quinta-feira, novembro 12, 2020

Impacto de 1.666 milhões no combate à pandemia

 


As medidas de combate à covid-19 vão ter um impacto de 1.666 milhões de euros na receita do Estado em 2020, segundo a apreciação final da proposta de Orçamento do Estado para 2021 feito pela UTAO.

"No ano de 2020 as medidas de política Covid-19 têm um efeito direto estimado de --1.666 M€ [milhões de euros] na cobrança de receita, repartido entre a receita contributiva (--549 M€) e a receita fiscal (--1.117 M€)", pode ler-se no documento da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) relativo à proposta de lei do Governo para Orçamento do Estado de 2021 (OE2021) a que a Lusa teve hoje acesso.

Segundo os técnicos que dão apoio aos deputados da Comissão de Orçamento e Finanças (COF) do parlamento, em 2020 "as principais medidas de política com incidência na receita consistiram no adiamento de obrigações fiscais e contributivas e na suspensão temporária da obrigação de pagamento de contribuições sociais para empresas e trabalhadores independentes".

"A suspensão de pagamentos por conta de IRC, estimada em -1.150 M€, constitui a medida de maior impacto na receita, incidindo sobre a componente fiscal", pode ler-se no relatório, que refere ainda que a quebra no lado contributivo é refletida pela "isenção temporária de pagamento da Taxa Social Única".

Já em 2021, "prevê-se um impacto de +1.742 M€, do qual +1.112 M€ respeitam aos efeitos das medidas legisladas em 2020 e +630 M€ às novas medidas previstas" na proposta de OE2021.

A recuperação da receita adiada em 2020, no valor de 1.150 M€, "constitui o principal determinante do efeito positivo proveniente de medidas aplicadas em 2020; em 2021, como novas medidas, "destaca-se a previsão de recebimento de receita comunitário no âmbito da iniciativa europeia REACT para financiamento das medidas de despesa covid-19".

Segundo a unidade liderada por Rui Nuno Baleiras, em 2021 "a recuperação da receita fiscal adiada em 2020 deverá beneficiar a cobrança, superando os impactos negativos das restantes medidas".

Já o impacto das novas medidas de 2021, de 630 M€, "resulta dos efeitos de sinal contrário do aumento previsional das transferências comunitárias no âmbito da iniciativa REACT (+1.018 M€) e das medidas de redução da receita fiscal (--387 M€)".

Fiquem bem,

António Esperança Pereira


sábado, novembro 07, 2020

Estado solidário


Nota do autor do blog:

Partilho hoje aqui no blog uma pequena amostra do trabalho que me propus fazer. Já me perguntaram que tipo de excertos de poemas, que "best of" eu andava a "cozinhar".

Pois bem, na dificuldade de explicar, porque também não sei, resolvi dar alguns exemplos, cuidando ser essa a melhor explicação.

Deixo pois alguns excertos de um poema "Estado Solidário", do meu livro "Portugal Periférico ou...o Centro do Mundo" decomposto em mensagens, digamos assim. Ficam curtas, não maçam o leitor e podem ser divulgadas de variadíssimas maneiras.

Terei que descobrir quais essas maneiras de divulgar as mensagens. Para além das maneiras mais clássicas, se alguém tiver outras, agradeço sugestões.

O livro que cito atrás e de onde são tiradas estas mensagens pode ser visto neste link: 

https://www.bubok.pt/livros/2158/PORTUGAL-PERIFERICO-OUO-CENTRO-DO-MUNDO

Obrigado pela atenção.

AEP/

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…que o Estado seja solidário

que puxe para cima

o carente o necessitado

o que na curva descendente

do sucesso

ficou desanimado…

 

António E. Pereira

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que ninguém fique sem cheta

ou tenha que entregar a sorte

a qualquer falso profeta.

 

António E. Pereira

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…o mundo andou experimentou

já percebeu

liberdade sem apoio é solidão

pois então que ela seja protegida

que não se perca tão grande bem

por ingenuidade…

 

António E. Pereira

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…incentive-se o invento a coisa nova

que se prospere

na inovação

impedindo o abuso a corrupção.

 

António E. Pereira

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…um país esclarecido

no presente

não deixa ninguém sem solução.

 

António E. Pereira

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quarta-feira, novembro 04, 2020

O que muda nas inspeções periódicas obrigatórias


Há novidades no que toca às inspeções periódicas obrigatórias e a limpeza é um dos pontos de significativa importância, já que a acumulação de sujidade pode impedir uma boa visualização de vários componentes. Mas também vão surgir alterações no histórico das deficiências dos veículos, entre outros.

Confira no vídeo


Fiquem bem,

António Esperança Pereira

domingo, novembro 01, 2020

Não se esqueça das restrições até dia 3 de Novembro...

 


Entre as 00h00 de sexta-feira, dia 30 de outubro, e as 06h00 de terça-feira, dia 3 de novembro, há restrições à circulação entre concelhos. No entanto, tal como se verificou na Páscoa, há exceções a ter em conta. Por exemplo, estão autorizadas deslocações para eventos culturais, mas apenas se for nos concelhos limítrofes do da sua residência. Vai ser necessário apresentar comprovativo para ir trabalhar e desde esta semana tornou-se obrigatório o uso de máscara na rua quando não for possível garantir o distanciamento físico. Conheça as regras para este período de restrições nas deslocações:

Declaração para ir trabalhar?

Tudo vai depender do local onde trabalha. Se trabalha na área de residência, não é necessária declaração, pois não há deslocação entre concelhos. Já se trabalha num concelho limítrofe ou dentro da área metropolitana, apenas basta, segundo o Governo, prestar “declaração, sob compromisso de honra” para poder passar. Se nenhuma das situações anteriores é o seu caso, então terá mesmo de requisitar uma declaração à entidade empregadora para poder circular. Esta obrigatoriedade já tinha sido imposta na Páscoa, período que coincidiu com o confinamento. Nos próximos dias, a fiscalização vai ser feita pelas forças de segurança, não estando, no entanto, previsto o reforço de meios, segundo o Ministério da Administração Interna.

Passar de concelho para ver um espetáculo?

Sim, essa hipótese está contemplada, mas tudo vai depender do local de residência e do local do evento. Estas deslocações são de facto uma das exceções previstas pela resolução do Conselho de Ministros, mas tem limites. Segundo o Governo, pode deslocar-se para assistir a espetáculos culturais “se a deslocação se realizar entre concelhos limítrofes ao da residência habitual ou na mesma Área Metropolitana”. Isto quer dizer que, por exemplo, não pode ir de Portalegre para ir ver um concerto em Lisboa, ou de Braga para o Porto. Ainda assim, tem de apresentar o bilhete adquirido para o espetáculo como comprovativo para a deslocação. Estas limitações já levaram alguns artistas a alterar datas de concertos.

Fim de semana num hotel?

De novo a limitação de só poder circular caso o hotel fique na sua área de residência, que é praticamente o mesmo que dizer que todas as reservas de hotéis devem ser anuladas. Estas reservas não foram incluídas nas exceções previstas pela resolução do Conselho de Ministros.

Ir às aulas?

Sim, frequentar as aulas em concelhos diferentes do da área de residência é uma das exceções previstas. E os acompanhantes também estão autorizados a deslocar-se. Por exemplo, os pais podem levar os filhos menores à escola, mesmo que o estabelecimento de ensino fique fora da área de residência. Diz a resolução que são permitidas “as deslocações de menores e seus acompanhantes para estabelecimentos escolares, creches e atividades de tempos livres, bem como as deslocações de estudantes para instituições de ensino superior ou outros estabelecimentos escolares”. Autorizadas estão também as deslocações para a frequência de formação e realização de provas e exames. Mas aqui não há referências à obrigatoriedade de comprovativo da instituição de ensino superior para poder circular entre diferentes cidades do país.

Fronteiras encerradas?

Não, pois esta é outra exceção. A proibição de circulação entre as 00h00 de 30 de outubro e as 06h00 de 3 de novembro não contempla as viagens necessárias para chegar ao aeroporto, para sair do território nacional. Quanto às fronteiras terrestres, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, afirmou que as fronteiras com Espanha não vão ser fechadas durante os dias de restrição à circulação entre concelhos. No entanto, para aqueles que estão a pensar viajar para Portugal ou têm já viagem marcada, Eduardo Cabrita deixou o alerta: “O que consta desta resolução de Conselho de Ministros que entrará em vigor na sexta-feira é que os cidadãos não residentes deverão vir a Portugal apenas e exclusivamente para este quadro de circulação autorizado: trabalho, assistência de saúde e estudar, se for caso disso”.

Ir ao centro de dia?

Sim. A resolução do Governo prevê a deslocação de utentes e acompanhantes para os centros de atividades ocupacionais e para os centros de dia. Por isso, se o concelho de residência do utente não for o mesmo do centro de dia, a deslocação não está proibida. De novo fica omisso a necessidade de ter um comprovativo para a deslocação, assim como sobre a deslocação a consultas em hospitais fora do concelho de residência. 

Ir à conservatória?

Sim, mas apenas se provar que a marcação já estava feita. A ordem do Conselho de Ministros autoriza “deslocações para participação em atos processuais junto das entidades judiciárias ou em atos da competência de notários, advogados, solicitadores, conservadores e oficiais de registos, bem como para atendimento em serviços públicos”.

Quem está dispensado de declaração?

Profissionais de saúde e outros trabalhadores da área da saúde e de apoio social, professores e pessoal não docente dos estabelecimentos de ensino, agentes da Proteção Civil, forças de segurança, militares, inspetores da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), titulares de cargos políticos, magistrados e dirigentes dos partidos políticos com representação na Assembleia da República. 


Fiquem bem,

António Esperança Pereira



terça-feira, outubro 27, 2020

Portagens mais baratas em janeiro

 

Imagem retirada ao acaso da Internet


O Governo aprovou, em Conselho de Ministros, esta quinta-feira, o plano de descontos para as ex-scut, com efeitos a partir de 1 de janeiro de 2021. Avançam finalmente as anunciadas reduções que visam beneficiar os que moram ou trabalham no interior, que estavam primeiro previstas para julho deste ano, mas que devido à pandemia foram adiadas. 

No final do Conselho de Ministros, a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, revelou que os veículos das classes 1 e 2 vão ter um desconto de 25% "a partir do oitavo dia de circulação num mês", quantidade de utilização após a qual saem beneficiadas "todas as passagens". A ministra revelou ainda que as passagens poderão ser "seguidas ou interpoladas". Para aceder ao desconto, Ana Abrunhosa afirmou que é apenas necessário dispor de um "dispositivo eletrónico".

Mas nem todas as vias, ou o percurso total de cada via, vai permitir ter o desconto. Segundo se lê no comunicado do Conselho de Ministros, "este desconto vai incidir sobre determinados lanços ou sublanços de 10 vias: A22 – Algarve; A23 – IP; A23 – Beira Interior; A24 – Interior Norte; A25 – Beiras Litoral e Alta; A28 – Norte Litoral; A4 – Subconcessão AE transmontana; A4 – Túnel do Marão; A13 e A13-1 - Subconcessão do Pinhal Interior."

Também são reforçados os já existentes descontos aplicados a veículos de transporte de mercadorias. Se atualmente tinham 30% de desconto na utilização diurna e 50% na utilização noturna, passam agora a ter 35% e 55%, respetivamente. O desconto de 55% abrange também os fins de semana e feriados.

Novidade é ainda a inclusão do transporte de passageiros neste tipo de descontos para "incentivar o uso de transporte coletivo". Segundo o mesmo comunicado, "Os lanços ou sublanços abrangidos para transportes de mercadorias e de passageiros incluem-se nas 10 vias descritas anteriormente, às quais se juntam a Concessão do Grande Porto (A4, A41 e A42) e Concessões Costa da Prata (A17, A25 e A29), harmonizando os regimes de descontos vigentes".

Nota: Texto retirado do "Autoclube/ACP"


Fiquem bem,

António Esperança Pereira


sexta-feira, outubro 23, 2020

Debate Trump-Biden com Poema

 


Nota do autor do blog:

Esta madrugada deitei-me tarde. Mais uma vez tentando interessar-me pelas eleições americanas. Claro que vale sempre a pena ouvir quem manda ou quem se dispõe a mandar na superpotência USA. Ouvi os contendores, Trump e Biden.

Devo dizer que foi melhor ouvi-los que não ouvi-los. Confirmei no discurso de cada um uma coisa que só por si chegava para dizer que valeu a pena ouvi-los: AS PALAVRAS E A DIFERENÇA QUE FAZEM AS PALAVRAS.

Através dessas palavras, foi bem notória a postura mais humana, suave, conciliadora de Biden. Fiquei sem dúvidas, se é que as tinha, com que ideias me identifico mais. 

Tinha em mente publicar aqui qualquer coisa sobre as eleições americanas. Mas, ao consultar as visualizações do último post aqui no blog, que versava esse tema, fiquei desiludido. A notícia que publicara sobre essas eleições fora o post menos visto dos últimos tempos.

Fiquei esclarecido sobre o interesse das mesmas e resolvi optar então por partilhar mais um poema. Faz parte do meu livro "Poemas em roda" Editora Bubok, que pode ser visto copiando este link:

https://www.bubok.pt/livros/2481/POEMAS-EM-RODA-paladares-variados

Oxalá gostem.


Tensão controle 

 

Volume de água tenso em comporta
barragem hídrica eletricidade em watts
minha garganta por abrir
seca esfomeada
por tanto amor ter e não sair

corre às vezes um fio de água
uma cascata com alguma intensidade
mas a paixão necessidade
o peito forte
a força capaz de derrubar qualquer comporta
onde estão?

olhos que te veem que vos veem
qual janela aberta à emoção
garganta coração que logo estreitam
doem na possibilidade breve
de só soltar um pouco de tensão

são muitos os muros pouca a liberdade
para aligeirar o volume a intensidade
do vermelho sangue ardente
que percorre as veias

é prudente dizer que é bom guardar
poupar a energia da barragem
gerir os stocks sem os esbanjar
energia coração água sentimento
intensos tensos em jaula controlados

quisera dar-te a mão e perguntar-te
se sinto isto…
porquê
em vez de gritar me calo
em vez de ir contigo
fico?

AEP/

In, https://www.bubok.pt/livros/2481/POEMAS-EM-RODA-paladares-variados

segunda-feira, outubro 19, 2020

Campanha de Donald Trump com hino disco-sound e contra o comunismo

 


Um hino de "disco-sound", género musical que nasceu nos anos 1970 nos Estados Unidos como forma de revolta da comunidade homossexual, foi adotado como canção de campanha de apoio a Donald Trump, que se recandidata a Presidente do país.

O tema "Make America Great Again" com as iniciais "M.A.G.A" adotou a melodia da música "Y.M.C.A." dos Village People (1978) e foi cantado hoje pelos milhares de apoiantes de Donald Trump que percorreram a cidade de Miami, um dia antes da abertura do voto presidencial antecipado no estado da Florida.

A palavra de ordem do Partido Republicano "M.A.G.A." é amplificada através das colunas de som dos milhares de automóveis que às 18:00 (23:00 em Lisboa) ainda percorria a cidade de Miami com mensagens contra o "comunismo".

O desfile motorizado é encabeçado pelo veículo pesado de caixa aberta do grupo de extrema-direita 'Proud Boys' liderado por Enrique Tarrio, descendente de cubanos que se considera "um supremacista americano".

Os carros que participam no desfile levam bandeiras dos Estados Unidos e estandartes de campanha do candidato do Partido Republicano além de fotografias em tamanho real do presidente dos Estados Unidos, muitas coladas nos vidros dos automóveis.

"Eu vou votar em Donald Trump porque sou a favor do uso e porte de armas, porque precisamos de polícia e porque quero um país livre e não num país comunista que Biden quer trazer para cá. É por isso que eu gosto de Donald Trump", disse à Lusa, Anne Ortiz, uma jovem apoiante do Partido Republicano.

Uma grande parte dos veículos leva o cartaz "Latinos For Trump", bandeiras de Cuba ou da Venezuela, num estado em que a comunidade hispânica é considerada decisiva para o resultado das presidenciais de 03 de novembro.

Nos carros onde seguem famílias de origem cubana o "disco sound" é combinado com ritmos de salsa com letras de apoio ao candidato do Partido Republicano.

"Eu vou votar em Donald Trump. A minha gente vai sair à rua sem medo para votar. Por isso não me falhes. Meu deus, eu vou votar em Donald Trump", canta o vocalista de Los Tres de Havana, uma banda de salsa popular entre os apoiantes de Donald Trump, em Miami.

"Eu ainda não votei, talvez amanhã (segunda-feira) ainda não sei. Antes do dia 03 (de novembro) é preciso votar, porque eu quero liberdade e ele (Donald Trump) luta pela liberdade", disse à Lusa, Jaime C,. 30 anos, de origem cubano ao volante de um carro coberto de bandeiras dos Estados Unidos e de Cuba.

Na segunda-feira começa o voto antecipado na Florida, um estado considerado decisivo sobretudo por causa dos votos dos cidadãos de origem "latina".

A maioria dos "latinos" da Florida são originários de Cuba, Venezuela, Porto Rico e República Dominicana sendo um grupo de particular interesse político, devido ao crescimento da imigração nas últimas décadas.

Por outro lado, até ao momento, a votação por correio na Florida foi significativa, com 2,4 milhões de votos enviados pelo correio até sábado passado, de um total de 3,3 milhões boletins registados pelas autoridades eleitorais do estado.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...