segunda-feira, maio 09, 2011

Finlândia não vetará ajuda a Portugal



Foto do ministro das Finanças do Reino Unido, Georges Osborne

Notícia

Uma fonte governamental finlandesa, citada pela Agência France Press (AFP), afirmou hoje que o Governo de Helsínquia deverá confirmar nas próximas 48 horas o seu apoio ao memorando assinado entre Portugal e a "troika".

Objecções inesperadas ao resgate, mas sem prováveis efeitos práticos, surgiram entretanto do Reino Unido, cujo ministro das Finanças, George Osborne, negou ontem qualquer hipótese de um empréstimo bilateral semelhante ao que fora concedido à Irlanda: "A única vez em que passámos um cheque do contribuinte britânico a alguém foi à Irlanda por causa dos laços próximos, mas não nos vejo a passar outro cheque diretamente do contribuinte britânico aos gregos, aos portugueses ou a qualquer outro".

Não há, contudo, perspectivas de estas objecções porem em causa a participação britânica num empréstimo multilateral, porque o Reino Unido está obrigado por acordos anteriores dos quais diz o mesmo Osborne: "Eu não assinei essa abordagem, foi assinada pelo meu antecessor, Alistair Darling [Partido Trabalhista], mas temos de viver com isso".
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Nosso comentário

Afinal o video sobre Portugal especialmente dedicado aos finlandeses parece ter resultado, como pode ler-se no título da notícia e num pequeno desenvolvimento da mesma.

Todavia, para se aquilatar de como andam as coisas na Europa em termos de solidariedade, atente-se nas declarações do ministro das Finanças do Reino Unido, um tal Sr. George Osborne.
Que não restem dúvidas de que neste momento a situação na Europa em termos de solidariedade, é:
Cada um por si quase como dantes.

Talvez o sonho europeu tenha os dias contados, talvez não.

Uma coisa é certa:
Portugal e outros países europeus devem estar atentos e preparados para outras possibilidades de ligações solidárias, porque esta, a actual, deixa muito a desejar.
Se alguns países "ditos mais ricos" querem uma parte da mesma Europa com países mais pobres, sabe-se lá para quê (???!!!)

pois pobre por pobre que se comece a pensar se isto nos leva a algum lado.

Escrevo isto mais uma vez com imensa tristeza, porque sou um europeu convicto, crente de uma EUROPA UNIDA EM PAZ, LIBERDADE, PRÓSPERA E SOLIDÁRIA.
Estou convencido que quem anda a fazer política por aí, em Londres, Bruxelas ou Paris, não sabe o que faz.

Salta à vista que os senhores Osbornes não querem essa EUROPA SOLIDÁRIA.

Uma óptima semana,

António Esperança Pereira

domingo, maio 08, 2011

A canção que representará a RTP no Festival da Eurovisão, "A Luta é Alegria", reflete o momento mas não dignifica a música portuguesa


Festival RTP 1969 - Simone de Oliveira - Desfolhada


notícia

José Cid, que representou a RTP em 1980, Simone de Oliveira, que concorreu em 1965 e 1969, e António Calvário, que foi o primeiro a ir ao Eurofestival, em 1964, afirmaram à Lusa que não é a canção adequada para representar o país.

"A Luta é Alegria", defendida pelos Homens da Luta será a 16.ª canção a desfilar na primeira semi-final do Festival da Eurovisão, que acontece terça-feira em Dusseldorf (Alemanha).

Nosso comentário

Vi o festival nacional da canção, destinado a escolher a nossa canção representante no Festival da Eurovisão.
Enquanto o via e ouvia o que senti foi o seguinte: até havia umas cantigas giras, próprias para se apresentarem no dito Festival da Eurovisão.
Como sempre me acontece, gostei de uma ou outra de que quase ninguém gostou. Defeitos de quem percebe pouco da coisa...

Todavia até era fácil eleger uma cantiga interessante entre as apresentadas.
Ao menos para obter aquela classificação a que Portugal já se habituou...(!!!)
Não elegeria de todo para este efeito a cantiga que cantam os "homens da luta".

Porquê?

Não só porque se vivem tempos em que a imagem conta muito, e dá dinheiro, -veja-se o principesco casório dos príncipes britânicos- mas também porque o momento de Portugal exige mais seriedade, menos espalhafato de um cancioneiro burlesco e arruaceiro de um povo mal andrajado e labrego.

Para mim a luta de um povo é uma coisa séria. Habituei-me a ver gente composta, talentosa, séria, a apelar a essa luta em tempos difíceis: Zeca Afonso, Paulo de Carvalho, Simone de Oliveira, Sérgio Godinho, os baladeiros emigrados, tantos cantores de luta a sério, na música portuguesa.

É também um insulto a gente de valia, composta e muito digna que já andou naquelas andanças. Refiro apenas alguns: António Calvário, Madalena Iglésias, Carlos Mendes, Carlos Paião, Tonicha, As Doce, Maria Guinot, Anabela, Fernando Tordo, José Cid, Sara Tavares, Sabrina, etc etc.

Sem tirar mérito musical, até laivos de talento "sui generis" a estes "homens da luta" acho-os exagerados, fora de contexto, tipo barracada com cariz popularucho, borracho e safardana.
Pode embarcar nisto quem quiser, creio que eles até encontraram aquilo que modernamente se chama "um nicho de mercado"($$$) mas...

como diria a figura interpretada soberbamente pelo Herman José "Diácono dos Remédios" com sotaque beirão...
Valha-nos zzze zzzze zzzee deusssszzzssseee não havia nexexidade zeee ze ze
Desejo felicidades aos "homens da luta" não aprecio o estilo nem a oportunidade para representarem Portugal.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira

sábado, maio 07, 2011

Mundo - Vídeo sobre Portugal para finlandeses faz sucesso nas redes sociais - RTP Noticias, Vídeo

Mundo - Vídeo sobre Portugal para finlandeses faz sucesso nas redes sociais - RTP Noticias, Vídeo

Não é a "ajuda" (!!!) a Portugal em si que me leva a tornar público no meu blog este video. Também não me atrevo a descurar a importância dessa "ajuda" dada a gravidade a que os "financistas" deixaram chegar os países, designadamente o nosso.
Mas é sobretudo a simplicidade com que são divulgadas pequenas verdades sobre Portugal, que fazem deste vídeo, cuja autoria desconheço, um poema simples mas enorme!
Essa simplicidade com pequenas/grandes verdades tocou-me.
Por isso aqui fica para que conste.

Continuação de um bom fim de semana,

António Esperança Pereira

sexta-feira, maio 06, 2011

CPLP: Dia da Língua Portuguesa e da Cultura nos países lusófonos comemorado hoje em Lisboa

Lídia Jorge na foto, a homenageada deste ano com o prémio da latinidade José Neves da Fontoura


Quinta, 05 Maio 2011 11:02
Notícias IC-Portugal

Um colóquio, uma exposição e um debate assinalam hoje em Lisboa o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP, comunidade dos países lusófonos. Para assinalar a data, o secretariado executivo da CPLP promove uma conferência sob o tema na Sociedade de Geografia de Lisboa, que contará com as intervenções do professor catedrático e ex-ministro Adriano Moreira e da presidente do Instituto Camões, Ana Paula Laborinho.

No debate, que será moderado pelo embaixador António Monteiro, também deverá participar Aguinaldo Jaime, coordenador da comissão de reestruturação da Agência Nacional para o Investimento Privado de Angola (ANIP), entre outros.

O Instituto Camões vai celebrar a efeméride através de uma exposição bibliográfica de autores de língua portuguesa traduzidos.

Já a Feira do Livro de Lisboa, a decorre no Parque Eduardo VII, comemora o dia com um debate sobre a língua portuguesa.

O dia 05 de maio foi fixado como a data em que é anualmente comemorada a Língua Portuguesa e a Cultura na CPLP pelos chefes da diplomacia lusófonos, no âmbito do XIV Conselho de Ministros da Comunidade, realizado em junho de 2009, em Cabo Verde.
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O Prémio da Latinidade João Neves da Fontoura de 2011 é entregue hoje, em Lisboa, à escritora Lídia Jorge, numa sessão solene que tem lugar às 16:30, na sede do Instituto Camões, durante a qual se assinala também o Dia da Latinidade.

Presidido pelo ensaísta Eduardo Lourenço, o júri da edição do galardão deste ano decidiu atribuí-lo a Lídia Jorge «pela consagração da sua obra como escritora que muito tem contribuído para o enriquecimento do património cultural e literário do Portugal contemporâneo».

Até 2008 designado por Prémio da Latinidade ‘Troféu Latino’, passou em 2009 a ter o nome de Prémio da Latinidade João Neves da Fontoura, ministro dos Negócios Estrangeiros brasileiro a quem se deve a criação da União Latina como organização internacional.

Com este Prémio, criado em 2002, a União Latina visa homenagear uma personalidade ou instituição que se tenha distinguido, pela sua obra, na difusão da Latinidade, nos domínios artístico, literário ou científico.

Nascida em Boliqueime, no Algarve, em 1946, Lídia Jorge licenciou-se em Filologia Românica na Universidade de Lisboa, deu aulas, escreveu quinze livros editados em várias línguas, entre eles romances, antologias de contos e uma peça de teatro.

A publicação do seu primeiro romance, em 1980, O Dia dos Prodígios, foi considerada marcante, num período em que se tinha iniciado uma nova fase da literatura portuguesa.

Nas edições anteriores foram galardoados o cineasta Manoel de Oliveira (2002), o ensaísta Eduardo Lourenço (2003), o arquiteto Álvaro Siza Vieira (2004), o ex-Presidente da República Mário Soares (2005), a investigadora de estudos clássicos Maria Helena da Rocha Pereira (2006), o historiador José Mattoso (2007), o ator e encenador Luís Miguel Cintra (2008), o artista plástico Júlio Pomar (2009) e o arquiteto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles (2010).

Fundada em 1954, a União Latina é composta por 36 Estados de língua oficial ou nacional românica e tem como objetivo promover a reflexão sobre os valores culturais e linguísticos do conjunto da comunidade latina e a consciência da identidade cultural comum destes povos.
Durante a sessão, intervirá a presidente do Instituto Camões, Ana Paula Laborinho, o embaixador e secretário-geral da União Latina, José Luís Dicente Ballester, o presidente do júri, Eduardo Lourenço, o reitor da Universidade Aberta, Carlos Reis, que apresentará a laureada, e Lídia Jorge. Encerrará a sessão o secretário de Estado dos Assuntos Europeus, Pedro Lourtie, que preside à sessão solene.
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A propósito da data comemorativa, o 5 de Maio, relembro um poema meu sobre uma das línguas mais faladas no mundo, salvo erro, a 5.ª mais falada: chamam-lhe LÍNGUA PORTUGUESA, LÍNGUA DE CAMÕES, ou se preferirem, LÍNGUA PÁTRIA como a entendia o grande Fernando Pessoa, ao afirmar que a sua Pátria era a LÍNGUA PORTUGUESA.
Pois aí fica de minha autoria,

LÍNGUA PÁTRIA

Liga-nos a língua ao mundo
América África Atlântico Índico
Pacífico
afectos espalhados
por caminhos tantas vezes
inventados

andámos caminhámos
amores e desamores de braço dado
espinhos silvas raiva alguma guerra
mas tantas flores!

misturam-se lágrimas e risos
nas andanças
nos adeus longínquos
nas mornas e nos fados
sambas coladeras
lânguidas quentes
derretidas de peito
como nós

alegres ninfas tropicais
deusas por achar
trôpegos lusos marinheiros
de andados esforçados
tão famintos

tudo se foi entrelaçando
as cores os usos
a soma de valores
e de tanto semear
de tanto dar e receber
de tanto se amar e se sofrer…

há hoje povos grandes
lições de paz e humanidade!

em mim português europeu
por pragmatismo
racionalidade realismo
há um coração grato amigo
amante

África minha Brasil tão grande
Timor Macau Índias longínquas
haja o que houver

somos enorme global comunidade
que mistura a saudade
de um tempo ido de crescer
a um presente actual
moderno fraterno
eterno!


Um óptimo fim de semana,

António Esperança Pereira

quarta-feira, maio 04, 2011

Ouro no fundo do mar


A notícia
Por Jack Soifer, consultor, autor de “Como Sair da Crise”

Nas águas territoriais de Portugal há centenas de milhares de milhões de euros em metais raros, como o volfrâmio, o níquel, a prata e até o ouro. Muitos o sabem, mas ninguém fala nisso. As explorações náuticas para apresentar às Nações Unidas a justificação para o aumento da nossa plataforma marítima deixam adivinhar os locais mais indicados para a prospecção.
O óptimo estudo “Hypercluster do Mar” mostra a saída para esta crise, que ainda nem começou entre nós; isto porque a crise não é financeira nem apenas económica, mas sim estrutural. Sectores como o imobiliário, as obras públicas e os serviços cresceram em detrimento das exportações, onda há sectores, como as confecções e o agrotech, onde somos competitivos.

A aquacultura, riqueza desprezada em Portugal, alimenta meio milhão de famílias em França. De algumas algas extraem-se cada vez mais substâncias para as indústrias farmacêutica, cosmética e química-alimentar. Ostras para pérolas dão grande lucro.

O tidal-kate utiliza as correntes marinhas para produzir energia. Os modernos micro-submarinos com comando a distância, detectam, quantificam e podem separar partículas de metais raros expelidas pelos vulcões ao longo de milhares de milhões de anos. Também os rios, ao passarem pelas minas a céu aberto, trouxeram metais.

Falta apenas pôr em prática as recomendações do estudo “Hypercluster do Mar”. Tudo em PME inovadoras, com pouco capital e muita competência. Pode-se começar com um cluster por semestre, como a aquacultura e as ostras. Os ministros Vieira dos Santos e António Serrano têm tudo para o fazer. Trata-se de produzir para exportar e equilibrar, desse modo, a balança de pagamentos. A actividade dá muito lucro e, assim, muita receita fiscal. É bom para todos! Quem está a travar isto?

Fonte jornal OJE (O Jornal Económico)
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Nosso comentário

Dar relevo a esta notícia publicada em O Jornal Económico, mais não é do que falar de uma questão que a todos os portugueses é muito cara: O MAR
A dimensão territorial de Portugal continental e regiões autónomas da Madeira e dos Açores, é de pouco mais de 92.000 km2.
Todavia a dimensão do nosso país muda de figura se for considerada a ZEE.
Em cima na foto da esquerda pode ver-se a dimensão da ZEE (zona económica exclusiva de Portugal, fonte wikipedia.
Para se fazer uma ideia dessa importância, O Brasil e Portugal ocupam, respectivamente, a nona e a décima-primeira posições na lista das maiores ZEEs (combinadas com o mar territorial) do mundo. A lista é encabeçada pelos Estados Unidos (1º lugar) e pela França (2º).
Ora bem, associando esta dimensão fabulosa de ZEE de Portugal com as potencialidades enunciadas pelo Jornal Económico na notícia em destaque, é óbvio que o mar português, ontem como hoje pode ser a chave de uma mais valia para este país.

Termino com as palavras de Jack Soifer: quem está a travar isto?

Fiquem bem,

António Esperança Pereira

José Castelo Branco: “Nunca fui tão apalpado”


a notícia

Os quatro concorrentes da tribo Himba, na Namíbia, regressaram ontem ao País

José Castelo Branco, Marta Cardoso, Sérgio Vicente e Vera Ferreira regressaram ontem da tribo Himba, na Namíbia, onde estiveram três semanas. Satisfeito e orgulhoso, Castelo Branco conta que os nativos não ficaram indiferentes à sua passagem, principalmente as mulheres.
"Quando cheguei houve uma grande dúvida em relação à minha sexualidade. Nunca fui tão apalpado na vida. As mulheres agarravam-me na pilinha a toda a hora para confirmar que era homem. Fui mesmo muito assediado. Todas as noites elas queriam ter relações comigo", conta Castelo Branco, garantindo que foi "completamente fiel" à mulher, Betty Grafstein. E acabou mesmo por ser a sexualidade da tribo que mais o impressionou: "São completamente abertos e tarados."
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o nosso comentário

Cansado de declarações políticas mais declarações políticas, de tanta promiscuidade nas opiniões sobre as culpas da crise...
depois de ver um senhor ex-ministro neste ano civilizado de 2011 DC, puxar pelos galões face a outro ex-ministro, dizendo-lhe que não era licenciado mas sim doutorado...(!!!)
depois de apanhar com um sabichão da praça televisiva, bem despachado mas cansativo, que sabe opinar sobre tudo, assim como quem papa pipocas...
depois de ouvir críticos mais críticos, com doutas opiniões sobre o que se vai passar antes e depois das eleições de 5 de Junho (quais adivinhos ou bruxos)...
depois de levar com uma telenovela em que uma filha bonita, novinha e má dá porrada na mãe e é psicopata...

Mas especialmente depois de ver aquele ex-ministro puxar pelos galões, dizendo que não era só licenciado mas sim doutorado, pretendendo com isso achincalhar o outro ex-ministro interlocutor que o não era... irritado como uma criança mimada...

Uhffffffffffffffff é dose!

Esse senhor ex-ministro licenciado e doutorado nunca devia ter tirado o bibe de jardim de infância ofertado ao menino de sua mãe que seguramente foi.
Foi esse menino de bibe que ali ouvi falar na televisão sobre problemas sérios que afectam Portugal.
Falava para os familiares e amigos como quem quer mostrar aos meninos da sua rua e do seu bairro que é o maior.
O pior é que o país todo atura estes protagonistas, em horário nobre!

Senhores "ex-ministros meninos" façam jus ao que ganham, poupem-nos com essas velharias de graus académicos com que se emolduram. Queixem-se mais de vocês que do grande país que têm.
Cresçam, apareçam, o país precisa que façam coisas sérias, de adultos, que brinquem menos.

Resolvi por isso, tal o cansaço que me provocaram, em data de notícias supostamente importantes, a morte de Bin Laden, o apoio financeiro a Portugal por parte da Troika, o anúncio televisivo do essencial desse acordo com a Troika, feito pelo Primeiro Ministro de Portugal, a vitória do Barcelona sobre o Real Madrid para a Liga dos Campeões, optar por uma notícia singela, brejeira e fofoqueira,

O regresso de José Castelo Branco!

Ao menos o José Castelo Branco acaba por ser uma pessoa divertida, não chateia tanto, não anuncia despedimentos, nem cortes nos salários, nem congelamento de pensões, nem tem a mania que sabe, nem se afirma muito homem, nem diz que tem montes de canudos, nem, nem, nem...
Como ele afirma na notícia em título "nunca fui tão apalpado", embora de outra maneira, os portugueses estão mesmo a ser muito apalpados...
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Continuação de uma boa semana,

António Esperança Pereira

domingo, maio 01, 2011

ETAR de Alcântara é passo decisivo para despoluição do estuário do Tejo


2011-04-29

a notícia

Portugal «atingiu agora um ponto de maturidade» em termos de políticas ambientais, afirmou o Primeiro-Ministro no arranque do funcionamento integral da Estação de Tratamento de Águas Residuais de Alcântara que serve uma população de 756 mil habitantes e é um passo decisivo para a despoluição do estuário do Tejo. José Sócrates afirmou que «se há conclusão que podemos tirar dos últimos 15 anos é que fizemos bem este trabalho: ao longo destes 15 anos, aproveitando os fundos comunitários, Portugal foi capaz de vencer o fosso que nos separava dos países mais desenvolvidos em termos ambientais», acrescentando que «é preciso ser persistente para que as obras se façam, em particular uma obra com a ambição desta. Vamos ter uma ETAR que está à altura do melhor que se faz no mundo. Passámos para outro estado tecnológico».

A Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território recordou que em 1993 Portugal apenas recolhia e tratava 21% das águas residuais urbanas, enquanto hoje está próximo dos 85%, pelo que «o objectivo de 90% de águas residuais urbanas tratadas, estabelecido para 2013, está ao nosso alcance». Dulce Pássaro afirmou também que esta infraestrutura está ao nível de muitas existentes em grandes cidades mundiais, assinalando que permite o reaproveitamento das águas tratadas para regas ou lavagens de ruas, entre outros, havendo já compradores (municípios e empresas) interessados.
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o nosso comentário

Parece-me uma boa notícia em tempos conturbados para a nossa saúde mental e ambiental.
Dou-lhe relevância hoje, dia 1 de Maio, em que se celebra o Dia da Mãe e o Dia do Trabalhador.
Porque quer as mães quer os trabalhadores deste país vivem uma época de dúvidas, de realidades mal explicadas que causam preocupação.

Nunca se soube muito sobre o futuro, embora haja sempre quem se encarregue de projecções e planeamentos, de previsões, de leituras com base em factos presentes. Todavia, tal o irrealismo do que está a acontecer, estamos hoje convencidos de que NADA SABEMOS SOBRE O FUTURO.

Passava pela cabeça de alguém ver o seu banqueiro pedir dinheiro ao Estado?
Passava pela cabeça de alguém que alguém que não se sabe quem é dite ordens às Empresas, aos Estados, às Pessoas: os mercados?
Passava pela cabeça de alguém ver os políticos nas mãos da Alta finança, muita dela falida e corrupta?
Passava pela cabeça de alguém ver a maior economia do mundo seriamente endividada?
Passava pela cabeça de alguém ver a Europa virar à direita, politicamente falando, os EUA à esquerda?
Passava pela cabeça de alguém que de um momento para o outro os árabes começassem todos a clamar por democracia nos seus países?
Passava pela cabeça de alguém que o maior perigo do mundo fosse um homem escondido que ninguém encontra?
Passava pela cabeça de alguém que os amigos europeus nos armassem a nós portugueses e a outros, uma ratoeira de ricos a prazo?
Passava pela cabeça de alguém que catástrofes naturais se manifestassem de uma forma assassina sobre países e regiões, quase os/as destruindo?
Passava pela cabeça de alguém que a China emprestasse dinheiro a toda a gente?
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Bom, podia desfiar um rol de factos surrealistas sem nunca mais acabar.
Não o faço por motivos óbvios.
Uma coisa é certa: Não sabemos nada sobre o futuro
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O que atrás digo justifica a notícia que destaco. Há que olhar cada vez mais o AQUI e o AGORA, tratar deles como quem trata uma flor.
Tratar bem as águas do Tejo é saudável, parece-me bem.
O mesmo podíamos fazer com muitas mais coisas, palpáveis, que mobilizassem vontades, coisas credíveis, que fossem explicadas de forma que a elas a nossa participação aderisse sem esforço.
E há tanto por fazer neste país! um país que só tem litoral, o resto desertificado, porquê?
Todos vocês sabem tanta coisa que podia ser feita e não o é. Porquê?
Esperamos que o faça quem? o FMI? os da estranja? quem?
Quando nos convenceremos de que este país, Portugal, é, será, o que nós Portugueses, quisermos que seja?
Ao menos que a crise nos abra os olhos.
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Uma boa semana a todos, em particular às mães e aos trabalhadores deste país,


António Esperança Pereira

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...