segunda-feira, novembro 28, 2011

ministro troca vespa por bomba/Igreja Católica, fim de isenções fiscais

DIÁRIO DE NOTÍCIAS – Lusa
A Associação Ateísta Portuguesa (AAP) enviou hoje uma carta ao primeiro-ministro a pedir o fim das isenções fiscais da Igreja Católica, que considera "lesiva dos interesses nacionais" tendo em conta o actual contexto de crise económica.
Na carta, a que a Lusa teve acesso, a AAP solicita "a caducidade do artigo 26, que concede total isenção fiscal sobre os rendimentos e bens da ICAL [Igreja Católica Apostólica Romana] e pedir a inclusão desta confissão religiosa, por razões de equidade, no esforço fiscal a que os portugueses estão sujeitos".
Na missiva, que também foi enviada ao ministro do Estado e das Finanças, Vítor Gaspar, e aos partidos com assento parlamentar, a Associação Ateísta Portuguesa salienta que a isenção do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), nem como sobre os rendimentos da Igreja Católica, "são uma ofensa aos portugueses que sofrem as sucessivas medidas de austeridade".
A AAP "sempre considerou desnecessária a concordata assinada entre a Santa Sé e a República portuguesa (...) e acha-a lesiva dos interesses nacionais nos privilégios que confere à Igreja".
Atendendo ao actual contexto económico, em que os portugueses vão sofrer aumentos de impostos e cortes nos subsídios, estas isenções "são uma ofensa" para os "que sofrem as sucessivas medidas de austeridade".
"A isenção de impostos sobre rendimentos e bens da Igreja é um privilégio que prejudica tanto os católicos, a quem cabe sustentar o culto, como os crentes de outras religiões e os não crentes, todos sacrificados de forma mais pesada com as contribuições exigidas pelo Estado para poder isentar uma confissão religiosa", adianta a associação na carta ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.
A AAP sublinha que a posição de pedir o fim da isenção "não é um ato anticlerical", mas antes "uma acção de justiça social que a própria [Igreja] devia reivindicar".
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Nosso comentário:

Registámos a seu tempo com agrado a indignação manifestada, não sabemos se sentida, por parte da hierarquia da Igreja Católica, pelas medidas maquiavélicas deste governo contra o Povo Português.
Contra os jovens, contra os velhos, contra os trabalhadores, contra os sãos, contra os doentes, contra o Estado.

Da mesma maneira, sem que sejamos ateus, registamos hoje com igual agrado uma iniciativa da Associação Ateísta de Portugal (AAP) por enviar uma carta ao primeiro-ministro a pedir o fim das isenções fiscais da Igreja Católica.
Tais isenções fiscais, no entender da referida Associação, são lesivas dos "interesses nacionais" tendo em conta o actual contexto de crise económica.

Tal isenção de impostos sobre rendimentos e bens da Igreja, explica a AAP, "é um privilégio que prejudica tanto os católicos, a quem cabe sustentar o culto, como os crentes de outras religiões e os não crentes, todos sacrificados de forma mais pesada com as contribuições exigidas pelo Estado para poder isentar uma confissão religiosa".

Num dia em que se anuncia em título de primeira página que Mota Soares, ministro do governo em exercício, substitui Vespa por carro de 86 mil euros...(e esta hein?) Destacamos o dito ministro em cima na foto:
"O ministro Mota Soares deixa o Audi à chegada a uma cerimónia oficial na semana passada, no Hospital Amadora-Sintra."
Censurado, senhor ministro das vespas!!!

Depois é o Otelo quem está maluco!!! será?
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Fiquem bem, mas indignados por serem roubados!

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domingo, novembro 27, 2011

Uma história muito comovente


Nosso comentário:

Actual e interessante esta saída do "puto português" para o "puto espanhol" já no final da pequena história.
Aconselha-se vivamente a sua leitura!
A quem fez chegar até nós esta história bem comovente, a nossa profunda gratidão e amizade.

Vivem-se tempos em que ninguém diz coisa com coisa.
Ninguém acerta uma.
A mentira tornou-se uma prática corriqueira entre os mais cotados cidadãos.
Também a roubalheira, infelizmente vem ganhando foros de instituição.

Nós próprios começamos a ter dúvidas sobre a educação que herdámos com pergaminhos de honestidade.
Os tais mandamentos da Santa Madre Igreja!!!!!
Se alguma pequena mentira nos escapava da boca de crianças, logo nos era prometido pelo menos o Inferno.

Essa educação que recebemos dos nosso avós e pais, creio que com a melhor das intenções, começa a inquietar-me.
E assim porque fizemos o mesmo em relação aos nossos filhos.
Começo a recear que não tenha sido o melhor dos caminhos.

A moda 2011 não são os Mandamentos da Santa Madre Igreja que nos pregaram.
Os moralismos com que fomos "levados levados sim", nas instituições fascistas ou pró-fascistas.
Se esses eram tempos que causavam tibieza, timidez, contenção, medo, pelo susto que era de se pensar que só o Inferno nos esperava ao mais pequeno deslize...
Em boa verdade se diga que, os tempos que correm, são tempos de uma pouca vergonha instalada, propalada, quase instituída.

Quem não aprender a mentir, a roubar, a cobiçar o alheio, etc etc, acabará apenas pobre, honesto, sem fama nem proveito.
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Fiquem bem mas indignados por serem roubados!

António Esperança Pereira




sábado, novembro 26, 2011

Crise leva famosos a baixar cachet

Há um ano, era impensável para Rita Pereira ser a estrela de uma festa sem levar para casa cerca de três mil euros. A actriz da TVI é das mais bem pagas pelas marcas para promover os seus produtos mas, como a crise toca a todos, foi obrigada a baixar o seu cachet. A Vidas sabe que a ‘Helena' da novela ‘Remédio Santo' esteve recentemente na inauguração de um espaço que aceitou promover por 1500 euros, metade do valor que cobrava em 2010.
"A Rita foi obrigada a baixar o valor do cachet, assim como todos os famosos que fazem presenças. Este ano paga-se menos 50% do que no ano passado e, por exemplo, um actor como o Isaac Alfaiate, que nunca cobrava menos de mil euros para estar numa inauguração, agora já o faz por 500", conta uma relações-públicas, que preferiu manter no anonimato "para não estragar o negócio".

PRESENTES

Um telemóvel topo de gama, umas botas de 250 euros, relógios, roupa ou até o enxoval para os bebés são motivos suficientes para os famosos darem a cara por um evento da marca. Muitas vezes, a presença de figuras como Sofia Arruda ou Vanessa Oliveira é paga em produtos e ninguém parece incomodado com o assunto. "Há eventos em que eles não recebem dinheiro, mas sim jóias, botas ou produtos relativamente valiosos. Isso é meio caminho andado para cativar os famosos a marcar presença num determinado espaço. Há alturas em que com um produto eles conseguem receber mais do que com o seu próprio cachet".

MENOS CONVITES

"Posso dizer que há muito tempo que não faço presenças, por isso não tenho noção dos valores que se praticam agora. Mas no passado cheguei a fazer coisas tão insólitas como marcar presença num casamento de desconhecidos, no Norte, que me pagaram a mim e à Merche Romero só para lá estar. Lembro-me que, na altura, o valor era 750 euros. Havia muitos convites para discotecas e até me lembro de me terem pago para promover uma marca de construção civil", conta, bem-disposta, a então ‘menina da meteorologia' Alexandra Fernandes

Revista Vidas, Correio da Manhã
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Nosso comentário

Em dia de "grande bondade" do primeiro ministro em funções, parece que o governo não desviará como previsto as pensões dos idosos, reformados, pensionistas, coxos, marrecos, FP's...da forma prevista e anunciada.
Tanto quanto apurei, existe da sua parte uma pequena brecha de diálogo com o novo líder do PS para que a roubalheira tenha um impacto menos darwinista.
Ou seja, estará em curso uma maneira mais suave de os roubar.
De lhes levar o que a seu tempo descontaram, no caso peculiar dos reformados e pensionistas.

Assim uma espécie de lavagem do roubo!

Os FP's (funcionários públicos) é sabido que são uns capitalistas do caraças, latifundiários, grandes empresários, fiéis depositantes de elevadas quantias em offshores, merecem por isso ser condenados à penúria e à chacota por parte dos que realmente dão no duro, os que trabalham.

Aqui entra a notícia escolhida para ilustrar hoje o blog, tendo como figura de proa a conhecida e talentosa actriz Rita Pereira.
Fiquei a saber que um biscate como uma simples presença em uma festarola poderia render 3000 euros à dita actriz.
Uma ninharia!
E os presentes às famosas...reparem só no requinte dos ditos!!!

Um funcionário público dos que conheço, tipo gama média, precisa de dois meses pelo menos para auferir aquela quantia....e não lhe pagam para festarolas, mas para trabalhar, para ser acólito de políticos como o senhor primeiro ministro e outros que tais, horário de prisioneiro para cumprir, picar o ponto, etc etc.

Senhor primeiro ministro tenha dó.
Não insulte uma gente, a Função Pública, que, se de alguma coisa pecou e continua a pecar, foi e continua a ser  pelo conformismo exagerado, imposto pelos poderes conservadores das várias tutelas.
Bem comportados, cordatos, bons chefes de família.

Não sei o que pensará disto a Rita Pereira, a Merche Romero, os Cristianos Ronaldos deste país, que eu tanto admiro.
Jovens talentosos, ricos e belos, ao olharem uma velhinha, que pode ser sua mãe, a quem cortaram na reforma, que ficou sem dinheiro para medicamentos, para gastos mínimos pessoais, tenho a certeza que não hão-de deixar de sentir naquelas consciências um peso de muitos quilates.
Digo eu...
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Fiquem bem, mas indignados por serem roubados!



sexta-feira, novembro 25, 2011

Porta moedas Louis Vuitton

Alexandrina Jacinto publicou no grupo Clube dos escritores não publicados





Alexandrina Jacinto
25 de Novembro de 2011 

Vivemos um momento, que infelizmente é um momento longo e doloroso e por isso vai ser ainda mais longo...
Não vivemos guerras entre partidos...
Não vivemos a luta do Capitalismo contra o Comunismo ou vice-versa...
Não vivemos a luta pelo Sr. C em detrimento do Sr. H...
Vivemos tempos de ruptura brutal.
Estamos a partir a louça toda mesmo que para tanto nem sequer lavemos pratos...
Estamos a assistir ao enterro da célebre e tão potente e prepotente engenharia financeira da qual tantos se orgulharam na década passada...
Estamos em virtude disso a assistir ao desalento...
Estamos em desalento porque a engenharia financeira criou-nos pontes ilusórias para vidas fáceis, onde os pobres podiam viajar de avião e os remediados podiam, ainda assim, comprar uma porta moedas Louis Vuitton, talvez um porta-chaves pequenino...
Estamos perdidos entre o sonho efémero que vivemos e o abismo que se assombra aos nossos olhos...
Fomos as presas fáceis do Marketing, aquela célebre ciência, ou, técnica, que vende um Mercedes a quem não tem dinheiro para comprar uma bicicleta...
Se formos sensíveis sabemos que as vidas fáceis só o são aos olhos dos outros... porque quem está dentro do Convento é que sabe o que lá vai dentro...

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Nosso comentário

Muito interessante o texto acima, que li e retirei do Facebook, designadamente do "Clube dos Escritores não publicados" onde também estou inscrito.

Sobre o assunto muito temos também escrito, com textos e poemas publicados, só que dá sempre força ler-se o que nós próprios pensamos e escrevemos, ainda que dito de maneira diferente, ou se quiserem, por outras palavras.

Infelizmente já quase todos começamos a ter a consciência de que nada voltará a ser como dantes. A tal engenharia financeira parece definitivamente ter dado o berro.

A não ser que um qualquer milagre aconteça.
Vindo de onde?
Em boa verdade ninguém parece estar em condições de responder.

O sonho do pobre, do remediado, em coleccionar todos os telemóveis e lg's que quisesse, as pen's, os ipod's, fazer todas as viagens de sonho que uma qualquer agência de turismo divulgasse, todas as roupas e objectos de marca, etc etc, parece ter-se esfumado de vez.

Resta saber o que vem a seguir.
Sem inimigo à vista, sem rosto ou armada contra quem combater, o que vai a sociedade fazer?

Para já aceitar o dinheiro que o FMI/Troika nos vai emprestando, a dembolsarem-nos uns milhões por mês, a fiscalizarem-nos os actos como se de meninos mal comportados e marginais se tratasse.

Uns governantes a fazer o jogo deles, a executarem medrosos todas as directivas e mais algumas dos regentes de fora.
o POVO PORTUGUÊS e os outros POVOS, cada vez mais desconfiados que o estratagema actualmente posto em prática, dê resultado.

Li agora que a vizinha Espanha, que dizia pertencer a "outro campeonato" que não o de Portugal ou da Grécia, ou, ou... vai possivelmente solicitar a "ajuda" estrangeira.

E nada de refilices, de protestos, de opiniões diferentes, que a coisa está bem encaminhada, dizem-nos os do Poder...
É espantoso isto não é?
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Fiquem bem, mas indignados por serem roubados!

António Esperança Pereira






quinta-feira, novembro 24, 2011

O Diário do Professor Arnaldo - A fome nas escolas

NÃO FIQUES CALADO, SENTE-TE ANTES INDIGNADO, E FALA, SE CALHAR AO TEU LADO EXISTE ALGO IDÊNTICO, ABRE OS OLHOS E FALA....


Ontem, uma mãe lavada em lágrimas veio ter comigo à porta da escola. Que não tinha um tostão em casa, ela e o marido estão desempregados e, até ao fim do mês, tem 2 litros de leite e meia dúzia de batatas para dar aos dois filhos.
Acontece que o mais velho é meu aluno. Anda no 7.º ano, tem 12 anos mas, pela estrutura física, dir-se-ia que não tem mais de 10. Como é óbvio, fiquei chocado. Ainda lhe disse que não sou o Director de Turma do miúdo e que não podia fazer nada, a não ser alertar quem de direito, mas ela também não queria nada a não ser desabafar.
De vez em quando, dão-lhe dois ou três pães na padaria lá da beira, que ela distribui conforme pode para que os miúdos não vão de estômago vazio para a escola. Quando está completamente desesperada, como nos últimos dias, ganha coragem e recorre à instituição daqui da vila - oferecem refeições quentes aos mais necessitados. De resto, não conta a ninguém a situação em que vive, nem mesmo aos vizinhos, porque tem vergonha. Se existe pobreza envergonhada, aqui está ela em toda a sua plenitude.
Sabe que pode contar com a escola. Os miúdos têm ambos Escalão A, porque o desemprego já se prolonga há mais de um ano (quem quer duas pessoas com 45 anos de idade e habilitações ao nível da 4ª classe?). Dão-lhes o pequeno-almoço na escola e dão-lhes o almoço e o lanche. O pior é à noite e sobretudo ao fim-de-semana. Quantas vezes aquelas duas crianças foram para a cama com meio copo de leite no estômago, misturado com o sal das suas lágrimas...
Sem saber o que dizer, segureia-a pela mão e meti-lhe 10 euros no bolso. Começou por recusar, mas aceitou emocionada. Despediu-se a chorar, dizendo que tinha vindo ter comigo apenas por causa da mensagem que eu enviara na caderneta. Onde eu dizia, de forma dura, que «o seu educando não está minimamente concentrado nas aulas e, não raras vezes, deita a cabeça no tampo da mesma como se estivesse a dormir».
Aí, já não respondi. Senti-me culpado. Muito culpado por nunca ter reparado nesta situação dramática. Mas com 8 turmas e quase 200 alunos, como podia ter reparado?
É este o Portugal de sucesso dos nossos governantes. É este o Portugal dos nossos filhos.
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Nosso comentário
Divulgo o desabafo de um professor, tal como recebi.  Não vejo que comentário possa ser feito a uma situação destas em Portugal, União Europeia, Século XXI.
Que algo terá que ser feito e já, não nos restam dúvidas. Já são desgraças a mais para um país que de repente se vê confrontado como uma despromoção de 1.º a 3.º mundo.
Décadas a andar para trás porquê? com promessas de pobreza, desemprego, recessão. Porquê? Onde anda o dinheiro que por aí andava?
Onde quer ir esta Europa?
Que quer este governo/Troika fazer deste país e do seu nobre e valente POVO?
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Fiquem bem, mas indignados por serem roubados!


quarta-feira, novembro 23, 2011

Sou uma garota linda de 25 anos (Financial Times)

Saiu numa edição do Financial Times (o maior jornal sobre economia do mundo).
Uma jovem mulher enviou um e-mail para o jornal a pedir dicas sobre "como arranjar um marido rico".

Contudo, mais inacreditável que o "pedido" da rapariga, foi a resposta do editor do jornal que, muito inspirado, respondeu à mensagem, de forma muito bem fundamentada.

O sistema capitalista a funcionar no seu melhor: o capital e a carne fresca, o predador e a presa.
No caso vertente, quanto a nós, o predador saíu-se bem!!!
Vale a pena ler até ao fim.

A querm trouxe até nós esta informação bem interessante e conclusiva, em dia de vésperas de "greve geral", um sincero e amigo "obrigado"

PS. Atenção leitores, a garota da foto, serve apenas para ilustrar o presente post, não é a própria que redigiu o email...

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E-mail da rapariga:
"Sou uma garota linda (maravilhosamente linda) de 25 anos. Sou bem articulada e tenho classe. Quero casar-me com alguém que ganhe no mínimo meio milhão de dólares por ano. Há algum homem que ganhe 500 mil ou mais neste jornal, ou alguma mulher casada com alguém que ganhe isso e que possa me dar algumas dicas? Já namorei homens que ganham por volta de 200 a 250 mil, mas não consigo passar disso. E 250 mil por ano não me vão permitir morar em Central Park West. Conheço uma mulher (do meu grupo de ioga) que casou com um banqueiro e vive em Tribeca! E ela não é tão bonita quanto eu, nem é inteligente. Então, o que é que ela fez que eu não fiz? Qual a estratégia correcta? Como chego ao nível dela?"

(Raphaella S.)
Resposta do editor do jornal:


"Li a sua consulta com grande interesse, pensei cuidadosamente no seu caso e fiz uma análise da situação. Primeiramente, eu ganho mais de 500 mil por ano. Portanto, não estou a tomar o seu tempo à toa... Posto isto, considero os factos da seguinte forma: Visto da perspectiva de um homem como eu (que tenho os requisitos que procura), o que oferece é simplesmente um péssimo negócio. Eis o porquê: deixando o convencionalismo de lado, o que sugere é uma negociação simples, proposta clara, sem entrelinhas: Você entra com a beleza física e eu entro com o dinheiro. Mas há um problema. Com toda a certeza, com o tempo a sua beleza vai diminuir e um dia acabar, ao contrário do meu dinheiro que, com o tempo, continuará a aumentar. Assim, em termos económicos, você é um activo que sofre depreciação e eu sou um activo que rende dividendos. Você não somente sofre depreciação, mas sofre uma depreciação progressiva, ou seja, sempre a aumentar! Explicando, você tem 25 anos hoje e deve continuar linda pelos próximos 5 ou 10 anos, mas sempre um pouco menos a cada ano. E no futuro, quando se comparar com uma fotografia de hoje, verá que se transformou num caco. Isto é, hoje você está em 'alta', na época ideal de ser vendida, mas não de ser comprada. Usando a terminologia de Wall Street, quem a tiver hoje deve mantê-la como 'trading position' (posição para comercializar) e não como 'buy and hold' (comprar e manter), que é para o que você se oferece... Portanto, ainda em termos comerciais, casar (que é um 'buy and hold') consigo não é um bom negócio a médio/longo prazo! Mas alugá-la, sim!
Assim, em termos sociais, um negócio razoável a ponderar é, namorar.
Sem ponderar... Mas, já a ponderar e, para me certificar do quão 'articulada, com classe e maravilhosamente linda' você é, eu, na condição de provável futuro locatário dessa 'máquina', quero tão-somente fazer o que é de praxe: fazer um 'test drive' antes de fechar o negócio... podemos marcar?"
(Philip Stephens, associate editor of the Financial Times - USA)

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terça-feira, novembro 22, 2011

Para que serve uma língua

Um alemão, de visita a Portugal, procurando orientação sobre o caminho,
para o seu carro ao lado de outro com dois alentejanos dentro.
O alemão pergunta: - 'Entschuldigun, können sie Deutsch sprechen?'

Os dois alentejanos ficaram mudos.

Tentou de novo:
- 'Excusez-moi, parlez vous français?'

Os dois continuaram a olhar para ele impávidos e serenos.

- 'Prego signori, parlate italiano?'

Nada por parte dos alentejanos.

- 'Hablan ustedes español?'

Nenhuma resposta.

- 'Please, do you speak English?'

Nada. Angustiado, o alemão desiste e vai-se embora.
Um dos alentejanos vira-se para o outro e diz:

- Talvez devêssemos aprender uma língua estrangeira...


-
Mas para quê, compadre? Aquele gajo sabia cinco... e adiantou-lhe alguma coisa?
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Nosso comentário:

Moral da história, ou melhor, moral da anedota:
Ela explica em boa medida o que se passa neste mundo globalizado.
De nada vale apostar-se no hiperdesenvolvimento de uma parte do mundo deixando a outra parte subdesenvolvida.

Porque, tal como na anedota, pode acontecer a um hiperdesenvolvido (no caso um alemão) de nada lhe servir saber tanto se os outros nada souberem (no caso os alentejanos)
É o pau de dois bicos dos cortes, mais cortes, mais cortes, dos actuais iluminados governantes.
Os "cortados" acabam por nada ter para dar aos que cortam.
De nada vale a fartura se a mesma ficar a estragar-se nas prateleiras de um supermercado...
De nada valerá a cultura se nos mexermos num sítio povoado por incultos.

Talvez daí se compreenda o grito de discordância de uma voz que incomoda sempre, goste-se ou não da dita voz: a do empresário Belmiro de Azevedo.

Pois é, na verdade poupar é bom, cortar como agora se diz, mas esquece-se o paradigma imposto pela dinâmica da sociedade capitalista:
Se não se gastar, não há quem compre, quem vende desiste, fecha a porta, o desemprego cresce exponencialmente, a vida económica paraliza.

O país em vez de curar-se de uma crise, pode morrer pela dieta de emagrecimento exagerada e despropositada.
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António Esperança Pereira


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Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...