sexta-feira, dezembro 08, 2017

Florbela Espanca faz anos hoje

Evocação:

Florbela Espanca, grande poetisa portuguesa, nasceu neste dia 8 de dezembro de 1894, suicidou se aos 36 anos, dia do seu aniversário e do primeiro casamento.
Dediquei-lhe há um tempo atrás um poema que publiquei e que hoje recordo:

Lembrando Florbela Espanca
Resultado de imagem para florbela espanca poemas

O cansaço aperta

o coração bate em descompasso
dói
está fraco
e os meus olhos perdem-se no espaço
tanta gente tanto abraço
"amar amar perdidamente"

na minha frente quem eu queria já fugia
pássaro veloz que endoidava
e quanto mais o olhar buscava
esta aquela e toda a gente
mais o coração sofria

que planura alentejana a tua a minha
só seca distante abandonada
e viver assim olhar a toda a volta
querer ver sentir amar chorar
meter dentro do peito o mundo
fazer amor com toda a gente
e nada ter

que liberdade fogo para nada
que nascente vertendo para dentro
regato de mel corpo mulher com tanta sede
porquê meu deus em ti um coração plantado para sofrer
porquê em mim também

dois corações tão grandes
o teu o meu
sempre pulsando
com batidas tais e tantas
e tão fortes
que só o espaço imenso da lonjura
de deserto em tanta sede
pode abafar

é noite e não sei quem sou
o que sinto o que digo
não sei o que quero
não sei onde estou
só sei que me comparo contigo
embarco no sonho
sofro sozinho
é pouco o que tenho
mas amo amo amo

precisava tanto que estivesses aqui
Alentejo cantar tempo ceifeira
espiga paixão mulher poema
para entender-me a mim e a ti.
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Fiquem bem,

António Esperança Pereira


quinta-feira, dezembro 07, 2017

Segurança reforçada nos estádios


Nosso comentário:
 
Porque é fim de semana prolongado, também porque se tem vivido intensamente o futebol, dentro e fora das fronteiras lusas...
partilho um curioso e-mail que me enviaram.
É por demais sabido que os estádios se estão a tornar sítios muito perigosos, sobre isso não restam dúvidas.
Há sempre malandros a querer estragar o espetáculo pelo que nunca se sabe o que pode acontecer a cada jogo.
Por isso mesmo as medidas que vêm sendo tomadas pelas autoridades tendem a tomar proporções nunca dantes imaginadas. 
Sem mais delongas, confiram o que digo nas imagens apresentadas.

Desejo a todos um excelente fim de semana.

António Esperança Pereira 

Admirem o cuidado, o profissionalismo e a dedicação destes elementos da polícia durante a fastidiosa tarefa de revistar a multidão à entrada deste Estádio no Uganda

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domingo, dezembro 03, 2017

Pedalando em Lisboa: Jardim Amália Rodrigues




Nosso comentário:

Uma manhã bem fria em Lisboa não constituiu impedimento para um passeio por algumas das suas belas ruas e ciclovias.
Todavia, o vento que soprava de norte obrigou-nos a fugir mais e mais da direção norte que levávamos. Fletimos para a direita e abraçamos o lado do sol que estava mais no caminho do sul. Claro que o astro rei por si só não chegava quente, não dava calor, apesar do céu estar de um perfeito azul. Mas só o dar na cara, já quebrava a sensação desconsolada do vento frio que arrefecia mais quando a sombra dos prédios apertava.
Rua após rua, avenida após avenida, o simples prazer de pedalar e de ver e olhar o que se via e se olhava, faziam esquecer essa friagem.
Mas tem que se dizer que foi o sentido dos ventos e a direção do sol quem nos guiou para rumarmos as paragens andadas e encontradas.
Quais marinheiros de antanho navegando agora em bicicletas, acossados ali, acarinhados acolá, tentando chegar a um qualquer bom porto.
Um abrigo, um descanso, um aconchego que dessem algum consolo e também paragem para retemperar forças e continuar viagem.
Aconteceu esse abrigo, esse descanso, esse aconchego, no Jardim da Amália Rodrigues bem altaneiro ao famoso Parque Eduardo VII onde por acaso decorrem já as festividades "Wonderland Lisboa".



Da autoria de Gonçalo Ribeiro Telles o Jardim Amália Rodrigues, em Lisboa, foi assim nomeado em 2000 para homenagear a fadista Amália Rodrigues. Inaugurado em 1996, faz parte integrante do projeto da ligação do Alto do Parque Eduardo VII a Monsanto por acesso pedonal e conhecido por Corredor Verde.
O seu relevo e desenho dão-lhe grande diversidade de ambientes. Possui um grande anfiteatro virado para o vale da Avenida da Liberdade e um lago circular, junto do qual se localiza um bar com esplanada.
O espelho de água é talvez o seu elemento de maior interesse e atração e no ponto mais alto do jardim existe ainda um restaurante. No jardim foram ainda colocadas duas estátuas, do escultor colombiano Fernando Botero, e do Mestre Lagoa Henriques.

Nota: Um belo jardim, uma vista sobre Lisboa excecional, pormenores deliciosos que convidam o visitante a permanecer nele. Pelo que se aconselha a quem não conheça uma escapadela ao local ou, pelo menos, a dar uma vista de olhos neste link:
https://www.guiadacidade.pt/pt/poi-jardim-amalia-rodrigues-20285

Fiquem bem
António Esperança Pereira 

sábado, dezembro 02, 2017

Piadas secas, futebóis e feriados.


Nosso comentário:

Tenho que dizer que não gosto muito do tipo de piadas que hoje divulgo. Trata-se de uma meia dúzia de piadas, ditas secas.
Sem grande piada portanto, do meu ponto de vista.
Porque as divulgo então?  
A resposta é simples.
Prometi a quem mas mandou, porque sei que o fez para me fazer rir e para me agradar, que as publicaria no blog.
Vai essa pessoa ficar surpreendida quando as vir publicadas, eu satisfeito por ter cumprido o prometido.
Ainda por cima, ajudam-me, estas "piadas secas", a esquecer uma tarde/noite de sexta-feira de Dezembro que dediquei quase exclusivamente ao futebol.
Dava o Sporting-Belenenses, também o Porto-Benfica e não resisti a gastar algumas horas do meu tempo com esses acontecimentos mediáticos. 
Também me ajudam a evitar escrever sobre  o dia de hoje - o célebre 1.º de Dezembro (feriado nacional agora reposto) - que traz à memória os cortes dos feriados e tantos outros cortes efetuados pela anterior "gestão política" de tão má memória.
Ficam por isso as "piadas secas" que ao menos não chateiam como os "maus azeites dos futebóis" e os "maus atores da política".

Fiquem bem

António Esperança Pereira 


Piadas secas

Qual é o santo padroeiro dos gordos?
São Duiche

O que faz uma hortaliça surda?
Finge couve

O que são duas cenouras a discutir?
Poluição cenoura

Porque é que a piza chora sempre nos velórios?
Porque era familiar

Que produto usa a Madona no cabelo?
Laca Virgin

Para que servem óculos verdes?
Para verde perto

terça-feira, novembro 28, 2017

Derby Porto-Benfica e o Carcavelinhos

Nosso comentário:

Estamos em vésperas de jogo grande de futebol, a realizar-se na próxima sexta-feira. Trata-se, como todos devem saber, do clássico Porto-Benfica.
Consta que o ambiente no futebol português é mauzito, pelo que há que serenar os ânimos mais destemperados e encarar estas coisas como devem ser encaradas.
Quero eu dizer que, apesar da importância deste jogo e dos outros, o futebol não acaba na sexta nem no sábado nem no natal.
Há muito futebol para além de sexta-feira e, haja o que houver, que se dê sobretudo lugar aos artistas da bola.
Dito isto, achei piada ao ter recebido via e-mail uns dois parágrafos informativos a dizerem-me que existem ou existiram outros clubes para além dos ditos "grandes". 
E na verdade existem mesmo muitos...
Ainda bem. 

Carcavelinhos Football Clube

O Carcavelinhos Football Clube foi um Clube de Lisboa, mais concretamente de Alcântara.
Fundado em 14 de Fevereiro de 1912 é extinto em 18 de Setembro de 1942 após fusão com o União Football Lisboa, dando origem ao "Atlético Clube de Portugal".

(Curioso)💗😊

Fiquem bem

António Esperança Pereira 


sábado, novembro 25, 2017

Agarre-a bem, gritei!!!


Nota do autor do blog:

Porque hoje lembrei muito a minha terra natal, porque falei muito dela, resolvi pescar uma memória recente aqui do blog, acontecida naquelas bandas. 
Escolhi uma memória que é pedagógica, pela temática que encerra, e exatamente porque é passada em lugares que me viram nascer e crescer.


Uma memória de 26.09.2015
Agarre-a bem, gritei!!!

Após uma viagem de saudade a terras nortenhas, designadamente à terra onde nasci, não resisto em partilhar um percalço que me aconteceu e que de certo modo alterou alguns planos. 
Contarei em breves palavras o percalço ocorrido a cerca de 400 quilómetros de Lisboa (onde resido) 
Serve o mesmo de aviso a todos nós que andamos nas estradas e nem sempre somos atentos e presentes naquilo que fazemos.
Aí vai: 
Aconteceu que deixei a chave do carro, que é um pequeno bloco com os comandos da ignição e das portas, fechada na mala do automóvel. Ou seja. fechei a mala com ela lá dentro.
Eu encontrava-me no distrito da Guarda, num ermo isolado sem casas nem pessoas , entre Vilar Formoso (fronteira com Espanha) e Pinhel (cidade do nordeste português)
Na circunstância, resolvi chamar o ACP (Automóvel Clube de Portugal) para me ajudar a resolver o problema.
Chave encerrada na mala, eu sem conseguir sair do local. Nada podia fazer.
Aguardei então pelo apoio que solicitara via telemóvel (cerca de uma hora) o técnico lá me encontrou na berma da estrada. 
Inteirou-se da situação e a coisa não foi fácil.
Foi com a  ajuda de umas almofadinhas insufláveis (processo que eu desconhecia) que se tentou aliviar a chapa e assim alcançar a tão desejada e indispensável chave dos comandos do carro.
Para complicar, esta encontrava-se entalada na parte superior, entre a borracha isolante e a chapa. 
Ante a dificuldade, há um momento em que o técnico, que, tal como eu, já desesperava com a delicada operação, queria optar por rebocar o carro por não querer arrombar o dito a assim danificar o veículo. 
Foi então que felizmente se deu pela localização exata da chave, tendo eu próprio visto pela fresta então aberta pelas almofadinhas, a sua parte cromada. 
"Espere, está ali". Gritei entusiasmado.
O técnico prontamente se debruçou, e com os dedos conseguiu logo agarrá-la. Aí eu, que já temia uma solução pior, voltei a berrar: 
"Agarre-a bem".
Ele assim fez e não tardou a exibi-la no ar como se de um troféu se tratasse.
A chapa não tinha amolgado, tudo estava direitinho.
Finalmente fazia-se luz no problema, aliviava-se a tensão e havia novamente carro e transporte que tivera perdido por mor do descuido de fechar a mala com a chave do carro lá dentro.
Para mim fica a lição, para os leitores, fica o aviso.
Ainda bem que há telemóveis e serviços eficientes ao automobilista em viagem.
Desejo a todos a continuação de um excelente fim de semana.

Fiquem bem

António Esperança Pereira 

quinta-feira, novembro 23, 2017

Mark Twain, ótima leitura para o FDS


UM CANDIDATO IDÓNEO


Mark Twain

TRADUÇÃO Madalena caramona
prefácio Manuel portela

O boato de que eu teria enterrado uma tia debaixo da minha videira é autêntico. A vinha precisava de adubo, a tia precisava de ser enterrada, e eu consagrei-a a este nobre propósito. Tornar-me-á isso indigno da Presidência? A Constituição não o refere.

Se a dimensão refractária da obra de Mark Twain é ainda eclipsada pelos seus textos mais famosos, este edificante conjunto de curtos ensaios, sátiras e discursos, escritos entre 1868 e 1884, vem repor a justiça no caso. Neles, Twain encarna, com humor inigualável, ora um candidato à presidência americana que revela sem embaraço o seu sórdido passado, ora um funcionário público demissionário do Comité de Conquiliologia do Senado, «vítima de uma intoxicação laboral». Parodiando a bisturi os trejeitos retóricos do discurso político (que, pasme-se, pouco mudaram em 150 anos), o autor confessa-se ainda um honrado vira-casacas, volta a demitir-se de cargos públicos e declama uma elegia pouco elogiosa a um político defunto. E despede-se, por fim, argumentando que a coerência é manifestamente sobrevalorizada – sobretudo se em nome da lealdade ao partido. Eis Mark Twain, o homem que dá o peito às balas, «conquanto que o canhão esteja vazio». Eis o candidato cuja visão das finanças é «amealhar tudo aquilo a que consiga deitar a mão». Eis um candidato idóneo, «um homem que tem por base a depravação total e que se propõe ser demoníaco até ao fim».
Mestre do humor impassível e da ironia fina, cronista insolente das imposturas e inanidades, inimigo público de dogmas e instituições americanas, Mark Twain (1835-1910) será sempre associado às façanhas de Tom Sawyer e Huckleberry Finn. Mas a sua prosa espirituosa, a erudição contagiada por coloquialismos, a graça desarmante e lapidar, surgem particularmente nítidas nos seus textos curtos – contos, crónicas e rábulas de toda a espécie. É também aí que se revela o homem profundamente politizado e subversivo – capaz de discorrer sobre impostos ou bicicletas, o sufrágio das mulheres ou a Guerra Franco-Prussiana, as elites letradas ou a invenção do telefone –, e o homem vivido do Mississípi, que foi aprendiz de tipógrafo, mineiro e jornalista antes de se tornar um dos mais férteis e engenhosos escritores de sempre.


Fiquem bem

António Esperança Pereira 
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ANTÍGONA
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Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...