domingo, maio 03, 2015

Dia da Mãe, recordar!


 



Designei uma colectânea de poemas por "60 Poemas por ordem alfabética"
Como sinopse da mesma escrevi:
"Inspirações variadas: o que vai na alma, o momento, a necessidade de escrever, o grito, o desabafo, a crença, a crítica, a opinião, a saudade, a mensagem que nasce às vezes sem se saber porquê… "
Ela é dedicada a minha mãe em particular, pelo que deixo abaixo um poema que consta do livro: "A MINHA MÃE", introduzindo-o com umas palavrinhas saídas ao sabor da pena, ou se preferirem, das teclas.O livro pode ser visto, consultado ou adquirido CLICANDO AQUI


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Em meia dúzia de palavras quem foi minha mãe?

Segunda grande guerra mundial, 1939/45, quatro filhos nascidos em pleno decurso do conflito. Dos quatro, só eu nasci após o fim das hostilidades.
Heroína à sua maneira, mulher forte, determinada, com um sentido apurado e exacto de futuro. 
Com muita inteligência sentia que o futuro seria melhor do que o "presente" que lhe era dado viver.
Empenhou-se por isso em dotar os filhos com estudos suficientes para que melhor se defendessem dos desafios da vida e a enfrentassem com mais sucesso. Deu quase tudo para o conseguir. 
Num tempo em que tudo era pouco, difícil, atrasado, o dinheiro escasseava, os estabelecimentos de ensino que existiam ficavam longe de casa... mesmo assim, conseguiu!
Para além de ser forte, determinada, ter sentido de futuro, gostava de flores. Gostava muito de flores.
Na terra semeada que rodeava a casa de habitação não lhe bastava ver crescer batatas, nabos, hortaliça, vinha, cereal. Aí plantou, semeou, não poucas vezes, canteiros de amores, violetas, crisântemos, ervilhas de cheiro, rosas, que depois dava a quem lhas pedisse. 
Vincadamente herdei dela a minha crença nas FLORES! também o mundo mais colorido, com mais modernidade, oportunidades, prosperidade, com que sempre sonhou.
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O poema:

A MINHA MÃE

Beira Alta florida
nos canteiros espalhados pelos quintais
tantas pétalas meu Deus
que aqueles olhos viram
semearam
onde ás vezes só pedras havia 
nada mais

o sol aquecia pelo verão
as cores das flores das rosas
eram sonhos de amores
sei lá que mais

o que aquelas mãos tiradas do regaço
faziam!
moldavam cortavam semeavam
com traços de artista
a beleza quase infantil
de quem tanto bem lhes queria

Beira Alta florida
perfume eterno amálgama de ser
Mulher flor quintal
Mulher mãe 
que quis que a vida fosse
um sonho lindo
com as cores do arco-íris…

espelhadas no maravilhoso amor
único 
eterno
doce
semeado no pólen depois mel
dos seus quintais.

António Esperança Pereira, Bubok Editora

quinta-feira, abril 30, 2015

Almoço/Convívio de Beirões


Nosso comentário:

Aproveito para divulgar aqui no blogue esta informação relativa a um almoço/convívio de Beirões (gentes oriundas das Beiras/Portugal)
Como o blogue tem leitores espalhados pelos quatro cantos do mundo, dos Estados Unidos da América, ao Brasil, passando por diversos países europeus, Ocidentais e de Leste, a países de expressão portuguesa, tais como Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Timor, S. Tomé e Príncipe, Macau...
Quem sabe não haja um Beirão dos sete costados que queira pegar na trouxa e aparecer no dito almoço/convívio?
Aqui fica o desafio.
Se, caro leitor, se dignar e/ou puder aparecer, tem os contactos necessários abaixo a quem poderá solicitar informação útil para o efeito.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira



Prezados Amigos e Beirões


Na senda de anteriores e muito participados convívios de Beirões, vamos realizar mais um almoço/convívio no próximo dia 24 de Maio (Domingo) no Restaurante do Hotel Jardins da Ria, a 5 Km da Torreira, no sentido Ovar – S. Jacinto e para o qual convocamos todos os BEIRÕES, respetivos familiares e amigos.
Dada a dificuldade em publicitar o evento, tão amplamente quanto desejaríamos, solicitamos aos contatados que nos ajudem a divulgá-lo, de modo a conseguirmos um número de presenças ainda maior que no anterior convívio (cerca de 100).

Jardins da Ria - Restaurante Aparthotel - Rua B – Quinta do Cochel-  Muranzel - 3870-301 Torreira    www.jardinsdaria.com
- Localização
Coordenadas
Latitude: 40.7180671
Longitude: -8.7077497

Ao supracitado restaurante pode aceder-se por mar, terra e ar:
Por mar: Porto de Aveiro - Cais Fluvial da Torreira.
Por ar: Aeródromos de S. Jacinto e de Maceda.
Por Terra:
a)      Vindos do Norte: Ovar - Torreira - Etar - Pousada - Jardins da Ria

b)     Vindos do Sul: Aveiro - Estarreja - Murtosa - Torreira - Jardins da Ria


Preço:     Adulto - 15€ + 1€
                Criança 4-9 anos 50%
                Criança 0 a 4 - Grátis

Agradecemos que confirmem a Vossa presença até ao próximo dia 10 de maio, para os seguintes contactos:

Daniel Junça - 965185186                                                danieledite@gmail.com
António Gama - 933267377                                             santos.gama@kanguru.pt
Leopoldo Esperança - 966230858                                   leopoldo.pereira42@gmail.com
António Bernardo Pereira (Proença ) - 914506626     absilvapereira@gmail.com

2 de Abril de 2015

Daniel, Gama, Leopoldo e Tó Proença.

terça-feira, abril 28, 2015

Mafaldinha aqui no blogue...


Nosso comentário:

Deixo hoje para descontrair duas "tiradas" da Mafaldinha que eu achei o máximo.
Obrigado a quem mas enviou via e-mail
Ah, se o estimado leitor tiver alguns problemas com a leitura, especialmente do segundo "cartoon", não fique preocupado com a sua vista. É mesmo problema do "cartoon" que, ao ser aumentado para efeitos de acomodação no blogue, fica assim com as letras desfocadas.
Não consegui fazer melhor, dado que era necessário ampliar as miniaturas enviadas.
Oxalá esta publicação ajude a ultrapassar o embaraço que as quezílias entre Jorge Jesus ( treinador do Benfica) e Lopetegui (treinador do Porto) trouxeram aos adeptos dos dois clubes e não só.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira






sábado, abril 25, 2015

25 de Abril de 2015, 41 anos depois...


 


Um poema dedicado ao 25 de Abril


Antes e depois


Dias longos nostalgia
espelhada em cada rosto português
uma amargura que ainda hoje se vê
nos filhos dos filhos daquele tempo
que na flor da idade
iam para a guerra longe
sem saberem bem para onde
nem para quê

o horizonte europeu fronteira de Castela
estava bem fechado
ninguém saía nem entrava
pides guardas fiscais carabineiros
cerravam bem fileiras
disparando sobre quaisquer aventureiros
num Portugal amordaçado
sem liberdade nem pão nem educação

país arcaico empobrecido analfabeto
que sem tostão nem ganha pão
clandestinamente emigrava
fugir era o sonho ficar o pesadelo

na nossa própria casa aprisionados
na nossa própria casa condenados
degredo guerra pensamento censurado
um país grande em história
por décadas adiado

bravo foi o grito que soou
o sonho que chegou
“25 de Abril de 1974”
o meu país em festa
pontapé na guerra chuto nas masmorras
Portugal livre nas palavras
meu país velhinho a nascer de novo
os cravos eram as flores
a liberdade a esperança nova

Portugal respirava cantava renascia

a Europa aplaudia o mundo ansiava
o colonialismo acabava

hoje evocando aquela data
só lamento
o tempo perdido
as vidas ceifadas
a Pátria adiada para nada!





O poema faz parte de uma colectânea de poemas com o título "PORTUGAL PERIFÉRICO OU...O CENTRO DO MUNDO?", que pode ser visto e consultado no link da Editora:

http://www.bubok.pt/libros/2158/PORTUGAL-PERIFERICO-OUO-CENTRO-DO-MUNDO

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Um testemunho singelo de uma mulher portuguesa, então bem jovem, que acompanhou o seu marido em terras de África, mais propriamente na Guiné-Bissau, no cumprimento do serviço militar obrigatório. 
Aqui fica:




ABRIL,25,1974,GUINÉ-BISSAU


Com o aproximar de mais um dia 25 de Abril, e agora por razões diferentes, vou tentar fazer uma retrospectiva do que vivenciei nessa data, tirando as possíveis conclusões.
Muitas vezes me perguntaram: onde estavas no 25 de Abril ???Aí eu respondia: em Bissau...
E é mesmo verdade. Já lá vão muitos anos, é certo, mas há "feelings" que jamais esqueceremos...
Pois esse 25 de Abril amanheceu para nós, como de costume... (pensávamos)
De manhã, como habitualmente, após ter deixado a filha, bem pequenina por sinal, no infantário, de ter dito até logo ao meu marido, alferes miliciano no cumprimento do serviço militar obrigatório, fui a pé para a escola. Sentia qualquer "coisa" estranha no ar...movimentação fora do comum, helicópteros num vai vem, um zum zum que não entendia. Quando cheguei à escola fiquei a saber que algo se tinha passado em Lisboa, mas nada de concreto se sabia. Dei inicio à aula e passado  algum tempo veio a directora da Escola Gago Coutinho, onde leccionava, dizer-me que  havia acontecido alguma coisa politica em Lisboa. Fiquei assustada, o que fazer? Preocupada por nós e pela nossa família que estava em Lisboa.
De um momento para o outro fiquei só com dois alunos, os outros, vinte e tal, tinham fugido.
Liguei para o meu marido, foi-me buscar à escola e fomos os três para casa.
Rádio sempre ligado, noticias poucas, emissões estrangeiras... meu Deus... helicópteros....e finalmente lá mais para a tarde soubemos que tinha havido uma Revolta...sim....mas pacifica....com cravos vermelhos....que finalmente a Guerra acabava....que um novo Portugal ia nascer!!!!
Cantámos, pulámos de alegria....a música na rádio era sobretudo do saudoso José Afonso (Zeca Afonso)  noticias, mais noticias, canções....enfim....LIBERDADE....
“Era tempo de emalar a trouxa e zarpar “ como cantava Zeca Afonso.
Era o fim de uma ditadura que durara tempo sem fim. Que atrasara o país, que o isolara da Europa e do mundo.
Agora, tantos anos já passados, estou por um lado, com um misto de Alegria por tantas conquistas que os Portugueses alcançaram, que se traduziram numa melhoria de vida, por outro com um enorme receio de que possamos regredir....
Quero ser positiva...acredito mesmo que o nosso Povo não vai deixar que lhe tirem o que de BOM ABRIL nos deu.

MA/Lisboa/2012
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Nosso comentário


Grato pelo testemunho recebido evocando um momento singelo algures em Bissau, 1974. Deu para emocionar um pouco...
O 25 de Abril de 1974, que tem amanhã aniversário, não é uma data qualquer. Daí o título do poema supra: "Antes e depois". Para quem não conheceu o Portugal de antes do 25 de Abril de 1974, eu dir-lhes-ia apenas isto, em comparação com o Portugal que se seguiu: comparem uma prisão com um jardim...estarão próximos das duas realidades.

Por isso mesmo, dado que se vivem actualmente tempos complicados, com arrufos de extremismos de direita por essa Europa fora: veja-se o "killer" da Noruega, a votação da francesa Srª Pen, o governo holandês com participação da extrema direita, agora frustrado, etc. que mais se aproximam do "ANTES" da instauração das "LIBERDADES e DEMOCRACIA", que do "DEPOIS"...
Pelo que, apelo a todos para que se tenha cuidado.
Que pelo menos tratemos bem PORTUGAL, este país  maravilhoso que eu coloco, sem qualquer favor,  na geopolítica universal, no CENTRO DO MUNDO!!! 
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Fiquem bem,


quinta-feira, abril 23, 2015

Tarde de sol em Lisboa


Algures, numa qualquer parte da cidade de Lisboa, eu seguia pedalando montado na bicicleta .
Se fazer exercício é agradável, pois poder desfrutar de locais desconhecidos fora das rotas habituais, não é menos agradável.
Talvez por se tratar de um local que não identifica nada, o da foto, nem por si é identificável, ressalta aos meus olhos mais belo.
Há sempre umas palavras que se pensam ou se dizem aqui e ali. 
Palavras que nos vêm à mente mal olhamos uma foto. 
Assim, tal como acontece com outras fotos, houve palavras que se disseram e que se pensaram neste local.
Era capaz de me lembrar de algumas.
Mas vou guardá-las pois tenho um próximo desafio poético que se afigura difícil.
É nem mais nem menos escrever algo (em poesia ou prosa) sobre o 25 de Abril de 1974.
Ora, assim sendo, as palavras, os pensamentos que esta e outras fotos inspiram, poderão muito bem servir de mote para arrumar um ou outro texto com alguma criatividade que valha a pena publicar.
Aqui para nós que ninguém nos ouve, creio que tenho já aldrabados dois rascunhos que podem muito bem resultar em poemas. O que mais uma vez confirma, embora não seja regra, que em muitos de nós, fazer exercício, potencia a energia criativa.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira




terça-feira, abril 21, 2015

Homens e aviões em dia de goleada



Nosso comentário:


Divulgo hoje pelos leitores do blogue, tal como o recebi via e-mail, o texto abaixo.
Trata-se de um texto com a sua piada e, dado que muitos falantes de português estarão tristes neste momento pelo resultado Bayern-Porto (6-1) para a Liga dos Campeões, aqui fica para animar um pouco as hostes entristecidas.
Oxalá lhe achem alguma piada.
Eu achei.
Fiquem bem, que amanhã será outro dia...

António Esperança Pereira


As idades dos homens explicadas com aviões

O Homem até os 20 anos: Avião de Papel
Apenas voos rápidos, de curto alcance e duração.


Dos 20 aos 30: Avião de Caça Militar
Sempre a postos, 7 dias por semana. Ataca qualquer objectivo. Capaz de
executar várias missões, mesmo quando separadas por curtos intervalos
de tempo..


Dos 30 aos 40: Aeronave Comercial de voos regionais
Mantém horários regulares. Destinos bastante conhecidos e rotineiros.

Os voos nem sempre saem no horário previsto, o que demanda mudanças e
adaptações que irritam a clientela.


Dos 40 aos 50: Aeronave Comercial de voos internacionais
Opera em horário de luxo. Destinos de alto nível. Voos longos, com
raros sobressaltos. A clientela chega com grande expectativa; ao
final, sai cansada, mas satisfeita.


Dos 50 aos 60: Aeronave de Carga
Preparação intensa e muito trabalho antes da descolagem. Uma vez no
ar, manobra lentamente e proporciona menor conforto durante a viagem.

A clientela é composta maioritariamente por malas e bagulhos diversos.


Dos 60 aos 70: Asa Delta
Exige excelentes condições externas para alçar voo. Dá um trabalho
enorme para descolar e, depois, evita manobras bruscas para não cair
antes da hora. Após a aterragem, desmonta e guarda o equipamento.


Dos 70 aos 80: Planador
Só voa eventualmente e com auxílio. Repertório de manobras
extremamente limitado. Uma vez no chão, precisa de ajuda até para
voltar ao hangar.

Depois dos 80: Aeromodelo... só serve para enfeite.

sábado, abril 18, 2015

Poema "Mãe Mulher"/Antologia SER MULHER


Nosso comentário:

Uma nova colectânea de poemas em formato de Antologia nasceu em Março. 
Chama-se SER MULHER.
É da responsabilidade da Editora NPE e nela tive o prazer de participar com quatro poemas.
Nunca é demais salientar a importância destas iniciativas, que ajudam a Língua Portuguesa a acrescentar valor à cultura expressa em português. fazendo crescer o seu já enorme universo espalhado pelos quatro cantos do mundo.
Os autores agradecem, a Língua de Camões, além de crescer, espalha-se e eterniza este mundo que um dia ousou falar e escrever o mesmo idioma.
Como Março é o mês dedicado à MULHER, e fazendo jus ao título da Antologia "SER MULHER" participei com 4 poemas todos eles tendo como inspiração exactamente a MULHER.
Deixo um desses poemas que dediquei a minha mãe.
Espero que gostem!
Desejo a todos a continuação de um bom fim de semana.

António Esperança Pereira




Mãe mulher



A sorte que é ter colo ao nascer
Quando tudo é estranho e duro em redor
Quando perdido o útero por ninho
Jorra teu mimo ímpar de mulher

Mãe atenta que nos rega com amor
Nos dá mais do que tem se for preciso
Nos guarda nos protege e dá calor
Mulher primeira de toda a nossa vida

Mãe que é só uma inigualável
Aquela que guardamos sã e querida
No lugar maior do coração
Na lágrima que choramos mais sentida

Quisera dar-te hoje o que merecias
Quisera ajudar-te nas ânsias e nas dores
Quisera ajudar-te a cuidar das flores
Dos jardins de amores que tanto querias

Era jovem e talvez não entendesse
Que o tempo de te ter logo se ia
Talvez então não percebesse
A perfeição que era o jardim que via

Quero porque é Março evocar-te
Pôr-te em jeito de verso mais ou menos
Juntar estas palavras e lembrar-te
Mãe mulher que jamais esquecemos

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...