sábado, junho 22, 2013

Carapau de corrida, governo de fim de lota...


"Demissão/Demissão" e "Está na hora, está hora de o Governo ir embora"


Foi com este coro de protestos que, perto das 15:00, foi recebido em Alcobaça, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo  Portas, no meio de enorme vaia. Seguiu-se o primeiro-ministro,  Pedro Passos Coelho, oito minutos depois, igualmente recebido sob um coro  de protestos. 
À medida que chegavam os restantes ministros do governo, esperava-os a mesma dose, ou seja assobios e vaias.
Os manifestantes estão concentrados por trás de grades de proteção,  a alguma distância da entrada do Mosteiro de Alcobaça, onde reune o governo. 
Do lado de dentro do perímetro está a orquestra Típica e Coral de Alcobaça,  que executa peças musicais quando os ministros chegam ao local. 
Este é mais um retrato do Portugal atual, com uma governação emperrada que nem anda para a frente nem para trás.
Os governantes não conseguem dialogar com os parceiros sociais, encontrar consensos, falar para a população de forma perceptível, não conseguem movimentar-se seja para onde for sem que não lhes sejam movidas ações hostis, revelando total ruptura com as pessoas.
Há mesmo quem alvitre que governam contra a Nação.
A popularidade de quem manda está pelas ruas da amargura, quer dos partidos que integram a confusa coligação de direita, quer a do próprio Presidente da República, tido como padrinho e até chefe deste governo amarelo alaranjado.
Diariamente somos bombardeados com lavagens de cérebro televisivas, que todavia não parecem suficientes para evitar manifestações de índole social cada vez mais expressivas.
Não é que isto se deseje, claro que não, mas a situação vai ficando insustentável, piorando a cada dia que passa. 
Logo, as pessoas têm todo o direito de expressar a revolta que sentem ante as enormes dificuldades, atrocidades, angústias por que passam.
Para amenizar meu desabafo, deixo um pouco de cultura geral que amavelmente recebi via email. Oxalá gostem!

Fiquem bem,

António Esperança Pereira



Carapau de corrida - um pouco de cultura geral!
  

Origem e significado de «carapau de corrida»



Pergunta - Ouvi há pouco tempo uma explicação interessante, e não completamente descabida, sobre a origem da expressão «carapau de corrida», que sempre me intrigou!

O peixe é vendido pelos pescadores nas lotas, em leilões «invertidos», ou seja, com os preços a serem rapidamente anunciados por ordem decrescente, até que o comprador interessado o arremate com o tradicional «chiu!». Isto implica que o melhor peixe, e o mais caro, é o que é vendido primeiro, ficando para o fim o de menor qualidade. Em tempos anteriores ao transporte automóvel, as peixeiras menos escrupulosas compravam esse peixe no fim da lota, por um preço baixo, e corriam literalmente até à vila ou cidade, tentanto chegar ao mesmo tempo que as que tinham comprado peixe melhor e mais caro na lota (e tentando vendê-lo, evidentemente, ao mesmo preço que o de melhor qualidade). Nem sempre os fregueses se deixavam enganar, e percebiam que aquele carapau era «carapau de corrida», comprado barato no fim da lota e transportado a correr até à vila. Hoje ainda, o que se arma em carapau de corrida julga-se mais esperto que os outros, mas raramente os consegue enganar.

quinta-feira, junho 20, 2013

Informação aos Leitores: Meus Livros e Livrarias...



Nosso comentário:


Dado que me vem sendo solicitada pelos leitores informação de como adquirir meus livros em livraria, vou deixar hoje alguma informação sobre o assunto.
CRÍTICOS AVULSO (o bota abaixo no mediatismo)Existe um link no fundo de cada post que escrevo no blog, como muitos já repararam, que dá acesso ao site da Editora Bubok, onde meus escritos, seja em formato de livro, seja em formato de E-Book, podem ser adquiridos de maneira fácil e totalmente fiável.
Basta aceder ao dito site http://lusito.bubok.pt/ e efetuar aí o pedido que se pretende.
Quanto a livrarias onde os mesmos podem ser adquiridos, permito-me indicar-vos algumas em várias cidades do território nacional, dando resposta assim aos tais pedidos de informação que me têm chegado.
Um obrigado a todos pelo interesse e atenção dispensados.
Aqui fica, pois, a informação solicitada:


-Lapis De Memoria
Morada: Av. Fernão de Magalhães, 456 
Coimbra
Telefone: 239403438

-100ª PÁGINA
Morada: Casa Rolão Av. Central nº 118-120 
Braga
Telefone: 253267647

-Livraria Minho
Morada: Largo da Senhora-A-Branca, nº. 66 
Braga
Telefone: 253 271 152

-Fabula Urbis
Morada: R. de Augusto Rosa, 27 
Lisboa
Telefone: 21 888 50 32

-Jade Livrarias
Morada: Av. Miguel Bombarda Nr. 20 C/V, 
Lisboa
Telefone: 213 021 061

-Livraria Boa Leitura
Morada: Av. Dr. Francisco Sá Carneiro Edifício Leiria 
Leiria

Telefone: 244 831 830


Fiquem bem,

António Esperança Pereira


quarta-feira, junho 19, 2013

Brasil em luta, Portugal de luto...


Nosso comentário:


É um desenho humorístico de um site brasileiro, mas podia ser de um qualquer outro site de um outro país do mundo.
De Portugal por exemplo.
Vivem-se tempos em que é notória a perda de confiança nas Instituições.
A crise que se vem vivendo, atingindo o mundo inteiro (a uns mais que outros evidentemente) apenas veio por a nu o que até aqui passava um tanto ao lado do comum dos cidadãos.
Sempre se tiveram reservas quanto ao exercício do Poder, os chamados oportunistas, habilidosos, malabaristas, sempre se duvidou das boas práticas do sistema bancário, os chamados senhores da cartola, capitalistas, da honestidade com que se faziam as maiores fortunas, o que era natural.
O que não havia era esta dúvida sistemática por parte das populações, perante um violar de regras e de compromissos tão despudorado.
Já se ultrapassou a fronteira da suspeita. 
Agora sabe-se que se rouba, que se violam leis por parte de quem detém os Poderes da governação, e a justiça é cega ou está de mãos atadas, porque pouco ou nada faz.
O leitor sabe que não se está a falar do ladrão de carteiras, de jóias, de automóveis, igualmente condenável, mas sim do ladrão impune de milhões e milhões retirados ao bolso dos contribuintes.
De quem não acata decisões do Tribunal Constitucional.
A justiça está de mãos atadas, os povos também. 
Com e advento das ditas democracias ocidentais, os militares "ao lado do povo nas revoluções" saíram de cena da política, em minha opinião bem, todavia e pelo contrário ficaram os governantes dotados de um braço armado poderosíssimo, contingentes policiais armados até aos dentes, que lhes permite fazer em democracia o que dantes só se fazia em ditadura.
Com mágoa o digo, caminhamos a passos largos, com a violação sistemática das leis, com o autismo próprio do "quero, posso e mando" para os regimes totalitários de uns tempos atrás que levaram os povos aos desastres horrendos que a história conta.


PS. Uma saudação especial para o Brasil. Só desejo aos brasileiros que, se algo mudar no Brasil, seja para melhor. Isto porque, em Portugal, mudámos para muito pior!


Fiquem bem,

António Esperança Pereira



Assim mesmo...

segunda-feira, junho 17, 2013

Exames, Políticos, Vírus e Democracias...


Nosso comentário:


Em dia de enorme confusão neste nosso Portugal à beira mar plantado, resolvi publicar uma historiazinha com algum humor que me enviaram via email e que vale a pena ler.
Esta historiazinha assenta que nem uma luva ao diálogo que não existe entre o governo atual e o povo português. 
Desta vez são professores em greve, mas poderiam ser outros que era rigorosamente a mesmíssima coisa.
Não sei se o caro leitor, no país onde vive e onde tem a amabilidade de ir lendo meus escritos, o que agradeço do fundo do coração, já se confrontou com o seguinte:
Viver num país democrático, e ter a sensação nua e crua de que se assiste a uma tentativa de adulteração e abuso do conceito e também da prática da dita democracia.
O governo é eleito por vontade popular, expressa em votos, com umas promessas que acabam por convencer uma parte do povo (cada vez menos diga-se) a votar neles. 
Depois, uma vez eleitos, rasgam as promessas com que tinham convencido os eleitores a elegê-los e é o "quero, posso, e mando".
Usam e abusam do poder, coisa que as democracias supostamente não deveriam deixar com sua leis.
Na verdade o que está acontecendo, é que os governantes estão conseguindo fazer o que aqueles bichinhos a que chamamos vírus vêm intentando há já algum tempo: tipo o vírus da gripe, por exemplo. Contorna o poder do antibiótico (medicamento) e faz a sua caminhada no paciente sem dó nem piedade.
Assim fazem os políticos com as leis. Falo do Portugal atual evidentemente. 
Tal como os tais bichinhos a que chamamos vírus estão conseguindo contornar os antibióticos, assim os políticos estão contornando as leis, fazendo a sua caminhada sem dó nem piedade pisando sem escrúpulos as leis da democracia.
Quem se trama, se lixa, e morre com estes avanços perversos sem antídoto à altura, dos bichos e dos políticos, são os Pacientes e as Democracias!


PS. Deixo a tal historiazinha...

  1. Fiquem bem,

    António Esperança Pereira



Humor de um velho crente:


Uma jornalista da CNN ouviu falar de um crente muito velhinho que ia todos os dias, duas vezes por dia, ao Muro das Lamentações para rezar, durante largos minutos. 


Decidiu verificar.

Colocou-se em observação junto do Muro e... lá apareceu ele, andando trôpego, em direção ao local sagrado.

Observou-o, enquanto rezava, durante uns 45 minutos.

Quando ele voltava, vagarosamente, apoiado na sua bengala, aproximou-se para a entrevista.

- Desculpe-me, senhor. Sou Rebecca Smith, da CNN. Como é o seu nome?

- Morris Feldman - respondeu ele.

- Senhor Feldman, há quanto tempo vem ao Muro orar?

- Há uns 60 anos - respondeu o velho crente.

- Sessenta anos! Isso é incrível! E o que é que o senhor pede?

- Peço que os cristãos, os judeus e os muçulmanos vivam em paz. Peço que todas as guerras e todo o ódio terminem. Peço que as crianças cresçam em segurança e se tornem adultos responsáveis. Peço amor entre
os homens.

- E como é que o senhor se sente, pedindo isso há 60 anos?

- Sinto-me como se estivesse a falar para uma parede...






sábado, junho 15, 2013

Ele lá saberá porque o faz...


Nosso comentário:


Dia 15 de Junho, dia de sol e de uma gigantesca manifestação de professores em Lisboa.
A unidade das populações contra as políticas do atual governo vem sendo cada vez mais um facto, deixando a governação como que a governar sozinha como fazem os ditadores, contra o seu próprio país.
Hoje todos os sindicatos apoiaram o protesto, naquilo que pode chamar-se de "braço de ferro" com o governo.
É cada vez mais difícil fazer passar uma imagem democrática a um regime que tudo faz para contestar as leis que não favorecem as políticas que quer levar a cabo custem elas o que custarem ao povo português.
Vale na circunstância ao executivo, um Presidente da República da sua cor, que o apadrinha e defende com unhas e dentes.
Ele lá saberá porque o faz.
Isto porque em circunstâncias idênticas, um tecido social cada vez em maior risco de explosão, um governo que insiste em não respeitar a Lei, um piorar de tudo a cada dia que passa, qualquer Presidente da República que fosse um árbitro isento, como mandam as boas regras da Constituição da República, já teria no mínimo dissolvido a Assembleia da República e chamado o POVO a pronunciar-se em eleições.
Segundo o PR diz, não o faz, em nome da estabilidade governativa. Só que, para quem observa este nosso Portugal, e nem é preciso ser-se muito atento, estabilidade governativa é coisa que Portugal não tem.
Podem fechar os olhos e não ver. Tapar os ouvidos e não ouvir. Congelar o coração e não sentir. Desligar a mente e não pensar.
Só que o processo histórico é imparável. Tem o seu curso próprio. 
Todo o regime mais cedo ou mais tarde acaba. Como tudo na vida. 
O dia chegará em que, a bem ou a mal, este momento degradante, insólito, inóspito, falso, revoltante, que se vive, terá o seu fim. 


PS. Por ser dia de protesto e de luta de uma categoria de profissionais do "SABER", os Professores, e porque o saber não ocupa lugar, deixo-lhes uma pequena curiosidade que me enviaram. Vale a pena ler...

  1. Fiquem bem,

    António Esperança Pereira



A ORIGEM da palavra NOITE   (muito curiosa...)


Em todos os idiomas europeus a palavra "noite" é formada pela letra N+ 8.
A letra N é o símbolo Matemático de infinito, o oito deitado também simboliza infinito, ou seja, noite significa, em todas as Línguas, a união do infinito!!!

Português: noite= n+oito
Espanhol:noche= n+ocho
Inglês: night=n+ eight
Alemão:nacht= n+acht
Francês: nuit= n +huit
Italiano:notte =n+ otto

Realmente é curioso, faz pensar, até porque o Inglês tem uma raiz diferente, não é uma Língua Românica.

quinta-feira, junho 13, 2013

Governo, Descontrolo e Borda D'água


Nosso comentário:


Tempo de algum humor na Assembleia da República provocado pela intervenção de um deputado comunista. 
Escuso-me comentar o sucedido, pois são seguramente mais os leitores que presenciaram a cena do que os que o não fizeram. 
Especialmente os leitores portugueses...
Aos outros, falantes de português "de outras nacionalidades", bem como portugueses que não tiveram oportunidade de visionar, deixarei o link das imagens no final do post para que não percam.
Vale a pena ver.
Certamente todos acharão imensa piada, não só ao deputado comunista e à maneira por ele arquitetada para achincalhar o ministro das finanças, Vitor Gaspar, como também à risada histérica provocada no ministro Álvaro dos Santos Pereira (ministro da economia, embora não pareça) que perdeu as estribeiras de tanto rir.
A mim acontecia-me muitas vezes rir assim como o ministro Álvaro, quando era adolescente e ouvia alguém contar uma boa anedota. 
Ria ria ria até mais não poder. 
Depois de crescer, ao contrário do ministro Álvaro, consegui passar a controlar aquele meu histerismo adolescente.
Porque se trata de um dia que dedico ao humor, para além do link que dá acesso à bizarra cena do "borda d'água " na Assembleia da República, deixo também duas piadas com sotaque brasileiro, mas que se adaptam na perfeição à nossa crise.

  1. Fiquem bem,

    António Esperança Pereira




Assunto: Chuvas torrenciais...
 
Para aqueles que perderam o programa...




Amizade
 

Gostou? Curta e compartilhe

quarta-feira, junho 12, 2013

Portugal à venda em dia de Santo António


Nosso comentário:

Portugal encontra-se numa situação difícil. A braços com pressões de credores por todo o lado, sem uma visão política à altura da situação, sem governantes competentes, pode muito bem afirmar-se que Portugal é um país à venda.
Um país oferecido mostrando a sua debilidade e carência de dinheiro. Sem alternativas credíveis para evitar tal estado de coisas, vê-se na obrigação de alienar muito do seu melhor e mais valioso património.
Tem-se falado ultimamente na ANA (Aeroportos de Portugal) nos Estaleiros de Viana do Castelo, nos CTT, na TAP.
Todas as empresas citadas, de enorme gabarito e de incalculável valia. No caso particular dos CTT e da ANA, empresas que  foram sempre lucrativas.
Pois bem, mesmo assim, e por muito que nos custe, as pressões exteriores falam mais alto, há que vê-las ir-se para mãos alheias deixando dessa forma de constituir um pé de meia, uma mais valia para o Estado Português.
É o empobrecimento imparável de Portugal. O apequenar e emagrecer do nosso Estado. O hipotecar de um futuro nacional cada vez mais incerto.
Apenas a título informativo, parece que a privatização dos CTT está a atrair menos procura de investidores internacionais do que os interessados na ANA (Aeroportos de Portugal). 
Para já haverá o interesse dos Correios do Brasil, país que poderá decidir em breve igualmente o futuro da TAP.

PS. Para que conste, para que o futuro possa ler, deixo-lhes uma pequena resenha histórica dos CTT e o significado do seu antiquíssimo logótipo.

  1. Fiquem bem,

    António Esperança Pereira



OS CTT - Apontamento breve

As origens dos CTT remontam a 1520, ano em que o rei D. Manuel I criou o primeiro serviço de correio público de Portugal, nomeando primeiro Correio Mor do Reino hereditário a António Gomes de Elvas, de ascendência cristã nova, cargo extinto pela Rainha D. Maria I em 1798.
Em 1821 inicia-se a distribuição domiciliária na cidade de Lisboa.
Mais tarde, após algumas alterações, tem autonomia administrativa (1911).

LOGÓTIPO

As suas origens são antigas, remontam a 1520, tempos em que a Monarquia reinava, e em que as deslocações eram feitas a pé, a cavalo ou de carruagem.
Resulta daí a imagem do cavaleiro montado num cavalo tocando a trombeta anunciando a chegada

do correio.

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...