segunda-feira, julho 17, 2023

Repsol está a vender um novo combustível diesel 100% renovável

 

Diesel 100% renovável© Fornecido por Echo Boomer


É produzido a partir de resíduos orgânicos e tem zero emissões líquidas durante a utilização.

Desde abril deste ano que se encontra a decorrer um teste piloto com diesel 100% renovável na Estação de Serviço de Alcochete da Repsol, com 54 veículos de frotas de distribuição nacionais, em colaboração com empresas e operadores logísticos.

Durante este teste pioneiro em Portugal, cada camião pesado de mercadorias evitou a emissão correspondente a 150 toneladas anuais de CO2 equivalente. Três meses depois, eis que a Repsol passa a disponibilizar esse novo combustível nas autoestradas portuguesas.

Na passada sexta-feira, a empresa deu início à comercialização para frotas cativas, de combustível 100% renovável em autoestradas portuguesas, Área de Serviço de Vila Nova de Gaia, sentido Sul-Norte e na Área de Serviço de Antuã, sentido Norte-Sul.

Trata-se de um biocombustível avançado produzido a partir de resíduos e com zero emissões líquidas durante a utilização.

Para Armando Oliveira, Administrador-delegado da Repsol Portuguesa, “mais do que um novo combustível, este é um ponto de viragem na mobilidade e mais um passo que damos, firme, no caminho da descarbonização do transporte, não só rodoviário, mas também ferroviário, marítimo e aéreo. Além disso, não queremos que seja um passo só nosso, mas também de todos os nossos parceiros”.

Já Nuno Soares, Gestor de Produto de Combustíveis Renováveis na Repsol Portuguesa acrescenta que “os combustíveis renováveis são uma solução complementar à mobilidade elétrica, que permite começar, desde já, a reduzir as emissões dos transportes, sobretudo em setores onde a eletrificação não é uma solução viável, a curto ou médio prazo, como é o caso do transporte rodoviário pesado. Os combustíveis 100% renováveis são uma alternativa real para os portugueses e um contributo efetivo e imediato para o combate às alterações climáticas”.

A Repsol aposta assim num modelo energético que combina a eletrificação, os combustíveis renováveis e o hidrogénio, sendo que os combustíveis renováveis são um dos principais pilares da sua estratégia para se tornar uma empresa com zero emissões líquidas até 2050.

Neste âmbito, a multinergética tem previsto chegar ao final do ano com este combustível disponível em 10 Estações de Serviço em Portugal e 50 na Península Ibérica.

Mas esta não é a única novidade no mundo do diesel. Recorde-se que também a Prio está a preparar o ECO Diesel, combustível que vem substituir o Gasóleo Simples e que promete até menos 5% de consumo, até menos 18% de emissões e com 15% de energia renovável.

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UM PAÍS SUBMISSO - PORTUGAL DA TROIKA | António Esperança Pereira (bubok.pt)

sexta-feira, julho 14, 2023

Alojamento começa a escassear e preços disparam em apartamentos e casas

 



Os apartamentos, casas e hotéis em Lisboa, na semana da Jornada Mundial da Juventude, começam a escassear e os preços estão cada vez mais elevados, quer na cidade quer nos arredores, segundo uma pesquisa nas principais plataformas de alojamento.© Fornecido por RTP


No Booking.com surge a indicação de que quase 80% dos alojamentos em Lisboa já estão reservados nessa altura, sendo que, no caso das casas e apartamentos, este valor já era de mais de 83%.

Dos que sobram, o mais barato, na altura desta pesquisa (início da tarde de hoje) era 280 euros para um dormitório misto, preço para duas camas. No caso dos apartamentos, quase todos ultrapassam os mil euros para a semana de 31 de julho a 06 de agosto. Na margem sul ainda há alguma oferta a menos de mil euros, mas já é escassa.

No caso dos hotéis, o preço mais baixo era de cerca de 750 euros, com algumas unidades a pedirem quase 4.000 euros nessa semana.

Na plataforma Airbnb, mais virada para alojamento local, os apartamentos que restam chegam a ultrapassar os 4.000 euros, em Alfama. Mas ainda há ofertas mais em conta, sobretudo fora da cidade, em Almada, com uma oferta por 45 euros por noite, ou em locais como São João da Talha.

A plataforma fez a média para estes dias e concluiu que, na altura da pesquisa, era de 335 euros por noite.

Por fim, no Trivago, os preços acabam por ser semelhantes, tendo em conta que esta plataforma cruza os preços de outras. Ainda assim, neste `site`, na altura da pesquisa, o preço mais baixo era de 447 euros, para uma casa, mas há alojamentos que chegam aos 5.000 euros.

Em Fátima, que vai receber uma visita do Papa durante a Jornada, já havia menos de 50 alojamentos disponíveis, segundo o Booking.com, com um preço mínimo de 500 euros e máximo de 4.600 euros. No Trivago, o valor mínimo era igual e o máximo atingia mais de 2.000 euros.

No Airbnb, alguns alojamentos, na região de Fátima e arredores, ultrapassavam os 5.000 euros, mas ainda havia oferta a pouco mais de 300 euros para essa semana. A média calculada pela plataforma era de 244 euros.

Os hoteleiros da Área Metropolitana de Lisboa (AML) estimam que a taxa de ocupação possa chegar aos 89% durante a Jornada Mundial da Juventude 2023, segundo um inquérito da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP).

O inquérito, realizado junto de 272 unidades da AHP entre 02 e 16 de junho, apontou para uma taxa atual de 56%. Já dentro da cidade de Lisboa, a percentagem de reservas no momento do inquérito era de 59%, prevendo que alcançasse os 91% durante a semana do evento.

Aquando do inquérito, o preço médio das respostas dos hoteleiros cifrava-se em 219 euros por noite, embora na cidade de Lisboa este valor subisse para 225 euros.

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terça-feira, julho 04, 2023

As emissões de dióxido de carbono dos automóveis novos vendidos na Europa diminuíram pelo terceiro ano consecutivo.

 

Foto retirada da Internet


As emissões de dióxido de carbono de novos automóveis na Europa diminuíram em 2022 pelo terceiro ano consecutivo, anunciou esta terça-feira a Agência Europeia do Ambiente, que também registou um aumento na compra de elétricos.

Em comunicado, a Agência Europeia do Ambiente dá conta de que, de acordo com dados ainda provisórios, no ano a média de emissões de dióxido de carbono dos mais de nove milhões de novos automóveis de passageiros adquiridos foi 108,2 gramas de CO2 por quilómetros, abaixo dos valores médios de 2021.

Em simultâneo houve um aumento na compra de automóveis elétricos e em 2022: um em cada quatro automóveis vendidos era elétrico, representando um aumento de 23% face ao ano anterior.

Em 2022 também foram adquiridas pelos cidadãos europeus cerca de um milhão de carrinhas e a média de emissões foi de 185,3 gramas de CO2 por quilómetro, também abaixo dos valores médios de 2021.

Em linha com os carros ligeiros de passageiros, houve um aumento na compra de carrinhas totalmente elétricas.

in Revista ACP


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quarta-feira, junho 21, 2023

Galamba rejeita comboios noturnos. “Isso são problemas de países com muitos comboios”

 

joão galamba© Swipe News, SA


Desde março de 2020 que não há comboios noturnos de Portugal para Espanha e para França. O cenário vai manter-se durante mais alguns anos, na perspetiva do ministro das Infraestruturas, que foi ouvido esta quarta-feira na comissão parlamentar de Economia. Perante a falta de vontade de Espanha, João Galamba dá prioridade às obras ferroviárias e à alta velocidade.

“Há uns tempos participei num Conselho de Transportes da União Europeia, onde o grande debate era o tema dos comboios noturnos. A minha intervenção nessa matéria é que Portugal tem outra prioridade: ter comboios. Depois, discutiremos se eles também devem ser noturnos. Como estamos um pouco mais atrasados, a prioridade de Portugal é acelerar e cobrir o terreno perdido no passado. Os comboios noturnos são problemas de países que já têm muitos comboios a funcionar“, respondeu o ministro. “O nosso foco é ter [novos] comboios e acelerar [as obras] nos corredores internacionais Sul e Norte, além da alta velocidade”, acrescentou.

Os comboios noturnos a partir de Portugal deixaram de circular em 17 de março de 2020. A pandemia levou ao fecho das fronteiras e levou à suspensão do serviço. A Covid-19 já nem sequer é considerada uma pandemia, mas nunca mais voltaram a funcionar os comboios Lusitânia (para Madrid, em Espanha) e Sud Expresso (para Hendaye, em França).

O Lusitânia era explorado, em conjunto, pela CP e pela Renfe e gerava prejuízos anuais de dois milhões de euros. O Sud Expresso seguia em conjunto com o Lusitânia Comboio Hotel até Medina del Campo, já em Espanha. No Sud Expresso, a CP alugava as carruagens à fabricante Talgo e tinha perdas anuais de três milhões de euros.

Lisboa era o ponto de partida dos comboios noturnos, pelas 22 horas. O serviço também podia ser utilizado pelos moradores do Entroncamento, Caxarias, Pombal, Coimbra, Santa Comba Dão, Mangualde, Celorico da Beira, Guarda e Vilar Formoso.

João Galamba alega que “do lado de Espanha não há interesse em retomar o comboio noturno pela falta de procura que tem”. No entanto, não faltam passageiros para a rota entre Lisboa e Madrid: para quinta-feira, só de avião, estão marcadas 18 viagens entre as duas capitais ibéricas, entre as 6h35 e as 22 horas.

Em relação ao comboio noturno para França, o secretário de Estado das Infraestruturas assume que há “alguns cenários em que seria eventualmente possível retomar este serviço num modelo operacional diferente com financiamento equilibrado”. No entanto, Frederico Francisco justifica que a CP “tem como prioridade recuperar as carruagens Arco”, compradas em junho de 2020 à Renfe, e teria de alugar uma locomotiva para rebocar as composições.

Embora haja vontade por parte do secretário de Estado, não foi apresentado qualquer prazo para voltar a haver um comboio direto entre Lisboa e Madrid. Até lá, quem quiser viajar de comboio entre as duas capitais ibéricas tem de apanhar três comboios durante o dia e preparar-se para nove horas e 30 minutos de viagem. Até quem optar pelo autocarro irá demorar menos tempo neste percurso.

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sexta-feira, junho 16, 2023

Para Orbán, "há um homem no Ocidente" capaz de "acabar" com a guerra

Viktor Orbán, Foto tirada ao acaso da Internet

Numa entrevista à estação de rádio nacional da Hungria, Orbán mostrou confiança numa pessoa para encontrar uma solução para o conflito na Ucrânia.

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, defendeu, esta sexta-feira que "há um homem no Ocidente" que pode "acabar" com a guerra na Ucrânia: Donald Trump. Para Orbán, se Trump vencer as eleições presidenciais norte-americanas de 2024, conseguirá alcançar uma solução para o conflito.

"Há um homem no Ocidente que seria capaz de acabar com esta guerra e fazer a paz. Esse homem é Donald Trump", disse Orbán, em declarações à rádio Kossuth, segundo cita a agência estatal russa TASS.

"A Hungria estaria interessada em ver um defensor da paz no comando dos Estados Unidos", acrescentou ainda.

Na opinião do primeiro-ministro húngaro, se Trump tivesse continuado na presidência dos Estados Unidos a guerra na Ucrânia teria sido evitada.

Declarando o seu apoio a Trump nas presidenciais de 2024, Orbán defendeu que, além da Ucrânia e a Rússia, também os Estados Unidos devem participar nas negociações de paz.

Recorde-se que a Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro do ano passado. O presidente russo, Vladimir Putin, justifica o conflito com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia.

A invasão foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas. Os Estados Unidos têm sido o principal financiador militar e financeiro de Kyiv.

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domingo, junho 11, 2023

A comunidade portuguesa "é uma parte importante da sociedade de Macau"

 

Macau, fotografia tirada ao acaso da Internet

A comunidade portuguesa "é uma parte importante da sociedade de Macau", cuja presença oferece "vantagens singulares" nas ligações comerciais e económicas entre a China e os países lusófonos, disse o líder do Governo da região.

No sábado, numa receção alusiva ao Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, realizada na Escola Portuguesa de Macau, Ho Iat Seng disse que os portugueses que vivem no território têm "desempenhado o seu papel com total lealdade e empenho".

O chefe do Executivo de Macau prometeu o "estrito cumprimento da Lei Básica e continuar a propiciar melhores condições em prol do bem-estar de todos os residentes de Macau, incluindo da comunidade portuguesa".

Em abril, numa entrevista à Lusa, o advogado português Jorge Menezes, radicado em Macau, disse que, face à "violação de direitos fundamentais" dos residentes do território, a China não está a cumprir a Declaração Conjunta Sino-Portuguesa.

O acordo, assinado a 13 de abril de 1987 e que levou à criação da Lei Básica, a miniconstituição de Macau, prevê a manutenção dos direitos, liberdades e garantias durante um período de 50 anos.

No sábado, Ho Iat Seng defendeu que "o profundo intercâmbio das culturas chinesa e portuguesa" proporciona "vantagens singulares" para o papel que Macau quer ter, oferecendo serviços comerciais e financeiros na ligação entre a China e os países lusófonos.

Num discurso, o líder do Governo lembrou que a ligação entre Macau e Portugal é "de longa data" e disse que as relações diplomáticas entre Pequim e Lisboa são "amistosas".

Ho recordou a visita que efetuou em abril a Portugal, acompanhado de uma comitiva de 50 empresários locais, liderada pelo secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong, que visitou várias empresas portuguesas.

O chefe do Executivo disse que a primeira deslocação ao exterior após a pandemia serviu "para impulsionar o alargamento do intercâmbio e cooperação nas áreas da economia e comércio, da inovação científica e tecnológica, da saúde, da cultura e do ensino da língua portuguesa".

Na semana passada, a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, Elsie Ao Ieong, anunciou que o Governo vai lançar, em breve, o Curso de Formação de Língua Portuguesa, com uma duração de quatro anos, para criar "mais cedo, uma boa base" para os estudantes que pretendam prosseguir estudos em Portugal.

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sábado, junho 03, 2023

Lula: Brasil não aceitará acordo Mercosul-UE se europeus insistirem em compras governamentais

 

Imagem retirada da Internet

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse nesta sexta-feira, 2, que o Brasil não vai aceitar o acordo do Mercosul com a União Europeia se os negociadores europeus continuarem insistindo na abertura das compras governamentais a produtos do bloco comum. “O Brasil não quer assinar sem ajuste. Os europeus querem que o Brasil abra as portas para as compras governamentais. A gente não vai fazer isso”, assegurou Lula em discurso na fábrica de ônibus elétricos Eletra, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

E complementou: “Se não aceitarem, não tem acordo. Não podemos abdicar das compras governamentais, que são a oportunidade para as pequenas e médias empresas sobreviverem nesse País.”

Lula defendeu que o Brasil participe mais do comércio mundial e estabeleça trocas de produtos e serviços com todos países. Porém, ponderou que prefere fazer negócios com empresas brasileiras para fortalecer a indústria nacional.

Em meio à promessa do governo de desonerar os automóveis para reanimar o setor automotivo, o presidente lembrou que a indústria, que chegou a representar 30% do Produto Interno Bruto (PIB), está sumindo do cenário econômico, com essa participação atualmente reduzida para algo entre 10% e 11%.

Nesse momento, Lula criticou o que chamou de “campanhas imensas para destruir a indústria nacional”, como as narrativas a favor da substituição de produtos brasileiros por importados, e que cabe ao Estado garantir a sobrevivência da indústria brasileira para que ela possa ser um dia competitivo no exterior.

Alckmin comemora PIB e balança comercial

Antes de Lula discursar, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, aproveitou para destacar o resultado acima das expectativas do PIB no primeiro trimestre. “Ontem, nós vimos uma boa notícia. O PIB brasileiro está no top 5”, declarou, ao observar que o crescimento da atividade no primeiro trimestre está entre os cinco maiores no mundo.

Alckmin também apontou os números recorde da balança comercial, cujo saldo no mês passado foi de US$ 11,4 bilhões, e aproveitou ainda a passagem pela fábrica de ônibus elétricos, onde foi inaugurada nesta sexta uma nova linha, para apontá-la como um exemplo da neoindustrialização defendida em artigo recente publicado junto com Lula no jornal O Estado de S. Paulo.

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Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...