quarta-feira, fevereiro 24, 2021

"Best of" da minha poesia



Nota do autor do blog: Continuo em bom ritmo a reunir aquilo que se pode chamar de "best of" da minha poesia. Acho que é a expressão que melhor se adapta ao que estou a fazer. Embora seja uma expressão estrangeira, reflete os pequenos resumos de poemas que tento realçar num Todo. Sem complexos. Futuramente verei o que fazer desta coleção numerosa de detalhes. Com a página que hoje apresento, com formato semelhante, já tenho 230 e tal e há muito que "pedalar".

Fiquem bem,

António Esperança Pereira


…eu que era passarinho

livre

que tinha ganas de voar

parecia quantas vezes

morcego triste em noite escura

a esbarrar num espaço curto…

 

António E. Pereira

 

…espreitava pela porta

e via lá fora

um mundo de luz

imenso

que começava num pátio

e continuava pelo campo

com barulho de gente

até ao silêncio distante

do espaço…

 

António E. Pereira

 

…sentia-me feliz

a partilhar coração com coração

tristeza alegria e emoção

e lamentei o olhar triste de Jesus

quando por amor teve que morrer na cruz

eu uma pessoa pequenina disse-lhe que compreendia

eu por amor era capaz de morrer também…

 

António E. Pereira

 

…porque conheço o sofrimento

ofereci-lhe a partilha de algo de bom e feliz na minha vida

ingenuamente

algo que vertesse em rosa a sua dor

porque não é só pedir conforto e nada oferecer...

 

António E. Pereira


Nota: Podem visitar-me aqui:

Poemas deste mundo e de outro | António Esperança Pereira - Bubok

sábado, fevereiro 20, 2021

Benfica na Liga dos Campeões este sábado

 O treinador de futsal do Benfica, Joel Rocha, assumiu hoje que a equipa está "preparada" e com "enormíssima ambição" para vencer este sábado os húngaros do Berettyoujfalu e chegar aos quartos de final da Liga dos Campeões.

O treinador de futsal do Benfica, Joel Rocha, assumiu hoje que a equipa está "preparada" e com "enormíssima ambição" para vencer este sábado os húngaros do Berettyoujfalu e chegar aos quartos de final da Liga dos Campeões.© Lusa O treinador de futsal do Benfica, Joel Rocha, assumiu hoje que a equipa está "preparada" e com "enormíssima ambição" para vencer este sábado os húngaros do Berettyoujfalu e chegar aos quartos de final da Liga dos Campeões.

Joel Rocha, que falava à Benfica TV, em antevisão ao encontro com os húngaros, mostrou-se satisfeito por voltar a jogar na Luz para a 'champions', algo que não acontece desde a temporada 2009/10 [os jogos dos grupos, das eliminatórias e da 'final-four' realizam-se em pavilhões designados pela UEFA e nesse ano o Pavilhão n.º 1 do Estádio da Luz recebeu o Grupo B da 3.ª Ronda de Elite], época em que se sagrou vencedor da competição.

"Se, há 11 anos, o Benfica escreveu história, hoje, nós temos o privilégio de reescrever a história nesta competição. Que sejamos capazes de colocar em campo toda a nossa ambição, comprometimento e qualidade. Acredito que o Benfica é mais forte do ponto de vista individual e coletivo, mas também sabemos que nos jogos a eliminar nem sempre quem é mais forte acaba por ser o vencedor", afiançou.

Para Joel Rocha, o facto de ser um jogo a eliminar reveste-se de caraterísticas diferentes.

"É um jogo a eliminar, que é diferente de um jogo a pontuar. Tem a sua própria história. É um jogo onde tudo se vai decidir, mas não deixa de ser um jogo. E nós estamos prontos, estamos preparados. Estamos a encarar este jogo com enormíssima ambição. Conhecemos o nosso adversário, que, certamente, também nos conhece", garantiu.

O primeiro passo é vencer o Berettyoujfalu e só depois os 'encarnados' se concentrarão na outra fase da Liga dos Campeões.

"O objetivo é bem claro: um Benfica muito fiel à sua identidade, àquilo que tem sido a sua imagem e o seu ADN nesta época. Uma equipa feliz, alegre, muito solidária, muito comprometida, com uma forte mentalidade competitiva, e que consigamos vencer, festejar essa vitória que garante a passagem à 'final eight' e depois, cada dia por si, pensaremos num futuro próximo", concluiu.

Por sua vez, Fábio Cecílio reconhece algumas semelhanças entre o Berettyoujfalu e o Benfica, contudo, isso não lhe retira a ambição de vencer os húngaros.

"É uma equipa que também está habituada a ganhar, como nós. Sabemos que tem jogadores internacionais, tecnicamente evoluídos, e cabe-nos fazer o nosso trabalho e conquistar a vitória, que é o nosso principal objetivo", referindo-se ao ala brasileiro Diece, que representou o Benfica entre 2010 e 2013.

O Benfica recebe este sábado, às 19:00, o Berettyoujfalu, em jogo dos oitavos de final da Liga do Campeões de futsal.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira

terça-feira, fevereiro 16, 2021

Dois poemas: sono curto e renascer

 Nota do autor do blog:

Não me posso esquecer que uma das principais missões, desde a criação deste blog, é a POESIA. Já lá vão uns anitos, os quais podem ser visionados via "histórico do blog", (mais de uma dezena e meia creio) e desde sempre... muita, mesmo muita poesia consta em quase um milhão de post's. Aliás, foi esse "publicar no blog" que me levou a uma nova etapa que consistiu em editar os poemas em livros. E não só poemas. Tem sido uma tarefa árdua, pois faço tudo sozinho, mas é enorme a gratidão que se sente ao criar qualquer coisa de nosso, que passa a pertencer não só a nós próprios, mas também a quem nos lê. Às pessoas e coisas e lugares que nos inspiram.

Por isso mesmo, porque este blog continua a ter a vertente POESIA, partilho hoje mais dois poemas que constarão decerto do próximo livro. Entretanto podem visitar o link abaixo.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira





domingo, fevereiro 14, 2021

Rússia e China com milhões de vacinas e a UE não as quer?

 


Swipe News, SA vacina, laboratório, coronavirus, covid19, pandemia, investigação

Já há dez vacinas contra a covid-19 em uso ou prontas a ser usadas, das quais oito estão autorizadas e a ser administradas em pelo menos um país do mundo. Mas na União Europeia, apenas três receberam luz verde das autoridades do medicamento – a da Pfizer, a da Moderna e a da AstraZeneca. São todas de origem europeia e/ou americana, e o padrão deverá manter-se em relação às próximas vacinas a ser aprovadas pela Agência Europeia do Medicamento (EMA) – as da Johnson&Johnson e da Novavax, ambas made in USA, ambas na fase final de ensaios clínicos (fase 3), provavelmente terão luz verde das autoridades da UE antes da Sputnik V, a vacina russa que já está a ser administrada em 23 países ou territórios.

Numa altura em que o fracasso do arranque da campanha de vacinação na UE é mais do que evidente, tendo mesmo levado a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, a um inédito mea culpa, porque razão a UE insiste em olhar apenas para as vacinas ocidentais, apesar das dificuldades de produção desses fornecedores?

A decisão europeia de concentrar nas mãos da Comissão a negociação e compra conjunta das vacinas contra a covid significa que os Estados são desaconselhados de fazer negociações autónomas (mas não estão proibidos – e há quem o esteja a fazer), limitando o portfolio de vacinas na UE a, no máximo, oito fornecedores.

Três já têm luz verde:

Pfizer (600 milhões de doses) AstraZeneca (400 milhões) Moderna (160 milhões)

Três estão na fase final dos ensaios clínicos:

CureVac (405 milhões) Johnson&Johnson (400 milhões) Sanofi-GSK (300 milhões)

E outras duas, também ainda em testes, tiveram acordos preliminares de compra negociados recentemente pela UE:

Novavax (200 milhões) Valneva (60 milhões)

Tudo de origem europeia ou norte-americana. Nem sinal das quatro vacinas chinesas ou das duas russas.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira

terça-feira, fevereiro 09, 2021

Mais confinamento precisa-se.


 

Especialistas foram unânimes na reunião no Infarmed desta terça-feira ao reconhecer a necessidade de prolongar o confinamento. Dois meses será o tempo previsto para atingir níveis mais baixos de infeções e de internamentos em cuidados intensivos. Mas será preciso também o reforço da testagem. António Costa e Marta Temido já confirmaram que será esse o plano do Governo - após críticas e avisos sobre a gestão da pandemia

Foi uma reunião à distância, por videoconferência, mas talvez nunca os políticos e os peritos estiveram tão próximos na visão sobre a pandemia. Se em dezembro o Governo ignorou os alertas dos especialistas em saúde pública – que receavam o início de uma terceira vaga – e optou por aliviar as restrições no Natal, desta vez o Executivo de António Costa parece seguir à risca os conselhos dos especialistas.

Vários foram os alertas ouvidos à distância pelo primeiro-ministro (só a ministra da Saúde esteve presente na sede do Infarmed): o primeiro é que será necessário prolongar o confinamento durante dois meses para atingir níveis mais baixos de infeções e de internamentos em cuidados intensivos. Quem o disse foi Baltazar Nunes, responsável pela Unidade de Investigação Epidemiológica do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA).

Apesar de o pico de infeções já ter sido atingido a 29 de janeiro é preciso controlar a pandemia e aliviar a pressão sobre o SNS. Nesta altura, o índice de transmissibilidade (Rt) situa-se abaixo de 1 em todo o país, exceto na Madeira (1,13), o que indica uma trajetória decrescente. Mas é necessário manter o quadro de restrições durante pelo menos mais seis semanas.

"Precisamos de manter estas medidas por um período de dois meses para trazer o número de camas em cuidados intensivos abaixo dos 200 e a incidência a 14 dias abaixo dos 60 casos por 100 mil habitantes", defendeu Baltazar Nunes.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira

sexta-feira, fevereiro 05, 2021

Medicamentos de esperança para colmatar falta de vacinas

 

Falta de vacinas vira a atenção do mundo para os medicamentos de esperança no combate à covid-19

ETIENNE LAURENT/EPA

Está a ser acelerado o estudo de fármacos que podem ser eficazes em diferentes fases do tratamento da infeção desde que os países começaram a debater-se com a escassez de vacinas. A Alemanha deu o passo de comprar o cocktail tomado por Trump, considerado uma 'vacina passiva', na tentativa de encontrar alternativas aos atrasos no seu plano de vacinação

Com o mundo a debater-se com atrasos na entrega de vacinas à covid-19, a dificuldade dos laboratórios em garantir produção nos volumes e prazos acordados, a ânsia dos países em correr contra o tempo para controlar o surto e as suas novas variantes, há uma onda de interesse a ressurgir por medicamentos 'de esperança' que podem ser eficazes no tratamento da infeção nas suas diversas fases. - área que ficou mais 'esquecida' ou relegada para segundo plano desde que as nações concentraram todo o seu foco na criação de vacinas com o objetivo de controlar a pandemia.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira

domingo, janeiro 31, 2021

Joe Biden quer duplicar salário mínimo

Nota breve do autor do blog: Assim à primeira vista parece efetivamente uma proposta  demasiado avantajada do Presidente Biden. Todavia, pelas últimas práticas que vêm sendo aplicadas em termos de salários, parece que salários baixos não levam a lado nenhum.
Para não irmos mais longe, tivemos o exemplo em Portugal nos famigerados tempos da TROIKA. 
O país empobreceu com o encolher do cinto, as próprias entidades credoras afirmaram que tinham falhado.
Efetivamente, sem dinheiro a circular, designadamente nas mãos das famílias, não haverá compradores. Não havendo compradores (poder de compra) também as empresas não poderão prosperar.
Não prosperando as empresas, não haverá crescimento para elas e consequentemente para o país nem emprego para os que dele necessitam.
Em suma, e ante esta intenção de Joe Biden, parece que a política de salários baixos terá os dias contados.
Só o futuro o dirá.

 Swipe News, SA

A proposta ambiciosa do novo presidente norte-americano Joe Biden de duplicar o salário mínimo para tirar milhões de norte-americanos da pobreza já está na mesa dos legisladores, segundo a agência France Presse (AFP).

Esta medida pode revelar-se uma revolução social para os mais pobres dos Estados Unidos, adianta a agência de notícias francesa. “Mesmo antes da pandemia, o salário mínimo federal de 7,25 dólares [cerca de seis euros] por hora era economicamente e moralmente indefensável”, afirmou o democrata do Estado da Virgínia Bobby Scott, na apresentação do projeto de lei.

Embora muito popular entre a população – mesmo nas fileiras dos apoiantes republicanos – e apoiada há mais de uma década pelos sindicatos, a iniciativa esbarrou na oposição dos republicanos pressionada por lobbies de empresas que recusam custos adicionais.

“Este não é um ideal radical”, defende Bernie Sanders, um antigo candidato presidencial progressista que qualificou os 7,25 dólares por hora de “salário de fome”. “No país mais rico do mundo, quando se trabalha 40 horas por semana, não se deve viver na pobreza“, defende o senador do Vermont, que vai apresentar a proposta e espera convencer os céticos.

A crise económica causada pela pandemia afeta principalmente as pequenas empresas, especialmente o setor da restauração, que não vê com bons olhos esta proposta incluída no gigantesco plano de resgate de 1.900 mil milhões de euros (cerca de 1,6 mil milhões de euros).

O vice-presidente da Federação Nacional de Restaurantes, Sean Kennedy, saudou a proposta, até porque entende a obrigação de pagar esse salário mínimo integralmente, independentemente das gorjetas impostas aos clientes. Isso permite que os patrões paguem aos empregados apenas dois ou três dólares quando essas famosas “gorjetas” preenchem a lacuna com os 7,25 dólares, refere a AFP.

Contudo, esta medida “terá custos insuperáveis” para muitos estabelecimentos que não terão outra escolha a não ser dispensar funcionários ou fechar definitivamente as portas, prevê Kennedy.

Para a nova secretária do Tesouro, Janet Yellen, “o aumento do salário mínimo vai tirar dezenas de milhões de americanos da pobreza, ao mesmo tempo que cria oportunidades para inúmeras pequenas empresas em todo o país”. Tudo depende de como será implementado, argumentou Janet Yellen, observando que um aumento gradual – 15 dólares até 2025 – daria “tempo suficiente para se adaptarem”.

Mas o Governo Biden destaca o círculo virtuoso: pagar aos que têm salários mais baixos geraria milhões de dólares em gastos adicionais do consumidor em bens e serviços prestados por pequenas empresas.

Em 2019, 1,6 milhões de trabalhadores foram pagos com um salário igual ou inferior ao mínimo federal, ou seja, 1,9% de todos os trabalhadores pagos à hora, de acordo com o Gabinete de Estatísticas.

Uma taxa horária de 15 dólares até 2025 aumentaria os salários de 27,3 milhões de pessoas e retiraria 1,3 milhões de famílias da pobreza, estimou o Gabinete de Orçamento do Congresso. Mas estima também estima que possa resultar na perda de 1,3 milhões de postos de trabalho.

Para Gregory Daco, economista-chefe da Oxford Economics, além do impacto potencial, a proposta ilustra a mudança social que Joe Biden queria. “Isto confirma o desejo de uma administração de se concentrar mais nas desigualdades sociais e raciais que levaram a altas tensões no ano passado“, defende Gregory Daco.

A proposta será difícil de aprovar, mesmo que os democratas dominem ambas as câmaras. Bernie Sanders já mencionou o uso de um dispositivo para aprovar a lei por maioria simples.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...