quarta-feira, março 16, 2011

TIMOR, livros para


Devo dizer que tenho já preparada uma encomenda de autores portugueses e estrangeiros, para enviar via CTT ao cuidado de Joana Alves dos Santos, a professora portuguesa em Dili que pediu livros, para:

Embaixada de Portugal em Díli
Av. Presidente Nicolau Lobato
Edifício ACAIT
Díli - TIMOR LESTE

Acrescento ao lote de livros de diversos autores, dois de minha autoria, que creio se enquadram perfeitamente no solicitado, quer pela linguagem simples que neles é usada, quer pelas temáticas de ambos:
Um deles versa temas para um público juvenil, são textos e histórias com interesse pedagógico: trata-se do livro "ERA UMA VEZ...TEXTOS E HISTÓRIAS".
Para detalhes, pode ser consultado clicando aqui:



O outro, GUINÉ-BISSAU 1974, contém informação interessantíssima sobre a Guiné-Bissau que, tal como Timor Leste é um jovem país de língua oficial portuguesa.
A sua temática, estou certo, despertará o interesse dos leitores timorenses.
Clicando no ícon em baixo, poderão consultar-se detalhes sobre o mesmo:



Oxalá a troca de valências entre os povos se multiplique, não custa nada e com a troca do que uns têm e outros não ou vice versa, seremos todos maiores e melhores.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira

segunda-feira, março 14, 2011

TIMOR, livros para


Recebi o email abaixo, que considero de extrema importância para o POVO DE TIMOR e para a LÍNGUA PORTUGUESA.
Com todo o gosto o divulgo em meu blog e nas redes sociais.
Leiam e, se puderem, façam o que se pede.
Afinal até nem é muito.
Eu pela minha parte farei os possíveis por enviar algo.
Obrigado,

António Esperança Pereira


Joana Alves dos Santos

Caros amigos,

Alguns sabem e outros nem por isso (e assim aqui vai a notícia), mas estou em Timor a dar aulas na UNTL (Universidade Nacional de Timor Leste) no âmbito de uma colaboração com a ESE do Porto.

Aquilo que vos venho pedir é o seguinte: livros. Não vou dar a grande conversa que é para montar uma biblioteca ou seja o que for, porque não é. O que se passa é o seguinte... não sei muito bem como funcionam as instituições, nem fui mandatada para angariar seja o que for, mas o que é certo é que sou (somos!) muitas vezes abordados na rua por pessoas que desejariam aprender português mas não possuem um livro
sequer e vão pedindo, o que é muito bom.

O que é certo é que a minha biblioteca pessoal não suportaria tanta pressão e nem eu, nos míseros 50 quilos a que tive direito na viagem, pude trazer grande coisa para além dos livros de trabalho de que necessito.

COMO MANDAR?

Basta dirigirem-se aos correios (CTT) e mandarem uma encomenda tarifa económica para Timor (insistam porque nem todos os funcionários conhecem este tarifário!) e mandam a coisa por 2,49 ¤. Claro que a encomenda não pode exceder os 2 quilos para poder ser enviada por este preço.

Devem enviar as encomendas em meu nome (Joana Alves dos Santos) para:


Embaixada de Portugal em Díli
Av. Presidente Nicolau Lobato
Edifício ACAIT
Díli - TIMOR LESTE

E O QUE MANDAR?

Mandem por favor livros de ficção, romances, novela, ensaio, livros infantis etc., etc. Evitem gramáticas e manuais escolares. Dicionários, mesmo que um pouquinho desactualizados são bem-vindos. Este critério é meu e explico porquê. Alguns timorenses (estudantes e não só) são um bocado fixados em aprender gramática mas ainda não têm os skills básicos de comunicação. Parece-me melhor ideia que possam ler outras coisas, deixar-se apaixonar um bocadinho pelas histórias mesmo que não entendam as palavras todas, do que andarem feitos tolinhos a marrar manuais e gramáticas. O caso dos dicionários é outro. Um aluno, por exemplo, usa um dicionário português-inglês para tentar adivinhar o significado das palavras. Como o inglês dele também não é grande charuto
imaginam como é a coisa.

Bom, espero ter vendido bem o peixe do povo timorense. Falam pouco e mal mas na sua grande maioria manifesta simpatia pela língua portuguesa. De qualquer forma isto não vai lá (muito sinceramente) com umas largas dezenas de professores portugueses por cá. É preciso ter a língua a circular em vários meios e suportes. Espero que respondam ao meu apelo! Eu por cá andarei sempre com um livrito na carteira para
alguém que peça!

SE NÃO MANDAREM, PELO MENOS DIVULGUEM

Ana Maria Soares Ferreira
Estr. Vale da Barrega, lote 8 - Qta Picado
Aradas
3810-466 AVEIRO
TLM: 967024428

domingo, março 13, 2011

Manif. geração à rasca


Um espanto! Sabe-se da força das redes socias para marcação de encontros, de todos os géneros e feitios, para mostrar curriculo, anunciar seu negócio, etc. agora para marcar protestos, revoluções, levantamentos da população...pelo menos de uma tal envergadura é novidade neste nosso Portugal.
Fico com a impressão que inicialmente se tratou de um movimento espontâneo, genuíno, um protesto de quem quer um emprego digno e não o tem na idade de o ter.
Todavia com o desenrolar da coisa, a populaça a crescer...não tardaram a aparecer as figuras de proa da política para tirarem algum proveito do evento.
Bloquistas, com a proletária (!!!) Joana Amaral Dias, o líder comunista, o Jorge Nuno Pinto da Costa a falar de política, O Alberto João Jardim apoiando, O Fernando Tordo a cantar a canção que noutro tempo fez todo o sentido e que então me empolgou (agora fora de contexto)
Apareceu o candidato às presidenciais Coelho, também o grupo que ganhou o festival, não se sabe como...
o líder da Intersindical, claro, não vá este movimento entrar em coma profundo ( refiro-me ao movimento sindical)
Senti-me envergonhado com o trautear em palhaçada de uma balada do GRANDE ZECA AFONSO, esse sim que pugnava por um país livre e democrático em tempo de DITADURA.
Enquanto o Fernando Tordo cantava a Tourada na manif, no Campo Pequeno, sítio histórico de faenas e olés em toureio apeado ou a cavalo, 8.000 profs debatiam problemas da classe.
Enfim, um regabofe em tempo de decisões importantes da Europa e do Euro!
Um nome apenas aparecia como já é hábito: SÓCRATES
Nem aparecia CAPITALISTAS, NEM CAVACO, NEM IMPERIALISMO, NEM MULTINACIONAIS, NEM AMERICANOS, NEM RUSSOS, NEM FASCISTAS, NEM COISÍSSIMA NENHUMA...
Eu diria: a LUTA ERA POR COISA NENHUMA.
Depois uma menina gritava "LIBERDADE" (!!!) outros berravam pelo FMI... outros chamavam a DEOLINDA, não sei se o ANTÓNIO, enfim...
este país está estranho como estranho está o mundo.
Se a ideia é apear SÓCRATES, bolas, já poderia ter sido apeado com toda a facilidade. Ainda há dias houve uma moção de censura do Bloco de Esquerda, pode-la-iam ter aproveitado... e já não foi a primeira a ser desperdiçada.
O PR pode fazê-lo a todo o momento.
Afinal o que SÓCRATES tem para se manter de pé e não cair?
Medo de que o povo assuma o poder? medo de perderem suas empresas, seus ordenados, esta fartura, ainda que em crise, burguesa? medo que o Estado nacionalize tudo o que é bom? medo de ficarmos uma Cuba, uma Coreia do Norte? outra vez um país do 3.º mundo que éramos há bem pouco tempo?
Medo medo medo...
Senhores dos partidos, apresentem alternativas sérias à REALIDADE QUE TEMOS SUFRAGADA EM URNAS, QUE SE CHAMA JOSÉ SÓCRATES.
O povo julgará as vossas alternativas e saberá escolher.
Se as não têm, não mostrem tanta dor de cotovelo, tanta ansiedade por poleiro, acreditem em Portugal, vivam-no, colaborem no que for de colaborar, critiquem o que for de criticar, aplaudam o que for de aplaudir.
Defina-se com clareza o que se quer para PORTUGAL.
TRANSMITA-SE ISSO AOS PORTUGUESES, AOS MAIS À RASCA E AOS MENOS À RASCA.
Digo eu...
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Para que não se esqueça a realidade próxima passada , um poema do meu livro "60 POEMAS POR ORDEM ALFABÉTICA", Bubok Editora

FRONTEIRA DE VILAR FORMOSO

Agora entendo o sítio berço onde nasci
e porque lá nasci
pedras urzes muito tédio
atraso enxada arado e rebanhos
muito o suor poucos os ganhos
em trabalho sol a sol

um presente sem porvir ali
trocava-se tudo por um caminho de França
chão família amigos
também os cães da altura
abutres canibais
que faziam do país o que era então

um estéril chão
triste acabrunhado
pides passadores famintos trabalhadores
levados como gado e despejados
nos esgotos de Paris
nos bidonvilles
bravos portugueses despojados
rotos de roupa
botelha sem vinho
boca sem naco de toucinho

nasci por ali Vilar Formoso
fronteira de Deus e do diabo
trem solitário mãos saudade
que tão tristes iam

emigração clandestina a salto
dos tais vigaristas passadores
que tiravam a pele o osso
todos os vinténs a trabalhadores angariados

a diferença que havia logo ali
raia de Espanha desolada e fria
do lado de lá e do lado de cá

uma estrada larga rica grosso asfalto
do lado de lá
a contrastar com a estradita estreita pobre
pintada de negro esburacada
a fingir que era asfaltada
do lado de cá

não condeno os abutres canibais
os que bem se governavam
no quanto pior melhor
eram do regime tosco maltrapilha
os labregos de fato e de chapéu
que exploravam do povo seu suor

condeno sim os que viam vergonha em tal atraso
(e viam bem porque doía)
acharem hoje nosso progresso modernice
um exagero destemperança

amplas rodovias
fronteiras desaparecendo
mais igual em tudo o cá e o lá
gente livre que sai que vai que vem que passa
sem policiais vigaristas aproveitadores
do país com medo de outro tempo

tempo e atraso de que só pode gostar
um saudosista louco
um triste um mentecapto
alguém que por zangado e frustrado
nem consegue distinguir deus e o diabo

nasci por ali ainda bem
hei-de contar o que então vi e o que ora vejo
hei-de lembrar memórias que não esqueci
de um país salazarento sórdido doente
um intervalo Portugal adiado
hoje aqui meu país de Abril
moderno livre aberto e atraente

país que enfim retoma
o caminho o sonho a aura a glória
que a história lhe confiara dantes.


Com os desejos de uma ótima semana,

António Esperança Pereira

sábado, março 12, 2011

Japão: Sismo forte e tsunami


A costa nordeste do Japão transformou-se, esta sexta-feira, num autêntico cenário de devastação, após um sismo de magnitude 8,9 graus na escala de Richter, um dos maiores de que há registo. O forte abalo, que teve o seu epicentro no mar, deu origem a uma gigantesca onda que varreu campos agrícolas e bairros residenciais, arrastando todo o tipo de destroços, desde veículos a casas inteiras.
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Este o resumo de uma notícia amplamente divulgada, de mais uma catástrofe natural, das tais que nada nem ninguém pode fazer quase nada...
A minha solidariedade para com aquele povo enorme, trabalhador, educado, próspero.
Quem assiste a imagens de fenómenos como este, sente efectivamente que, a haver Deus, eu até sou dos que crêem em ALGO, fica no mínimo chocado.
Quem é Deus afinal?
Depois vem-nos a imagem quase diária das desgraças todas que vêm acontecendo aos povos árabes, actualmente dos mais devotos do planeta...
parece que tinha razão o pensador e filósofo grego de nome SÓCRATES que na antiguidade afirmava: "SÓ SEI QUE NADA SEI"

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Recordo o poema que escrevi aquando da terrível catástrofe do Haiti:

HAITI E NÃO SÓ ( do livro "DEUS A VIDA E NÓS")

Na palavra que sai
que nos põe culpa
nos faz sentir mal
na mazela que dói
em ferida que cresce
e nos isola
num hospital

na vida que nasce
numa forma qualquer
e logo desaparece
em morte brutal

milhões de formas vitais
no mar na terra no ar
a mexer
sem fazerem ideia
do que andam a fazer

e quantos milhões triliões
de mundos a rodar…

sou levado a afirmar
num horror por explicar
numa revolta incontida
que o Deus da esperança
ensinado em criança
se borrifa na vida

não só não sente
a alma da gente
como é puro imaginário
que esteja PRESENTE!

guerras trovoadas
pesadelos
as maiores catástrofes
um destino em sorte
de vida e de morte

como entender
o que d’ Ele se vê pregar?

se uma réstia divina
existe aqui
perante o que se vê
no Haiti…

morte destruição
povo arrasado
enterrado vivo
debaixo do chão…

Ele não está decerto ali!

António Esperança Pereira, Bubok Editora

quinta-feira, março 10, 2011

DISCURSO PR-FESTIVAL DA CANÇÃO



Quer a tomada de posse de um Presidente da República, quer um festival da canção, qualquer dos eventos tem a sua importância na sociedade portuguesa.
Habituei-me a pouco quando o tempo ainda era de vacas magras, daí que o festival da canção era das poucas coisas com um cheirinho a modernidade que havia.
Depois a música da eurovisão era fresca numa altura em que Portugal nada tinha de fresco, bem pelo contrário.
Esquecia-se por instantes o país naufragado por dezenas de anos de salazarismo.

A tomada de posse do Presidente da República é um bom sinal, pelo menos que a República continua.
os eventos em si: assisti a ambos, ambos deprimentes.
Imagem para o exterior: péssima
Imagem para o interior: de divisão

Em relação à canção vencedora, tive saudades do Grande Zeca Afonso que era autêntico, não tinha nada de palhaço (no sentido pejorativo do termo) com suas canções e uma viola enfrentava com audácia um regime colonialista, ditatorial, militarista, policiado, vigiado, etc. deu imensa esperança a uma juventude sacrificada e sem futuro.
Canção vencedora: uma palhaçada

Quanto ao discurso do PR fiquei perplexo: propõe uma espécie de revolta, revolução, levantamento, não sei bem como, nem aonde, nem porquê, nem para quê, à sociedade civil.
Como se ele próprio não tivesse nada a ver com o estado desta economia liberal, ele, um ilustre Professor, que anda nos mais altos cargos políticos do país, há mais de 20 anos!
Quem será o "Che Guevara" da coisa, da tal indignação, revolta, revolução, interroguei-me?
Pelos aplausos das bancadas do Parlamento, ficou-se a saber que será uma revolução de direita e de extrema direita.
só pode...
só essa direita e extrema direita o aplaudiram.


Felizmente que acontecimentos destes não os há todos os dias, porque se os houvesse, o meu país sofocaria de depressão crónica.
Discursos presidenciais destes não ficam na memória, graças a Deus.
Vencedores de festivais, só os melhores deixam a sua marca.
Apesar disso, das defesas inatas que todos temos contra o que nos causa dano,
que Portugal se cuide...

Portugal merece melhores discursos e melhores canções.

Faço a pergunta na sequência do discurso presidencial: "a revolução será por mais fartura, ou por mais falta de dinheiro para os mais pobres?"

fica o poema,

GRANDE SUPERFÍCIE COMERCIAL

Produtor inventivo
investidor
comerciante pescador
tudo ali a despejar
armazém a abarrotar

a ideia é vender

ele é livros é cd’s
kitchnet wc
carne fresca congelados
luxos caros
mais baratos
consolas dvd’s
amplas ruas de produtos
ali praia artigos auto
além móveis louças finas

chicletes bicicletas
nabos couves hortaliças
lingerie
farinheiras e chouriças

prateleiras a abarrotar
arrumadas em secções
o dinheiro de quem compra
a faltar

empresa tem que produzir
quer crescer
vender
só que o comprador
sente o dinheiro a mingar

minga empresa
sem vender
seca o bolso no comprador
ciclo económico a falhar

muito fica por vender
muito fica por comprar

meus olhos partem já piscos
tanta a fartura arrumada
levam o carrinho vazio
nesta economia cansada


António Esperança Pereira, Bubok Editora

segunda-feira, março 07, 2011

HINO À PRIMAVERA



Num tempo em que parece querer perder-se de novo o sentido da vida, desde a 2.ª Grande Guerra Mundial,
hoje dedico meu post no blog à PRIMAVERA.
A música lindíssima de Vivaldi e um poema meu!

É nestes tempos que melhor se entende o porquê da poesia, da música, da dança, da festa, do coração maior que qualquer poço de petróleo, do valor que a VIDA é, esse bem supremo que nos foi concedido e que não é propriedade de ninguém.
Que não se mate mais a vida!

No Médio Oriente a coisa está feia: Líbia, Tunísia, Egipto, Argélia, Palestina, etc. com solução política deveras difícil.
Pancadaria três em pipa.
Intervenção militar americana à vista?
Angola, um país lusófono, parece também dar sinais de alguma preocupação.
Dezenas de países com dificuldades básicas, regimes corruptos, líderes que parecem julgar-se os únicos cidadãos do país... populações atrasadíssimas, líderes poderosíssimos.
Países desenvolvidos da União Europeia em dificuldades inesperadas.
Entidades anónimas que ditam leis: agências de rating, wikileaks, os mercados...
A China que emerge como papão e salvador ao mesmo tempo: lá fazem-se duas coisas que os ocidentais detestam (trabalha-se muito e ganha-se pouco)
Um mundo baralhado, onde até parece fazer falta o ex-mundo dos blocos: União Soviética/Estados Unidos da América: ao menos então sabia-se quem estava por detrás de quê.
Hoje não!
Por tudo isto e porque há uma cimeira europeia importante este mês, ACORDA EUROPA!

O POEMA

HINO À PRIMAVERA

A Primavera lembra sempre tantas coisas
no meu clima temperado
o fim dos frios
o bater do dente em arrepio
as mãos engaranhadas
gorros mais chapéus bonés
enterrados nas orelhas

o aliviar da samarra camisolas
os queixumes das frieiras
do reumático
as dores do corpo
que em esforço somado a gripe
põem seres humanos carpideiras

Primavera Março azul
vão-se as chuvas e os frios
vem o sol
crescem os dias
aparecem flores
nas árvores nos prados nos quintais
na varanda da vizinha

vai-se o desgosto
clareia a vida
o sol nasce fica
mais tempo em nossa companhia

ouvem-se risos de alegria
acasalam namorados
passarinhos
que em abraços e beijinhos
fazem da vida uma elegia

flores amores e verdes prados!

se eu tivesse que escolher
um tempo de quimera
uma ilusão eterna
viva nascente pujante
excitante
adolescentemente bela

pela luz pelas flores
pelo rubor
que aumenta o sangue
a circular
pelo cheiro a férias
a verão
pelos dias a crescer
as noites a mingar
pelo riso no olhar
das raparigas
pela esperança que renasce
em cada lar…

escolheria a Primavera!


Que a Paz ( em português e nas outras línguas) triunfe sobre a guerra, divirtam-se!

António Esperança Pereira

sábado, março 05, 2011

Europa Unida


Porque é Março e faz um ano que estive em Praga.
Porque gostei de lá estar.
Porque apesar das diferenças que nos separam a nós europeus, são mais as semelhanças que partilhamos.
Porque se aproxima uma cimeira de extrema importância para Portugal, para a Europa e para o Euro.
Porque o nosso futuro, de todos os países sem excepção, só pode passar por uma Europa Unida...
fico a torcer por que os dirigentes tomem bem consciência deste projecto fantástico que se chama EUROPA UNIDA...

recordo este poema com sabor a Praga e Europa central,

do meu livro PORTUGAL PERIFÉRICO OU...O CENTRO DO MUNDO?

Europa Unida

Um violino uma flauta um piano
notas musicais nos meus ouvidos
Mozart Beethoven Bach
acordes familiares
em Março frio na Europa central

Moldava Danúbio Reno

meu coração perdido na lonjura
português tão europeu tão solidário
com este sonho ousado
continente temerário

Europa nas mãos ágeis do piano
na elegância cultural dos tocadores
no quente da sua alma apaixonada
vertida no meu coração de viajante

que a música triunfe não a guerra

fomos grandes em história separados
seremos futuro exemplar unificados

ódio saloio para quê?
orgulho tolo para quê?
desconfianças xenófobas porquê?
povos que partilham os mesmos rios
os mesmos horizontes
fartos de guerrear por pequenez
para quê?

troquem sol por nevoeiro
nuvens densas por azul claro
troquem mais noite por mais dia
e que a diversidade
norte sul poente oriente
em vez de divisão seja estandarte

como o tocador de acordes
toquemos nosso violino
nossa flauta nosso piano
façamos da Europa inteira
uma orquestra afinada
unida
sem uma única fronteira!

desejo a todos um excelente Carnaval, ao sabor da alegria do Rio de Janeiro,

António Esperança Pereira

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...