A alma precisa de silêncio
paz
depois de sons tónicos
que elevem o potencial
do nosso sentir interior
uma abertura consciente
a essa dimensão musical
consola vitaliza
rejuvenesce
se a escolha for adequada
houver sintonia
entre os sons da vida
e a alma
esta alimenta-se dá brilho
acalma
uma sensação semelhante
a inalação de ar
fresco colorido
crescendo nas narinas
espalhando-se depois ao corpo todo
qual doce arco-íris de veludo
o resultado pode ser
uma deliciosa quietude
radiante iluminada
sossegada
pode ser também o impulso perfeito
para correr saltar dançar
inebriar-se na nudez
de uma alegria
contagiada contagiante
só entendida pelos deuses
sexta-feira, novembro 07, 2008
saio da noite em pesadelo
Saio da noite madrugada
em pesadelo
cai-me ao pequeno almoço
uma cárie dentária
deixando em seu lugar
um buraco uma cratera
onde o ar a água o alimento
causam dor
perturba-me a dor
a idade física
a exposição aos outros
hoje e sempre questionada
mais uma vez
o meu carro é companheiro de abalada
um amparo na solidão velocidade
em que acalmo
apaziguo cruzando a estrada
no silvo do vento
na paisagem desfocada
que explicação para meus extremos?
ou paro medito estabilizo a inquietude
em total e impressionante quietude…
ou parto desatinado
como agora
para me encontrar em meteórico movimento!
de que fujo?
que procuro?
que haverá que vejo ou que não vejo
que me faz murchar parar
ou correr acelerar?
em pesadelo
cai-me ao pequeno almoço
uma cárie dentária
deixando em seu lugar
um buraco uma cratera
onde o ar a água o alimento
causam dor
perturba-me a dor
a idade física
a exposição aos outros
hoje e sempre questionada
mais uma vez
o meu carro é companheiro de abalada
um amparo na solidão velocidade
em que acalmo
apaziguo cruzando a estrada
no silvo do vento
na paisagem desfocada
que explicação para meus extremos?
ou paro medito estabilizo a inquietude
em total e impressionante quietude…
ou parto desatinado
como agora
para me encontrar em meteórico movimento!
de que fujo?
que procuro?
que haverá que vejo ou que não vejo
que me faz murchar parar
ou correr acelerar?
segunda-feira, novembro 03, 2008
mergulho nos teus olhos
Mergulho nos teus olhos luz
de madre pérola
espelho profundo dos meus
melhor que em sítio nenhum
vejo que há longe perto
flor amor paz
viagem encantada
entrar neles
sorrir com eles é estar
num túnel protegido
onde me perco
túnel fechado
meu e teu somente
e simultaneamente
aberto descomplexo
debaixo do céu
não sei se existo
se há tarefas por cumprir
se há mais qualquer coisa fora daqui
só sei
que estou feliz e completo
aqui
no fundo dos teus olhos
que o diga a lágrima iluminada
que aparece
que brilha que me queima
e que sorri!
de madre pérola
espelho profundo dos meus
melhor que em sítio nenhum
vejo que há longe perto
flor amor paz
viagem encantada
entrar neles
sorrir com eles é estar
num túnel protegido
onde me perco
túnel fechado
meu e teu somente
e simultaneamente
aberto descomplexo
debaixo do céu
não sei se existo
se há tarefas por cumprir
se há mais qualquer coisa fora daqui
só sei
que estou feliz e completo
aqui
no fundo dos teus olhos
que o diga a lágrima iluminada
que aparece
que brilha que me queima
e que sorri!
a cada um o seu papel
A cada um o seu papel
a sua função
um existe
para o outro existir
e vice-versa
há o juiz
o infractor
o polícia o ladrão
o aluno o professor
o homem a mulher
a presa o predador
quem fez isto assim
fê-lo bem feito
uma espécie de organização
pensada em molde
“complemento”
e goste-se ou não
queira-se ou não
tudo vai girando
mesmo sem grande entendimento
como que o natural funcionamento
compensa
a geral desadaptação
e falta de contentamento
a sua função
um existe
para o outro existir
e vice-versa
há o juiz
o infractor
o polícia o ladrão
o aluno o professor
o homem a mulher
a presa o predador
quem fez isto assim
fê-lo bem feito
uma espécie de organização
pensada em molde
“complemento”
e goste-se ou não
queira-se ou não
tudo vai girando
mesmo sem grande entendimento
como que o natural funcionamento
compensa
a geral desadaptação
e falta de contentamento
enquadro-me comigo
Enquadro-me comigo
com o que sou
com o que posso
com o que quero
escolho o que preciso
e vou
depressa encontro o desafio
a nódoa no tecido
a pergunta sem resposta
a solução por descobrir
mas está um dia Outono lindo
não dá para não ir
deixo para trás o embaraço
a notícia triste
da imprensa do quiosque a deprimir
e animo
sei que a seguir
há sossego e mimo
a consolar as pedras do caminho
a natureza para onde vou
não quer saber
de tricas ditos
mexericos
taras vitórias e derrotas
medos
apenas é o que é
e está onde está
por isso hoje dia quezilento
de má língua eleições
outras confusões
é para lá que vou
com o que sou
com o que posso
com o que quero
escolho o que preciso
e vou
depressa encontro o desafio
a nódoa no tecido
a pergunta sem resposta
a solução por descobrir
mas está um dia Outono lindo
não dá para não ir
deixo para trás o embaraço
a notícia triste
da imprensa do quiosque a deprimir
e animo
sei que a seguir
há sossego e mimo
a consolar as pedras do caminho
a natureza para onde vou
não quer saber
de tricas ditos
mexericos
taras vitórias e derrotas
medos
apenas é o que é
e está onde está
por isso hoje dia quezilento
de má língua eleições
outras confusões
é para lá que vou
receptivo confiante
Receptivo firme
confiante
pousado concentrado
braços abertos de gigante
inebriado consolado
atento sem qualquer julgamento
assim me apresento
escancarado e crente
diante do amor
que está na minha frente
a menos de um palmo
de mim
confiante
pousado concentrado
braços abertos de gigante
inebriado consolado
atento sem qualquer julgamento
assim me apresento
escancarado e crente
diante do amor
que está na minha frente
a menos de um palmo
de mim
voz romântica
A voz romântica que ouço
estende voa
o meu coração respira
um “slide show” mágico de cores
sítios sentimentos
aproxima distância geográfica
e tempo
numa só idade
que êxtase fascinante
a vida toda
percebida no melhor detalhe
neste instante
o lindo dos teus olhos
aquele regato aquele regaço
o branco amendoeira
o amarelo quente das mimosas
os gestos imprecisos
que faziam rir
a malícia que fazia tanto bem
de tão ingénua que era
que filme de vida sinto e vejo
entrando pelo ouvido
nesta voz romântica…
de tal forma fico em transe
com ela
que sou capaz
de dar vida a sítios idos
a gente morta
ou perdida na distância
e a quem tanto quero!
estende voa
o meu coração respira
um “slide show” mágico de cores
sítios sentimentos
aproxima distância geográfica
e tempo
numa só idade
que êxtase fascinante
a vida toda
percebida no melhor detalhe
neste instante
o lindo dos teus olhos
aquele regato aquele regaço
o branco amendoeira
o amarelo quente das mimosas
os gestos imprecisos
que faziam rir
a malícia que fazia tanto bem
de tão ingénua que era
que filme de vida sinto e vejo
entrando pelo ouvido
nesta voz romântica…
de tal forma fico em transe
com ela
que sou capaz
de dar vida a sítios idos
a gente morta
ou perdida na distância
e a quem tanto quero!
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