sexta-feira, julho 14, 2017

China e Países Lusófonos em milhões

Nosso comentário:

Uma notícia bem interessante para se ter uma ideia da importância económica crescente da China nos países que falam português. E vice-versa. O comércio entre as duas partes já ronda muitos milhões estando em maior evidência da parte da Lusofonia, o volume de negócios havidos com três desses países: o Brasil, Angola e Portugal.
A globalização, quer se goste ou não se goste, está aí.
Definitivamente os tempos dos nacionalismos exacerbados, do isolamento, não têm futuro. Estamos como que condenados a entender-nos, a convivermos uns com os outros.
Sem dúvida que lidar com o novo paradigma da globalização exigirá muito engenho e arte. Porque, não é novidade para ninguém, se uns não aproveitarem oportunidades, não faltará quem as queira aproveitar...
Creio que o próprio Senhor Trump, a brincar a brincar, partindo de ideias obsoletas de isolar os EUA, percebeu esse seu erro crasso na cimeira do G 20 em Paris.
Para bom entendedor, meia palavra basta!

António Esperança Pereira





Foto LUSA: Ilha Gulangyu, Xiamen, província de Fujian, China, 18 de maio de 2017
EPA/ROMAN PILIPEY

Comércio entre a China e os países de língua portuguesa sobe 41,51% até maio

Macau, China, 12 jul (Lusa) – As trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa subiram 41,51% até maio, em termos anuais homólogos, atingindo 46,32 mil milhões de dólares (40,42 mil milhões de euros), indicam dados oficiais.
Dados dos Serviços de Alfândega da China, publicados no portal do Fórum Macau, indicam que a China comprou aos países de língua portuguesa bens avaliados em 33,22 mil milhões de dólares (28,99 mil milhões de euros), mais 48,90%, e vendeu produtos no valor de 13,10 mil milhões de dólares (11,43 mil milhões de euros), mais 25,70%.
O Brasil manteve-se como o principal parceiro económico da China, com o volume das trocas comerciais bilaterais a cifrar-se em 33,18 mil milhões de dólares (28,94 mil milhões de euros) entre janeiro e maio, um valor que traduz um aumento anual homólogo de 37,97%.
As exportações da China para o Brasil atingiram 10,15 mil milhões de dólares (8,85 mil milhões de euros), refletindo uma subida de 32,78%, enquanto as importações chinesas totalizaram 23,02 mil milhões de dólares (20,08 mil milhões de euros), mais 40,39% face aos primeiros cinco meses do ano transato.
Com Angola, o segundo parceiro lusófono da China, as trocas comerciais cresceram 72,98%, atingindo 10,04 mil milhões de dólares (8,76 mil milhões de euros).
Pequim vendeu a Luanda produtos avaliados em 843,01 milhões de dólares (735,74 milhões de euros), mais 37,82%, e comprou mercadorias avaliadas em 9,2 mil milhões de dólares (8,02 mil milhões de euros), refletindo uma subida de 77,12%.
Já com Portugal, terceiro parceiro da China entre os países de língua portuguesa, o comércio bilateral cifrou-se em 2,25 mil milhões de dólares (1,96 mil milhões de euros) – mais 7,26% –, numa balança comercial favorável a Pequim.
A China vendeu a Lisboa bens na ordem de 1,48 mil milhões de dólares (1,29 mil milhões de euros), menos 4,69%, e comprou produtos avaliados em 761,69 milhões de dólares (76,169 milhões de euros), mais 42,08% face aos primeiros cinco meses do ano passado.
A China estabeleceu a Região Administrativa Especial de Macau como plataforma para a cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa em 2003, ano em que criou o Fórum Macau, que reúne a nível ministerial de três em três anos.
Os dados divulgados incluem São Tomé e Príncipe, apesar de só ter passado a fazer parte da ‘família’ do Fórum Macau no final de março, após a China ter anunciado o restabelecimento dos laços diplomáticos com São Tomé e Príncipe, dias depois de o país africano ter cortado relações com Taiwan e reconhecido Pequim.
O comércio entre São Tomé e Príncipe e a China é insignificante: entre janeiro e maio cifrou-se em 3,31 milhões de dólares (2,88 milhões de euros), valor que corresponde na totalidade às exportações chinesas.
FV (DM) // VM – Lusa/Fim

terça-feira, julho 11, 2017

Cinco mil amantes é muita fruta!


Nosso comentário:

O número exorbitante de amantes apontado ao rei emérito de Espanha, Juan Carlos I, causou em mim um espanto daqueles de ficar de boca aberta.
Pelo espanto que em mim causou a quantidade interminável de amantes, apenas por isso, resolvi partilhar a notícia que acabei de ler.
Nem poderia ser por outro motivo.
É certo que a gente já não tem muito com que se espantar. Especialmente a partir do momento em que figuras públicas de todos os quadrantes de atividade resolvem ser criadoras de notícias espampanantes para a sua notoriedade e sobrevivência nos média.
Esta notoriedade do "custe o que custar", do "vale tudo", não é novidade.
De qualquer maneira, um rei é um rei.
E, como diria o nosso Raul Solnado, "eu aqui afinei".
Quando cuidamos que já vimos, lemos, ouvimos um pouco de tudo, e dizemos de nós para nós: "quero lá saber", "não é nada comigo", "ele/ela que se vire", etc. eis que aparece, quando menos se espera, algo que ainda nos surpreende.
Esta notícia surpreendeu-me mesmo.
Apesar de eu próprio ter uma imagem do rei emérito como um "play-boy", um "bon vivant", etc. não me ocorria que o mesmo fosse tão "play-boy", tão "bon vivant" assim... 
É que, caríssimos leitores, cinco mil amantes é muita fruta!


António Esperança Pereira


Biografia de Juan Carlos de Espanha diz que terá tido cinco mil amantes

Uma biografia não autorizada sobre o rei emérito de Espanha, Juan Carlos I, garante que o monarca terá tido cerca de cinco mil amantes. O livro irá ser publicado em setembro e já está a criar polémica.
Em "Juan Carlos I. O rei das cinco mil amantes", o coronel aposentado Amadeo Martinez English diz revelar vários segredos da vida do monarca.
O rei emérito Juan Carlos I, atualmente com 79 anos, terá mantido relações com cerca de cinco mil mulheres ao longo da sua vida, escreve a imprensa espanhola.
Na obra, o coronel, que serviu no exército durante mais de 40 anos, explica em detalhe aquilo que terão sido encontros românticos do rei desde a sua juventude até à vida adulta: começando por Maria Gabriela de Saboya, a primeira de Juan Carlos I, aos 16 anos, até à alemã Corinna zu Sayn-Wittgenstein, a última mulher a ser apontada como sua amante.
O livro descreve, por exemplo, o período em que o monarca esteve na Academia General Militar de Saragoça, entre setembro de 1955 e 1957. Nessa altura, Juan Carlos aproveitava os fins de semana para frequentar festas privadas, em que "praticava sexo com amigas circunstanciais".
De acordo com o autor da obra, o rei chegou a manter dez amantes em simultâneo. Juan Carlos I terá sido alvo de espionagem por parte do ditador espanhol Franco, que mantinha uma rede de espiões para relatar detalhadamente as relações do rei.
Mesmo após o casamento com Sofía de Espanha, em 1962, segundo o autor do livro, o monarca continuou a manter relações com outras mulheres. Terá sido inclusive apanhado pela esposa com Sara Montiel. A partir daí, e até aos dias de hoje, Juan Carlos e Sofía viriam a manter uma "relação estritamente profissional", escreve o autor do Amadeo Martinez English.

© Sergio Barrenechea/epa

segunda-feira, julho 10, 2017

Pedalar em Lisboa

Registo do passeio via Cyclometer

Nosso comentário:


Uma tarde de domingo bem bonita em Lisboa. A cidade estava pacata, dir-se-ia que as grandes multidões tinham saído da capital. Estava, por isso mesmo, um ambiente propício a quem tivesse ficado por cá e privilegiado a prática de exercício ao ar livre. Foi o meu caso. O calor não era excessivo, ainda por cima soprava um ventito que sabia bem. Nem sempre o vento, quando é forte, é bem vindo nestas coisas das duas rodas. Porém hoje não era o caso. O vento era moderado e só em subidas se notava alguma incomodidade pelo esforço suplementar exigido. Deu para pedalar 20,9 quilómetros. Nada mau!

António Esperança Pereira


sexta-feira, julho 07, 2017

Dar um lamiré





Nosso comentário:

É com muito prazer que hoje divulgo uma lista de telefones ligados à saúde de todos nós, que pode ser muito útil.
Não faço mais do que a minha obrigação, seguindo ao mesmo tempo, os ensinamentos que a expressão da língua portuguesa, que hoje partilho com os estimados leitores, nos transmite.
Ou seja, "dou o lamiré" a todos os que me leem a fim de darem início, se for o caso, a qualquer coisa com utilidade e proveito, no âmbito da saúde. Em termos práticos, espero que pelo menos façam como eu: que guardem os números de telefone citados, numa atitude positiva e assertiva para o caso de poderem vir a ser úteis. 


Dar um lamiré

Significado: sinal para começar alguma coisa
Origem: trata-se de uma forma aglutinada da expressão "lá, mi, ré" que designa o diapasão, instrumento usado na afinação de instrumentos ou vozes.
A partir deste significado, a expressão foi-se fixando, como palavra autónoma com significação própria, designando qualquer sinal que dê começo a uma atividade.

Desejando um excelente fim de semana para todos,

António Esperança Pereira




quarta-feira, julho 05, 2017

Que rolem cabeças


Nosso comentário:

A oposição política portuguesa vem pedindo que rolem cabeças de atuais membros do governo, responsabilizando-os por isto e mais aquilo.
Primeiro era sobre os terríveis incêndios de Pedrogão Grande. Agora tais peditórios de índole oportunista e politiqueira, já se estendem a responsabilidades sobre o desvio de armas havido na base aérea de Tancos.
Ora bem, eu estou ciente da gravidade de tais factos. 
Mas c'os diabos, quando estão em curso "500.000" investigações, "300.000" apuramentos de responsabilidades sobre eventuais falhas havidas...
Pelo amor de Deus.
Ao menos saibam aguardar senhores da oposição.
Porque senão agrava-se e muito a ideia que o povo português já tem de vocês. Uma aguçada gula pelo poder, um país do "quanto pior melhor" para poderem alcançar esse poder a qualquer preço.
Até para quem vê pouco e mal, essa gula desmedida fica por demais visível, acreditem.
Aguardem serenamente pelos resultados das investigações, dos inquéritos, dos esclarecimentos, etc. e depois sim. Se  for caso disso, que rolem cabeças se tiverem que rolar.
Até lá, corram atrás dos "ladrões das armas de Tancos", vinguem com denodo, qual D. Quixote, a Natureza hostil e impiedosa que ceifou as vidas choradas em Pedrógão Grande.
Isso é que lhes ficava bem.
Ah, como alternativa, podem ler mais um textinho que partilho para se entreterem. Sempre aprendem alguma coisa e não apontam tanto o dedo ao próximo.
É feio apontar o dedo.

PS. Deixo abaixo o textinho, com a origem de uma expressão de uso popular.


Fiquem bem

António Esperança Pereira



Como sardinha em lata

A palavra sardinha vem do Latim "sardina". Designa  peixe abundante principalmente na Sardenha, região da Itália.
É muito apreciada e tem um sabor bem peculiar.
As sardinhas quando enlatadas em óleo ou noutro molho, vêm coladas umas às outras...
Por analogia, usa-se a expressão popular sardinha em lata para designar a superlotação de veículos de transporte público.

domingo, julho 02, 2017

Moscovo: Portugal de boa saúde



Portugal está de boa saúde.
Não conseguiu apenas atingir um défice invejável.
Não tem apenas um melhor controle das finanças públicas.
Não tem apenas uma mais justa reposição da legalidade distributiva dos rendimentos.
Não tem apenas o maior crescimento económico dos últimos tempos.
Tem também o título de campeão europeu de futebol. Uma paz social invejável. Uma autoestima que finalmente vai saindo do lixo anterior.
Apesar de tudo isto, e muito mais que isto ser verdade, de poder e dever causar alegria e até orgulho…
Não!
Uma catástrofe, coisa do outro mundo que ninguém deseja, de causas acentuadamente naturais, dantescas e altamente imprevisíveis, que enlutou todos os portugueses, serviu logo de mote a uma animação mórbida da oposição de direita.
Tudo está mal. Há que apurar responsabilidades. Há que demitir. Há que investigar. Há que derrubar. Há que prender. Há, em suma, que ocupar o poder.
Tudo é aproveitado ao pormenor para desvirtuar esforços, valências de todos quantos de uma ou de outra maneira se empenharam arduamente para anular ou pelo menos minimizar os efeitos da catástrofe de Pedrogão Grande.
A comunicação social junta-se sempre à festa dessa gente, à festa do país do quanto pior melhor.
Como que não sabemos viver felizes no nosso país. Como que os 40 anos de ditadura do antes do 25 de Abril, nos convenceram de uma condenação deste povo a um atraso e pobreza fatídicos.
Crença essa que mantém vivos os ideais de que só há país para uns poucos. Que só para eles pode haver lugar à prosperidade, bem-estar e vida boa.
Os outros que se amanhem, que emigrem, que morram.
Não consigo entender uma tal gente.
Todavia, e apesar dos trágicos incêndios de Pedrógão Grande, ainda bem que as boas notícias continuam neste país.
A prova-lo e para entristecer os abutres e aves agoirentas, quando eles já adivinhavam um regresso da campanha da Rússia de uma seleção nacional de futebol, derrotada e com o rabo entre as pernas…
Quando aguardavam mais um desaire a juntar a outras atoardas que não param de inventar, aumentar e propagar….
A verdade é que apenas uns infelizes penalties impediram os bravos rapazes de estarem presentes na final da Taça das Confederações.
Mesmo assim, conseguiram com a vitória de hoje sobre o México, cheia de garra e querer, um excelente terceiro lugar a nível mundial.
Portugal deu hoje mais um passo para entristecer esses Andeiros, esses "bota abaixo" que só estão bem a dizer mal do seu país.
Nunca saberei porquê.
Porque fazem eles isso?
Mas bem podem esperar sentados os entristecidos, os do quanto pior melhor, os dos sonhos de antanhos medíocres, saloios, obscurantistas e pidescos, para que o poder lhes caia nas mãos depois dos escombros por eles legados.
O povo português tem memória, sabe bem distinguir quem é quem.
Pois que viva Portugal neste dia de mais uma alegria nacional, uma vitória saborosa sobre o México, lugar no pódio da nata do futebol mundial.
Parabéns aos jogadores portugueses e demais responsáveis pela seleção que hoje tão bem representaram Portugal em Moscovo.

Fiquem bem

António Esperança Pereira

Extraiam dentes, calos, unhas...


Nosso comentário:

Dado o interesse que os leitores do blog têm mostrado por estas "expressões populares" utilizadas na Língua Portuguesa, terei todo o prazer em continuar a partilhar mais algumas sempre que for oportuno.
Assim sendo e já que tenho uma mão cheia delas na caixa de e-mail, não hesito em publicar hoje mesmo, mais uma dessas expressões populares.
Esta, ao contrário da anteriormente publicada, que se intitulava "queimar as pestanas", é porventura menos conhecida pela maioria de nós.
Todavia, e porque é saudável avivar a memória, talvez que, após uma reflexão de alguns momentos, nos lembremos de a ver usada algures.
Pois bem trata-se da expressão "Motorista Barbeiro".
Leiam o textinho abaixo, avivem a memória se for caso disso e, espero que gostem.

Fiquem bem

António Esperança Pereira




Motorista Barbeiro

Antigamente os barbeiros eram conhecidos não apenas por realizar o corte de cabelo e barba, mas também por extraírem dentes, calos, unhas...
Geralmente estes serviços eram imperfeitos e os clientes ficavam mal servidos.
No séc. XV o termo barbeiro era atribuído a atividades mal executadas...
Com o tempo passou a ser relacionado aos motoristas.
Daí a expressão "motorista barbeiro" ou seja "mau motorista"

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...