domingo, novembro 16, 2014

Novembro e o ex-Presidente Ramalho Eanes


Ramalho Eanes, recém-eleito Presidente da República, saúda o povo de Lisboa, depois de ter tomado posse na Assembleia da República. Dia 15 de julho de 1976 / Rui Ochôa

Nosso comentário:

É Novembro e nós, portugueses, associamos Ramalho Eanes, ex-Presidente da República de Portugal, a este mês, em particular à data de 25 de Novembro de 1975. 
Nesta data, pode dizer-se que terminou o chamado período revolucionário do pós revolução de Abril de 1974. 
O país, quase à beira de uma guerra civil, optou por uma linha menos aventureira, digamos assim, com a vitória dos moderados sobre as forças mais à esquerda e extrema esquerda do leque partidário.
O "Grupo dos Nove" e a Igreja Católica foram as forças vencedoras do 25 de Novembro de 1975. Ramalho Eanes viria a ser, em 1976, o primeiro Presidente da República eleito depois do 25 de Abril de 1974. 

PS. Em baixo destaco uma afirmação de Ramalho Eanes, sobejamente conhecida, que percorre as redes sociais pela sua enorme oportunidade.

Nota: "Eanes recusou ser promovido a marechal, prescindiu de mais de um milhão de euros em retroativos, e não comprou ações do BPN quando lhas ofereceram. Foi homenageado no dia 25 de Novembro de 2013, mesmo assim com alguma controvérsia sobre a data"

Fiquem bem,


António Esperança Pereira



O NOSSO PROBLEMA por RAMALHO EANES        


Desobediência civil não é o nosso problema. O nosso problema é a obediência civil. O nosso problema é que pessoas por todo o mundo têm obedecido às ordens de líderes e milhões têm morrido por causa dessa obediência. O nosso problema é que as pessoas são obedientes por todo o mundo face à pobreza, fome, estupidez, guerra e crueldade. O nosso problema é que as pessoas são obedientes enquanto as cadeias se enchem de pequenos ladrões e os grandes ladrões governam o país.
É esse o nosso problema."


  RAMALHO EANES 

quinta-feira, novembro 13, 2014

Quem me visita...


Nosso comentário:

Aproveito para fazer um balanço semanal de visitas ao blog apenas com o intuito de amostragem. Ou seja, para dar uma ideia, embora variável claro, do público que o visita.
O Top 3 raramente se altera: EUA, Portugal e Brasil vêm ocupando desde sempre as posições cimeiras.
Nos lugares seguintes, a partir do 4.º, as surpresas por vezes acontecem e devo dizer que o que aqui se vai publicando chega um pouco a todos os cantos do mundo.
É muito gratificante para quem tem um blog que isso aconteça.
Obrigado pois a todos os que têm visitado este blog, estejam onde estiverem. Desejo a todos de coração as maiores venturas.
Para além das visitas ao blog, deixo-lhes também um dos meus poemas num "video artesanal" que publiquei no Youtube. 
Este e outros poemas podem ser visionados aqui: 
https://www.youtube.com/channel/UC8MgKVjx_p7KhWbC4Ibfp5A

Fiquem bem,

António Esperança Pereira




Visualizações de páginas por país

Gráfico dos países mais populares entre os visitantes do blogue
EntradaVisualizações de páginas
Estados Unidos
1029
Portugal
220
Brasil
181
Alemanha
24
Reino Unido
8
Espanha
5
França
5
Luxemburgo
4
Rússia
4
Polônia
3

terça-feira, novembro 11, 2014

Fique a saber o que é o ADN...


Nosso comentário:

Em tempos em que predominam siglas, dá jeito por vezes debruçarmos-nos sobre o que elas significam na realidade.
Compreende-se que existam tais siglas pois poupam tempo a quem escreve ou fala, evitando-se assim uma repetição incómoda e inútil de nomes muitas vezes bem grandes e complicados.
Todavia, quando em conversa com familiares e amigos quantas vezes é atirada uma sigla para a dita conversa e nós pura e simplesmente ficamos sem saber do que se está a falar.
Daí que, ou nos acomodamos a não saber do que se trata, ou vasculhamos e tentamos perceber o que efectivamente significa um determinado conjunto de letras que ouvimos citadas.
Este foi o caso de uma leitora do blog que teve a amabilidade de "vasculhar" e depois me enviar em poucas palavras, mas elucidativas, o que significava "ADN".
Pois bem estimado leitor, se é dos que, como a grande maioria, desconhece o que significa ADN, perca uns segundos e leia abaixo o texto que me foi enviado.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira


ADN-Ácido-Desoxirribon-Nucleico

É um composto orgânico cujas moléculas contêm as instruções genéticas que coordenam o desenvolvimento e funcionamento de todos os seres vivos e que transmitem as características hereditárias a cada ser vivo.
Cada célula do nosso organismo possui 46 cromossomas, sendo que 23 recebemos do nosso pai e 23 da nossa mãe.
Foi movida por alguma curiosidade que tentei compreender melhor o que é o ADN...
Fiquei a saber mais uns detalhes, contudo todas as explicações mais aprofundadas são excessivamente científicas para o comum leitor.
Fico pois pelo que considero mais fácil de entender, numa abordagem acessível.


LISBOA,‎ 11-‎11-‎2014

sábado, novembro 08, 2014

Livro dos livros, nova edição da Antígona


Nosso comentário:

Uma nova edição de um livro excelente.

O «livro dos livros» foi escrito e publicado entre 1759 e 1767 e é um dos mais bizarros da literatura universal. Obra-prima da sátira e do humor, deslumbrou os leitores do século XVIII, enraiveceu os vitorianos e foi redescoberta como uma obra precursora ao dar-se a explosão estética modernista.

Leia-se todo o texto abaixo sobre a apresentação desta obra de Laurence Stern, única dentro do género. O leitor inteirar-se-à do impacto que teve na época e não só.

 Fiquem bem,

António Esperança Pereira


Nova edição Não consegue visualizar o email?
Veja no browser.

A VIDA E OPINIÕES DE TRISTRAM SHANDY

Laurence Sterne

Antígona

cultiva a inteligência,
não deixes morrer a revolta

Tradução, prefácio e notas de Manuel Portela | Grande Prémio de Tradução 1998 do PEN Clube Português e da Associação Portuguesa de Tradutores

 

Nos 35 anos da Antígona, apresentamos uma nova edição d’ A Vida e Opiniões de Tristram Shandy, de Laurence Sterne. Reunida agora num só volume de capa dura e em tecido, no espírito da encadernação da época, procura respeitar a disposição gráfica muito específica que Sterne deu a esta obra, cuja semântica reside também na forma.
O «livro dos livros» foi escrito e publicado entre 1759 e 1767 e é um dos mais bizarros da literatura universal. Obra-prima da sátira e do humor, deslumbrou os leitores do século XVIII, enraiveceu os vitorianos e foi redescoberta como uma obra precursora ao dar-se a explosão estética modernista.

Laurence Sterne nasceu na Irlanda, em 1713, e faleceu em Londres, em 1768. Passou a meninice em itinerância, entre soldados (o pai era alferes), frequentando, em Inglaterra, a escola e a universidade, onde se dará ao luxo de não fazer uma carreira brilhante. Em 1738, é nomeado vigário em Sutton-on-the-Forest, perto de Iorque, iniciando-se um ano depois na literatura com um vigoroso panfleto satírico em que ataca a cupidez dos eclesiásticos. A sátira e os muitos sermões que profere em Iorque levam-no a descobrir os poderes da escrita. Conhecerá êxito imediato e retumbante com a publicação dos primeiros volumes de Tristram Shandy, livro que prosseguirá quase até morrer.

676 pp. | pvp 35 EUR
ISBN 978-972-608-256-9
EAN 9789726082569


Nas livrarias a 12 de Novembro


Obras de Laurence Sterne na Antígona
Uma Viagem Sentimental
Diário para Eliza


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terça-feira, novembro 04, 2014

Corrupção em modo de brincadeira...


Nosso comentário:

A corrupção é sem sombra de dúvida um dos aspectos mais revoltantes que minam as sociedades actuais, pondo em risco a própria sobrevivência dos regimes "ditos democráticos".
Usa-se a abusa-se da dita corrupção faltando uma justiça capaz de responder-lhe com determinação e eficácia.
Os cidadãos perdem a confiança nas instituições, degradando-se assim a relação entre os poderes, político, financeiro, económico por um lado e...o POVO, por outro.
Olho vivo neste problema será o mínimo que se pode pedir às democracias. Em particular àquelas que querem continuar a sê-lo.
Que se fortaleçam, pois, ao invés de se deteriorarem dando mais atenção a ideais básicos que as nortearam: ideais de liberdade, fraternidade, igualdade.
Deixo-lhes a propósito e em jeito de brincadeira este texto que recebi via e-mail. Muito engraçado!


 Fiquem bem,

António Esperança Pereira




Foi assim que começou a nossa história


Nos tempos em que os reis mandavam, numa noite escura, à entrada de Dezembro, o rei veio à varanda do seu iluminado palácio e reparou que toda a cidade estava escura como breu.

Chamou o seu primeiro-ministro e ordenou-lhe:

- Antes do Natal quero ver a cidade toda iluminada. Toma lá 500 cruzados e trata já de resolver o problema.

O primeiro-ministro chamou o presidente da câmara e ordenou-lhe:

- O nosso rei quer a cidade toda iluminada ainda antes do Natal. Toma lá 250 cruzados e trata imediatamente de resolver o problema.

O presidente da câmara chamou o chefe da polícia e disse-lhe:

- O nosso rei ordenou que puséssemos a cidade toda iluminada para o Natal.
Toma lá 100 cruzados e trata imediatamente de resolver o problema.

O chefe da polícia emitiu um edital a dizer:

“Por ordem do rei em todas as ruas e em todas as casas deve imediatamente ser colocada iluminação de Natal.  Quem não cumprir esta ordem será enforcado”.



Uns dias depois o rei veio à varanda e, ao ver a cidade profusamente iluminada, exclamou:

- "Que lindo! Abençoado o dinheiro que gastei. Valeu a pena".

… E foi assim que Portugal começou a funcionar, até aos dias de hoje…

sábado, novembro 01, 2014

1 de Novembro e o Pão por Deus



Nosso comentário:


Hoje publico um texto, um contributo de uma leitora do blog, que teve a amabilidade de mo enviar. 
Trata-se de um texto que descreve uma tradição que continua a ter alguma expressão nos dias de hoje, pelo que certamente muitos de vós dela se aperceberam no dia de hoje, 1 de Novembro.
Assim, pela atualidade de um tal contributo, e também para fazer jus à simpatia de quem partilhou esta tradição comigo, aqui a deixo aos estimados leitores.
O saber não ocupa lugar e, muitas vezes, as pequenas coisas, as pequenas histórias, os pequenos acontecimentos, são tão importantes como as chamadas "grandes histórias ou grandes acontecimentos.
Aqui fica, pois, "O pão por Deus".
Espero que gostem,

António Esperança Pereira


O pão por Deus


Desde a minha infância que a expressão "Pão por Deus" fazia parte daquelas que ouvia, principalmente ao meu Avô materno, e que não entendia lá muito bem...tinha a ver assim com "coisas doces"...mas ficava por aí o meu saber de miúda...Hoje por acaso (ou não?) deparei-me com um apontamento escrito num blog que despertou a minha curiosidade. Fiquei mais esclarecida e passo a escrever o que achei mais interessante e até atual...
Em 1 de Novembro de 1756, exactamente um ano depois do terramoto que destruiu grande parte de LISBOA, a população, paupérrima, aproveitou a data para lançar por toda a cidade, um grande peditório. Batia-se às portas e pedia-se «Pão por Deus». A tradição espalhou-se  por todo o país e foi mesmo exportada para o Brasil. Ainda hoje se pede «Pão por Deus» em várias regiões do nosso País e também no Brasil. Grupos de crianças vão de porta em porta recitando versos e recebem como presentes: pão, broas, romãs, frutos secos,castanhas, que colocam em sacos de pano feitos muitas vezes com retalhos.

Versos para pedir pão por Deus

"Ó Tia, dá pão por Deus,
Se o não tem dê-lho Deus!
Pão por Deus
Fiel de Deus
Bolinho no saco,
Andai com Deus."

Em Coimbra, Mesão Frio, Anadia é muito celebrada a tradição do Pão por Deus, assim como em muitas regiões do Brasil.

LISBOA, 1 de Novembro de 2014

terça-feira, outubro 28, 2014

Crítica da Razão Negra


Nosso comentário:

Divulgo um livro de Achille Mbembe "Crítica da Razão Negra" que, tal como o próprio título indica, se trata de uma obra de leitura obrigatória dentro da temática "racismo". 
Mas o melhor é ler o texto abaixo e, quem se interessar por este tema, tem uma boa oportunidade de actualizar os conceitos sobre uma problemática que afecta as sociedades contemporâneas e cujos desenvolvimentos convém seguir de perto.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira

Novidade Não consegue visualizar o email?
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CRÍTICA DA RAZÃO NEGRA

Achille Mbembe


Antígona

cultiva a inteligência,
não deixes morrer a revolta

Tradução Marta Lança


Obra erudita e iconoclasta de um dos maiores teóricos do pós-colonialismo, Crítica da Razão Negra aborda a evolução do pensamento racial na Europa, resgatando o conceito de Negro e de homem-mercadoria. Num mundo em que o neoliberalismo e a reactivação da lógica das raças que ele engendra desencadeiam a universalização tendencial da condição negra — convertendo o Negro no paradigma de uma humanidade subalterna —, Achille Mbembe apresenta-nos um verdadeiro programa filosófico e denuncia modelos de submissão, depredação e exploração. Inconformada com um quotidiano em que se sujeita ainda o semelhante à lógica mercantil que fora em tempos a da plantação e a da colónia, Crítica da Razão Negra considera urgente a descolonização mental da Europa outrora dominante para combater um fenómeno à escala planetária: o racismo global tecido pelo capitalismo selvagem, no qual todos seremos os novos «negros».

Achille Mbembe é professor de História e de Ciência Política na Universidade de Witwatersrand, em Joanesburgo, e lecciona na Universidade Duke, nos EUA. Um dos pensadores contemporâneos mais prolíficos e activos, tem uma extensa obra publicada sobre história e política africanas, na qual explora os temas do poder e da violência. É autor de De la postcolonie — Essai sur l’imagination politique dans l’Afrique contemporaine (2000) e de Sortir de la grande nuit – Essai sur l’Afrique décolonisée (2010).

312 pp | pvp 18€
ISBN 
978-972-608-254-5


Nas livrarias a partir de 10 de Novembro



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Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...