atenas ocorreram confrontos entre jovens e agentes da autoridade, frente à Faculdade de Agronomia, ocupada pelos estudantes.
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Crise? qual crise?

Para não cansar os que visitam este blog, apresento apenas fofocas de hoje. Nem acrescento as toneladas de brejeirices habituais sobre os príncipes de Gales, sobre a sexy irmã da princesa, uma tal Pipa Midletown, evito também com sinal contrário o cinzentismo das imagens de Moscovo comemorando com forte foguetório o fim da II guerra mundial.
Vi Bush e Putin lado a lado diante de tantos mísseis, desisti. Deprimente!

Passou-me uma ideia infantil pela cabeça ao ver aquele desfile poderoso de armamento, perguntei a mim próprio porque não se venderia aquele metal todo, tanto ferro e aço, brinquedos perigosos, transformando-o em $$$ para ajudar tanta gente que precisa.
O fim da II guerra mundial até é uma data importante sim senhor, mas poupem-me a tanto NUCLEAR, A TANTO FIM DO MUNDO...

A seguir, as tais fofocas que seleccionei para animar a malta. Sugiro que em vez de se deprimirem a pensar no futuro, na crise, que façam como esta gente chique: mostrem-se, ganhem $$$ com ousadia, façam comezainas, divulguem-nas, tirem a roupa, há-de ser tanta a gente a mostrar-se, a despir-se, a vestir vestidos de noiva, a ficar grávida, a arranjar um companheiro do mesmo sexo, a inventar histórias sensacionalistas, que ninguém ligará mais a qualquer princesa, príncipe ou desfile militar pesado e cinzentão que surja por mais "importante e oficial" que seja.

Carla Bruni deverá ser mãe em Outubro
Revista 'Gala' dá como certa a gravidez da mulher de Sarkozy numa altura em que a primeira-dama cancelou a sua presença no Festival de Cannes "por motivos pessoais e profissionais".

Irina veste-se de noiva sem casamento à vista
A namorada de Cristiano Ronaldo foi a estrela da noite de abertura da Bridal Week, em Barcelona. Mas para já o craque só pensa no baptizado do filho e não em subir ao altar.

O futebolista português Cristiano Ronaldo foi presenteado com um objecto muito especial: umas luvas de boxe autografadas pela lenda do desporto de combate, Mike Tyson.

A cantora norte-americana Rihanna surge sensual no videoclip de mais um single retirado do álbum "Loud".

Crise, qual crise?

Fiquem bem,

António Esperança Pereira

terça-feira, maio 10, 2011

Teresa de Sousa acredita que crise atual é a mais profunda da União Europeia


A notícia

A comentadora da Antena1 de assuntos internacionais, Teresa de Sousa, considera que a crise atual é a mais profunda da história da União Europeia, até porque não tem resposta. Teresa de Sousa acredita que a resposta que foi encontrada pelas lideranças europeias foi apenas “uma resposta do salve-se quem puder”, em que os países pobres do sul têm sido prejudicados. Os países populistas, xenófobos e antieuropeus estão a alastrar-se ao norte da Europa e são movimentos que condicionam a governação desses países, não havendo em contrapartida lideranças fortes nos países centrais da União Europeia. Em relação à moeda única, Teresa de Sousa afirma que o euro ainda hoje sofre grandes riscos.
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Nosso comentário

Pego nas palavras proferidas pela conhecida jornalista Teresa de Sousa para dizer o seguinte:
O que se passa na Europa é um pouco o que se passa no nosso país.
Dir-se-ia que a Europa copiou a preceito os nossos defeitos, bem menos as nossas virtudes: o salve-se quem puder

Ouço os líderes partidários do país e a desproporção que existe entre a luta que têm (que não é nenhuma) e a agressividade que põem nos discursos...
Peixeirada no seu pior!

Um berra, o outro grita, aquele ameaça, alguns políticos menores manifestam-se com cartazes por não serem ouvidos na televisão, como se tivessem alguma coisa para dizer... um regabofe!

Não há luta nenhuma para travar, toda a gente sabe isso, temos um programa do FMI e Cia (companhia) para cumprir, os nossos políticos são uma espécie de chefes de secção de economato, pessoal, manutenção, tipo chefias intermédias.
Serão isso e pouco mais com o programa do FMI e Cia... apenas irão cumprir ordens do CHEFE.
Talvez por essa pouca responsabilidade exigida para o cargo, se vejam alguns candidatos às eleições tão sorridentes e felizes.

Toda a gente sabe que o poder está nos mercados, na troika, nos ultra-liberais europeus, nos outros, não em nós, mas os políticos da praça querem convencer-nos, apesar disso, com aqueles gritos, aquelas desavenças, aquelas divergências, que há uma luta a travar, que a sua argumentação é de gente séria e útil.

Bom, neste barco de líderes políticos portugueses, salta à vista aquele que desde há muito é a ovelha ranhosa ou negra do rebanho: José Sócrates.
Porquê?
Simplesmente porque destoa.

É demasiado visível, demasiado carismático, demasiado bonito, demasiado pouco engenheiro (?!) demasiado eloquente, demasiado moderno, demasiado energético, demasiado positivo, tem amigos "perigosos"... em suma age como alguém que sabe, sente o grande país que tem dentro de si: Portugal.
Talvez por isso, tudo tem sido dito, escrito, artilhado para o derrubar: acusações, ameaças, ódios, invejas.
Mesmo assim, tem resistido!

Cuidei que resistisse ainda ao desafio de "não ter que pedir ajuda externa para Portugal".
Não o conseguiu. Tenho pena, perdeu aí uma batalha importante.

A pergunta que faço é esta:
Numa altura em que esta EUROPA, seguindo a ideia da jornalista Teresa de Sousa, tanto precisa de líderes não xenófobos, não antieuropeus, não egoístas, que parecem miná-la, quase destruí-la, será que homens como Sócrates vão perder a guerra?


Se tal acontecer, para melhor não vamos!

Fiquem bem,

António Esperança Pereira

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...