sonhei um dia que na estrada antiga
que levava ao Luso e a Viseu
apareceria
uma via larga e apareceu
sonhei um dia ver naquele caminho
encanto maior do que o que tinha
(o palácio do Buçaco era de reis
Coimbra de doutores
a praia da Figueira de água fria)
eu passava simplesmente
gostava do que via
(gostaria?)
e nas curvas/contra curvas
apenas o silêncio e a nebelina
de um futuro por vir
sentia
mas tempo é só tempo
é isso e nada mais
e agora sinto que valeu a pena
sonhar Coimbra sonhar Viseu
encontrar o encanto
nos olhos teus
e no dia que nasce
na palavra que ecoa
na Beira (que é nossa)
a esperança renasce por ti
aqui em Lisboa
sexta-feira, dezembro 02, 2005
teclando
gente gente
tudo ali no ecrã do PC
"pa mim pa ti"
ali escondida vi
lolita_lady
menina mulher
mulher menina
menina a crescer
a vida a sorrir
a pressa de ser
imaginei lolita
a mirar-se ao espelho
fresca
ladina
rapariga que cresce
a ver-se e a achar-se
e também a desejar mostrar-se
mas ainda escondida
(timidez dos sixteen?)
vai tentando
ensaiando
ousando
negando
e também fugindo
mas um dia
estou certo
lolita_lady aparece
tudo ali no ecrã do PC
"pa mim pa ti"
ali escondida vi
lolita_lady
menina mulher
mulher menina
menina a crescer
a vida a sorrir
a pressa de ser
imaginei lolita
a mirar-se ao espelho
fresca
ladina
rapariga que cresce
a ver-se e a achar-se
e também a desejar mostrar-se
mas ainda escondida
(timidez dos sixteen?)
vai tentando
ensaiando
ousando
negando
e também fugindo
mas um dia
estou certo
lolita_lady aparece
nick "joana slogy"
apareceste no pequeno ecrã
florindo como árvore gigantemente linda
pétalas brancas amarelas cor de rosa
caíam choviam do irreal
eras tu vestida de palavras
breves palavras do teu tempo
que em Coimbra afinal
é o mesmo tempo
que me deste a mim (pequena atenção)
instante/vida
uniu-me a ti a palavra e a flor
que a árvore cresça sempre e floresça
e a palavra escrita
seja o botão a abrir em vida
a saudade a dor e também o amor
dos que passamos sem rosto
e somos passageiros deste tempo
florindo como árvore gigantemente linda
pétalas brancas amarelas cor de rosa
caíam choviam do irreal
eras tu vestida de palavras
breves palavras do teu tempo
que em Coimbra afinal
é o mesmo tempo
que me deste a mim (pequena atenção)
instante/vida
uniu-me a ti a palavra e a flor
que a árvore cresça sempre e floresça
e a palavra escrita
seja o botão a abrir em vida
a saudade a dor e também o amor
dos que passamos sem rosto
e somos passageiros deste tempo
queima das fitas
a noite é linda
os jardins estão decorados
com montanhas de amor
a beira-rio está sempre fabulosa
ontem mesmo
a lua fazia reflexo no rio mondego
era o perfeito momento de paz
harmonia
e saudade
os jardins estão decorados
com montanhas de amor
a beira-rio está sempre fabulosa
ontem mesmo
a lua fazia reflexo no rio mondego
era o perfeito momento de paz
harmonia
e saudade
península de Peniche

quando a névoa levanta
e começam a raiar fios de sol
Peniche aparece com o seu mar
em península larga
de encantar
as gaivotas ecoam pelos ares
sons de barcos de rochedos
onde a água vem deitar
ondas carregadas de segredos
os pescadores navegam levam sonhos
alegria e mágua misturadas
para trás bem longe
vão deixando
a costa altaneira
pedregosa
locais de infância
a vida inteira
a cidade amuralhada
o cais
a nau dos corvos
a Berlenga que os saúda
quando passam
e ficam também a perder de vista
as praias de encantar
as dunas
com turistas sequiosos de encontrar
ali um porto
ali um sol
ali um mar
e começam a raiar fios de sol
Peniche aparece com o seu mar
em península larga
de encantar
as gaivotas ecoam pelos ares
sons de barcos de rochedos
onde a água vem deitar
ondas carregadas de segredos
os pescadores navegam levam sonhos
alegria e mágua misturadas
para trás bem longe
vão deixando
a costa altaneira
pedregosa
locais de infância
a vida inteira
a cidade amuralhada
o cais
a nau dos corvos
a Berlenga que os saúda
quando passam
e ficam também a perder de vista
as praias de encantar
as dunas
com turistas sequiosos de encontrar
ali um porto
ali um sol
ali um mar
vizinho amante
foi num ápice que desapareceu
vizinho amante
homem atraente
da minha escada da minha rua
homem sem nome
acelera inveterado
bonzão
que impressionava
só de o sentir perto
só de lhe sentir o cheiro
e sabia-se que em outra morada
tivera mulher
outra mulher
amante
supostamente bela
quem me dera ter o que ele tinha
desde o fato à gravata aos sapatos
a mulher a filha da mulher
e a outra
e os prazeres supostos dele
e de repente
outra mulher?
deixei de o ver
nem cheiro nem o lugar do cheiro
as flores usadas ficaram como duas rosas regadas
logo murchas
como a quem falta o alimento
e também o tratamento de luxo
a fachada
que o bonzão naquela maneira de ser assim
lhes dava
tratar-se-ia de um semeador de sonhos
ou de um simples jardineiro
que não sabe cuidar do seu jardim?
vizinho amante
homem atraente
da minha escada da minha rua
homem sem nome
acelera inveterado
bonzão
que impressionava
só de o sentir perto
só de lhe sentir o cheiro
e sabia-se que em outra morada
tivera mulher
outra mulher
amante
supostamente bela
quem me dera ter o que ele tinha
desde o fato à gravata aos sapatos
a mulher a filha da mulher
e a outra
e os prazeres supostos dele
e de repente
outra mulher?
deixei de o ver
nem cheiro nem o lugar do cheiro
as flores usadas ficaram como duas rosas regadas
logo murchas
como a quem falta o alimento
e também o tratamento de luxo
a fachada
que o bonzão naquela maneira de ser assim
lhes dava
tratar-se-ia de um semeador de sonhos
ou de um simples jardineiro
que não sabe cuidar do seu jardim?
a minha mulher
faz tempo já serra de Sintra meu amor
piquenique de um ontem em que te conheci
um olhar distantemente perto
entre o casario e o trem
que trazem Sintra ao Rossio
e que te trouxeram a mim e a ti
ali começou tudo
entre Sintra e o Rossio
ali te achei companheira por achar
e comecei a seguir o teu andar
Belém Lisboa a outra margem
olhos de Lisboa os teus
num rio que te viu nascer
as marchas populares
os bairros as gaivotas
com o Tejo sempre perto
cacilheiros encontrados
um porto um abrigo
um pai um amigo e tu sempre tu
coração grande e aberto
talvez por isso meu amor tu foste cais
e pousei em ti
meiga bela e boa
MULHER
abençoada Lisboa/mulher
que me deu tanto
e quem recebe tanto tem que ser grato
sou pouco o que te dou
pequeno
Sintra Rossio
Belém a outra margem
mulher estou aqui
piquenique de um ontem em que te conheci
um olhar distantemente perto
entre o casario e o trem
que trazem Sintra ao Rossio
e que te trouxeram a mim e a ti
ali começou tudo
entre Sintra e o Rossio
ali te achei companheira por achar
e comecei a seguir o teu andar
Belém Lisboa a outra margem
olhos de Lisboa os teus
num rio que te viu nascer
as marchas populares
os bairros as gaivotas
com o Tejo sempre perto
cacilheiros encontrados
um porto um abrigo
um pai um amigo e tu sempre tu
coração grande e aberto
talvez por isso meu amor tu foste cais
e pousei em ti
meiga bela e boa
MULHER
abençoada Lisboa/mulher
que me deu tanto
e quem recebe tanto tem que ser grato
sou pouco o que te dou
pequeno
Sintra Rossio
Belém a outra margem
mulher estou aqui
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