segunda-feira, novembro 14, 2011

Passa de estrela a prostituta aos 80 anos

Hilda Breer espera agora recuperar os êxitos de outro tempo

Foi uma conhecida soprano na Argentina e uma estrela das novelas venezuelanas nos anos 50, 60 e 70 do século passado, mas, aos 80 anos, Hilda Breer, tem de se prostituir na Alemanha para sobreviver.
Com uma magra pensão de 225 euros por mês, a actriz e cantora não consegue chegar ao final do mês e teve de arranjar uma alternativa para equilibrar as finanças. Em declarações ao jornal ‘Bild’, Hilda Breer explicou que, na Venezuela, “ganhou muito dinheiro, tinha três casas e sete terrenos”. A ruína aconteceu já na Alemanha, em 1980, quando deu poderes a um familiar que lhe vendeu todos os bens.
O desastre económico culminou quando a empresa fundada pela sua filha, e da qual era sócia, faliu e a actriz teve de assumir dívidas, que lhe reduziram a pensão ao mínimo. Começou, então, a trabalhar como prostituta na cidade de Colónia, depois de ver “um anúncio em que um clube procurava senhoras” e assegura que teve sucesso desde o início.
“Precisamente, os jovens queriam uma profissional mais velha. Normalmente rondam os 50 anos e, da minha idade, era a única no bordel. A maioria dos clientes eram muito amáveis”, contou Hilda, acrescentando que cobrava 140 euros por hora, dos quais 80 eram para o clube e para pagar impostos.
Acabou por deixar o clube 15 meses depois devido ao esforço físico a que estava obrigada, mas continuou a manter contacto com alguns dos clientes fixos. Hilda Breer trabalhou ainda numa linha erótica, mas sem sucesso.
A história de Hilda Breer tornou-se conhecida, depois de participar num concurso de televisão da cadeia de televisão RTL, onde espera ter uma oportunidade para recuperar a sua carreira artística como soprano, actriz, locutora de rádio e televisão.
------------------------------
Nosso comentário

Aqui está uma história de "sucesso", mais propriamente de "susexo" protagonizada na Alemanha por uma famosa sul-americana.
Pelos vistos perdeu tudo, a fama, o proveito, a fortuna material.
A braços com uma idade avançada, apenas com uma pensão de 220 euros, ousou, ainda assim, não baixar os braços, reenfrentando a vida como prostituta.

Chagas de uma sociedade livre cada vez mais doente.
Um ultraliberalismo que está a levar pela via "pacífica" àquilo que Hitler não conseguiu chegar pela força das armas.
Ou seja, uma limpeza étnica. Uma xenofobia levada ao extremo. Onde parece só caberem os "predadores".

Tive professores de direita, designadamente do CDS.
Devo confessar que nutri e nutro ainda alguma simpatia por alguns deles.
Pelo seu saber, pela verticalidade de alguns como docentes.
Penso neles, ao ler a notícia acima, uma talentosa senhora na "poderosa e rica Alemanha conservadora", com uma pensão de 220 euros, a ter que se prostituir para sobreviver.
Penso neles igualmente olhando as medidas da governação portuguesa em que colaboram.
Esses professores pertencentes ao actual designado CDS, das duas uma:

Ou eram hipócritas quando defendiam um "humanismo cristão", pensadores como Teillard de Chardin, as Encíclicas da doutrina social da Igreja, Mater et Magister, Rerum Novarum, Pacem in Terris, Populorum Progressio, etc. ou tais profs "democrata-cristãos" devem estar a contorcer-se com dores de estômago, fígado, rins, bexiga, com uma consciência pesadíssima, ao ver o seu líder actual pactuar com um regime anti-social.

As medidas actuais da governação são tão anti-sociais, de divisionismo, de fractura da sociedade, de ruptura com ideais de humanidade, de solidariedade, de equidade, que mais parece obra de um qualquer demo, não de gente que se diz do lado de Deus, da Igreja Católica, das encíclicas papais citadas.
Gente que diz defender os interesses de Portugal e do seu Povo!
Aonde?
-------------------------------------
Fiquem bem, mas indignados como eu!

António Esperança Pereira

domingo, novembro 13, 2011

BOLO REI TROIKO-PASSO


De passagem por um café pastelaria do bairro aonde moro, reparei nuns bolos rei pequeninos, muito maneirinhos.
Como tudo o que é pequeno tem graça, resolvi adquirir um mini bolo rei.
Por assim ser pequeno, logo o associei ao regime actual, à situação de empobrecimento instalada e seguida devotamente pelos actuais detentores do poder.

Resolvi ser criativo e a minha mente inventou um nome para o mini bolo rei:
BOLO REI TROIKO-PASSO.
Parece-me um nome à altura dos acontecimentos.
Merecia corte de fita e fanfarra à maneira antiga de uma qualquer faustosa inauguração presidida por Américo Tomás(que Deus lhe tenha a alma em descanso).

O preço do TROIKO-PASSO é suportável, dá para uma família matar saudades dos bolos rei que já se comeram pelo Natal.
Podem cheirá-lo, vê-lo, tirar uma migalhinha mesmo. Isto claro se não houver um familiar mais faminto que se antecipe e abocanhe o dito bolo de uma só dentada!!!

Dado este Natal estar envenenado pelas drásticas medidas impostas por quem se deve estar marimbando para festins religiosos ou dos outros, acrescento uma lenda que se conta sobre este mítico bolo da época natalícia.
Tirei o extracto que segue do "Jornal das Caldas".
--------------------------------
Não é possível falar de Natal sem falar de bolo rei, sendo quase presença obrigatória em todas as mesas da época natalícia. Este bolo está repleto de simbologia. Não é por acaso que tem forma de coroa e brilho nas suas frutas cristalizadas.
Reza a lenda que este doce representa os presentes oferecidos pelos Reis Magos ao Menino Jesus aquando do seu nascimento. A côdea simbolizava o ouro, as frutas secas e cristalizadas representavam a mirra, e o aroma do bolo assinalava o incenso.
Ainda na base do imaginário, a existência duma fava também tem a sua explicação: Quando os Reis Magos viram a Estrela de Belém que anunciava o nascimento de Cristo, disputaram entre si qual dos três teria a honra de ser o primeiro a entregar ao menino os presentes que levavam.
Como não conseguiram chegar a um acordo e com vista a acabar com a discussão, um padeiro confeccionou um bolo escondendo no interior da massa uma fava.
De seguida cada um dos três Magos do Oriente pegaria numa fatia.
O Rei Mago que tivesse a sorte de retirar a fatia contendo a fava seria o que ganharia o direito de entregar em primeiro lugar os presentes a Jesus.
O dilema ficou solucionado, embora não se saiba se foi, Gaspar, Baltazar, ou Belchior o feliz contemplado.

-----------------------------------------------
Fiquem bem, mas indignados como eu!

António Esperança Pereira

sábado, novembro 12, 2011

o sexo dos anjos/a trapeira de Job


Dia de protesto social generalizado em Portugal.
Escusamos desenvolvimentos sobre os mesmos.
A história irá escrevendo as páginas destes tempos macabros do nosso Portugal.

Nem a propósito, recebemos via email um texto com qualidade, assaz interessante da autoria de José António Barreiros.
Por isso o publicitamos no blogue.
Dado o mesmo ser um tanto extenso, limitamo-nos a colocá-lo, sem delongas em comentários.

Eis o texto da autoria de José António Barreiros:
--------------------------
A TRAPEIRA DE JOB

Isto que eu vou dizer vai parecer ridículo a muita gente.

Mas houve um tempo em que as pessoas se lembravam ainda, da época da infância, da primeira caneta de tinta permanente, da primeira bicicleta, da idade adulta, das vezes em que se comia fora, do primeiro frigorífico e do primeiro televisor, do primeiro rádio, de quando tinham ido ao estrangeiro.

Houve um tempo em que, nos lares, se aproveitava para a refeição seguinte o sobejante da refeição anterior, em que, com ovos mexidos e a carne ou peixe restante se fazia "roupa velha". Tempos em que as camisas iam a mudar o colarinho e os punhos do avesso, assim como os casacos, e se tingia a roupa usada, tempos em que se punham meias solas com protectores. Tempos em que ao mudar-se de sala se apagava a luz, tempos em que se guardava o "fatinho de ver a Deus e à sua Joana".

E não era só no Portugal da mesquinhez salazarista. Na Inglaterra dos Lordes, na França dos Luíses, a regra era esta. Em 1945 passava-se fome na Europa, a guerra matara milhões e arrasara tudo quanto a selvajaria humana pode arrasar.

Houve tempos em que se produzia o que se comia e se exportava. Em que o País tinha uma frota de marinha mercante, fábricas, vinhas, searas.

Veio depois o admirável mundo novo do crédito. Os novos pais tinham como filhos, uns pivetes tiranos, exigindo malcriadamente o último modelo de mil e um gadgets e seus consumíveis, porque os filhos dos outros também tinham. Pais que se enforcavam por carrões de brutal cilindrada para os encravaram no lodo do trânsito e mostrarem que tinham aquela extensão motorizada da sua potência genital. Passou a ser tempo de gente em que era questão de pedigree viver no condomínio fechado e sobretudo dizê-lo, em que luxuosas revistas instigavam em couché os feios a serem bonitos, à conta de spas e de marcas, assim se visse a etiqueta, em que a beautiful people era o símbolo de status como a língua nos cães para a sua raça.

Foram anos em que o campo tornou-se num imenso ressort de turismo de habitação, as cidades uma festa permanente, entre o coktail party e a rave. Houve quem pensasse até que um dia os serviços seriam o único emprego futuro ou com futuro.

O país que produzia o que comíamos ficou para os labregos dos pais e primos parolos, de quem os citadinos se envergonhavam, salvo quando regressavam à cidade dos fins de semana com a mala do carro atulhada do que não lhes custara a cavar e às vezes nem obrigado.

O país que produzia o que se podia transaccionar esse ficou com o operariado da ferrugem, empacotados como gado em dormitórios e que os víamos chegar, mortos de sono logo à hora de acordarem, as casas verdadeiras bombas relógio de raiva contida, descarregada nos cônjuges, nos filhos, na idiotização que a TV tornou negócio.

Sob o oásis dos edifícios em vidro, miragem de cristal, vivia o mundo subterrâneo de quantos aguentaram isto enquanto puderam, a sub-gente. Os intelectuais burgueses teorizavam, ganzados de alucinação, que o conceito de classes sociais tinha desaparecido. A teoria geral dos sistemas supunha que o real era apenas uma noção, a teoria da informação, substituía os cavalos-força da maquinaria pelos megabytes de RAM da computação universal. Um dia os computadores tudo fariam, o ser humano tornava-se um acidente no barro de um oleiro velho e tresloucado, que caído do Céu, morrera pregado a dois paus, e que julgava chamar-se Deus, confundindo-se com o seu filho e mais uma trinitária pomba.

Ás tantas os da cidade começaram a notar que não havia portugueses a servir à mesa, porque estávamos a importar brasileiros, que não havia portugueses nas obras, porque estávamos a importar negros e eslavos.

A chegada das lojas dos trezentos já era alarme de que se estava a viver de pexibeque, mas a folia continuava. A essas sucedeu a vaga das lojas chinesas, porque já só havia para comprar «balato». Mas o festim prosseguia e à sexta-feira as filas de trânsito em Lisboa eram o caos e até ao dia quinze os táxis não tinham mãos a medir.

Fora disto os ricos, os muito ricos, viram chegar os novos ricos. O ganhão alentejano viu sumir o velho latifundário absentista pelo novo turista absentista com o mesmo monte mais a piscina e seus amigos, intelectuais claro, e sempre pela reforma agrária e vai um uísque de malte, sempre ao lado do povo e já leu o New Yorker?

A agiotagem financeira essa ululava. Viviam do tempo, exploravam o tempo, do tempo que só ao tal Deus pertencia mas, esse, Nietzsche encontrara-o morto em Auschwitz. Veio o crédito ao consumo, a conta-ordenado, veio tudo quanto pudesse ser o ter sem pagar. Porque nenhum banco quer que lhe devolvam o capital mutuado quer é esticar ao máximo o lucro que esse capital rende.

Aguilhoando pela publicidade enganosa os bois que somos nós todos, os bancos instigavam à compra, ao leasing, ao renting ao seja como for desde que tenha e já, ao cartão, ao descoberto autorizado.

Tudo quanto era vedeta deu a cara, sendo actor, as pernas, sendo futebolista, ou o que vocês sabem, sendo o que vocês adivinham, para aconselhar-nos a ir àquele balcão bancário buscar dinheiro, vender-mo-nos ao dinheiro, enforcar-mo-nos na figueira infernal do dinheiro. Satanás ria. O Inferno começava na terra.

Claro que os da política do poder, que vivem no pau de sebo perpétuo do fazear arrear, puxando-os pelos fundilhos, quantos treparam para o poder, querem a canalha contente. E o circo do consumo, a palhaçada do crédito servia-os. Com isso comprávamos os plasmas mamutes onde eles vendiam à noite propaganda governamental, e nos intervalos, imbelicidades e telefofocadas que entre a oligofrenia e a debilidade mental a diferença é nula. E contentes, cretinamente contentinhos, os portugueses tinham como tema de conversa a telenovela da noite, o jogo de futebol do dia e da noite e os comentários políticos dos "analistas" que poupavam os nossos miolos de pensarem, pensando por nós.

Estamos nisto.

Este fim de semana a Grécia pode cair. Com ela a Europa.

Que interessa? O Império Romano já caiu também e o mundo não acabou. Nessa altura em Bizâncio discutia-se o sexo dos anjos. Talvez porque Deus se tivesse distraído com a questão teológica, talvez porque o Diabo tenha ganho aos dados a alma do pobre Job na sua trapeira. O Job que somos grande parte de nós.

José António Barreiros
--------------------------------------------
Fiquem bem, mas indignados como eu!

António Esperança Pereira

sexta-feira, novembro 11, 2011

"Aranjuez" sim "Troikismo" não!


César Mesa - Aranjuez
Musical Producer: Rogelio Azcárate Fernández
http://www.cesarmesa.com

Imágenes Jardines Aranjuez propiedad de:
Nicolas Yuste Sanchez (http://WWW.BODASHD.TK)

--------------------------------------

Letra / Lyrics:

Aranjuez,
Un lugar de
ensuenos y de amor
Donde u rumor de fuentes
de cristal
En el jardin parece hablar
En voz baja a las rosas

Aranjuez,
Hoy las hojas secas sin color
Que barre el viento
Son recuerdos del romance
Que una vez
Juntos empezamos tu y yo
Y sin razon olvidamos

Quiza ese amor escondido este
En un atardecer
En la brisa o en la flor
Esperando tu regreso

Aranjuez,
Hoy las hojas secas sin color
Que barre el viento
Son recuerdos del romace
Que una vez
Juntos empezamos tu y yo
Y sin razon olvidamos

En Aranjuez, amor
Tu y yo
-----------------------------------------
Nosso comentário

César Mesa, uma voz de Espanha que muito me apraz divulgar.
Uma voz nascida em Saragoça, onde por acaso em tempos me perdi.
Era Agosto e fazia então muito calor mesmo nessa grande cidade do país vizinho.

César Mesa é um simpático cantor, talentoso, que tem tido a amabilidade de me dar conta do que vai fazendo via email.
Tenho suas músicas que guardo e ouço com todo o prazer.
Obrigado César Mesa.

Deixo esta canção "Aranjuez" que tem sido interpretada por tantas estrelas da música.
Sempre me encantou e encanta até às lágrimas!!!
Ponho assim algum romantismo na ultra loucura disseminada pelo mundo dos números.
A loucura dos ladrões sem rosto(???) e seus acólitos.

Ao menos por momentos que se lixem os subsídios de férias, de Natal, que os engulam e tenham uma enorme indigestão de tanta e tão cega roubalheira.
Que ao menos me não tirem a alma, nem a mim nem aos que a prezam mais que a tudo!
-----------------------------------------
Fiquem bem, mas indignados como eu. A injustiça dói muito!

António Esperança Pereira


quinta-feira, novembro 10, 2011

Bispos temem fim da democracia


Conferência Episcopal Portuguesa é liderada por D. José Policarpo

Mensagem final da Conferência Episcopal Portuguesa

Os bispos portugueses temem que “sombrios jogos de capital” coloquem em causa a democracia, em Portugal e na Europa.
Na mensagem final da 178.ª Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa, que teve lugar em Fátima, os prelados lembram a importância da solidariedade nos tempos actuais, que consideram de elevada perigosidade.

"É cada vez mais claro que a política internacional não pode reduzir-se, nem muito menos submeter-se, a obscuros jogos de capital que fariam desaparecer a própria democracia", lê-se no texto final da reunião magna dos bispos portugueses.

Nesta nota, os prelados condenam a a sujeição da vida ao capital e os males da especulação financeira.
Diizem os bispos que, "excessiva especulação financeira e pouca consistência económica somaram-se negativamente e tanto nos enfraqueceram internamente como nos prejudicaram internacionalmente", alertando sempre para o facto de uma ditadura do capital conduzir inevitavelmente a ditaduras políticas.

"Nem podemos abster-nos da vida democrática, nem devemos cair nas mãos de novos senhores sem rosto.
Também aqui se há-de respeitar a verdade, condição básica da justiça e da paz", acrescentam.
-------------------------------------------------------------------------------------
Nosso comentário

Li as palavras da mensagem final da Conferência Episcopal Portuguesa, gostei.
Não nos vamos debruçar sobre quem é quem, se este bispo é assim ou assado, aquele outro é melhor ou pior.
Apenas olho, leio este texto e assentam-me bem as palavras nele pronunciadas.
Gosto de louvar o que deve ser louvado.
Não só criticar por criticar.

São palavras que fazem a síntese de muito do que todos vimos sentindo há algum tempo.
Jogos de capital obscuros, povos com pessoas sem entenderem nada do que se passa.
As pessoas, que é quem mais interessa, postas umas contra as outras por políticas erradas e divisionistas.
É um tempo de união não de divisão.
Todos deveriam pagar, que é como dizer, enfrentar a situação/crise criada pelos "obscuros jogos do capital" .
Não serem só alguns a pagar.

Os políticos no poder pensam de maneira diferente, querem à viva força sacrificar uns a favor de outros.
Os beneficiários são os tais, os que estão ligados aos "obscuros jogos do capital".
Por assim procederem, sofrerão as consequências da revolta que irão gerar com as "suas sábias medidas".
Isto mesmo ouvi dizer a um insuspeito membro do PSD, de nome Rui Rio, Presidente da Câmara do Porto.

O líder actual do PS já vem ajudar à festa da governação com o seu bombo,
passando um cheque em branco ao governo sobre um roubo menor aos FP e pensionistas.
Roube-se menos ou mais, em boa verdade lhes digo, não deixarão de ser acusados de roubo.
Agora e sempre!!!
Porque, todos sabemos haver outras maneiras de partilhar sacrifícios:
há a do dr. Rui Rio, há a dos offshores, a das grandes fortunas que ficam à margem dos sacrifícios, a do Bloco de Esquerda, etc etc.

Ausência de imaginação e competência, mais nada.
Depois não se queixem senhores governantes se ouvirem muita gente por aí afirmar,
que o "jogo do capital sem rosto" como lhe chama a Conferência Episcopal, tem o vosso rosto...
Por fim registo duas afirmações contidas na Mensagem Final da Conferência Episcopal, que subscrevo:

"Excessiva especulação financeira e pouca consistência económica somaram-se negativamente e tanto nos enfraqueceram internamente como nos prejudicaram internacionalmente", alertando para o facto de uma ditadura do capital conduzir inevitavelmente a ditaduras políticas.

"Nem podemos abster-nos da vida democrática, nem devemos cair nas mãos de novos senhores sem rosto"
----------------------------------------------------------------
Fiquem bem, mas indignados como eu. A injustiça dói muito!

António Esperança Pereira

quarta-feira, novembro 09, 2011

Sofreu um AVC, quando acordou... era gay!


Chris Birch tinha 19 anos, jogava râguebi numa equipa amadora e estava noivo. Mas tudo mudou depois de sofrer um AVC.

O acidente aconteceu durante uma brincadeira com os amigos. Uma tentativa de fazer um mortal correu mal e o britânico acabou com o pescoço partido, desencadeando um AVC. A recuperação foi rápida mas a vida do jovem nunca mais foi a mesma.

“Quando acordei era gay e ainda sou. Parece estranho mas quando recuperei os sentidos senti-me imediatamente diferente. Não estava interessado em mulheres! Mas nunca me tinha sentido atraído por homens, nem sequer tinha amigos gay”, conta Birch.

Antes do acidente, acompanhava os amigos nas idas aos bares para beber e ver futebol. Hoje revela que após o acidente "passou a odiar tudo, não se dava com os amigos, odiava desporto e o emprego”.

E Chris Birch não tardou a deixar para trás tudo o que o incomodava. Demitiu-se do emprego num banco, acabou o relacionamento com a namorada e renovou o seu look. Desde então, o inglês perdeu 50 kg e começou uma carreira como cabeleireiro.

“Passei a ter mais orgulho na minha aparência, pintei o cabelo e comecei a ir ao ginásio. Era um skinhead de 120 kg e agora sou um homem esbelto de 70 kg”, confessa Birch.

A situação poderá não ser tão estranha quanto parece, revela um neurologista. E explica que durante um AVC, o fluxo sanguíneo fica impedido de chegar a certas partes do cérebro, matando células. O cérebro entra então num processo de recuperação que poderá criar ligações em zonas até aí não estimuladas.

“Não se pode dizer ao certo se foi o AVC que tornou o Chris gay, ou se ele já era gay e não o sabia, mas de qualquer maneira, trata-se de uma experiência positiva para ele”, argumenta o neurologista.

O caso de Chris Birch não é único. Um inglês que também sofreu um AVC recuperou e apercebeu-se que, de um momento para o outro, era capaz de pintar e desenhar com grande perícia, algo que até então lhe era completamente estranho.
--------------------------------------------------------------------------
Nosso comentário

A notícia supra vem do Reino Unido.
Nisso não há novidade já que o UK nos habituou desde sempre a ser uma fonte inesgotável de notícias sensasionalistas.
É todavia uma notícia curiosa, sobre um tal Chris Birch, de 19 aanos.
O rapaz era jogador de râguebi e estava noivo.
Parece que uma tentativa de fazer um salto mortal correu mal e acabou com o pescoço partido, o que desencadeou um AVC.
Pode dizer-se que tal cambalhota mudou a vida de Chris Birch.

Depois do evento trágico, aos nossos olhos, deixou o desporto, os amigos, o emprego num banco, a namorada, tornando-se cabeleireiro.
Emagreseu 50 quilos, pelo que os 120 quilos que pesava antes do acidente passaram a 70.
É um caso em que uma tragédia vira uma possibilidade, um renascer.
O Chris é hoje um jovem esbelto e... fez a sensacional descoberta que é gay.
Nem ele nem o neurologista ousam afirmar se já seria gay antes da cambalhota, ou se passou a ser com o AVC desencadeado por ela.

Para os leitores, especialmente para os que receiem descobrir uma nova faceta das suas vidas, eu aconselharia que evitem ao máximo as cambalhotas.

Numa altura em que a selecção de futebol do "país da troika" vai defrontar a Bósnia, dois alertas aos atletas:
Primeiro, porque, ao que parece, os Bósnios estão atiçados como o caraças.
Tal facto pode obrigar a fugas menos ortodoxas, do tipo salto mortal como o jovem Birch.
Depois pode acontecer o AVC e a descoberta fatal: "SOU GAY"
Isto pelos vistos pode suceder ao atleta mais raçudo do plantel. O Birch jogava râguebi e pesava 120 quilos, não se esqueçam!

Segundo, porque dadas as confusões aparecidas com Carvalhos, Bosingwa's, Alan's, outros que tais, o ambiente é denso e propício a empurrões de toda a ordem.
Nunca se sabe quem será a próxima vítima nesta selecção da troika em crise evidente de identidade grupal e nacional.

Uma palavrinha particular para o Alan (jogador do Braga)
Acredite que o admirava como jogador e continuarei a admirá-lo. Tem arte e dá nas vistas na equipa minhota.
Esteve mal nas suas afirmações de complexos racistas. Podem ser só feridas suas não curadas. Todos as temos.
Se for só isso está desculpado. Até poderia andar à estalada com o Javi Garcia se este o ofendeu.
Agora...
se o que disse, o disse a mando de terceiros, ou por preconceitos africanistas, não tem o meu aplauso.
Neste último caso, basta reparar para a sociedade no seu todo: em termos de cor Alan, isto mais parece um arco-íris!!!!!!!!!!!!

O Benfica deveria agradecer-lhe o piropo que lhe endereçou ao afirmar que o clube teria 70% de negros como adeptos.
Acredite, foi o maior elogio ao Benfica que já ouvi.
Quem tinha dúvidas de que esse clube era o maior do mundo, com essa sua afirmação, desvaneceram-se de vez.
É que, se somar a esses 70% de negros, todos os adeptos de todas as outras raças, o Benfica é capaz mesmo de ser o maior!!!!
-----------------------------------------------------------------
Fiquem bem, mas indignados como eu. A injustiça dói muito!

António Esperança Pereira





terça-feira, novembro 08, 2011

Portugueses: Rir à gargalhada alivia a dor!


Segundo um estudo da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, rir às gargalhadas leva o corpo a libertar endorfinas, substâncias químicas que reduzem a dor, que atuam como analgésico natural.

O estudo consistiu em experiências dolorosas colocadas a voluntários, como colocar um saco de gelo sobre o braço, para medir o máximo de tempo que aguentavam. Enquanto uns assistiam a um vídeo cómico, outros assistiam a um vídeo entediante. Os resultados revelaram, que os voluntários que assistiam ao vídeo cómico conseguiam suportar até mais dez por cento de dor do que os outros.

O coordenador do estudo, Robin Dunbar, explicou à BBC que uma gargalhada liberta endorfina, o que causa a sensação de euforia e pode atuar como analgésico. Explicou ainda, que “é o esvaziamento dos pulmões que causa o efeito”.

Se rir à gargalhada é o melhor remédio porquê ir à farmácia?
---------------------------------------------------------------------------
Nosso comentário

Aí está uma solução interessante para os portugueses.
Não sei se a ideia foi já importada com essa finalidade pelos poderes instalados.
Na verdade, para um povo que está já a passar por alguma dor aguda, sendo sabido e apregoado que o pior ainda está para vir...
estas gargalhadas estrondosas poderiam não só aliviar a dor como incutir no povo um outro analgésico.

Já tínhamos a bola, o fado, as touradas.
Depois apareceram as telenovelas, a "casa dos segredos", os concursos pirosos, ainda a elite de psd's no pico da honestidade pessoal,
a lavarem-nos diariamente o cérebro nas televisões...
agora surge esta ideia mais que apropriada e higiénica para lavar ideias e curar dores bem agudas:
A GARGALHADA

Bem pode o pessoal queixar-se em manif's com punho ou sem punho, com foice e martelo ou sem foice e martelo,
que as gargalhadas irão ser tais e tantas que abafarão qualquer protesto por mais veemente que seja.
Qualquer grito no meio de milhares de gargalhadas nunca se ouvirá.

Com esta receita da gargalhada, morreremos todos a rir sem dar conta.
O que, dado o empobrecimento anunciado em deprimente recessão, com duração de pelo menos 10 anos...
é o que diz a poderosa Alemanha,
até que será um mal menor.

Por isso, aos políticos e sindicalistas, aos activistas, aos homens de boa vontade, aos que pensam que podem fazer um outro 25 de Abril,
a todos os que ainda tentam à moda antiga apelar ao protesto contra os cortes e roubos nos dinheiros dos cidadãos,
aos que tentam apelar a uma política mais justa, equitativa, a um maior respeito por quem trabalha,
por quem tem atrás de si uma vida de luta e sacrifícios...
que se calem de vez.

Não vale a pena incomodarem-se.
No meio de uma GARGALHADA GERAL, de nada vai valer berrar verdades.
No final de contas o que eles querem é que uns morram e outros emigrem.
Só ficarão mesmo por aí, no país PORTUGAL, supostamente de todos os portugueses, AS PRESAS E OS PREDADORES!
---------------------------------------------------------------------------
Fiquem bem, mas indignados como eu. A injustiça dói muito!

António Esperança Pereira


Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...